Pulsø, FAZ, Foto_Invasão, AfroT: compilamos o que rolou em 2016 por aqui

Foram diversas palestras, workshops, shows, exibições de filmes e residências, parte de uma programação que envolveu arte, tecnologia, música, cultura do fazer, história, urbanismo, fotografia, etnografia, mudanças de comportamento e de paradigmas.

>>Acesse também o especial do Red Bull Studios São Paulo 2016<<

Pra lembrar um pouco do que foi 2016 por aqui, reunimos abaixo dez momentos importantes do ano. Aproveite para rever — ou assistir pela primeira vez — aos registros desses encontros.

PULSØ

Foto: Felipe Gabriel

Uma residência de músicos que reuniu gente de diversos cantos do país experimentando sonoridades e parcerias: essa foi a proposta do Pulsø 2016.

O encontro de quase 30 músicos rendeu uma coletânea de 14 faixas bem diversa, que você pode ouvir abaixo.

12ª RESIDÊNCIA ARTÍSTICA

Instalação de Giuliano Obici | Foto: Lost Art / Red Bull Content Pool
Instalação de Giuliano Obici | Foto: Lost Art / Red Bull Content Pool

Em julho, a exposição da 12ª Residência Artística do Red Bull Station mostrou trabalhos de seis artistas que ocuparam os ateliês do prédio por cerca de um mês e meio. O curador Fernando Velázquez destacou a proposta de falar das artes visuais de forma ampla: “O encontro de artistas de diferentes trajetórias causa uma discussão interessante e levanta o debate sobre o que é arte”. Questionamentos políticos, debate sobre ocupação de espaços na cidade, vida urbana e processos de cura aparecem nas obras de Janaína Miranda, Raphael Escobar, Luca Forcucci, Carolina Cordeiro, Anton Steenbock e Giuliano Obici, que no vídeo abaixo comentam seus trabalhos. Leia mais sobre aqui.

FESTIVAL RED BULL BASEMENT
Com enfoque em cidades e tecnologia, o festival teve como destaque a palestra de abertura do evento com o holandês Frank Kresin, diretor do instituto Waag Society, que cravou: “Existem muitas falhas e problemas com essas cidades inteligentes como estão sendo propostas atualmente. Primeiramente, elas começam pela tecnologia e não pelos humanos e seus desafios. Não olham para o que os humanos querem ou precisam, e tentam apenas empurrar tecnologias caras para dentro das cidades, desumanizando-as em vez de humanizá-las“. Assista ao discurso inteiro abaixo.

RESIDÊNCIA HACKER

A residente Sara Lana e seu capacete com sensores | Foto: Felipe Gabriel
A residente Sara Lana e seu capacete com sensores | Foto: Felipe Gabriel

Discutindo questões urbanas como ocupação do espaço público, afeto, noções de segurança e prevenção de enchentes, os residentes do programa Red Bull Basement criaram quatro projetos bem diversos neste ano. Aqui é possível ler mais sobre cada um e, abaixo, conhecê-los por meio de vídeo que registra um pouco do processo.

FAZ
Em sua primeira edição, o Festival de Cultura Maker teve como objetivo difundir a ideia de que todos podem criar tudo (ou quase tudo) o que quiserem, com dezenas de workshops gratuitos que foram de jardinagem a impressão 3D, passando por palestra com Guto Lacaz, artista e inventor, show com o multiartista argentino Jorge Crowe e apresentações de projetos com pegada “faça você mesmo”.

AFROT
Em outubro, o Red Bull Station sediou pela segunda vez a residência e festival AfroTranscendence. Produzido pela NoBrasil, com apoio da Red Bull Amaphiko, o evento recebeu artistas e pesquisadores de diversas áreas envolvidos com a cultura afro-brasileira.

Nega Duda durante performance no AfroT 2016 | Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Nega Duda durante performance no AfroT 2016 | Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

A programação de quatro dias contou com palestras debatendo temas como descolonização do conhecimento, ancestralidade e estética negra, além de atividades para selecionados via convocatória aberta, exibição de filmes de realizadores africanos e performances.

FOTO_INVASÃO
Foram oito coletivos criando instalações especialmente para os ateliês e porão do prédio, cada um com uma proposta — lembrar o crime ambiental em Mariana (MG), como na imagem abaixo, pensar a efemeridade e o medo, falar sobre violência policial, prostituição e sobre a vida urbana. Além da exposição, performance, feira e palestra fizeram parte da programação intensa de três dias do Foto_Invasão, evento organizado pelo coletivo Lost Art junto a outros grupos que fazem parte do universo da fotografia contemporânea em São Paulo.

Instalação do R.U.A. Foto Coletivo | Foto: Lost Art
Instalação do R.U.A. Foto Coletivo | Foto: Lost Art

OS BRASIS EM SP
Realizado como um festival, em junho, e como uma residência artística que ocorreu ao longo do segundo semestre, Os Brasis em São Paulo buscou revelar as histórias de quatro mestres de cultura que vivem na capital paulista, resultando em uma exposição no nosso espaço e em intervenções urbanas que ocorreram na cidade celebrando a cantora Nega Duda, o sambista Carlão do Peruche, o educador indígena Pedro Macena e a festeira Graça Reis.

“A intenção é celebrar essas pessoas como importantes agentes de cultura brasileira e aproximar espaços da cidade que pouco as conhecem”, contou Mayra Fonseca, idealizadora do projeto. Conheça melhor esses nomes e saiba mais sobre a iniciativa aqui.

Lambe do projeto Os Brasis em São Paulo | Foto: Brasis
Mestre Carlão do Peruche em lambe do projeto Os Brasis em São Paulo | Foto: Brasis

LAMBES NA LAJE
Foram duas edições e mais de 100 artistas expondo e vendendo seus trabalhos em arte gráfica neste ano. No vídeo abaixo, um pouquinho da última edição da feira de lambe-lambes que existe desde 2012.

SÓFÁLÁ
Encerramos o ano com o Sófálá, projeto da casa, organizado por Emerson Alcade e Majda Asad, que reuniu em 2016 slammers e MCs em diversas batalhas. Ao fim, os vencedores de cada uma garantiram a participação numa coletânea em livro e musical que serão lançadas no começo de 2017.

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Veja também, em vídeo transmitido ao vivo, como foi a disputa final por aqui.

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E 2016 teve ainda instalações como “Habitar” e a obra de Rodrigo Sassi, as exposições “Diários do Busão” e “Fronteiras”, muitas edições do Cine Performa, que mistura documentário e performance, palestra com Djamila Ribeiro (assista), debate sobre música e gênero, papo com KL Jay, além do evento Sincronicidade. Voltamos com mais em 2017, até já.

Sincronicidade: veja como foi o bate-papo sobre cidades mais humanas

No último dia 26 de novembro, uma palestra encerrou a semana do evento Sincronicidade, destinado ao debate sobre espaços públicos e cidades mais humanas.

Veja abaixo como foi a conversa, que contou com a participação de Dalva Santos, discutindo economia criativa; Márcio Black, debatendo eventos, apropriações e territórios de convivência; Pablo Paternostro, falando sobre equipamentos culturais; e Paulo Cesar Saraiva, discursando sobre agricultura urbana. O papo foi mediado por Rodrigo Castello, representando a plataforma Red Bull Amaphiko, que organizou o evento.

Saiba mais sobre o Sincronicidade aqui.

Veja como foi a final do Sófálá 2016

A última edição do Sófálá, evento que alterna batalhas de MCs e slam de poesia, aconteceu no último sábado (10/dez) por aqui, escolhendo o grande vencedor do ano — Felipe Nikito venceu no slam, com Tauane em 2º lugar, e Gabriela de Brito (Gabi Nyarai) na batalha, com Lucas Kóka como vice. Todos os ganhadores das edições de 2016 estarão num livro (os slammers) e coletânea musical (os MCs) a serem lançados no início de 2017 no Red Bull Studio São Paulo. Fique de olho por aqui para saber mais sobre.

Abaixo, confira as fotos da final e assista acima ao vídeo da transmissão ao vivo que rolou pelo Facebook.

Fotos: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

 

Os Brasis em São Paulo reúne online narrativas sobre mestres de cultura

Abertura da mostra | Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Abertura da mostra | Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Realizado como um festival, em junho, e como uma residência artística que ocorreu ao longo dos últimos cinco meses, Os Brasis em São Paulo — projeto com enfoque em dar visibilidade a mestres de cultura que vivem na capital paulista — resultou na exposição “Sobre-Com-Viver”, que ocorreu de 22 a 30 de novembro no Red Bull Station.

Lambe do projeto Os Brasis em São Paulo | Foto: Brasis
Mestre Carlão do Peruche em lambe do projeto Os Brasis em São Paulo | Foto: Brasis

Agora, o resultado desse processo pode ser visto também nas ruas da cidade, por meio de lambes como o acima, e online, no site da plataforma Brasis, que reuniu as narrativas sobre esses mestres em textos, minidocs e fotos. Assista, leia e veja tudo aqui -> http://bit.ly/2gcmOMe

O educador indígena Guarany Pedro Macena | Foto: Os Brasis em SP
O educador indígena Guarany Pedro Macena | Foto: Os Brasis em SP

Mestre ou Mestra de cultura brasileira é um termo usado para os chamados patrimônios vivos de cultura — termo do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. São bordadeiras, cozinheiras, rendeiras, construtores de instrumentos, músicos de folguedos (maracatu, samba de roda).

Foto: Os Brasis em SP
Nega Duda | Foto: Os Brasis em SP

Os Brasis em São Paulo propôs dar visibilidade a essa sabedoria por meio de um processo de oficinas de arte, narrativa e pesquisa que aconteceu de junho a outubro deste ano, buscando contar as histórias de Carlão do Peruche (mestre de jongo e da velha guarda do samba paulistano), Graça Reis (referência de cultura maranhense no Morro do Querosene), Nega Duda (referência do samba de roda do Recôncavo Baiano) e o educador cultural e espiritual índigena Pedro Macena.

Foto: Os Brasis em SP
Graça Reis | Foto: Os Brasis em SP

Os Brasis em São Paulo é iniciativa da rede de conteúdo Brasis (www.brasis.vc), com apoio da plataforma Red Bull Amaphiko. Veja abaixo fotos da abertura da exposição, em novembro.

Artistas apresentam no RJ peças sonoras desenvolvidas em residência no Red Bull Station

Neste sábado (3) e domingo (4), o festival Novas Frequências, que acontece no Rio de Janeiro, apresenta dois projetos sonoros desenvolvidos pelos artistas Luisa Puterman e Daniel Limaverde durante uma residência feita no último mês no Red Bull Station.

Participante em 2015 da Red Bull Music Academy em Paris, a paulistana Luisa Puterman irá apresentar a obra “Moto Perpetuo” neste sábado (3), criando uma experiência extrapalco de um dia no contexto do festival. A instalação busca criar um ambiente imersivo de reflexão por meio de materiais sonoros ligados à práticas de construção, aproveitando-se da reestruturação em que o Rio se encontra para explorar fronteiras entre começos e fins.

“Quero criar um lugar que dê a uma sensação de que as coisas mudam, mas, de alguma maneira, continuam iguais. Isso traduzido num contexto de construção civil”, diz a artista. “A ideia é questionar a especulação imobiliária no Rio de Janeiro, o custo das Olimpíadas”.

Foto: Sarah Bastin / Red Bull Content Pool
Foto: Sarah Bastin / Red Bull Content Pool

Esta questão “extrapalco” também se faz presente no trabalho de Daniel Limaverde, aluno da RBMA em Tóquio 2014. O artista apresenta peças para serem ouvidas em locais específicos da cidade, como em Copacabana e no Valongo, acessadas via internet, unindo narrativas sonoras, vestígios de memória e novas perspectivas para a ocupação da cidade.

“Sweet Spot” é uma série que será disponibilizada gratuitamente para download e streaming pelo site www.novasfrequencias.com a partir de sábado (3) e pode ser escutada em qualquer smartphone e fones de ouvidos. No domingo (4), vans levarão o público gratuitamente aos locais com saída da Red Bull House.

Imagens adicionais (cidade): Ricardo Lisboa

O trabalho cria um circuito de espaços urbanos do Rio de Janeiro que são reconstruídos por meio da virtualidade sonora. O ouvinte pode descobrir a quais locais as faixas são associadas por meio de seus respectivos títulos: os nomes das peças são números de coordenadas geográficas de GPS, latitude e longitude. Cada faixa desenvolve uma construção narrativa relacionada diretamente ao espaço que a intitula.

Quando o nome de uma faixa for inserido em um mapa online como o Google Maps, este apresentará o ponto preciso onde é possível experienciar a realidade virtual sonora. Todas as faixas do “Sweet Spot” estão em áudio binaural – ou áudio 3D – um método de reprodução que simula espacialização, dando a impressão de que os eventos retratados em cada peça estejam de fato ocorrendo no espaço ao redor do ouvinte, causando com que os sons escutados nos fones de ouvido se confundam com os sons do ambiente e vice versa. No vídeo acima, o artista fala mais sobre o trabalho.

Saiba mais sobre o Novas Frequências.


Luisa Puterman apresenta: Moto Perpetuo
Dia 3 de dezembro, sábado, às 16h
Galpão Gamboa: R. da Gamboa, 279 – Gamboa, Rio de Janeiro, tel. (21) 98460-1350 / 98460-1351. Grátis.

Caminhada Sonora – “Sweet Spot”, de Daniel Limaverde
Dia 4 de dezembro, a partir das 15h
Red Bull House: R. J. Carlos, 101.
Saída de vans a partir das 15h. 30 pessoas por grupo. Grátis

Veja a programação gastronômica do Lambes na Laje #6

(Atualizada sábado 3/12 às 11h10)

A sexta edição da feira e exposição Lambes na Laje ocorre neste sábado (3) com mais de setenta expositores que vão mostrar e vender seus cartazes a preços a partir de R$25.

Na parte gastronômica, banquinhas vão ocupar a laje do prédio com sanduíches, quitutes poloneses, árabes e sorvetes para matar a fome de quem for passar o dia imerso nas artes gráficas. Conheça abaixo o cardápio:

A CAFETERIA – redbullstation.com.br/cafeteria

Hamburguer da chef Tati Szeles. Foto: Felipe Gabriel
Hamburguer da chef Tati Szeles. Foto: Felipe Gabriel

Hambúrguer de fraldinha, cheddar, cebola crocante, tomate confit e verdes – R$ 22
Hambúrguer vegano, hommus de castanhas, maçã verde e rúcula – R$ 22
Cachorro quente, guacamole e taco – R$ 14

Foto: Tadeu Brunelli
Foto: Tadeu Brunelli

ARTE GELATI – artegelati.com.br
Sabores: Chocolate com laranja (vegano) | Tequila com limão | Nutella | Coco com doce de leite | Banana caramelada – R$ 10.

sorvete-invasao

DAS ARÁBIAS – dasarabiasgastronomia.com.br

Quentes: Charuto de Folhas de Uva – R$ 15 | Quibe Assado de Bandeja – R$ 10
Pastas: Homus (Tradicional ou Beterrabas) | Babaganuche | Coalhada Seca – R$ 15 (porção de 150g com pães sírios)

das-arabias

Combinados (Quentes + Pastas ou Trio de Pastas) – R$ 23
Porção extra com pãezinhos torradinhos e molinhos – R$ 5
Doces sírios variados – R$ 7
Roscas de gergelim (200g) – R$ 10

PACA POLACA – facebook.com/pacapolaca
Varenikes de Batata com Cebola Caramelizada (porção de 6 unidades com cebola caramelizada – e creme azedo para os não-veganos) – R$ 22

“Varenikes, pierogi, varenykys, pyrohy, varenyk, pyrohy, gyoza, dumpling, bolinho, mezzaluna. Mil e um nomes para essas bolsinhas de massa com um recheio dentro, que pode ser salgado ou doce. Se você quiser cavar, vai encontrar primos e primas desse travesseiro em qualquer rincão do planeta. Os da Paca Polaca são meio polacos, meio ucranianos, meio diferentes. Não são iguais ao da sua avó nem aos da sua mãe. Para o Red Bull Station, a Paca Polaca vai colaborar com seus amiguinhos veganos e fazer varenikes sem qualquer resquício de produtos de origem animal”, conta a cozinheira Clarice Reichtul.

Varenikes da Paca Polaca | Foto: Clarice Reichtul
Varenikes da Paca Polaca | Foto: Clarice Reichtul