Perdeu o Festival Red Bull Basement? Resumimos ele pra você em 12 momentos

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

Teve discussão sobre mobilidade, papel dos fablabs na educação, tecnologias abertas e cidades democráticas. Teve interatividade na instalação do Dimitre Lima e imersão na Sala Bolha. Teve acarajé fritinho na nossa laje, ao lado de hambúrgueres na chapa, quitutes árabes e veganos. Teve oficina cheia de interessados em arduíno, Café Reparo reunindo uma fila imensa de gente querendo abrir e consertar seus badulaques, além de apresentações de projetos dos participantes da residência hacker.

Foi bem agitado o 2º Festival Red Bull Basement e, pra quem não conseguiu ir ou pra quem já quer relembrá-lo, a gente preparou a seleção abaixo.

1. No térreo do prédio, o visitante era recebido por esse circuito de luzinhas criado por Dimitre Lima.

 

2. O artista também ocupou a Galeria Principal do prédio com “Code_/Mode On”, uma obra audiovisual interativa: ao acionar os tablets disponíveis ali, o público podia interferir nas projeções.

 

3. Logo pela manhã, a palestra de abertura atraiu um monte de gente para o auditório. O holandês Frank Kresin, diretor do instituto Waag Society, conversou sobre educação, mobilidade e trabalho sob uma perspectiva das mudanças que a cultura do compartilhamento pode trazer. Em breve teremos a íntegra da conversa com ele por aqui.

Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool
Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool

4. Entre uma palestra e outra, valia a pena dar um pulinho na Sala Bolha, espaço imersivo que ocupou um dos ateliês do prédio e que é projeto de um dos atuais residentes do Red Bull Basement, Ricardo Coelho. Muita ventania do lado de fora, calmaria do lado de dentro.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
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5. Outro destaque da manhã foi o papo sobre economia circular: “O design tem potencial para repensar todo o consumo de um produto”, ressaltou Pedro Themoteo, da MatériaBrasil, ao falar sobre a importância do olhar voltado para o serviço na confecção de um objeto.

Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool
Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool

6. Na laje, teve muita comidinha deliciosa: acarajé, hambúrguer, hommus de beterraba, moqueca vegana…

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

 

 

 

7. No térreo, além da instalação do Dimitre, rolou o Café Reparo — projeto que discute consumo e obsolescência programada por meio do conserto de objetos eletrônicos –, causando uma grande fila de gente que trouxe seus badulaques para serem abertos. “O público foi bem heterogêneo. Consertamos desde fornos elétricos a celulares, difícil falar qual foi o mais interessante”, diz Pedro Belasco, criador do projeto.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

8. Pela tarde, tivemos mais conversa interessante: Carolina Cordeiro (Garagem FabLab), Heloísa Neves (WeFab), Paulo Henrique Silva (Curta Circuitos) e Wesley Schwab (Telefônica) falaram sobre prototipagem.

Fabio Piva / Red Bull Content Pool
Fabio Piva / Red Bull Content Pool

9. Outro papo que rolou foi sobre mobilidade: “O que a gente precisa entender é a transição da posse para o acesso. Nossas cidades são planejadas pros carros e não pras pessoas”, colocou o designer de produto Mateus Silveira.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

10. Enquanto tudo isso acontecia, no makerspace do prédio tivemos oficinas cheias de gente interessada em saber pra que serve e como funciona a placa arduíno.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

11. Já na Galeria Transitória, os participantes da residência hacker do Red Bull Basement – que acontece até outubro – explicaram seus projetos.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
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12. Pra finalizar, o último encontro no auditório – que reuniu Heloísa Neves, o chileno Tomás Vivanco e Ricardo Ruiz (UFPE) – discutiu o conceito de cidades abertas, gerando bons questionamentos para pensar sobre tudo o que foi falado no dia. O quanto os cidadãos estão se apropriando da tecnologia? O quanto essas tecnologias permitem, de fato, uma cidade mais democrática?

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
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Abaixo, veja mais fotos do evento.

(Por Adriana Terra e Letícia Alessi)

Palestra na íntegra: “Urbanismo Open Source”, por Giselle Beiguelman

Nesta atividade promovida pelo Red Bull Basement, a artista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) Giselle Beiguelman discorreu sobre o conceito de urbanismo open source, uma proposta de transformação urbana mais colaborativa e aberta, com o uso das redes. Assista a palestra na íntegra:

Conheça o arRUAça, projeto que realiza workshop em parceria com o Red Bull Basement

Nesta quarta-feira (21), um workshop fechado que integra a programação paralela do programa Red Bull Basement convida os inscritos a parar durante uma tarde para olhar para a cidade, ouvir quem faz parte dela e pensar mudanças que melhorem o espaço urbano.

Trata-se de um experimento do arRUAça, metodologia criada pelo pessoal d’oGangorra, empresa que busca referências que provoquem experiência urbanas e humanas, principalmente ligadas ao estímulo ao uso da bicicleta e a ocupação consciente da rua.

“O arRUAça convida a galera a observar o espaço onde está inserida e sugerir mudanças positivas — e tendo a bike como ferramenta para transformar essa história toda. Convida a galera a se sentir proprietária desse espaço público”, explica Brunno Carvalho, um dos integrantes d’oGangorra.

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Prática do arRUAça em Campo Limpo no primeiro semestre de 2015 / Crédito: facebook.com/oGangorra

A metodologia começou a ser pensada no ano passado, e no primeiro semestre de 2015 foi aplicada em um projeto no bairro paulistano de Campo Limpo, zona sul da cidade. Em parceria com iniciativas de educação e juventude, ela tem a proposta de fazer da rua e de espaços públicos de São Paulo — especialmente na periferia — uma plataforma aberta de convivência, cidadania ao ar livre, experimentação divertida e aprendizado.

O arRUAça foi apresentado em junho na Velo-city, na França, a maior conferência de mobilidade por bicicleta do mundo.

O workshop que será dado no Red Bull Station é uma espécie de versão reduzida do projeto aplicado em Campo Limpo. Contará com exibição de filme e bate-papo, caminhadas observatórias, entrevistas, mapeamento de problemas e desafios em um itinerário pelo centro de São Paulo.

Links Abertos: Conheça quatro projetos que repensam as cidades, selecionados pelo Red Bull Basement

Em agosto, a mostra Links Abertos, parte do festival do Red Bull Basement, apresentou vídeos de iniciativas relacionadas a urbanismo, espaços públicos e formas de habitar a cidade.

Quatro curadores de diferentes países escolheram os trabalhos para essa exibição: Gisela Domschke (Brasil), Mike Stubbs (Foundation For Art and Creative Technology – FACT, de Liverpool, Inglaterra), Floor van Spaendonck (The New Institute, de Roterdã, Holanda) e Doo-Eun Choi (Art Center Nabi, de Seul, Coreia do Sul).

Desde o começo do mês, estamos publicando aqui os projetos selecionados por cada um deles. Começamos com a FACT, depois vieram os trabalhos eleitos pelo The New Institute, seguidos da seleção de Doo-Eun Choi e hoje concluímos com os projetos escolhidos por Gisela Domschke, curadora do Red Bull Basement.

Bueiros Conectados tem a ideia de colocar sensores nos bueiros para evitar enchentes e outros problemas urbanos. Cidade Azul visa revelar os rios urbanos escondidos. Já o Rios e Ruas é um projeto que oferece um reconhecimento das principais bacias hidrográficas de São Paulo, enquanto o Inciti é um grupo pernambucano de pesquisa de inovação para cidades

Saiba mais sobre cada um dos projetos abaixo.

O Red Bull Basement é um espaço de produção, pesquisa e difusão de projetos que exploram formas colaborativas de experimentação com mídias digitais. O programa conta com uma residência em andamento e programação paralela.