Chamado aberto para a mostra “Aproximadamente 800 cm3 de PLA”

APROXIMADAMENTE 800 cm3 DE PLA é uma exposição que busca mostrar o rico estado da arte digital em 3D, materializando-o em um espaço físico. Modelos virtuais são impressos em plástico e apresentados em um gabinete de curiosidades feitas por computador. Em abril, o projeto chega à Galeria Transitória do Red Bull Station.

A participação é aberta a qualquer pessoa interessada em contribuir. Vale qualquer tipo de modelo: esculturas generativas, personagens animados, props para filme e/ou videogame, projetos de engenharia, maquetes virtuais, tomografias computadorizadas.

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Para ter a sua obra incluída na mostra, basta enviar o modelo 3D até 31 de março, em formato OBJ ou STL, para o e-mail 800cm3@redbull.com.br.

Os modelos recebidos serão impressos em 3D e colocados à mostra na Galeria Transitória de 1 de abril a 13 de maio. As condições completas de participação podem ser lidas abaixo.

De onde vem esse nome?
APROXIMADAMENTE 800 cm3 DE PLA é o volume total de plástico contido num carretel para impressão 3D. O projeto foi iniciado em 2015 durante a bienal de artes digitais “The Wrong”. Na primeira edição foram fabricados 71 modelos variados, criados por participantes de todo o mundo. Essa coleção encontra-se preservada no acervo da Galeria de Arte da UFES e pode ser vista em 800cm3.tumblr.com. O projeto é coordenado por Gabriel Menotti.

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No Red Bull Station, a mostra fabricará os modelos recebidos por e-mail até a matéria-prima acabar. Para que seu projeto seja fabricado e apresentado na exposição, basta observar essas oito regras simples:

1. Qualquer um pode enviar qualquer tipo de modelo 3D virtual para ser impresso e mostrado em APROXIMADAMENTE 800cm3 DE PLA;

2. De modo a estimular diversidade, as propostas estão limitadas a um modelo por pessoa;

3. O modelo deve ser enviado por e-mail, em formato STL ou OBJ, para 800cm3@redbull.com.br. No corpo da mensagem, indique o nome do autor e seu site(s) pessoal(is). Vale perfil em rede social também;

4. Todos os modelos serão produzidos usando os mesmos parâmetros de impressão e uma mesma quantidade de plástico PLA vermelho. Mas não se preocupe com isso: nós cuidaremos de formatar os modelos apropriadamente;

5. Depois de impressos, os modelos serão expostos na Galeria Transitória do Red Bull Station. A documentação das peças pode ser publicada nas redes sociais;

6. Planejamos imprimir a maior quantidade de objetos possível dentro das nossas restrições materiais. No caso de ser preciso fazer alguma triagem, nos basearemos em critérios bastante subjetivos de originalidade e diversidade;

7. Ao fim do processo, os modelos produzidos serão doados e uma coleção com os arquivos originais será publicada on-line. Caso você não queira que seu arquivo seja publicado, nos informe no email de submissão;

8. Ao submeter um modelo 3D para o projeto APROXIMADAMENTE 800cm³ DE PLA, você assume total responsabilidade sobre os direitos autorais da peça, e autoriza o seu uso e reprodução na exposição de acordo com as regras aqui delineadas.

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ENGLISH VERSION

APPROXIMATELY 800cm³ OF PLA is an exhibition of the rich state of 3D digital art in a physical space. It constitutes a cabinet of computerized curiosities made with 3D printing. In April, the project arrives at Red Bull Station’s Transitory Gallery.

Participation is open to anyone interested in showing their work. You can submit any kind of model: algorithmic sculptures, cartoonish characters, movie or videograme props, engineering projects, virtual maquettes, computerized 3D scans and more!

In order to have your work shown in the exhibition, submit a 3D model by March 31st, in OBJ or STL format, to the email address 800cm3@redbull.com.br. The models will be printed in plastic and put on display at the Transitory Gallery until May 13th. Full conditions of participation can be read below.

Where this name comes from?

APPROXIMATELY 800cm³ OF PLA is the total volume of plastic contained in a spool for 3D printing. The project began in 2015 during The Wrong digital arts biennale. In the first edition, 71 models from participants from all over the world were produced. These objects are currently preserved in the collection of UFES art gallery, and can be seen at 800cm3.tumblr.com. The project is coordinated by Gabriel Menotti.

Conditions of participation

We have a spool of red PLA plastic and we are going fabricate 3D models received by e-mail until this material runs out. For your model to be printed and presented in the exhibition, please observe these eight simple rules:

1. Anyone can submit any kind of virtual 3D model to be printed and displayed on the show;

2. In order to foster participation, submissions are limited to one model per person;

3. The models must be send by e-mail, in OBJ or STL format, to 800cm3@redbull.com.br. In the message body, please indicate the name of the author and his/her personal website or social network profile;

4. All models will be made using the same printer settings and a standard amount of red PLA plastic. But don’t worry about any of this; we will be taking care of formatting them accordingly;

5. Once printed, the object will be put on display at the Transitory Gallery. The documentation of this process can be published on social networks.

6. We plan to print as many objects as possible, within the limits of the available material (one spool of PLA). In case selections must be made, they will be based on the very subjective criteria of originality and diversity.

7. At the end of the process, the models will be donated and a collection with the original files will be published on-line. In case you don’t want your file to be made published, please inform in the submission e-mail;

8. By submitting an object to APPROXIMATELY 800cm³ of PLA, you take full responsibility over the copyright of the piece, and authorize its use and reproduction in the show according to the rules above.

No universo dos drones e do design de brinquedos: conheça o MiranteLab

Foto: Alice Gouveia
Foto: Alice Gouveia

Abordando design de brinquedos e um dos temas mais populares da tecnologia na atualidade, os drones, o MiranteLab é um espaço de oficinas, inovação e debates surgido em 2015 no centro de São Paulo, uma maneira de Carlos Candido e Guilherme Kominami darem vazão a assuntos de interesse da dupla, com formação na área da computação.

Foto: Alice Gouveia
Carlos Cândido | Foto: Alice Gouveia

Desde outubro eles vêm ministrando workshops no nosso makerspace, parte do programa Red Bull Basement. Os encontros, que no mês passado se dedicaram a construção de drones para corrida (o racer), em novembro são focados na construção de um tipo de drone de código aberto criado pelo espanhol Lot Amorós, o Flone.

Foto: Alice Gouveia
Prototipando um drone | Foto: Alice Gouveia

“O drone é um assunto que chama muito a atenção, e aí a gente aproveita pra falar de outros temas também”, conta Carlos. Esses outros temas aos quais ele se refere envolvem aspectos legislativos e, claro, também comportamentais dentro deste universo — falar sobre esfera privada e limites da regulamentação da operação de drones é pauta dos encontros, por exemplo.

Foto: MiranteLab
Drone criado junto a Prefeitura de São Paulo no combate ao mosquito da dengue, unindo toy design e drones | Foto: MiranteLab

“Colocamos sempre esses assuntos nas oficinas, porque aí temos mais opiniões e conseguimos construir um ponto de vista mais democrático”, diz ele, referindo-se às regras sobre o uso de drones em vigor no país.

Em funcionamento há quase dois anos, o Mirante trabalha ainda o tema do design de brinquedos, especialidade de Guilherme Kominami. O intuito, assim como na área de drones, é mostrar para as pessoas que é possível fazer do zero seu próprio objeto.

Foto: MiranteLab
Oficina de brinquedos | Foto: MiranteLab

“Tornar as coisas mais acessíveis é a ideia. Além da questão da representatividade: fazer as pessoas se enxergarem mais naquilo que estão criando”, resumem.

A próxima oficina deles por aqui é nesta quinta-feira (17).

Foto: Alice Gouveia
Guilherme Kominami | Foto: Alice Gouveia

Conheça mais sobre o trabalho da dupla -> https://mirantelab.files.wordpress.com

(Por Adriana Terra)

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Mirante do Vale — R. Brigadeiro Tobias, 118, 30º andar, sala 3015 -> como chegar.

Makerspace em outubro tem videomapping, drones e Realidade Aumentada

Outubro cheio na nossa programação em tecnologia e mão na massa: além de receber o FAZ – Festival de Cultura Maker, entre os dias 14 e 16, o Red Bull Station terá uma série de workshops neste mês. Veja abaixo a agenda e saiba como se inscrever, é tudo gratuito.

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

OCUPAÇÃO MIRANTE LAB – MONTAGEM DO RACER – 13, 20 e 27/OUT e 3/NOV

A ocupação Mirante Lab acontecerá em quatro encontros nos quais os participantes passarão por todo processo de construção de um Drone Racer, tendo a chance de conversar com especialistas e fazer testes de pilotagem. Ao fim dos encontros, os inscritos participarão da Corrida de Drones, realizada pelo Mirante Lab.

A ocupação Mirante Lab acontecerá durante dois meses dentro da programação do Red Bull Basement, propondo encontros, oficinas e grupos de pesquisa sobre drones. Todas as atividades são abertas ao público e gratuitas. Projetos independentes finalizados ou em processo de produção são bem-vindos para fomentar a troca e o desenvolvimento do grupo.

::15 pessoas; acesso por ordem de chegada | Local: Makerspace | Facilitação: Carlos Candido

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BASEMENT GO!: REALIDADE AUMENTADA E IMAGENS DA CIDADE – 18 e 19/OUT

Ministrada por Giovanna Casimiro, a oficina propõe dois dias de imersão no universo dos aplicativos, serviços e projetos de Realidade Aumentada. Os participantes irão trabalhar o princípio de experimentação com RA, utilizando softwares/plataformas online e imagens históricas da cidade. A partir de experimentos artísticos e do campo do design, o objetivo é exercer a capacidade de editar, construir e curar imagens de diversas épocas da cidade, podendo reaplicá-las através de tags ou geolocalização.

::15 pessoas; acesso por ordem de chegada | Local: Makerspace | Material necessário: câmera fotográfica ou celular com câmera

Makerspace em dia de oficina | Foto: Felipe Gabriel
Makerspace em dia de oficina | Foto: Felipe Gabriel

WORKSHOP DE VIDEOMAPPING INTERATIVO E IMAGENS DA CIDADE – 25/OUT

Neste encontro, será apresentado o software livre VPT7 e as três principais técnicas de mapeamento de vídeo: máscara, correção de cantos e distorção de malha. O workshop abordará também os modelos de computador mais apropriados para projeção e as tecnologias de projetores e cabeamentos disponíveis no mercado, além de ensinar a controlar projeção com protocolo MIDI, arduíno e a usar visualização de áudio para compor o set-vjing-interativo. Durante a oficina, o teto da laje do Red Bull Station será mapeado com conteúdo que é resultado de outro workshop, “Realidade Aumentada e Imagens da Cidade”.

::15 pessoas; inscrições prévias pelo email basement.inscricoes@redbull.com.br | Local: Laje | Facilitação: Lina Lopes | Material necessário: notebook com o Quicktime instalado.

Residência Hacker: Conheça o projeto Balanços InterAfetivos

Pensando em mobiliário urbano e tecnologia, e conectando isso a ideia de ocupação do espaço público e humanização da vida nas cidades, a dupla Lina Lopes e Giovanna Casimiro desenvolveu durante a residência do Red Bull Basement o projeto Balanços InterAfetivos.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação / Giovanna Casimiro e Lina Lopes

O QUE É O PROJETO?
Trata-se de um balanço duplo, facilmente replicável, com sensores que acendem ao serem tocados. O objetivo é que ele seja instalado em lugares meio esquecidos nas cidades, e que duas pessoas dividam o mesmo assento para gerar iluminação.

A ideia veio de uma iniciativa passada da dupla, que coordena o espaço Lilo na zona oeste da cidade. O trabalho anterior consistia em um boneco com luzes acionadas pelo toque humano, colocado em uma escadaria escura da Vila Madalena. A função da luz no balanço, no entanto, tem menos a ver com a ideia de segurança e mais com a ideia de afetividade.

“A gente mora em um país em que a iluminação é associada a questão de segurança, mas nesse caso a ideia não é essa. A ideia foi mais juntar duas pessoas num mesmo banco para acender o sensor, e colocar esse balanço no centro da cidade, porque o centro é um lugar de passagem, um lugar meio frio”, conta Lina.

Fase anterior do balanço, com redes, apresentado por Giovanna | Foto: Divulgação / Marcelo Paixão
Fase anterior do balanço, com redes, apresentado por Giovanna | Foto: Divulgação | Marcelo Paixão/Red Bull Content Pool

“Resolvemos usar pallets em vez de redes [como no protótipo acima]. A ideia das redes carregava essa coisa da conexão, da rede física e rede humana, mas a conexão fica simbolizada na coisa humana da dupla ter que sentar junta no banco para acender as luzes. O desafio foi pensar num mobiliário urbano, em design e também em tecnologia”, explica ela.

“A função iluminadora dos balanços ajuda na construção do conceito de iluminar a cidade com afeto. Afinal, o que se propõe é que os toques gerem luz, em uma analogia ao calor humano” — Lina Lopes e Giovanna Casimiro

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Quem quiser ver de perto, além da apresentação na próxima terça (4), a dupla fará uma sessão demonstrativa de aplicação do balanço neste sábado (1º/out) no Vale do Anhangabau, das 17h às 20h.

(Por Adriana Terra)

“Temos que mudar o modo de pensar”: assista à palestra do holandês Frank Kresin

Convidado a fazer o discurso de abertura do Festival Red Bull Basement, que ocorreu no último dia 20 de agosto, o diretor do instituto holandês Waag Society, Frank Kresin, falou ao público sobre cidades, tecnologia, cultura e comportamento — e sobre como tudo isso está ligado. “A tecnologia está influenciando muito a cultura, e a cultura também está influenciando a tecnologia. Programadores precisam ser agentes ativos e entender que a tecnologia está direcionando muito o que podemos e não podemos fazer”, diz ele.

O tema da palestra era Cidades Inteligentes, mas Frank foi logo dizendo que preferia a ideia de cidades hackeáveis. “Existem muitas falhas e problemas com essas cidades inteligentes como estão sendo propostas atualmente. Primeiramente, elas começam pela tecnologia e não pelos humanos e seus desafios. Não olham para o que os humanos querem ou precisam, e tentam apenas empurrar tecnologias caras para dentro das cidades, desumanizando-as em vez de humanizá-las“, apontou.

Formado em cinema e inteligência artificial, Kresin falou sobre mobilidade urbana — “até 2020 tenho certeza que teremos carros auto-dirigíveis, mas não é preciso tantos carros se você tiver mobilidade em vez de automóveis” — e sobre educação em tempos de fablabs. “Acho que a escola tem uma tarefa muito importante porque é o lugar onde as pessoas aprendem. Por outra lado, ela não é o único lugar para pessoas aprenderem. No futuro próximo, não vamos ter uma profissão, mas novas profissões contínuas, o que significa que vamos ter que estudar nós mesmos por toda nossa vida”, disse.

Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool
Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool

Explicando como funciona a Waag Society e o pensamento crítico que guia a instituição, Kresin falou: “Achamos que tecnologia não é uma coisa neutra, achamos que ela incorpora alguns valores que podem ser tanto centralizadores e de cima para baixo quanto populares e distribuídos. Ela pode ser orientada pela competição, por interesses econômicos, mas também pode seguir valores sociais e colaborativos”.

O holandês respondeu ainda sobre obsolescência programada, tema central da ação de um dos projetos que participou do festival pelo segundo ano, o Café Reparo. Para o holandês, “de alguma forma, nós precisamos ficar contentes não com o aparelho mais novo, mas com o aparelho do ano passado, porque ainda funciona. Existem muitos hackers que deliberadamente trabalham com computadores velhos porque eles funcionam, e se funcionam por que não usá-los? Se nós conseguirmos mudar essa mentalidade, acho que vamos conseguir algo melhor que qualquer coisa que a Fairphone conseguir. Mas não vai ser fácil.”

Assista abaixo à palestra na íntegra.

Perdeu o Festival Red Bull Basement? Resumimos ele pra você em 12 momentos

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

Teve discussão sobre mobilidade, papel dos fablabs na educação, tecnologias abertas e cidades democráticas. Teve interatividade na instalação do Dimitre Lima e imersão na Sala Bolha. Teve acarajé fritinho na nossa laje, ao lado de hambúrgueres na chapa, quitutes árabes e veganos. Teve oficina cheia de interessados em arduíno, Café Reparo reunindo uma fila imensa de gente querendo abrir e consertar seus badulaques, além de apresentações de projetos dos participantes da residência hacker.

Foi bem agitado o 2º Festival Red Bull Basement e, pra quem não conseguiu ir ou pra quem já quer relembrá-lo, a gente preparou a seleção abaixo.

1. No térreo do prédio, o visitante era recebido por esse circuito de luzinhas criado por Dimitre Lima.

 

2. O artista também ocupou a Galeria Principal do prédio com “Code_/Mode On”, uma obra audiovisual interativa: ao acionar os tablets disponíveis ali, o público podia interferir nas projeções.

 

3. Logo pela manhã, a palestra de abertura atraiu um monte de gente para o auditório. O holandês Frank Kresin, diretor do instituto Waag Society, conversou sobre educação, mobilidade e trabalho sob uma perspectiva das mudanças que a cultura do compartilhamento pode trazer. Em breve teremos a íntegra da conversa com ele por aqui.

Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool
Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool

4. Entre uma palestra e outra, valia a pena dar um pulinho na Sala Bolha, espaço imersivo que ocupou um dos ateliês do prédio e que é projeto de um dos atuais residentes do Red Bull Basement, Ricardo Coelho. Muita ventania do lado de fora, calmaria do lado de dentro.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

 

 

5. Outro destaque da manhã foi o papo sobre economia circular: “O design tem potencial para repensar todo o consumo de um produto”, ressaltou Pedro Themoteo, da MatériaBrasil, ao falar sobre a importância do olhar voltado para o serviço na confecção de um objeto.

Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool
Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool

6. Na laje, teve muita comidinha deliciosa: acarajé, hambúrguer, hommus de beterraba, moqueca vegana…

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

 

 

 

7. No térreo, além da instalação do Dimitre, rolou o Café Reparo — projeto que discute consumo e obsolescência programada por meio do conserto de objetos eletrônicos –, causando uma grande fila de gente que trouxe seus badulaques para serem abertos. “O público foi bem heterogêneo. Consertamos desde fornos elétricos a celulares, difícil falar qual foi o mais interessante”, diz Pedro Belasco, criador do projeto.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

8. Pela tarde, tivemos mais conversa interessante: Carolina Cordeiro (Garagem FabLab), Heloísa Neves (WeFab), Paulo Henrique Silva (Curta Circuitos) e Wesley Schwab (Telefônica) falaram sobre prototipagem.

Fabio Piva / Red Bull Content Pool
Fabio Piva / Red Bull Content Pool

9. Outro papo que rolou foi sobre mobilidade: “O que a gente precisa entender é a transição da posse para o acesso. Nossas cidades são planejadas pros carros e não pras pessoas”, colocou o designer de produto Mateus Silveira.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

10. Enquanto tudo isso acontecia, no makerspace do prédio tivemos oficinas cheias de gente interessada em saber pra que serve e como funciona a placa arduíno.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

11. Já na Galeria Transitória, os participantes da residência hacker do Red Bull Basement – que acontece até outubro – explicaram seus projetos.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

12. Pra finalizar, o último encontro no auditório – que reuniu Heloísa Neves, o chileno Tomás Vivanco e Ricardo Ruiz (UFPE) – discutiu o conceito de cidades abertas, gerando bons questionamentos para pensar sobre tudo o que foi falado no dia. O quanto os cidadãos estão se apropriando da tecnologia? O quanto essas tecnologias permitem, de fato, uma cidade mais democrática?

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

Abaixo, veja mais fotos do evento.

(Por Adriana Terra e Letícia Alessi)

Conheça o Café Reparo, projeto que une reflexão política ao conserto de objetos

E se, em vez de criar novos objetos, a gente retrabalhasse o que já existe? Com a ideia do remix e da luta contra a obsolescência programada nasceu o Café Reparo, projeto que se inspira na ideia dos Repair Cafés da Europa e que estará na programação do Festival Red Bull Basement, neste sábado (20), pelo segundo ano.

Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool
Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool

Foi lendo um artigo de 2013 da revista “Wired” que o cientista social Pedro Belasco teve a motivação para unir conceitos que, de certa forma, já faziam parte de um outro projeto seu, o Ônibus Hacker, e que estavam no centro de sua própria formação, que cruza política, tecnologia e artes.

“Um articulista discutia a questão dos makerspaces e fazia uma provocação intelectual, ele falava: ‘olha, a gente já tem muita coisa feita, a gente não precisa despender energia pra criar mais badulaque para gerenciar, mesmo que sejam badulaques legais. A gente precisa é formar, capacitar e interiorizar a ideia de que podemos remixar as coisas, retrabalhar o que já tem feito, porque isso é mais inteligente, converge com o conceito de reúso na computação’. E isso bateu em mim. Já tinha Repair Cafe na Europa, o que eu fiz foi convidar uns amigos e falei: ‘vamos tropicalizar a ideia’, conta Belasco.

Junto a um grupo, ele colocou a iniciativa no papel e enviou para a prefeitura de São Paulo, sendo aprovado no edital Redes e Ruas de 2015, realizando durante o ano passado diversas ações parecidas com o que vai ocorrer neste sábado durante o festival — conheça mais nos vídeos ao longo desta matéria, gravados pelo projeto.

Mas como funciona o Café Reparo? Para além de consertar objetos quebrados, nos eventos do coletivo a ideia é despertar a curiosidade sobre como esses produtos são construídos, fomentar a discussão sobre como consumimos as coisas e, também, ser uma ação divertida.

“A gente convida as pessoas a trazerem objetos quebrados, mas é muito delicado pra não configurar a ideia de que você leva uma coisa e ela vai ser consertada de graça. Não é isso. A ideia é que você traga algo pra gente poder iniciar uma dinâmica de convivência e educacional na qual, ao abrir o aparelho, você desperte um sentimento de satisfazer sua curiosidade. Criar um processo de reflexão a respeito dos processos de design e, com isso, poder chegar em temas que eu julgo relevantes, ou coisas que acho interessantes e não são óbvias, que é a gente pensar em cadeia de consumo. Você vai consumir tudo passivamente? Pra que eu tenho que trocar dinheiro por acesso a esses equipamentos? Quanto custa um equipamento que não dura mais que um ciclo? E a pessoa que consertava ele, o que aconteceu com ela?”, coloca Belasco.

Interessado também nas histórias dos reparadores e na transformação desses ofícios, o cientista social acredita que ver os monitores do Café Reparo trabalhando é legal para “entender um pouco essa coisa do cara que conserta a televisão. Aquilo é uma formação técnica, é um tipo de ocupação urbana que já está em extinção”, aponta.

Foi esse interesse inclusive que guiou o projeto que Belasco desenvolveu também no ano passado durante residência no Red Bull Basement, na qual coletou histórias da região da Santa Ifigênia, conhecida pelo comércio de eletrônicos no centro de São Paulo [leia aqui o texto].

“Eu estava com o Café Reparo fervilhando na cabeça e o desafio foi pensar em tecnologia que impacte na cidade. Achei muito apropriado que, ao falar de tecnologia e de cidade, a gente fosse fazer uma investigação mais profunda no bairro da Santa Ifigênia, tentar compreender o que tem de beleza na gambiarra que a gente vê na rua”, explica.

Foto: Yves Tadeu / Projeto "Um passeio pela Meca da Gambiarra paulistana"
Foto: Yves Tadeu / Projeto “Um passeio pela Meca da Gambiarra paulistana”

É reunindo então um pouco disso tudo — o questionamento político, a curiosidade sobre como as coisas funcionam e a observação sobre os ofícios, sem perder a natureza lúdica — que o Café Reparo vai estar em ação entre as 10h30 e as 18h no térreo do prédio do Red Bull Station.

“É fundamental ressaltar que é sim um exercício de pensamento e de reflexão política esse encontro, além de ter esse aspecto recreativo: é muito legal, dá pra ir todo mundo, da criança ao velhinho. O projeto tem também esse caráter festivo, de confraternização. Como você transforma essa vivência de consertar coisas em algo agradável, e como a gente consegue não perder a dimensão política, a dimensão grande das coisas”, resume Belasco.

Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool
Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool

Para quem quiser saber mais sobre o Café Reparo, que no momento está em processo de ter um espaço físico de atuação e de se expandir para outros Estados, vale acompanhar a página do projeto: facebook.com/cafe.reparo

(Por Adriana Terra)

2º Festival Red Bull Basement debate cidades e tecnologia neste sábado

Em sua 2ª edição e com o tema “Reprogramando a Cidade”, o Festival Red Bull Basement acontece no próximo dia 20 de agosto, um sábado, com uma programação gratuita de palestras, oficinas e apresentações de projetos relacionados à tecnologia e espaço urbano no prédio do Red Bull Station, no centro de São Paulo.

Participantes em palestra na 1ª edição do festival, em 2015 | Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool
Participantes em palestra na 1ª edição do festival, em 2015 | Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool

Entre os assuntos que serão abordados no dia estão mobilidade urbana, cultura maker, economia circular e o conceito de cidades do futuro — pauta do discurso que abre o evento, a cargo de Frank Kresin, diretor de pesquisas do Waag Society, instituto holandês que desenvolve tecnologias para inovação social (conheça alguns de seus projetos). Defensor do compartilhamento de soluções como forma de melhorar a sociedade, Kresin falará sobre a ideia de cidades não só inteligentes, mas também sensíveis.

O tema volta ao debate em outro encontro, reunindo o chileno Tomás Vivanco (Fab Lab Santiago) e os brasileiros Ricardo Ruiz Freire (UFPE) e Heloísa Neves (We Fab), que falam sobre o conceito de cidades abertas e a possibilidade de uma governança mais democrática a partir da apropriação da tecnologia pelos cidadãos.

Além da programação de palestras e rodas de conversa, haverá espaço para quem quer pôr a mão na massa ou ver de perto iniciativas interessantes no universo da tecnologia e do faça-você-mesmo: o projeto de difusão de cultura hacker Café Reparo — que busca estimular a curiosidade sobre como as coisas funcionam, interrompendo o ciclo do descarte e lutando contra a obsolescência programada — realiza gratuitamente pequenos consertos de objetos no térreo do prédio, enquanto o makerspace recebe oficinas de solda e de arduíno, placa que permite a amadores e profissionais mexer com robótica e eletrônica.

O projeto Café Reparo na edição de 2015 do evento | Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool
O projeto Café Reparo na edição de 2015 do evento | Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool

No 2º andar, na Galeria Transitória, cinco projetos participantes da residência do Red Bull Basement mostrarão protótipos das suas pesquisas, que vão de monitoramento inteligente de consumo de água via internet a salas infláveis para uso livre. Já na Galeria Principal, o público poderá conferir uma instalação do artista Dimitre Lima.

Todas as atividades do evento são gratuitas e não é necessário inscrição prévia para participar delas. Veja aqui a PROGRAMAÇÃO COMPLETA.

Red Bull Basement
O Red Bull Basement é uma plataforma que explora formas colaborativas de experimentação com mídias digitais, com uma residência para desenvolvedores digitais, um makerspace e um festival de tecnologia. Saiba mais sobre o projeto.

Serviço:
Festival Red Bull Basement
Data: 20 de agosto (sábado)
Horário: das 10h30 às 20h
Local: Red Bull Station (Praça da Bandeira, 137 – Centro)
Evento gratuito

Red Bull Basement anuncia selecionados para sua 2ª edição; confira

Samantha Gimenez Fluture (São Caetano do Sul/SP), Pedro Henrique Fonseca (São Bernardo do Campo/SP), Ricardo Coelho (Belo Horizonte/MG), Diogo Tolezano (SP), Pedro Luiz Godoy Filho (SP) e Ufuk Serkan Yıldırım (Batman, Turquia) são os selecionados para a 2ª edição da residência Red Bull Basement, que ocorre entre 6 de agosto e 7 de outubro próximos. O programa dá suporte ao desenvolvimento de projetos experimentais que buscam melhorar a cidade por meio da tecnologia.

Neste ano, são cinco projetos e seis residentes escolhidos. Durante o período de imersão no prédio do Red Bull Station, os participantes terão à sua disposição um makerspace com equipamentos para prototipagem e uma agenda paralela com palestras e workshops. Ao fim do processo, eles devem apresentar o projeto proposto na inscrição desenvolvido.

Makerspace em dia de oficina | Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Makerspace em dia de oficina | Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Diferente do ano passado, os participantes dessa vez não terão apenas um curador, mas sete mentores de diferentes áreas com a função de atender a todos os momentos de execução de seus projetos: os designers Andrei Speridião e Wesley Lee, a arquiteta Heloísa Neves (We Fab), o especialista em movimento maker Fabien Eychenne, o engenheiro mecânico Fernando Orsatti, Thiago Avancini (Creative Technologist do Google) e o programador Afonso Coutinho (Wolksen e Garoa Hacker Clube) estão na equipe.

Na seleção, que buscou iniciativas envolvendo programação e eletrônica, estão ideias que visam solucionar problemas e/ou propor uma interação lúdica com a cidade. Abaixo, saiba um pouco mais sobre os selecionados e confira os dois projetos suplentes:

SELECIONADOS DA 2ª RESIDÊNCIA DO RED BULL BASEMENT

1. Samanta Gimenez Fluture (São Caetano do Sul/SP)
Projeto: Moskito Livre
Descrição: Kit de dispositivos que usam tecnologia livre e de baixo custo para combater o mosquito da dengue em dois estágios: na criação de ovos em água parada (gerando sua oxigenação) e no uso de repente eletrônico vestível (prevenindo picadas).

2. Pedro Henrique Fonseca Bertoleti (São Bernardo do Campo/SP)
Projeto: Monitoramento de água com IoT
Descrição: Monitoramento inteligente de consumo e vazão de água via internet, objetivando uso consciente por meio de meta de consumo por período.

3. Ricardo Coelho Almeida (Belo Horizonte/MG)
Projeto: Sala-bolha
Descrição: As salas-bolhas são ambientes infláveis a serem montados em espaços públicos para serem utilizados como espaço para reuniões, aulas, palestras e afins por qualquer pessoa com tal demanda.

4. Diogo Tolezano Pires e Pedro Luiz Godoy Filho (São Paulo)
Projeto: Pluvi.On
Descrição: Plataforma open source que disponibiliza informações meteorológicas hiperlocais e usa inteligência artificial para gerar insights tanto para a população (risco de enchentes/ duração da chuva) como para os negócios da cidade (vários setores são impactados por essa informação, como seguradoras, construção civil, varejo, agricultura).

5. Ufuk Serkan Yıldırım (Batman – Turquia)
Projeto: Light me up
Descrição: O projeto pretende resolver o engarrafamentos evitáveis causados por semáforos. A solução é otimizar os intervalos de tempo de semáforos com base nas densidades de carro.

SUPLENTES
6. Sara Lana Gonçalves da Costa (Belo Horizonte)
Projeto: Pontos Cegos, Surdos e Mudos de SP
Descrição: Criar uma ferramenta de mapeamento e rastreamento de pontos cegos, surdos e mudos de centros urbanos, não atingidos por câmeras de segurança e com maior e menor incidência de ruídos audíveis.

7. Giovanna Casimiro e Lina Lopes (São Paulo)
Projeto: Balanços InterAfetivos
Descrição: Mobiliário urbano interativo para unir pessoas e iluminar a cidade.

Red Bull Basement tem série de workshops em julho; veja programação

O makerspace do Red Bull Station é o laboratório de invenções tecnológicas que abriga, anualmente, a residência hacker Red Bull Basement e também fica disponível para o uso de quem tiver interesse em saber mais sobre cultura maker, oferecendo materiais, workshops, palestras e o acompanhamento de um monitor.

Em julho, o espaço está com uma programação bem movimentada: semanalmente, às quintas, recebe um grupo de estudos sobre IoT, ou “Internet das Coisas”. Chamado “Coisas de Quinta”, o encontro é destinado tanto a desenvolvedores quanto a demais interessados em discutir o uso dessas tecnologias.

Também rolarão dois workshops bem interessantes, conectando fabricação digital e moda, neste mês: um sobre programação com Lilypad, aplicando-a na construção de roupas digitais e interativas; o outro, ensinando os participantes a montarem uma “camiseta-piano” a partir da desmontagem de um brinquedo.

Veja abaixo o calendário completo de julho:

7, 14, 21 E 28 DE JULHO | 19h30-22h30 – COISAS DE QUINTA

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

O que você faria se pudesse conectar dispositivos eletrônicos na internet? Com o advento da Internet das Coisas, montamos um grupo de estudos para propor uma leitura crítica sobre o cenário atual da computação ubíqua e como podemos utilizar essas tecnologias a favor da cidade.

A oficina busca o encontro das novas tecnologias através de atividades práticas que envolvem desenvolvimento de softwares e hardwares abertos e construção de protótipos de dispositivos IoT. O público-alvo é multidisciplinar e quer abranger desenvolvedores e outros interessados em discutir o uso dessas tecnologias.

Mediador: Luís Leão, engenheiro de inovação, co-organizador do Google Developer Group São Paulo (GDG-SP) e membro do Garoa Hacker Clube.

>>Inscrições por email: basement.inscricoes@redbull.com.br; 15 pessoas.

16 DE JULHO | 11H-17H – PROGRAMAÇÃO COM LILYPAD

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Neste encontro dedicado à etapa de programação, os participantes usarão o Lilypad (placa arduíno usada em projetos vestíveis) para construir uma roupa digital e interativa por meio de sensores (acelerômetro, luz, etc) acoplados.

Facilitadoras: Lina Lopes e Giovanna Graziosi

>>Inscrições por ordem de chegada; 20 pessoas.

23 DE JULHO | 11H-17H – ELETRÔNICA VESTÍVEL E SONORA

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

A proposta deste encontro é fabricar uma “camiseta-piano” sonora a partir da desmontagem de um brinquedo. O desafio é repensar o design de circuitos, criando uma vestimenta em que estes são remontandos e reestruturados sob uma perspectiva vestível.

Facilitadoras: Lina Lopes e Giovanna Graziosi

>>Inscrições por ordem de chegada; 20 pessoas.