No universo dos drones e do design de brinquedos: conheça o MiranteLab

Foto: Alice Gouveia
Foto: Alice Gouveia

Abordando design de brinquedos e um dos temas mais populares da tecnologia na atualidade, os drones, o MiranteLab é um espaço de oficinas, inovação e debates surgido em 2015 no centro de São Paulo, uma maneira de Carlos Candido e Guilherme Kominami darem vazão a assuntos de interesse da dupla, com formação na área da computação.

Foto: Alice Gouveia
Carlos Cândido | Foto: Alice Gouveia

Desde outubro eles vêm ministrando workshops no nosso makerspace, parte do programa Red Bull Basement. Os encontros, que no mês passado se dedicaram a construção de drones para corrida (o racer), em novembro são focados na construção de um tipo de drone de código aberto criado pelo espanhol Lot Amorós, o Flone.

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Prototipando um drone | Foto: Alice Gouveia

“O drone é um assunto que chama muito a atenção, e aí a gente aproveita pra falar de outros temas também”, conta Carlos. Esses outros temas aos quais ele se refere envolvem aspectos legislativos e, claro, também comportamentais dentro deste universo — falar sobre esfera privada e limites da regulamentação da operação de drones é pauta dos encontros, por exemplo.

Foto: MiranteLab
Drone criado junto a Prefeitura de São Paulo no combate ao mosquito da dengue, unindo toy design e drones | Foto: MiranteLab

“Colocamos sempre esses assuntos nas oficinas, porque aí temos mais opiniões e conseguimos construir um ponto de vista mais democrático”, diz ele, referindo-se às regras sobre o uso de drones em vigor no país.

Em funcionamento há quase dois anos, o Mirante trabalha ainda o tema do design de brinquedos, especialidade de Guilherme Kominami. O intuito, assim como na área de drones, é mostrar para as pessoas que é possível fazer do zero seu próprio objeto.

Foto: MiranteLab
Oficina de brinquedos | Foto: MiranteLab

“Tornar as coisas mais acessíveis é a ideia. Além da questão da representatividade: fazer as pessoas se enxergarem mais naquilo que estão criando”, resumem.

A próxima oficina deles por aqui é nesta quinta-feira (17).

Foto: Alice Gouveia
Guilherme Kominami | Foto: Alice Gouveia

Conheça mais sobre o trabalho da dupla -> https://mirantelab.files.wordpress.com

(Por Adriana Terra)

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MIRANTELAB
Mirante do Vale — R. Brigadeiro Tobias, 118, 30º andar, sala 3015 -> como chegar.

Residência Hacker: participantes falam sobre os projetos criados; assista

Discutindo questões urbanas como ocupação do espaço público, afeto, segurança e enchentes, os residentes do programa Red Bull Basement criaram quatro projetos bem diversos nos últimos meses. Abaixo, eles falam um pouco sobre, assista:

Vídeo: Fernanda Ligabue

>Saiba mais sobre o projeto Pontos Cegos de SP
>Conheça os Balanços InterAfetivos
>Veja como foi criada a Sala Bolha
>Saiba mais sobre o Pluvi.On

A 2ª edição da Residência do Red Bull Basement ocorreu de agosto a outubro, com os selecionados recebendo apoio para utilizar a infraestrutura de makerspace do Red Bull Station, onde trabalharam em seus protótipos junto a um grupo de mentores e assistiram a aulas elaboradas especialmente para a produção de seus projetos. Saiba mais -> redbullbasement.com.br/index.php/o-projeto

Prazo para o Red Bull Basement termina neste domingo (26); inscreva-se

Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Red Bull Basement. Neste ano, o programa será realizado de 6 agosto a 7 de outubro e mais uma vez irá apoiar o desenvolvimento de projetos experimentais que buscam melhorias urbanas por meio da tecnologia.

Programadores, hackers e desenvolvedores de software poderão se inscrever pelo site www.redbullbasement.com.br até 26 de junho. Os cinco selecionados serão anunciados em 11 de julho.

basement
VJ Pixel na primeira edição da residência | Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool

Os residentes terão à sua disposição um makerspace com equipamentos para prototipagem dos projetos, que deverão ser apresentados no fim da residência, além de uma agenda paralela com palestras e workshops sobre o tema.

Diferente do ano passado, em sua segunda edição, os residentes não terão apenas um curador e sim sete mentores de áreas diferentes escolhidos a dedo para atenderem aos diferentes momentos do projeto.

Outra diferença de sua primeira edição é que agora os selecionados devem apresentar uma ideia ou protótipo inicial em sua inscrição para a residência.