Residência Hacker: Conheça o projeto Sala Bolha

O arquiteto e cenógrafo mineiro Ricardo Bizafra trouxe para os dois meses de residência do Red Bull Basement um projeto que já vinha desenvolvendo há alguns anos: salas infláveis multiusos para serem instaladas tanto em espaços públicos quanto privados.

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

“Esse é um negócio que eu venho fazendo por conta própria desde 2007, porque eu tinha visto já muito arquiteto fazendo isso nos anos 60. E incorporei a ideia, fiz um pouquinho em festas e festivais de Belo Horizonte, mas nunca tinha tido muito tempo de parar e focar só nisso. Cheguei aqui a fim de tentar materiais, formatos, costuras e jeitos de montar diferentes”, conta ele.

O QUE É O PROJETO
A Sala Bolha é um espaço inflável, construído com tecido e ventilador, que pode servir como cinema, espaço de estudos, de festas ou de descanso, sendo facilmente montáveis em qualquer lugar.

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Durante a residência, Ricardo testou a ideia para diversas funcionalidades, além de ter dado uma oficina sobre o assunto. “Tem uma sala que estou fazendo com um costureiro daqui que a gente teve a ideia de fazer com nylon branco por fora e nylon preto por dentro, e aí você consegue usá-la pra fazer um projeção do lado de dentro e com certa privacidade, ou então inverter o nylon e fazer uma festinha dentro dela”, conta o arquiteto.

No período, ele conta também que conseguiu fazer uma extensa pesquisa de referências que vão “de infláveis e escritórios que mexem só com isso a artigos sobre o assunto”. Quem quiser saber mais, pode vir conferir de perto a apresentação nesta noite no auditório do Red Bull Station.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

(Por Adriana Terra)

Residência Hacker: Conheça o projeto Pontos Cegos de SP

No último mês, a mineira Sara Lana tem saído diversas noites pela cidade vestindo um capacete cheio de sensores. O projeto da engenheira elétrica com formação transdisciplinar em artes é detectar os pontos não filmados de São Paulo, lugares que escapam da vigilância das câmeras de segurança que hoje em dia dominam o espaço urbano. Pontos Cegos de SP vem sendo desenvolvido nos últimos dois meses durante a Residência Hacker do Red Bull Basement.

“No ano passado, fiz um estudo de caminhadas pela cidade por um viés sonoro com um parceiro meu chamado Marcelo XY. Procuramos vias de escape por esse viés. E então começamos a conversar muito sobre câmeras, algo que gera uma inquietação grande em mim, porque eu sempre adorei ver as imagens, mas ao mesmo tempo me sentia muito invadida ao me ver em gravações em portarias de prédio, por exemplo. Conversamos muito sobre isso e começamos a pensar na questão dos pontos cegos e das rotas de fuga, não só pelo viés acústico mas também visual”, conta Sara.

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

“Acho muito séria a questão da vigilância. As câmeras públicas têm uma questão delicada que envolvem muito a influência do Estado na vida do cidadão, a coisa da liberdade civil, mas as câmeras privadas talvez me assustem mais porque as públicas a gente consegue acessar os dados, já as privadas não, e isso é algo que está se multiplicando — você não sabe quem te vê, por quanto tempo as imagens são armazenadas. E sinto que é um consenso de solução de segurança pública o uso de câmeras, e que é uma solução mais reativa do que preventiva, que afasta a gente de uma discussão real sobre o assunto”, coloca ela. “Vindo pra cá, achei que seria legal criar uma ferramenta capaz de detectar onde estão as câmeras, fazer um mapeamento”.

O QUE É O PROJETO?
O sistema de detectar as câmeras de vigilância da cidade feito por Sara é constituído por um capacete com sensores e um mapa que reúne os dados captados por esse capacete.

“Não é trivial detector de câmera, tem várias pessoas tentando achar soluções pra isso e não conseguem. Então eu fui pra uma solução que é a detecção de infravermelhos: todas as câmeras fabricadas hoje têm um sistema de visão noturna, então quando anoitece elas ligam o infravermelho. Daí eu bolei um capacete com um microcontrolador, que manipula os dados, e com sensores que operam exatamente na banda de frequência eletromagnética dessas câmeras”, explica a engenheira.

Na prática, funciona assim: “Quando o capacete detecta uma câmera ele acende um LED, olha no GPS qual a coordenada do local e grava no cartão SD. Aí eu volto, descarrego o cartão e ele sobe automaticamente para um mapa que está sendo construído no meu site. E minha intenção a longo prazo é cobrir todo o hipercentro de São Paulo”, conta ela.

mapa-sara

Quem se interessar pela ideia pode colaborar: no site da residente, há todas as informações de como construir o capacete, e as pessoas podem compartilhar a localização dos pontos filmados da cidade via Telegram, ajudando Sara a construir esse mapa acima, que mostra os locais onde há câmeras e as vias “cegas” em meio a eles.

“O capacete é interessante porque ele chama a atenção, mas te dá essa consciência do momento exato em que você está sendo filmado. Eu tenho vontade de sair andando com esse capacete mundo afora agora”, diz ela.

Quem quiser saber mais sobre o projeto, a apresentação dele é nesta noite no auditório do Red Bull Station.

(Por Adriana Terra)

Residência Hacker: Conheça o projeto Balanços InterAfetivos

Pensando em mobiliário urbano e tecnologia, e conectando isso a ideia de ocupação do espaço público e humanização da vida nas cidades, a dupla Lina Lopes e Giovanna Casimiro desenvolveu durante a residência do Red Bull Basement o projeto Balanços InterAfetivos.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação / Giovanna Casimiro e Lina Lopes

O QUE É O PROJETO?
Trata-se de um balanço duplo, facilmente replicável, com sensores que acendem ao serem tocados. O objetivo é que ele seja instalado em lugares meio esquecidos nas cidades, e que duas pessoas dividam o mesmo assento para gerar iluminação.

A ideia veio de uma iniciativa passada da dupla, que coordena o espaço Lilo na zona oeste da cidade. O trabalho anterior consistia em um boneco com luzes acionadas pelo toque humano, colocado em uma escadaria escura da Vila Madalena. A função da luz no balanço, no entanto, tem menos a ver com a ideia de segurança e mais com a ideia de afetividade.

“A gente mora em um país em que a iluminação é associada a questão de segurança, mas nesse caso a ideia não é essa. A ideia foi mais juntar duas pessoas num mesmo banco para acender o sensor, e colocar esse balanço no centro da cidade, porque o centro é um lugar de passagem, um lugar meio frio”, conta Lina.

Fase anterior do balanço, com redes, apresentado por Giovanna | Foto: Divulgação / Marcelo Paixão
Fase anterior do balanço, com redes, apresentado por Giovanna | Foto: Divulgação | Marcelo Paixão/Red Bull Content Pool

“Resolvemos usar pallets em vez de redes [como no protótipo acima]. A ideia das redes carregava essa coisa da conexão, da rede física e rede humana, mas a conexão fica simbolizada na coisa humana da dupla ter que sentar junta no banco para acender as luzes. O desafio foi pensar num mobiliário urbano, em design e também em tecnologia”, explica ela.

“A função iluminadora dos balanços ajuda na construção do conceito de iluminar a cidade com afeto. Afinal, o que se propõe é que os toques gerem luz, em uma analogia ao calor humano” — Lina Lopes e Giovanna Casimiro

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Quem quiser ver de perto, além da apresentação na próxima terça (4), a dupla fará uma sessão demonstrativa de aplicação do balanço neste sábado (1º/out) no Vale do Anhangabau, das 17h às 20h.

(Por Adriana Terra)

“Temos que mudar o modo de pensar”: assista à palestra do holandês Frank Kresin

Convidado a fazer o discurso de abertura do Festival Red Bull Basement, que ocorreu no último dia 20 de agosto, o diretor do instituto holandês Waag Society, Frank Kresin, falou ao público sobre cidades, tecnologia, cultura e comportamento — e sobre como tudo isso está ligado. “A tecnologia está influenciando muito a cultura, e a cultura também está influenciando a tecnologia. Programadores precisam ser agentes ativos e entender que a tecnologia está direcionando muito o que podemos e não podemos fazer”, diz ele.

O tema da palestra era Cidades Inteligentes, mas Frank foi logo dizendo que preferia a ideia de cidades hackeáveis. “Existem muitas falhas e problemas com essas cidades inteligentes como estão sendo propostas atualmente. Primeiramente, elas começam pela tecnologia e não pelos humanos e seus desafios. Não olham para o que os humanos querem ou precisam, e tentam apenas empurrar tecnologias caras para dentro das cidades, desumanizando-as em vez de humanizá-las“, apontou.

Formado em cinema e inteligência artificial, Kresin falou sobre mobilidade urbana — “até 2020 tenho certeza que teremos carros auto-dirigíveis, mas não é preciso tantos carros se você tiver mobilidade em vez de automóveis” — e sobre educação em tempos de fablabs. “Acho que a escola tem uma tarefa muito importante porque é o lugar onde as pessoas aprendem. Por outra lado, ela não é o único lugar para pessoas aprenderem. No futuro próximo, não vamos ter uma profissão, mas novas profissões contínuas, o que significa que vamos ter que estudar nós mesmos por toda nossa vida”, disse.

Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool
Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool

Explicando como funciona a Waag Society e o pensamento crítico que guia a instituição, Kresin falou: “Achamos que tecnologia não é uma coisa neutra, achamos que ela incorpora alguns valores que podem ser tanto centralizadores e de cima para baixo quanto populares e distribuídos. Ela pode ser orientada pela competição, por interesses econômicos, mas também pode seguir valores sociais e colaborativos”.

O holandês respondeu ainda sobre obsolescência programada, tema central da ação de um dos projetos que participou do festival pelo segundo ano, o Café Reparo. Para o holandês, “de alguma forma, nós precisamos ficar contentes não com o aparelho mais novo, mas com o aparelho do ano passado, porque ainda funciona. Existem muitos hackers que deliberadamente trabalham com computadores velhos porque eles funcionam, e se funcionam por que não usá-los? Se nós conseguirmos mudar essa mentalidade, acho que vamos conseguir algo melhor que qualquer coisa que a Fairphone conseguir. Mas não vai ser fácil.”

Assista abaixo à palestra na íntegra.

Quer participar do FAZ? Festival abre inscrições para mostra de projetos

O FAZ – Festival de Cultura Maker ocorre no próximo mês de outubro em sua primeira edição no Red Bull Station, com uma programação de oficinas, mostras e debates pensada junto aos principais fablabs e espaços hacker e maker de São Paulo, como Garoa Hacker Clube, Garagem Fab Lab, Rede Fab Lab Brasil, Estúdio Lilo e Oficina Lab.

Além da agenda criada colaborativamente com os representantes destes espaços, estão abertas a partir desta segunda (5) mais de 40 vagas para quem quiser apresentar um projeto no evento: fazedores, invencionistas e entusiastas do movimento maker estão convidados a inscrever trabalhos de naturezas variadas (tecnologia, artes visuais, moda, gastronomia, jardinagem, marcenaria, design, arquitetura, entre muitos outros campos).

A convocatória selecionará projetos em diversos estágios de desenvolvimento para apresentação em duas modalidades: presencial ou em vídeo. Os 44 selecionados (20 presenciais e 24 em vídeo) terão até 30 minutos para apresentar o seu projeto, protótipo, produto ou startup ao público durante o FAZ.

Para participar, os interessados devem enviar, até 30 de setembro, um e-mail para festivalmaker@redbull.com.br contendo os seguintes dados:

::MODALIDADE PRESENCIAL
1. Indicar no assunto [Chamado Aberto – FAZ – Presencial]

2. Enviar no corpo do e-mail
a) Nome completo
b) Contato
c) Nome da apresentação

3. Enviar um PDF de até 5mb contendo:
a) Nome completo
b) Contato
c) Nome da apresentação
c) Minibio (aproximadamente 1 paragráfo)
d) Descrição e estágio do projeto

4. Anexar uma foto do propositor

::MODALIDADE VÍDEO

1. Indicar no assunto [Chamado Aberto – FAZ – Vídeo]

2. Enviar no corpo do e-mail
a) Nome Completo
b) Contato
c) Título do vídeo
d) Link para visualização do vídeo (de até 5 min, falado — ou legendado — em português)

3. Enviar um PDF de até 5mb contendo:
a) Nome completo
b) Contato
c) Nome da apresentação
d) Minibio (aproximadamente 1 paragráfo)
e) Descrição e estágio do projeto

Apresentação de projeto da residência hacker durante o Festival Red Bull Basement, em agosto passado | Foto: Marcelo Paixão
Apresentação de projeto da residência hacker durante o Festival Red Bull Basement, em agosto | Foto: Marcelo Paixão

::SOBRE O FAZ

O festival surge de uma série de encontros abertos realizados no Red Bull Station no primeiro semestre de 2016, dentro do programa Red Bull Basement. O foco dos encontros foi o de descobrir e identificar as particularidades e demandas regionais, para assim fortalecer a cena local e reverberar na cena global.

A figura do maker é conhecida pela sua curiosidade e iniciativa nas mais diversas tarefas e circunstâncias. Cooperação, intercâmbio, improviso, engenhosidade e flexibilidade são alguns dos valores praticados pela comunidade. Parte de uma visão de mundo que promove o conhecimento aberto, o consumo consciente e sustentável, e a colaboração em rede.

PROGRAME-SE:
FAZ – Festival de Cultura Maker | De 14 a 16 de outubro no Red Bull Station

 

Red Bull Station recebe Festival de Cultura Maker em outubro

Depois do 2º Festival Red Bull Basement, que reuniu em um sábado diversas palestras e apresentações discutindo tecnologia e cidades no Red Bull Station, em outubro é a vez do FAZ – Festival de Cultura Maker tomar conta de todo o prédio por três dias.

Apresentação de projeto durante o Festival Red Bull Basement | Foto: Marcelo Paixão
Apresentação de projeto durante o Festival Red Bull Basement deste ano | Foto: Marcelo Paixão

O movimento maker tem como base a ideia de que todo mundo — seja profissional ou não — pode construir, consertar e modificar os mais diversos tipos de objetos e projetos usando as tecnologias disponíveis e o conhecimento compartilhado.

Com oficinas, debates e mostras de projetos, tudo organizado por temas que acolherão de iniciantes a especialistas, o FAZ é inspirado pela crescente comunidade de criadores brasileira e pela Maker Faire, maior evento desse universo. A ideia é construir um legado relevante para o Brasil, coroando uma série de encontros sobre o assunto realizados no Red Bull Station no 1º trimestre, muitos dentro do programa Red Bull Basement.

A agenda do festival está sendo construída de forma colaborativa junto a representantes dos principais fablabs e espaços hacker e maker de São Paulo, como Garoa Hacker Clube, Garagem Fab Lab, Rede Fab Lab Brasil, Estúdio Lilo e Oficina Lab.

Mão na massa no Festival Red Bull Basement | Foto: Fábio Piva
Mão na massa no Festival Red Bull Basement | Foto: Fábio Piva

Haverá ainda outras atividades definidas por meio de um chamado aberto, que acontecerá de 5 a 16 de setembro  — informaremos como participar por aqui. A programação completa será divulgada no início de outubro.

PROGRAME-SE:
FAZ – Festival de Cultura Maker | De 14 a 16 de outubro no Red Bull Station

Perdeu o Festival Red Bull Basement? Resumimos ele pra você em 12 momentos

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

Teve discussão sobre mobilidade, papel dos fablabs na educação, tecnologias abertas e cidades democráticas. Teve interatividade na instalação do Dimitre Lima e imersão na Sala Bolha. Teve acarajé fritinho na nossa laje, ao lado de hambúrgueres na chapa, quitutes árabes e veganos. Teve oficina cheia de interessados em arduíno, Café Reparo reunindo uma fila imensa de gente querendo abrir e consertar seus badulaques, além de apresentações de projetos dos participantes da residência hacker.

Foi bem agitado o 2º Festival Red Bull Basement e, pra quem não conseguiu ir ou pra quem já quer relembrá-lo, a gente preparou a seleção abaixo.

1. No térreo do prédio, o visitante era recebido por esse circuito de luzinhas criado por Dimitre Lima.

 

2. O artista também ocupou a Galeria Principal do prédio com “Code_/Mode On”, uma obra audiovisual interativa: ao acionar os tablets disponíveis ali, o público podia interferir nas projeções.

 

3. Logo pela manhã, a palestra de abertura atraiu um monte de gente para o auditório. O holandês Frank Kresin, diretor do instituto Waag Society, conversou sobre educação, mobilidade e trabalho sob uma perspectiva das mudanças que a cultura do compartilhamento pode trazer. Em breve teremos a íntegra da conversa com ele por aqui.

Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool
Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool

4. Entre uma palestra e outra, valia a pena dar um pulinho na Sala Bolha, espaço imersivo que ocupou um dos ateliês do prédio e que é projeto de um dos atuais residentes do Red Bull Basement, Ricardo Coelho. Muita ventania do lado de fora, calmaria do lado de dentro.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

 

 

5. Outro destaque da manhã foi o papo sobre economia circular: “O design tem potencial para repensar todo o consumo de um produto”, ressaltou Pedro Themoteo, da MatériaBrasil, ao falar sobre a importância do olhar voltado para o serviço na confecção de um objeto.

Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool
Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool

6. Na laje, teve muita comidinha deliciosa: acarajé, hambúrguer, hommus de beterraba, moqueca vegana…

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

 

 

 

7. No térreo, além da instalação do Dimitre, rolou o Café Reparo — projeto que discute consumo e obsolescência programada por meio do conserto de objetos eletrônicos –, causando uma grande fila de gente que trouxe seus badulaques para serem abertos. “O público foi bem heterogêneo. Consertamos desde fornos elétricos a celulares, difícil falar qual foi o mais interessante”, diz Pedro Belasco, criador do projeto.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

8. Pela tarde, tivemos mais conversa interessante: Carolina Cordeiro (Garagem FabLab), Heloísa Neves (WeFab), Paulo Henrique Silva (Curta Circuitos) e Wesley Schwab (Telefônica) falaram sobre prototipagem.

Fabio Piva / Red Bull Content Pool
Fabio Piva / Red Bull Content Pool

9. Outro papo que rolou foi sobre mobilidade: “O que a gente precisa entender é a transição da posse para o acesso. Nossas cidades são planejadas pros carros e não pras pessoas”, colocou o designer de produto Mateus Silveira.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

10. Enquanto tudo isso acontecia, no makerspace do prédio tivemos oficinas cheias de gente interessada em saber pra que serve e como funciona a placa arduíno.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

11. Já na Galeria Transitória, os participantes da residência hacker do Red Bull Basement – que acontece até outubro – explicaram seus projetos.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

12. Pra finalizar, o último encontro no auditório – que reuniu Heloísa Neves, o chileno Tomás Vivanco e Ricardo Ruiz (UFPE) – discutiu o conceito de cidades abertas, gerando bons questionamentos para pensar sobre tudo o que foi falado no dia. O quanto os cidadãos estão se apropriando da tecnologia? O quanto essas tecnologias permitem, de fato, uma cidade mais democrática?

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

Abaixo, veja mais fotos do evento.

(Por Adriana Terra e Letícia Alessi)

2º Festival Red Bull Basement debate cidades e tecnologia neste sábado

Em sua 2ª edição e com o tema “Reprogramando a Cidade”, o Festival Red Bull Basement acontece no próximo dia 20 de agosto, um sábado, com uma programação gratuita de palestras, oficinas e apresentações de projetos relacionados à tecnologia e espaço urbano no prédio do Red Bull Station, no centro de São Paulo.

Participantes em palestra na 1ª edição do festival, em 2015 | Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool
Participantes em palestra na 1ª edição do festival, em 2015 | Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool

Entre os assuntos que serão abordados no dia estão mobilidade urbana, cultura maker, economia circular e o conceito de cidades do futuro — pauta do discurso que abre o evento, a cargo de Frank Kresin, diretor de pesquisas do Waag Society, instituto holandês que desenvolve tecnologias para inovação social (conheça alguns de seus projetos). Defensor do compartilhamento de soluções como forma de melhorar a sociedade, Kresin falará sobre a ideia de cidades não só inteligentes, mas também sensíveis.

O tema volta ao debate em outro encontro, reunindo o chileno Tomás Vivanco (Fab Lab Santiago) e os brasileiros Ricardo Ruiz Freire (UFPE) e Heloísa Neves (We Fab), que falam sobre o conceito de cidades abertas e a possibilidade de uma governança mais democrática a partir da apropriação da tecnologia pelos cidadãos.

Além da programação de palestras e rodas de conversa, haverá espaço para quem quer pôr a mão na massa ou ver de perto iniciativas interessantes no universo da tecnologia e do faça-você-mesmo: o projeto de difusão de cultura hacker Café Reparo — que busca estimular a curiosidade sobre como as coisas funcionam, interrompendo o ciclo do descarte e lutando contra a obsolescência programada — realiza gratuitamente pequenos consertos de objetos no térreo do prédio, enquanto o makerspace recebe oficinas de solda e de arduíno, placa que permite a amadores e profissionais mexer com robótica e eletrônica.

O projeto Café Reparo na edição de 2015 do evento | Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool
O projeto Café Reparo na edição de 2015 do evento | Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool

No 2º andar, na Galeria Transitória, cinco projetos participantes da residência do Red Bull Basement mostrarão protótipos das suas pesquisas, que vão de monitoramento inteligente de consumo de água via internet a salas infláveis para uso livre. Já na Galeria Principal, o público poderá conferir uma instalação do artista Dimitre Lima.

Todas as atividades do evento são gratuitas e não é necessário inscrição prévia para participar delas. Veja aqui a PROGRAMAÇÃO COMPLETA.

Red Bull Basement
O Red Bull Basement é uma plataforma que explora formas colaborativas de experimentação com mídias digitais, com uma residência para desenvolvedores digitais, um makerspace e um festival de tecnologia. Saiba mais sobre o projeto.

Serviço:
Festival Red Bull Basement
Data: 20 de agosto (sábado)
Horário: das 10h30 às 20h
Local: Red Bull Station (Praça da Bandeira, 137 – Centro)
Evento gratuito

Red Bull Basement anuncia selecionados para sua 2ª edição; confira

Samantha Gimenez Fluture (São Caetano do Sul/SP), Pedro Henrique Fonseca (São Bernardo do Campo/SP), Ricardo Coelho (Belo Horizonte/MG), Diogo Tolezano (SP), Pedro Luiz Godoy Filho (SP) e Ufuk Serkan Yıldırım (Batman, Turquia) são os selecionados para a 2ª edição da residência Red Bull Basement, que ocorre entre 6 de agosto e 7 de outubro próximos. O programa dá suporte ao desenvolvimento de projetos experimentais que buscam melhorar a cidade por meio da tecnologia.

Neste ano, são cinco projetos e seis residentes escolhidos. Durante o período de imersão no prédio do Red Bull Station, os participantes terão à sua disposição um makerspace com equipamentos para prototipagem e uma agenda paralela com palestras e workshops. Ao fim do processo, eles devem apresentar o projeto proposto na inscrição desenvolvido.

Makerspace em dia de oficina | Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Makerspace em dia de oficina | Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Diferente do ano passado, os participantes dessa vez não terão apenas um curador, mas sete mentores de diferentes áreas com a função de atender a todos os momentos de execução de seus projetos: os designers Andrei Speridião e Wesley Lee, a arquiteta Heloísa Neves (We Fab), o especialista em movimento maker Fabien Eychenne, o engenheiro mecânico Fernando Orsatti, Thiago Avancini (Creative Technologist do Google) e o programador Afonso Coutinho (Wolksen e Garoa Hacker Clube) estão na equipe.

Na seleção, que buscou iniciativas envolvendo programação e eletrônica, estão ideias que visam solucionar problemas e/ou propor uma interação lúdica com a cidade. Abaixo, saiba um pouco mais sobre os selecionados e confira os dois projetos suplentes:

SELECIONADOS DA 2ª RESIDÊNCIA DO RED BULL BASEMENT

1. Samanta Gimenez Fluture (São Caetano do Sul/SP)
Projeto: Moskito Livre
Descrição: Kit de dispositivos que usam tecnologia livre e de baixo custo para combater o mosquito da dengue em dois estágios: na criação de ovos em água parada (gerando sua oxigenação) e no uso de repente eletrônico vestível (prevenindo picadas).

2. Pedro Henrique Fonseca Bertoleti (São Bernardo do Campo/SP)
Projeto: Monitoramento de água com IoT
Descrição: Monitoramento inteligente de consumo e vazão de água via internet, objetivando uso consciente por meio de meta de consumo por período.

3. Ricardo Coelho Almeida (Belo Horizonte/MG)
Projeto: Sala-bolha
Descrição: As salas-bolhas são ambientes infláveis a serem montados em espaços públicos para serem utilizados como espaço para reuniões, aulas, palestras e afins por qualquer pessoa com tal demanda.

4. Diogo Tolezano Pires e Pedro Luiz Godoy Filho (São Paulo)
Projeto: Pluvi.On
Descrição: Plataforma open source que disponibiliza informações meteorológicas hiperlocais e usa inteligência artificial para gerar insights tanto para a população (risco de enchentes/ duração da chuva) como para os negócios da cidade (vários setores são impactados por essa informação, como seguradoras, construção civil, varejo, agricultura).

5. Ufuk Serkan Yıldırım (Batman – Turquia)
Projeto: Light me up
Descrição: O projeto pretende resolver o engarrafamentos evitáveis causados por semáforos. A solução é otimizar os intervalos de tempo de semáforos com base nas densidades de carro.

SUPLENTES
6. Sara Lana Gonçalves da Costa (Belo Horizonte)
Projeto: Pontos Cegos, Surdos e Mudos de SP
Descrição: Criar uma ferramenta de mapeamento e rastreamento de pontos cegos, surdos e mudos de centros urbanos, não atingidos por câmeras de segurança e com maior e menor incidência de ruídos audíveis.

7. Giovanna Casimiro e Lina Lopes (São Paulo)
Projeto: Balanços InterAfetivos
Descrição: Mobiliário urbano interativo para unir pessoas e iluminar a cidade.

Red Bull Basement tem série de workshops em julho; veja programação

O makerspace do Red Bull Station é o laboratório de invenções tecnológicas que abriga, anualmente, a residência hacker Red Bull Basement e também fica disponível para o uso de quem tiver interesse em saber mais sobre cultura maker, oferecendo materiais, workshops, palestras e o acompanhamento de um monitor.

Em julho, o espaço está com uma programação bem movimentada: semanalmente, às quintas, recebe um grupo de estudos sobre IoT, ou “Internet das Coisas”. Chamado “Coisas de Quinta”, o encontro é destinado tanto a desenvolvedores quanto a demais interessados em discutir o uso dessas tecnologias.

Também rolarão dois workshops bem interessantes, conectando fabricação digital e moda, neste mês: um sobre programação com Lilypad, aplicando-a na construção de roupas digitais e interativas; o outro, ensinando os participantes a montarem uma “camiseta-piano” a partir da desmontagem de um brinquedo.

Veja abaixo o calendário completo de julho:

7, 14, 21 E 28 DE JULHO | 19h30-22h30 – COISAS DE QUINTA

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

O que você faria se pudesse conectar dispositivos eletrônicos na internet? Com o advento da Internet das Coisas, montamos um grupo de estudos para propor uma leitura crítica sobre o cenário atual da computação ubíqua e como podemos utilizar essas tecnologias a favor da cidade.

A oficina busca o encontro das novas tecnologias através de atividades práticas que envolvem desenvolvimento de softwares e hardwares abertos e construção de protótipos de dispositivos IoT. O público-alvo é multidisciplinar e quer abranger desenvolvedores e outros interessados em discutir o uso dessas tecnologias.

Mediador: Luís Leão, engenheiro de inovação, co-organizador do Google Developer Group São Paulo (GDG-SP) e membro do Garoa Hacker Clube.

>>Inscrições por email: basement.inscricoes@redbull.com.br; 15 pessoas.

16 DE JULHO | 11H-17H – PROGRAMAÇÃO COM LILYPAD

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Neste encontro dedicado à etapa de programação, os participantes usarão o Lilypad (placa arduíno usada em projetos vestíveis) para construir uma roupa digital e interativa por meio de sensores (acelerômetro, luz, etc) acoplados.

Facilitadoras: Lina Lopes e Giovanna Graziosi

>>Inscrições por ordem de chegada; 20 pessoas.

23 DE JULHO | 11H-17H – ELETRÔNICA VESTÍVEL E SONORA

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

A proposta deste encontro é fabricar uma “camiseta-piano” sonora a partir da desmontagem de um brinquedo. O desafio é repensar o design de circuitos, criando uma vestimenta em que estes são remontandos e reestruturados sob uma perspectiva vestível.

Facilitadoras: Lina Lopes e Giovanna Graziosi

>>Inscrições por ordem de chegada; 20 pessoas.