Apresente seu filme ou performance audiovisual no Red Bull Station

O Cine Performa está com chamado aberto para complementar a nossa programação de 2016, entre abril e dezembro. Neste programa mensal do Red Bull Station, apresentamos em uma única noite a projeção de um filme ou documentário, seguido de uma performance audiovisual, propondo um diálogo entre ambos.

Os interessados poderão enviar suas propostas até novembro. Os filmes, documentário e performances audiovisuais selecionados serão anunciados com pelo menos um mês antecedendo a data do evento.

O critério de seleção tem como base a qualidade artística dos projetos, porém daremos atenção particular às propostas que tangenciem os eixos temáticos da nossa programação. O Red Bull Station é um espaço que conecta, inspira e transforma, com foco na criatividade, coletividade e espírito crítico.

INSCRIÇÃO
Encaminhe seu projeto para o e-mail: curadoria.station@redbull.com.br com o assunto: Cine Performa + o nome do projeto + nome do autor, contendo os seguintes itens:

Para filmes ou documentários

_ Título

_ Link no Vimeo, Youtube ou canal similar, protegido por senha (opcional) – duração máxima de 50min

_ Sinopse do filme (formato: Word)

_ 3 imagens do filme em alta (2000px largura mínima)

_ Ficha técnica
_ Lista de exibições já realizadas, com local e cidade

Para performances audiovisuais

_ Título

_ Link do filme no Vimeo, Youtube ou canal similar, protegido por senha (opcional) – duração máxima de 45 min

_ Sinopse da performance (formato: Word)

_ 3 imagens da performance em alta (2000px largura mínima)

_ Rider técnico incluíndo equipamentos e tempo de montagem

_ Lista de exibições já realizadas, com local e cidade

CACHÊS
_ Exibição de filme: R$ 500,00
_ Apresentação da performance audiovisual: R$ 1200,00
Atenção: Em ambos casos os valores serão pagos mediante entrega de Nota Fiscal, com conta bancária Pessoa Jurídica vinculada à nota emitida

SELEÇÃO 

_ Os projetos serão selecionados por uma equipe do Red Bull Station, coordenada pelo curador e diretor artístico do espaço

_ A equipe curatorial tem liberdade de convidar projetos específicos caso ache oportuno.

_ Somente serão comunicados aqueles que tiverem as propostas selecionadas, não havendo retorno para os projetos não selecionados

_ A não seleção de um projeto em determinado mês não o exclui de possível seleção futura, até o fim do ciclo

Programação paralela Exposição Adrenalina

PROGRAMAÇÃO PARALELA 

_Oficina de construção de controladores DIY com Henrique Roscoe

Data: 18 e 19 de março | 19:00 às 22:00
Local: Red Bull Station
Inscrições pelo site
Sujeito a lotação. Entrada gratuita

Ensinar aos artistas como desenvolver interfaces DIY para controlar programas de edição em tempo real. Mostrar as possibilidades do Arduino no desenvolvimento de projetos. Como fazer um controlador que atenda às necessidades específicas de cada artista. Software usados para converter os dados de entrada e softwares que podem ser controlados por estas interfaces. Uso de sensores como variáveis para alterar parâmetros nos programas.

O workshop tem como objetivo ensinar como construir instrumentos e controladores midi utilizando interfaces customizadas. Estas interfaces utilizam sensores, botões, faders, etc, que são ligados ao computador por meio de uma placa que converte o sinal em midi e pode controlar qualquer programa que aceite parâmetros midi. Estes controladores têm baixo custo e a vantagem de serem construídos para necessidades específicas dos artistas.

Serão exibidos alguns instrumentos e controladores, os programas que fazem a interface analógica / digital e, a partir de ideias dos alunos serão construídos cinco controladores simples. 

_Performance audiovisual Synap.sys – Henrique Roscoe

Data: 20 de março | 19:30 às 20h
Aberto ao público| Sujeito a lotação | Entrada gratuita

Lembranças do passado ou do futuro, coletivas ou pessoais, instintos ou conhecimentos adquiridos com o tempo. Estes são os temas tratados nesta performance audiovisual executada ao vivo através de uma interface criada pelo artista. Este instrumento simboliza as ligações que acontecem no cérebro humano: as sinapses, que fazem as ligações entre neurônios a fim de permitir a codificação de informações adquiridas pelos nossos sentidos, a gravação destas ao longo do tempo além de servir de fonte para nossas lembranças. A performance trata das sensações e sentimentos que de alguma forma passam pela memória, através de abstrações, imagens e sons que fazem parte do processo de formação destas lembranças, que durante a vida moldam nossa personalidade e afetividade.

Henrique Roscoe é artista digital, músico e curador. É graduado em Comunicação social pela UFMG e Engenharia Eletrônica pela PUC/MG, com especialização em Design pela FUMEC. Com o projeto audiovisual conceitual e generativo HOL se apresentou nos principais festivais de imagens ao vivo no Brasil como Sónar, FILE, ON_OFF, Live Cinema, Multiplicidade, FAD e também no exterior, na Inglaterra (NIME, Encounters), Alemanha (Rencontres Internationales), Polônia (WRO), EUA (Gameplay), Grécia (AVAF), Itália (LPM e roBOt), e Bolívia (Dialectos Digitales). Desenvolve instalações interativas e cria instrumentos e interfaces interativas usando sensores e objetos do cotidiano, gerando construções inusitadas.

_Oficina “Introdução ao Open Frameworks” – inscrição site, vagas limitadas

Data: 28, 29 e 30 de abril |19:00 às 22:00
Inscrições pelo site
Sujeito a lotação | Entrada gratuita

O workshop tem como objetivo introduzir os participantes ao desenvolvimento de programas baseados em OpenFrameworks, com enfoque em gráficos bidimensionais e manipulação de imagens e vídeo.

Público alvo: Interessados em tecnologia criativa e arte generativa; profissionais e estudantes das áreas de artes visuais, design gráfico, design digital e outros;

Pré requisitos: Noções de programação em ferramentas como Processing, JavaScript, ActionScript e similares.

Material do aluno: Trazer o seu próprio notebook com os seguintes softwares instalados: no caso de Mac: Xcode / no caso de Windows: Code::Blocks – de acordo com as instruções disponíveis no site do Open Frameworks: http://www.openframeworks.cc/

Andrei Thomaz é artista visual e professor no Istituto Europeo di Design em São Paulo. Mestre em Artes Visuais pela ECA/USP e formado em Artes Plásticas pela UFRGS. Sua produção artística abrange diversas mídias, digitais e analógicas, envolvendo também várias colaborações com outros artistas, entre as quais encontram-se performances sonoras e instalações interativas.

_Mesa redonda sobre a exposição Adrenalina com Guilherme Kujawski e Roberto Cruz

Data: 24/03 | 20:00 – 22:00
Aberto ao público| Sujeito a lotação | Entrada gratuita

Guilherme Kujawski é produtor de conteúdo, curador e escritor. Depois de defender sua tese de mestrado em artes visuais na Donau-Universität, na Áustria, começou seus estudos de doutorado no Instituto de Arquitetura e Urbanismo na USP de São Carlos. Ele é o autor de numerosos artigos sobre novas mídias e foi editor de CIBERCULTURA, revista de arte e ciência patrocinada pelo Instituto Itaú Cultural. Lá, ele também coordenou uma série de simpósios e exposições, tendo realizado a co-curadoria de quatro edições do Emoção Art.ficial, a bienal internacional de arte e tecnologia. Ele também é escritor de ficção científica, tendo publicado em 1994 o seu primeiro livro, Piritas Siderais, um romance cyberbarroco. Atualmente, leciona design crítico no Instituto Europeo di Design, em São Paulo, e trabalha como editor de mídias digitais na Select, revista bimestral especializada em arte contemporânea.

Roberto Moreira S. Cruz é curador independente e produtor cultural. Está vinculado especialmente às áreas de vídeo e filmes de artista, interessado em cinema expandido e artistas brasileiros que trabalhem nessas áreas. Realizou a curadoria de importantes exposições de vídeo, cinema e live image, trabalhando principalmente em colaboração com o Itáu Cultural, onde atualmente realiza consultoria para a aquisição e constituição da coleção de filmes e vídeos de artistas para a instituição. Também idealizou e coordena a Duplo Galeria.

_Performance “Espécie” 

Direção e concepção: Valéria Braga e Rodrigo Cunha
Performer: Rodrigo Cunha
Data: 15, 16 e 17 de abril -|20hs
Aberto ao público| Sujeito a lotação | Entrada gratuita

“Espécie” é uma performance na qual Rodrigo Cunha explora estados de consciência alterada através da transformação e metamorfose contínua do seu corpo. O processo se dá numa sala completamente escura e desenvolve um roteiro que evolui de forma surpreendente, aguçando e desafiando nossos sentidos e convocando nossos medos e fobias. A imersão promovida pela ausência de luz e som, junto à intensidade energética de Rodrigo, que perde mais de 3 kilos durante o processo, promovem um estado de consciência corporal no próprio espectador, que ao cabo de alguns minutos começa a perceber o entorno nos seus mínimos detalhes, tencionando a relação entre indivíduo, coletivo e ambiente. “Espécie” é uma performance altamente imersiva que paradoxalmente na era dos dispositivos altamente tecnológicos, se utiliza de um simples artefato analógico fora o corpo do performer, mas essa é uma das surpresas.

SAIBA MAIS SOBRE A EXPOSIÇÃO

 

Entrevista com Karlla Girotto

Estilista de formação, artista e pesquisadora nas áreas de artes visuais, moda e performance, Karlla Girotto coordena o grupo de pesquisa e projetos em moda e design G>E (Grupo maior que Eu), sediado no Casa do Povo. Ela é nossa primeira convidada para trazer ao Red Bull Station seu grupo de estudos e replicar as suas dinâmicas de discussão e intercâmbio de forma aberta ao público.

Seus principais eixos de pesquisa são modos de existência como produção artística e as linhas fronteiriças entre performance, moda e vida nos processos de criação e produção de subjetividades.

Para conhecer mais a fundo os questionamentos e discussões abordadas no G>E, fizemos três perguntas à Karlla acerca do grupo e de suas pesquisas sobre as fronteiras da arte, moda e performance.


COMO VOCÊ COMEÇOU O GRUPO? QUAL O FOCO DELE?

Como fazer? De que jeito produzir? Como conduzir? Foram as perguntas iniciais que o G>E (lê-se Grupo maior que eu) suscitou em todos. O G>E é um grupo de estudos que começou no meu ateliê em setembro de 2013 quando fiz uma chamada pelo Facebook para um workshop de processo criativo (que iria durar 2 meses e agora já estamos em 18 meses). Como continuar potencialmente e criativamente vivo e atuante no mundo hoje – em sistemas que não permitem –  e como dosar essas relações de entrega de processos criativos são alguns dos questionamentos e inquietações que o G>E vem investigando.

Apareceram pessoas muito preciosas, especiais e os encontros passaram a ser uma coisa muito importante para cada um que chegava ali.

Esse processo de reflexão sobre o fazer de um artista (seja de qual natureza for) começou quando eu ainda trabalhava com moda. Eu nunca me encaixei no sistema nem na linguagem da moda e foi essa minha vivência que me levou a pensar: se lá não é possível, onde é possível então? (a criação, o fazer artístico). Passei a pensar que talvez viesse embutido num modo de vida, no dia-a-dia, não precisando necessariamente significar comércio, trajetória, carreira… De alguma forma, o G>E significou uma retomada de território nesse sentido, o de confabular outras possibilidades de produção e criação que não as dadas pelos meios de produção vinculados à demandas comerciais e, desse modo,  se fortalecendo como grupo e como processo.

Eu costumo dizer que o G>E não é sobre moda e processo criativo, é, principalmente, sobre como estar no mundo hoje, quase uma clínica – no sentido de estar sempre em busca de escavar as linhas de desejo e ação junto com cada um dos participantes. Quase todo mundo que apareceu no G>E é gente que vem de um processo de desgaste muito grande com a indústria e o sistema da moda. Na tentativa de entender o que fazer com a parte criativa, se deparam com a fragilidade que é perceber o próprio meio de criação e produção contaminados, mutilando saberes e fazeres. Entender essa fragilidade e acionar a potência que aí reside exige entrega é o que temos tentado fazer de forma intensiva e extensiva – estende-se a experiência no tempo e reforça-se o fazer por meio da ação, verbo agir, sem objetivo nem expectativas delirantes de entrega de produto/produção.

Através de leituras e materiais auxiliares, constrói-se territórios e subjetividades em uma dinâmica totalmente aberta e viva que une  materializações – textos produzidos, desenhos, pinturas, roupas, bordados, vídeos, fotografia, performances, festas, jantares e tudo junto e misturado.

ESTES ENCONTROS PROMOVERAM/PROMOVEM UMA TRANSFORMAÇÃO EM VOCÊ COMO PROFISSIONAL?

O G>E trabalha em três bases: a produção de pensamento (por meio de leituras de textos e o natural deslocamento que isso provoca na maneira em que enxergamos o mundo, a política, a economia, os modos de produção); a experiência estética/poética (desvinculando a produção estética de uma entrega imediatista, mercadológica e convocando as forças de produção da potência de vida, escavando as linhas de movimentação do desejo) e a organização de práticas e recursos (para que seja possível a manutenção da produção de pensamento em conjunto com a experiência estética/poética na vida cotidiana). Impensável seria que não tivesse deslocado meus territórios na mesma medida que o dos participantes. É no G>E que eu desenvolvo o fazer de todo dia. Hoje, além dos encontros, alguns integrantes do G>E dividem ateliê comigo na Casa do Povo e assim, alguma coisa vai sendo construída, transformada – é no dia a dia que tudo acontece. 

VOCÊ PODE DISCORRER UM POUCO SOBRE COMO A MODA, A PERFORMANCE E A ARTE SE COMUNICAM? 

É em outro território que se consegue vislumbrar certa comunicação entre moda, performance e arte – a criação e manutenção de subjetividades no dia a dia, como alguém produz a si e também ao mundo. 

É sutil e explicita fenômenos comunicacionais que se dão no cotidiano, construindo dramaturgias performáticas o tempo todo – na fila do banco, no metro, nas gôndolas do supermercado. Quem veste o que e quem coreógrafa quem? Tentativas de se moldar individualidades – de que jeito, gente!? Um grande sistema de trocas visíveis e invisíveis está em operação o tempo todo, de qual individualidade e identidade então estamos falando?

Não vejo como representação de um tipo de arte e performance vinculados ao sistema da arte e sim, algo que se dá e se dilui no cotidiano, no fazer das pessoas comuns e genéricas, nada singular, nada construído como “obra” – alias, esse conceito não caberia aqui, na maneira como eu vejo essa comunicação.
_

O encontro acontece terça-feira (24/fev). A pedido da Karlla Girotto, recomendamos que os interessados leiam este texto antes do encontro.

Sujeito à lotação. Saiba mais

O programa Grupo de Estudos está previsto para acontecer uma vez por mês, às terças-feiras, no auditório do Red Bull Station.

Luiz duVa

Luiz duVa é um artista experimental no campo da videoarte. Desenvolve, desde o início dos anos 1990, narrativas pessoais em vídeo, bem como uma série de experiências com videoinstalações e performances audiovisuais. duVa também é um dos criadores e o diretor artístico da Mostra Live Cinema, mostra de performances audiovisuais que acontece no Brasil anualmente desde 2007.

Em Adrenalina – a imagem em movimento no século XXI o artista exibe a composição audiovisual Concerto para Laptop: o vídeo, de 2007.

A obra é o resultado da apresentação de uma composição audiovisual apresentada em uma performance multimídia, onde as imagens e os sons foram manipulados ao vivo e em tempo real. Trata-se de um ensaio poético que parte da livre interpretação de diferentes paisagens emocionais, extraídas da memória de pessoas anônimas, para através da sua rearticulação, que aconteceu ao vivo, propor uma análise das complexas relações entre o passado, o presente e a verdadeira realidade dos acontecimentos.

Luiz duVa | Concerto para Laptop: o vídeo, 2007 (still)
Luiz duVa | Concerto para Laptop: o vídeo, 2007 (still)


Concerto para laptop: o vídeo
composição audiovisual, performance, vídeo, 19′
2007

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Transforma

Transforma foi criado em 2001 por Luke Bennett, Baris Hasselbach e Simon Krahl. Produzem vídeos, trabalhos sonoros e audiovisuais, instalações, cinema ao vivo e performances. Colaboram  com músicos como Apparat, Dieter Meier, Alex Banks, Chloé, e com o diretor teatral Sebastian Hartmann, a coreógrafa Sonia Mota e o artista Yro. O grupo já se apresentou em festivais como o KW Institute for Contemporary Art, Moscow International Biennial for Young Art, FAD Festival de Arte Digital, Art.Ware Festival, Sequences Festival, CTM Festival, Todays Art e no Deutsches Theater.

O coletivo apresenta a obra Graete (2014) na exposição Adrenalina – a imagem em movimento no século XXI. 

Graete é uma viagem no tempo. Na primeira imagem, humanos pré-históricos alimentam uma fogueira no interior de uma caverna. Na última imagem, um homem contemporâneo analisa a mesma fogueira com equipamentos dos dias de hoje. No processo um graveto ou uma pedra passam a ser reconhecidos como ferramentas, da mesma forma que uma câmera ou um canhão de luz.

Transforma | Graete, 2014
Transforma | Graete, 2014 (still frame)

Graete
Registro de performance, 19′
2014

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Richard Garet

Richard Garet é Mestre pelo Bard College, NY, EUA. Trabalha na intersecção de diferentes mídias, imagens em movimento, som, fotografia expandida e performance multimídia. Sua produção inclui desde ambientes modificados a instalações site specific com as quais promove situações imersivas que ativam a percepção de fenômenos físicos e psicológicos que refletem sobre a natureza do tempo. Pesquisa também o entorno dos sistemas complexos e as traduções algorítmicas, explorando o ruído estabelecido não só pelas mídias de cultura de massa assim como também da sua percepção do cotidiano.

Ele apresenta na exposição Adrenalina – a imagem em movimento no século XXI a obra  The four horsemen, de 2011. 

O trabalho consiste em celulóides de 16mm manipulados e transferidos ao formato digital. Cada um dos vídeos tem como legenda o texto bíblico dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse,  encontrado no capítulo 6 do Livro do Apocalipse, que os anuncia como os mensageiros do final dos tempos. O trabalho discorre sobre a percepção de que vivemos um processo de decadência e destruição, onde o até então infinito estaria chegando ao fim.

Richard Garet | The Four Horsemen, 2013 (still frame)
Richard Garet | The Four Horsemen, 2013 (still frame)

The Four Horsemen
4 canais de vídeo em formato vertical (sem som)
Duração indeterminada
2013

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