Ouça as músicas do Pulsø 2015

Ano passado o Pulsø reuniu durante um mês cerca de 30 artistas e produtores da música independente nacional. Uma das ideias do projeto era possibilitar a integração e a troca e experiência entre um monte de gente que faz essa cena acontecer, porém, cada um dentro do seu universo musical.

Como era de se esperar, dessa ocupação sonora e criativa nasceram inúmeras colaborações, novos sons e pesquisas, muita experimentação e parcerias que rolam até hoje. Agora, em ritmo de aquecimento para o o Pulsø 2016, lançamos uma compilação com as faixas gravadas no Red Bull Studios São Paulo ao longo da primeira edição do projeto.

Do dancehall jamaicano de Lei Di Dai, passando pelas rimas do Ogi e pelo experimentalismo de Kiko Dinucci, Juçara Marçal e Thomas Harres, ouça abaixo alguns sons que ecoaram pelos corredores e ateliês do Red Bull Station ano passado:

Quer saber mais? Acesse www.redbullstation.com.br/pulso

Rodrigo Gorky produz no PULSO

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Se é que isso é possível (é sim!), a segunda semana do PULSO foi ainda mais animada que a primeira. Tivemos palestras com Mariana Bergel e Mozine, encontros inusitados de músicos e produtores (confira as imagens com a #PULSO2015 no Insta) e ainda falta o Showcase #4, que rola amanhã a partir das 17h, no Red Bull Station.

O mais legal de tudo é que os artistas estão em peso por aqui, aproveitando o Red Bull Studios, trocando ideias e armando parcerias. Hoje, cruzamos com o Rodrigo Gorky – DJ e produtor do Bonde do Rolê – e conversamos sobre o trampo que ele tem feito. Ao lado de Daianne Dias, Tim Pereira e Mauricio Pereira, ele faz parte do grupo sob curadoria de Fabricio Nobre. Confira nosso papo.

Como tem sido essas semanas, o que você já fez por aqui?

Estamos no final da segunda semana. A primeira foi meio tateando tudo, não fizemos muita coisa. Nosso time era uma turma que não se conhecia direito antes, então tentamos achar algo em comum. Eu e o Tim já fizemos algumas coisas, quero incluir o Mauricio também. No começo desta semana o Ogi passou uma capela e gravamos. Agora estamos jogando ideias e fazendo as coisas. O mais legal é que a gente não fica preso só a uma coisa. Já fiz coisas com o André Paste, com o Sants [ambos do grupo de Dago Donato], com o Ogi [André Maleronka], com a Lei De Di [Karen Cunha]. Tudo muito conectado um com o outro, usando o outro de maneira boa.

Você já tinha tido uma experiência assim?

Já tive em escala minuscula, como quando convido uns amigos para ir em casa para me ajudar em alguma coisa. Mas nunca são 20 pessoas diferentes no mesmo lugar fazendo tudo ao mesmo tempo. Outra coisa legal que estamos fazendo é chamar pessoas de fora para colaborar. É tudo muito doido.

De que maneira você acha que um projeto como esse beneficia a cena independente?

To vendo isso muito mais como uma mão na roda para criar conexões. Lógico que, no fim das contas, isso ajuda. Estamos criando conexões com pessoas que a gente nunca iria conectar, ou você acha que a pessoa tem a cabeça fechada e quando vai ver é tão doida quanto você. Acho que o PULSO tá servindo muito pra isso. Essa troca e a conexão ajuda todo mundo que está aqui e as pessoas de fora que estão vindo visitar a gente também. Então, de certa maneira, tem esse fortalecimento da cena independente.

Com o Ogi, por exemplo, você nunca iria colaborar se não fosse aqui…

Nunca. Lei De Di eu já conhecia também, mas nunca nos falamos. E é aquela coisa: se você manda um e-mail, fica muito solto. Aqui não, a pessoa passa, conversa, vamos fechar, vamos fazer. E rola, porque você está aqui o tempo inteiro, acaba acontecendo.

Você já sabe o que vai fazer com os sons que está produzindo?

Estou fazendo muito mais pela troca, por fazer algo junto. Meu problema sempre foi que eu sempre fazia coisas junto com alguém, mas fica jogado. Eu e o Sants temos cinco ou seis músicas juntos. Quando nos encontramos aqui, falamos: “vamos terminar isso”. Com o André Paste também, tenho um disco pronto com ele, mas largamos mão. Então agora é a hora de terminar todas as coisas que tínhamos começado. Quero pegar um dos dias no estúdio pra terminar um EP solo fazendo rock. Vou chamar de “DJ Gorky e amigos”, prensar 10 copias em vinil e só. Talvez nem por online, só queria muito ter pra guardar esse momento!

Quer mais PULSO? Confira a programação!

Por Camila Alam