Keila Gentil: 5 mulheres que inspiram a rainha do treme

Foto: Felipe Gabriel
Foto: Felipe Gabriel

Uma das artistas que participa desta edição do Pulsø, Keila Gentil ficou conhecida por ser a voz da Gang do Eletro, grupo que estourou quando ela tinha apenas 20 anos e um filho de poucos meses. Surgida em Belém, a banda fez parte de uma geração que amplificou a cena do tecnobrega e do eletromelody paraenses no Brasil e no mundo.

Keila e Will Love durante show no Pulsø | Foto: Felipe Gabriel
Keila e Will Love durante show no Pulsø | Foto: Felipe Gabriel

Cinco anos depois, ela está iniciando uma carreira solo que deve ganhar mais corpo em breve, a partir de parcerias que vem fazendo no Pulsø ao lado de outros músicos de seu grupo, selecionado pelo guitarrista Félix Robatto (La Pupuña, Gaby Amarantos).

“Na Gang eu não conseguia me expressar tanto assim, colocar uma coisa só minha, e eu estava com necessidade de mostrar uma outra face, sem fugir muito do que é minha essência: o tecnobrega, a música de periferia, de gueto. Agora eu tenho umas composições que têm uma linguagem um pouco mais pop, que falam do dia a dia, do comportamento feminino”, diz.

A cantora em ensaio durante o Pulsø | Foto: Felipe Gabriel
A cantora em ensaio durante o Pulsø | Foto: Felipe Gabriel

Combinando influências que vão do hip hop até sua experiência em corais de igreja, Keila fala sobre cinema [ela acaba de atuar no filme “Amores Líquidos”], feminismo, política — assuntos em relação aos quais se posiciona firmemente nas redes sociais. Fala também de dança, atividade muito importante em sua trajetória, o que fica claro ao assistirmos uma apresentação dela (não deixe de conferir no sábado, dia 30, no último showcase do Pulsø).

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Um pouquinho do treme da Keila num gif do show no Pulsø 2016

“Apesar de ser da igreja, eu dava aquela fugida porque sempre gostei muito de dançar. Meu tio dança hip hop, é um dos precursores deste movimento em Manaus [onde a cantora nasceu], então eu cresci no meio do rap. Tanto é que parte da dança do tecnobrega que faço foi desenvolvida por causa dessa minha postura do hip hop — eu aprendi a dançar o treme e comecei a misturar isso no palco”, explica.

Aproveitamos a presença dela no Pulsø para bater um papo e saber quais foram as artistas mulheres que a influenciaram e seguem sendo uma inspiração. Confira:

Fafá de Belém – “Referência de voz e de interpretação pra mim é a Fafá, porque é indiscutível que a música ganha uma vida muito grande na voz daquela mulher. Eu me arrepio todinha quando ela canta”.

www.fafadebelem.com.br
Foto: www.fafadebelem.com.br

Jorane Castro – “Diretora do primeiro longa de ficção do cinema paraense em 30 anos, que estou protagonizando com outras duas meninas paraenses também”, conta Keila. O filme se chama “Amores Líquidos” e deve estrear neste ano.

Brittany Howard, vocalista do Alabama Shakes – “Essa mulher é o máximo!”.

Foto: Divulgação
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Joelma – Keila destaca a importância da difusão da dança paraense pela vocalista da banda Calipso.

Clara Nunes – “Acho que essa era uma mulher empoderada, que falava da religião dela sem pudor, sem medo, e representava aquilo com toda a força que ela tinha”.

Capa de disco de 1980 de Clara Nunes | Foto: Divulgação
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(Por Adriana Terra)