Red Bull Basement anuncia selecionados para sua 2ª edição; confira

Samantha Gimenez Fluture (São Caetano do Sul/SP), Pedro Henrique Fonseca (São Bernardo do Campo/SP), Ricardo Coelho (Belo Horizonte/MG), Diogo Tolezano (SP), Pedro Luiz Godoy Filho (SP) e Ufuk Serkan Yıldırım (Batman, Turquia) são os selecionados para a 2ª edição da residência Red Bull Basement, que ocorre entre 6 de agosto e 7 de outubro próximos. O programa dá suporte ao desenvolvimento de projetos experimentais que buscam melhorar a cidade por meio da tecnologia.

Neste ano, são cinco projetos e seis residentes escolhidos. Durante o período de imersão no prédio do Red Bull Station, os participantes terão à sua disposição um makerspace com equipamentos para prototipagem e uma agenda paralela com palestras e workshops. Ao fim do processo, eles devem apresentar o projeto proposto na inscrição desenvolvido.

Makerspace em dia de oficina | Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Makerspace em dia de oficina | Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Diferente do ano passado, os participantes dessa vez não terão apenas um curador, mas sete mentores de diferentes áreas com a função de atender a todos os momentos de execução de seus projetos: os designers Andrei Speridião e Wesley Lee, a arquiteta Heloísa Neves (We Fab), o especialista em movimento maker Fabien Eychenne, o engenheiro mecânico Fernando Orsatti, Thiago Avancini (Creative Technologist do Google) e o programador Afonso Coutinho (Wolksen e Garoa Hacker Clube) estão na equipe.

Na seleção, que buscou iniciativas envolvendo programação e eletrônica, estão ideias que visam solucionar problemas e/ou propor uma interação lúdica com a cidade. Abaixo, saiba um pouco mais sobre os selecionados e confira os dois projetos suplentes:

SELECIONADOS DA 2ª RESIDÊNCIA DO RED BULL BASEMENT

1. Samanta Gimenez Fluture (São Caetano do Sul/SP)
Projeto: Moskito Livre
Descrição: Kit de dispositivos que usam tecnologia livre e de baixo custo para combater o mosquito da dengue em dois estágios: na criação de ovos em água parada (gerando sua oxigenação) e no uso de repente eletrônico vestível (prevenindo picadas).

2. Pedro Henrique Fonseca Bertoleti (São Bernardo do Campo/SP)
Projeto: Monitoramento de água com IoT
Descrição: Monitoramento inteligente de consumo e vazão de água via internet, objetivando uso consciente por meio de meta de consumo por período.

3. Ricardo Coelho Almeida (Belo Horizonte/MG)
Projeto: Sala-bolha
Descrição: As salas-bolhas são ambientes infláveis a serem montados em espaços públicos para serem utilizados como espaço para reuniões, aulas, palestras e afins por qualquer pessoa com tal demanda.

4. Diogo Tolezano Pires e Pedro Luiz Godoy Filho (São Paulo)
Projeto: Pluvi.On
Descrição: Plataforma open source que disponibiliza informações meteorológicas hiperlocais e usa inteligência artificial para gerar insights tanto para a população (risco de enchentes/ duração da chuva) como para os negócios da cidade (vários setores são impactados por essa informação, como seguradoras, construção civil, varejo, agricultura).

5. Ufuk Serkan Yıldırım (Batman – Turquia)
Projeto: Light me up
Descrição: O projeto pretende resolver o engarrafamentos evitáveis causados por semáforos. A solução é otimizar os intervalos de tempo de semáforos com base nas densidades de carro.

SUPLENTES
6. Sara Lana Gonçalves da Costa (Belo Horizonte)
Projeto: Pontos Cegos, Surdos e Mudos de SP
Descrição: Criar uma ferramenta de mapeamento e rastreamento de pontos cegos, surdos e mudos de centros urbanos, não atingidos por câmeras de segurança e com maior e menor incidência de ruídos audíveis.

7. Giovanna Casimiro e Lina Lopes (São Paulo)
Projeto: Balanços InterAfetivos
Descrição: Mobiliário urbano interativo para unir pessoas e iluminar a cidade.

Prazo para o Red Bull Basement termina neste domingo (26); inscreva-se

Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Red Bull Basement. Neste ano, o programa será realizado de 6 agosto a 7 de outubro e mais uma vez irá apoiar o desenvolvimento de projetos experimentais que buscam melhorias urbanas por meio da tecnologia.

Programadores, hackers e desenvolvedores de software poderão se inscrever pelo site www.redbullbasement.com.br até 26 de junho. Os cinco selecionados serão anunciados em 11 de julho.

basement
VJ Pixel na primeira edição da residência | Foto: Fabio Piva / Red Bull Content Pool

Os residentes terão à sua disposição um makerspace com equipamentos para prototipagem dos projetos, que deverão ser apresentados no fim da residência, além de uma agenda paralela com palestras e workshops sobre o tema.

Diferente do ano passado, em sua segunda edição, os residentes não terão apenas um curador e sim sete mentores de áreas diferentes escolhidos a dedo para atenderem aos diferentes momentos do projeto.

Outra diferença de sua primeira edição é que agora os selecionados devem apresentar uma ideia ou protótipo inicial em sua inscrição para a residência.

Projetos que repensam o espaço urbano é tema da 1ª Residência do Red Bull Basement

Em sua primeira edição, a residência do Red Bull Basement teve como foco o uso da tecnologia para transformar positivamente a cidade de São Paulo e o dia a dia de seus habitantes.

Sob a curadoria de Giselle Domschke, os residentes Lucas Neumann, Paloma Oliveira & Mateus Knelsen, Pedro Belasco, Rodrigo Guerra e VJ Pixel passaram três meses desenvolvendo suas pesquisas no laboratório hacker do Red Bull Station, um espaço de convivência e produção criativa, além de participarem de uma intensa programação de oficinas, debates e encontros com convidados especiais. 

Paloma Oliveira, uma das residentes da primeira edição do Red Bull Basement
Paloma Oliveira, uma das residentes da primeira edição do Red Bull Basement

O resultado são projetos que buscam não apenas gerar benefícios para a cidade, mas que propõem também uma nova forma de pensar e experienciar o espaço urbano. Ideias que exploram desde o potencial colaborativo das redes a dispositivos que estimulam o uso da bicicleta como meio de transporte.

Agora, chegamos ao final desta edição do programa e convidamos todos para a Apresentação Final da 1ª Residência do Red Bull Basement, que acontece amanhã (10/dez), das 15h às 19h. Durante o evento, os integrantes apresentarão ao público seus projetos e contarão um pouco do processo. Em seguida, haverá um coquetel de encerramento.

Confira abaixo as propostas criadas por cada residente:

O Mapa Daqui, de Lucas Neumann, propõe uma sinalização colaborativa para pedestres. Por meio de um site, ele permite que qualquer pessoa imprima o mapa da sua região e instale na rua. Além de sinalizar, o mapa conta com espaços em branco para que todos possam colaborar informando locais próximos.

Pedro Belasco embarcou em uma pesquisa exploratória da Santa Ifigênia, região central conhecida por abrigar lojas de produtos eletroeletrônicos, com o intuito de resgatar a história e importância do local, compreender sua organização mapear os objetos que podem ser encontrados por lá.

VJ Pixel uniu duas iniciativas existentes de monitoramento do ar e de qualidade da água, integrando os dados em um site. Ele instalou os dispositivos no Red Bull Station e na ocupação do Ouvidor.

A partir do estudo da violência na cidade, Rodrigo Guerra elaborou dois projetos: Sinta São Paulo, um banco de dados que reunirá como os cidadãos se sentem em espaços públicos da cidade e, futuramente, poderá ser usado por ONGs e outros projetos sociais e Esquema da Rua, jornal que fornece informações para moradores de rua.

Pensando em incentivar futuros ciclistas, Paloma Oliveira & Mateus Knelsen criaram o Bicilume, um dispositivo de luz para bicicletas que cria uma comunicação entre elas, além de melhorar a visibilidade  e orientar seus usuários.

Como podemos melhorar o dia a dia da nossa cidade?

Todos os dias nos deparamos com problemas das grandes metrópoles: trânsito, alagamentos, poluição, falta de água, mobilidade.

Como podemos melhorar o dia a dia da nossa cidade? Essa foi a pergunta feita para a turma da residência hacker do Red Bull Basement 2015, que chega ao fim de sua primeira edição com cinco iniciativas que repensam soluções para viver diariamente em São Paulo.

Confira acima o curta que ilustra o tema desta primeira edição. Se quiser conferir o resultado da residência de perto, apareça no dia 10 de dezembro no Red Bull Station para a apresentação final dos projetos que prometem melhorar o centro da nossa cidade.

Essa ficção foi inspirada em histórias reais. Confira abaixo os projetos que ajudaram a criar o nosso hacker.

A Batata Precisa de Você

A Batata Precisa de Você promove a ocupação regular do Largo da Batata, em Pinheiros, São Paulo. Seus objetivos são fortalecer a relação afetiva da população local com o Largo da Batata e evidenciar o potencial de um espaço.

Bueiros Conectados

Bueiros Conectados é um projeto de serviço, produto e aplicativo digital que conecta os bueiros da cidade aos cidadãos, criando um ambiente de mobilização e tomada de atitudes preventivas e corretivas para o bem estar público e cidadania.

Cidade Azul

Dizem por aí que São Paulo é uma cidade cinza, você vai descobrir que ela é azul. O Cidade Azul convida as pessoas a conhecer rios enterrados pela cidade.

Mananciais

A Rede de Olho nos Mananciais é um canal aberto para informar,
debater, acompanhar e propor ações para proteger as fontes de água que abastecem as grandes cidades, começando por São Paulo.

Parque Minhocão

A Associação Amigos do Parque Minhocão é uma associação sem fins lucrativos e apartidária que tem como objetivo implantar um parque municipal linear, para pedestres e ciclistas, no Elevado Costa e Silva.

Palestra na íntegra: “Urbanismo Open Source”, por Giselle Beiguelman

Nesta atividade promovida pelo Red Bull Basement, a artista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) Giselle Beiguelman discorreu sobre o conceito de urbanismo open source, uma proposta de transformação urbana mais colaborativa e aberta, com o uso das redes. Assista a palestra na íntegra:

Inscrições abertas para a residência do Red Bull Basement

o porão do Red Bull Station vira uma garagem hacker a partir de setembro

A partir de agosto o porão do Red Bull Station se transformará em uma garagem hacker. Trata-se do Red Bull Basement, um programa de produção, pesquisa e difusão de projetos que exploram formas colaborativas de experimentação com mídias digitais, com uma residência para desenvolvedores digitais e um festival de tecnologia. As inscrições para o edital de seleção da primeira turma vão até 26 de agosto. Programadores, hackers e desenvolvedores de software poderão se inscrever pelo site do projeto.

Os cinco selecionados serão anunciados em 31 de agosto e de 4 de setembro a 30 de novembro participarão de um programa de residência para a produção de projetos experimentais que usem tecnologias digitais para repensar formas e soluções de viver o dia a dia na cidade.

O programa terá a curadoria de Gisela Domschke, criadora do Laboratório de Mídias do Museu da Imagem e do Som de São Paulo (LABMIS), com o acompanhamento dos chamados acadêmicos: Lucas Dupin, que já trabalhou na área de desenvolvimento digitais de empresas como Coca-Cola, Google, Nike e TED; Andrei Speridião, criador do projeto Bueiros Conectados, Thiago Avancini, atual creative technologist do Google; Gabriel Laet, atual software engineer na Loggi e Pedro Fonseca, que dirige o projeto digital Vanilla Unusual Projects.

Os residentes terão a sua disposição equipamentos para prototipagem dos projetos e ao fim da residência apresentarão os projetos desenvolvidos. Além disso, haverá uma programação paralela durante os três meses com conversas, workshops e apresentações de projetos e ideias voltadas aos residentes e abertas ao público.

Em agosto, acontece Red Bull Basement Festival, que que tem como tema o uso criativo da tecnologia digital para a realização de transformações positivas para o centro de São Paulo. Serão três dias de conversas, hackathon, workshops, open sessions e trocas com projetos de diversos lugares. As inscrições para o festival já começaram e vão até 14 de agosto.