Curador e artistas falam sobre a Adrenalina

A mostra Adrenalina tem a proposta de trazer um recorte do audiovisual nos dias de hoje. Nela são exibidas obras de 16 artistas de diferentes nacionalidades que utilizam novas tecnologias em sua produção e exploram os recursos narrativos e de linguagem do chamado tempo real, estratégia alternativa a edição convencional.

Segundo o curador Fernando Velázquez, emprestar o nome desta substância no título da exposição é um modo de sugerir que ainda podemos ser desafiados e surpreendidos pelas imagens, já que hoje vivemos anestesiados por elas.

Confira abaixo o vídeo sobre a Adrenalina, com falas de Velázquez e de dois artistas, Henrique Roscoe [VJ 1mpar] e Lucas Bambozzi.

A mostra fica em cartaz até 5 de maio de 2015, com entrada gratuita.
De terça a sexta-feira, das 11h às 20h. Sábados, das 11h às 19h.

Programação paralela Exposição Adrenalina

PROGRAMAÇÃO PARALELA 

_Oficina de construção de controladores DIY com Henrique Roscoe

Data: 18 e 19 de março | 19:00 às 22:00
Local: Red Bull Station
Inscrições pelo site
Sujeito a lotação. Entrada gratuita

Ensinar aos artistas como desenvolver interfaces DIY para controlar programas de edição em tempo real. Mostrar as possibilidades do Arduino no desenvolvimento de projetos. Como fazer um controlador que atenda às necessidades específicas de cada artista. Software usados para converter os dados de entrada e softwares que podem ser controlados por estas interfaces. Uso de sensores como variáveis para alterar parâmetros nos programas.

O workshop tem como objetivo ensinar como construir instrumentos e controladores midi utilizando interfaces customizadas. Estas interfaces utilizam sensores, botões, faders, etc, que são ligados ao computador por meio de uma placa que converte o sinal em midi e pode controlar qualquer programa que aceite parâmetros midi. Estes controladores têm baixo custo e a vantagem de serem construídos para necessidades específicas dos artistas.

Serão exibidos alguns instrumentos e controladores, os programas que fazem a interface analógica / digital e, a partir de ideias dos alunos serão construídos cinco controladores simples. 

_Performance audiovisual Synap.sys – Henrique Roscoe

Data: 20 de março | 19:30 às 20h
Aberto ao público| Sujeito a lotação | Entrada gratuita

Lembranças do passado ou do futuro, coletivas ou pessoais, instintos ou conhecimentos adquiridos com o tempo. Estes são os temas tratados nesta performance audiovisual executada ao vivo através de uma interface criada pelo artista. Este instrumento simboliza as ligações que acontecem no cérebro humano: as sinapses, que fazem as ligações entre neurônios a fim de permitir a codificação de informações adquiridas pelos nossos sentidos, a gravação destas ao longo do tempo além de servir de fonte para nossas lembranças. A performance trata das sensações e sentimentos que de alguma forma passam pela memória, através de abstrações, imagens e sons que fazem parte do processo de formação destas lembranças, que durante a vida moldam nossa personalidade e afetividade.

Henrique Roscoe é artista digital, músico e curador. É graduado em Comunicação social pela UFMG e Engenharia Eletrônica pela PUC/MG, com especialização em Design pela FUMEC. Com o projeto audiovisual conceitual e generativo HOL se apresentou nos principais festivais de imagens ao vivo no Brasil como Sónar, FILE, ON_OFF, Live Cinema, Multiplicidade, FAD e também no exterior, na Inglaterra (NIME, Encounters), Alemanha (Rencontres Internationales), Polônia (WRO), EUA (Gameplay), Grécia (AVAF), Itália (LPM e roBOt), e Bolívia (Dialectos Digitales). Desenvolve instalações interativas e cria instrumentos e interfaces interativas usando sensores e objetos do cotidiano, gerando construções inusitadas.

_Oficina “Introdução ao Open Frameworks” – inscrição site, vagas limitadas

Data: 28, 29 e 30 de abril |19:00 às 22:00
Inscrições pelo site
Sujeito a lotação | Entrada gratuita

O workshop tem como objetivo introduzir os participantes ao desenvolvimento de programas baseados em OpenFrameworks, com enfoque em gráficos bidimensionais e manipulação de imagens e vídeo.

Público alvo: Interessados em tecnologia criativa e arte generativa; profissionais e estudantes das áreas de artes visuais, design gráfico, design digital e outros;

Pré requisitos: Noções de programação em ferramentas como Processing, JavaScript, ActionScript e similares.

Material do aluno: Trazer o seu próprio notebook com os seguintes softwares instalados: no caso de Mac: Xcode / no caso de Windows: Code::Blocks – de acordo com as instruções disponíveis no site do Open Frameworks: http://www.openframeworks.cc/

Andrei Thomaz é artista visual e professor no Istituto Europeo di Design em São Paulo. Mestre em Artes Visuais pela ECA/USP e formado em Artes Plásticas pela UFRGS. Sua produção artística abrange diversas mídias, digitais e analógicas, envolvendo também várias colaborações com outros artistas, entre as quais encontram-se performances sonoras e instalações interativas.

_Mesa redonda sobre a exposição Adrenalina com Guilherme Kujawski e Roberto Cruz

Data: 24/03 | 20:00 – 22:00
Aberto ao público| Sujeito a lotação | Entrada gratuita

Guilherme Kujawski é produtor de conteúdo, curador e escritor. Depois de defender sua tese de mestrado em artes visuais na Donau-Universität, na Áustria, começou seus estudos de doutorado no Instituto de Arquitetura e Urbanismo na USP de São Carlos. Ele é o autor de numerosos artigos sobre novas mídias e foi editor de CIBERCULTURA, revista de arte e ciência patrocinada pelo Instituto Itaú Cultural. Lá, ele também coordenou uma série de simpósios e exposições, tendo realizado a co-curadoria de quatro edições do Emoção Art.ficial, a bienal internacional de arte e tecnologia. Ele também é escritor de ficção científica, tendo publicado em 1994 o seu primeiro livro, Piritas Siderais, um romance cyberbarroco. Atualmente, leciona design crítico no Instituto Europeo di Design, em São Paulo, e trabalha como editor de mídias digitais na Select, revista bimestral especializada em arte contemporânea.

Roberto Moreira S. Cruz é curador independente e produtor cultural. Está vinculado especialmente às áreas de vídeo e filmes de artista, interessado em cinema expandido e artistas brasileiros que trabalhem nessas áreas. Realizou a curadoria de importantes exposições de vídeo, cinema e live image, trabalhando principalmente em colaboração com o Itáu Cultural, onde atualmente realiza consultoria para a aquisição e constituição da coleção de filmes e vídeos de artistas para a instituição. Também idealizou e coordena a Duplo Galeria.

_Performance “Espécie” 

Direção e concepção: Valéria Braga e Rodrigo Cunha
Performer: Rodrigo Cunha
Data: 15, 16 e 17 de abril -|20hs
Aberto ao público| Sujeito a lotação | Entrada gratuita

“Espécie” é uma performance na qual Rodrigo Cunha explora estados de consciência alterada através da transformação e metamorfose contínua do seu corpo. O processo se dá numa sala completamente escura e desenvolve um roteiro que evolui de forma surpreendente, aguçando e desafiando nossos sentidos e convocando nossos medos e fobias. A imersão promovida pela ausência de luz e som, junto à intensidade energética de Rodrigo, que perde mais de 3 kilos durante o processo, promovem um estado de consciência corporal no próprio espectador, que ao cabo de alguns minutos começa a perceber o entorno nos seus mínimos detalhes, tencionando a relação entre indivíduo, coletivo e ambiente. “Espécie” é uma performance altamente imersiva que paradoxalmente na era dos dispositivos altamente tecnológicos, se utiliza de um simples artefato analógico fora o corpo do performer, mas essa é uma das surpresas.

SAIBA MAIS SOBRE A EXPOSIÇÃO

 

Semiconductor

Semiconductor é um duo do Reino Unido formado por Ruth Jarman e Joe Gerhardt. Em suas obras, exploram a natureza material do mundo pelas lentes da ciência e da tecnologia, questionando como eles mediam nossas experiências. Entre suas exposições e exibições se destacam Let There Be Light, House of Electronic Arts, Basel; Worlds in the Making, FACT, Liverpool; Da Vinci: Shaping the Future, ArtScience Museum, Singapura; Field Conditions, San Francisco Museum of Modern Art; Earth; Art of a Changing World, Royal Academy of Arts, Londres; International Film Festival Rotterdam; New York Film Festival; Sundance Film Festival and European Media Art Festival.

Eles participam da exposição Adrenalina – a imagem em movimento no século XXI com o trabalho Magnetic Movie, de 2007.

Nesta ação que acontece nos laboratórios de ciências espaciais da NASA, em Berkeley, a vida secreta dos campos magnéticos são reveladas como geometrias caóticas e em constante mudança ao mesmo tempo em que se ouvem cientistas falando sobre as suas descobertas. O vídeo nos deixa em dúvida, estaríamos observando uma série de experimentos científicos, o fluxo do universo, ou um documentário de ficção?

Semiconductor | Magnetic Movie, 2007 (still frame)
Semiconductor | Magnetic Movie, 2007 (still frame)

Magnetic Movie
Video 4’47”
2007

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Richard Garet

Richard Garet é Mestre pelo Bard College, NY, EUA. Trabalha na intersecção de diferentes mídias, imagens em movimento, som, fotografia expandida e performance multimídia. Sua produção inclui desde ambientes modificados a instalações site specific com as quais promove situações imersivas que ativam a percepção de fenômenos físicos e psicológicos que refletem sobre a natureza do tempo. Pesquisa também o entorno dos sistemas complexos e as traduções algorítmicas, explorando o ruído estabelecido não só pelas mídias de cultura de massa assim como também da sua percepção do cotidiano.

Ele apresenta na exposição Adrenalina – a imagem em movimento no século XXI a obra  The four horsemen, de 2011. 

O trabalho consiste em celulóides de 16mm manipulados e transferidos ao formato digital. Cada um dos vídeos tem como legenda o texto bíblico dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse,  encontrado no capítulo 6 do Livro do Apocalipse, que os anuncia como os mensageiros do final dos tempos. O trabalho discorre sobre a percepção de que vivemos um processo de decadência e destruição, onde o até então infinito estaria chegando ao fim.

Richard Garet | The Four Horsemen, 2013 (still frame)
Richard Garet | The Four Horsemen, 2013 (still frame)

The Four Horsemen
4 canais de vídeo em formato vertical (sem som)
Duração indeterminada
2013

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Mike Pelletier

Mike Pelletier é um artista digital que trabalha nos domínios do digital, instalações interativas, modificações em videogames e animação 3D. Ele já trabalhou no Banff Centre, no Fablab Amsterdam e atualmente no Random Studio Amsterdam. Vive e trabalha em Amsterdã, Holanda.

O artista está presente na exposição Adrenalina – a imagem em movimento no século XXI com duas obras:

Parametric Expression é um filme de animação em 3D que trabalha com as emoções como um conjunto de parâmetros técnicos que podem ser repetidos, transferidos, manipulados, e finalmente, transgredidos. A animação explora o conceito do “vale da estranheza”*. Nossos cérebros parecem estar preparados de forma inata para a percepção de faces, isso faz com que quando algo escapa da norma provoque uma forte reação negativa. Parametric Expression na busca da beleza sublime incorpora o erro e o sentimento desagradável sugerido pelo fenômeno do “vale da estranheza” como estratégia

*O vale da estranheza (em inglês: uncanny valley) é uma hipótese no campo da robótica1 e da animação 3D2 3 que diz que quando réplicas humanas se comportam de forma muito parecida – mas não idêntica- a seres humanos reais, elas provocam repulsa entre observadores humanos. (fonte: wikipedia)

Mike Pelletier | Parametric Expression, 2013 (still frame)
Mike Pelletier | Parametric Expression, 2013 (still frame)

Time of Flight é um filme de animação em 3D que interpreta o corpo humano a partir da tradução de dados reais capturados digitalmente partir de um kinect*.  O filme é formado por uma série de cenas abstratas, em que retratos escaneados em 3D são distorcidos, manipulados e alterados, tornando irreconhecível a sua essência . Em Time of Flight o artista usa uma técnica de escaneamento com o dispositivo Kinect. A trilha original é de Arjen Jongeneel.

*Dispositivo desenvolvido pela Microsoft para o console de videogame Xbox que permite o saneamento 3d.

Mike Pelletier | Time of flight, 2014 (still frame)
Mike Pelletier | Time of flight, 2014 (still frame)

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Matheus Leston

Matheus Leston é músico, artista e produtor musical. Em 2013 criou e produziu a Orquestra Vermelha, projeto multimídia premiado pelo Programa Rumos. Desenvolve também a apresentação Ré e produz música eletrônica sob o nome Lateral. É membro da Patife Band, de Paulo Barnabé, e trabalhou em diversas instituições de arte, como o Instituto Tomie Ohtake e Fundação Bienal de São Paulo. Participou da exposição Caos e Efeito, do projeto Ao Redor de 4’33” da 7ª Bienal do Mercosul, da 4ª Jornada de Cinema Silencioso e do Sistemas Ecos 2014 como artista e tutor. Além de trabalhar com edição de som, sonorização para publicidade e consultoria em projetos multimídia, compôs a trilha sonora da série Contos do Edgar e dos filmes Preto ou Branco!, A Redação, Obra Prima, Mais uma Noite, entre outros.

Mono surge do cruzamento de ideias aparentemente antagônicas: acaso e escolha, aleatoriedade e composição, processos estocásticos e escolhas formais. O som foi gerado através de um algoritmo de síntese FM e as imagens são a transposição direta desse sinal para coordenadas tridimensionais. Os áudios foram selecionados por suas características sonoras e pelos desenhos que formavam, editados e mixados, e o vídeo resultante foi tratado. Ouve-se uma única linha, com poucas sobreposições, enquanto na imagem se vê predominantemente dois pontos de vista simultâneos do mesmo objeto tridimensiona

Esse trabalho integra a exposição Adrenalina – a imagem em movimento no século XXI. Confira alguns stills da obra:

mono_1 mono_2

Mateus Leston | Mono, 2015 (still frames)
Mateus Leston | Mono, 2015 (still frames)

Mono
vídeo, 5′
2015

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Lucas Bambozzi

Lucas Bambozzi artista e pesquisador em novas mídias produz trabalhos em vídeo, instalações e meios interativos. Seus trabalhos já foram exibidos em mais de 40 países, em organizações como o Moma (EUA), ZKM, Frankfurter Kunstverein (Alemanha), Arco Expanded Box (Espanha), ŠKUC gallery (Eslovenia), Museum of Modern and Contemporary Art (Rijeka, Croácia), WRO Media Art Biennale (Polônia), Centro Georges Pompidou (França), Bienal de La Habana (Cuba), ISEA Ruhr (Alemanha), ZERO1 Biennial (EUA), Ars Eletrônica (Áustria – com menção honrosa em 2010 e 2013), Bienal de Artes Mediales (Chile), Bienal da Imagem em Movimento (Argentina), 25ª Bienal de São Paulo dentre outras. Participou de festivais como o Videobrasil, É Tudo Verdade, FILE, Festival do Rio BR, Sundance e Slamdance (EUA), Impakt (Holanda), FID Marseille, Share (Itália), XX Videoformes (França), Emoção Art.Ficial, On_OFF e vários outros. Foi um dos criadores do Festival arte.mov (2006-2012), do Projeto Multitude (2014) e do Labmovel (2012-2015). É professor na FAAP, em São Paulo.

Na mostra Adrenalina – a imagem em movimento no século XXI o artista expõe a obra Curto Circuito [Último Suspiro], de 2014, uma instalação com 10 TVs de tubo e vídeos dessincronizados.

TVs que pulsam uma imagem “entranhada”, efeito colateral de sua condição eletrônica pré-digital. Retrato de precariedades e da obsolescência voraz nas tecnologias de imagens, emitem um “último suspiro” de raio catódico. Há algo de incômodo nesse refluxo, talvez por sermos testemunhas de uma arqueologia que opera em nosso presente. O lixo eletrônico causa fascínio e espanto. Há algo de aterrorizante em especular sobre o acúmulo de produtos industrializados que passam, em poucos anos, a não ter valor algum. Especula-se sobre o consumo, sobre o fluxo dos produtos, sobre o fim das coisas. Para onde vão as coisas que não queremos mais? O conjunto de TVs parece conflitante no espaço expositivo, mas ao mesmo tempo parece estar em estranha harmonia com o ambiente – algumas TVs parecem não funcionar há anos. Então, em algum momento, percebemos que algo ainda acontece nesse arsenal sucateado, enxerga-se um faiscar elétrico, as telas emitem lampejos, ouve-se uma pequena descarga, um possível curto-circuito.

Lucas Bambozzi | Curto Circuito [Último Suspiro], 2014
Lucas Bambozzi | Curto Circuito [Último Suspiro], 2014

Curto Circuito [Último Suspiro], 2014
Instalação, TVs de tubo e vídeos dessincronizados
2014

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Hugo Arcier

Hugo Arcier é artista digital (ou um artista em um mundo digital) que utiliza a computação gráfica 3D em vídeos, gravuras e esculturas. Já trabalhou com diretores como Roman Polanski e Alain Resnais. Suas obras foram apresentadas em festivais (Videoformes, Némo, Elektra, em galerias (Magda Danysz, Artcore, ADN, Celal), museus (New Museum, Le Cube, Okayama Art Center, Plateforme) e feiras (Slick, Show off).

Em Degeneration II, de 2010, trabalho que participa da exposição Adrenalina – a imagem em movimento no século XXI o artista se apropria de um algoritmo de detecção facial para criar mutações irreversíveis numa figura real. Com base na experiência, a mente pode recriar o objeto original a partir dos poucos polígonos restantes o que possibilita que o espectador distinga e agrupe as imagens, dando significado à abstração.

Hugo Arcier | Degeneration II, 2010 (still frame)
Hugo Arcier | Degeneration II, 2010 (still frame)

Degeneration ll
Vídeo, 1’39” loop
2010

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Henrique Roscoe (VJ 1mpar)

Henrique Roscoe é artista digital, músico e curador. É graduado em Comunicação social pela UFMG e Engenharia Eletrônica pela PUC/MG, com especialização em Design pela FUMEC. Com o projeto audiovisual conceitual e generativo HOL se apresentou nos principais festivais de imagens ao vivo no Brasil como Sónar, FILE, ON_OFF, Live Cinema, Multiplicidade, FAD e também no exterior, na Inglaterra (NIME, Encounters), Alemanha (Rencontres Internationales), Polônia (WRO), EUA (Gameplay), Grécia (AVAF), Itália (LPM e roBOt), e Bolívia (Dialectos Digitales). Desenvolve instalações interativas e cria instrumentos e interfaces interativas usando sensores e objetos do cotidiano, gerando construções inusitadas.

Na exposição Adrenalina – a imagem em movimento no século XXI ele apresenta a obra interativa Hol | Dot, um videogame sem vencedor, de 2011. A obra é uma instalação/performance audiovisual com sons e imagens sincronizados, tocados em um “console” construído e programado pelo artista, e controlado por um joystick de videogame retrô (Nintendo). A ideia é subverter a lógica dos games antigos, mas usando sua estética, sons e elementos gráficos característicos. A performance trata de alguns temas ligados aos videogames ou aspectos do cotidiano de forma crítica, através de imagens abstratas e simbólicas. Todas as imagens e sons são criados pelo artista e tocados em tempo real. Este instrumento é completamente autônomo, e funciona sem a necessidade de um computador.

Mostra Live Cinema – São Paulo (BRA), October, 7, 2011 | photo: agnaldo mori
Mostra Live Cinema – São Paulo (BRA), October, 7, 2011 | photo: agnaldo mori

ponto03

PONTO, um videogame sem vencedor
video game
2011

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Chris Coleman

Chris Coleman nasceu na Virgínia Ocidental, nos EUA, e recebeu seu título de mestre (MFA) da SUNY Buffalo, em Nova York. O seu trabalho inclui esculturas, vídeos, programação criativa e instalações interativas. Coleman já apresentou seu trabalho em exposições e festivais em mais de 20 países, como Brasil, Argentina, Singapura, Finlândia, Emirados Árabes Unidos, Itália, Alemanha, França, China, Reino Unido, Letônia e por toda a América do Norte. Seu projeto de software de código aberto, Maxuino, desenvolvido em parceria com Ali Momeni, teve mais de 50 mil downloads de usuários em mais de 120 países, e é utilizado no mundo todo em aulas de Computação Física. Ele vive atualmente em Denver, no Colorado. É Diretor de práticas digitais emergentes e leciona na Universidade de Denver, nos EUA.

Sua obra Metro Re/De-constrution, de 2014, está em exibição na exposição Adrenalina – a imagem em movimento no século XXI.

METRO é uma viagem que começa de fora para dentro. É a documentação de um espaço físico, capturado com precisão milimétrica nas suas coordenadas, cores e texturas. Vários trajetos foram realizados para aprimorar esta reconstrução digital afim de recriar uma experiência abstrata relacionada a experiência de se utilizar o transporte público. Com um scanner 3D portátil e um laptop, o artista se transladou cotidianamente no Denver Light Rail (sistema de trem urbano). O trem foi escaneado andando pelo vagão de uma ponta à outra enquanto estava em movimento, e as estações foram capturadas em passeios curtos entre as paradas. A fragmentação e as lacunas nos dados são definidas pelos trancos, pela velocidade e pelas curvas dos trajetos, que afetavam o equilíbrio do artista enquanto capturava a os dados. Apesar das células do trabalho serem stills, elas são documentos de tempo, perspectivas e percepções específicas. Assim sendo, duas situações de captura nunca serão iguais: cada uma representa a documentação daquele corpo único, naquele trajeto específico. Com design de som de George Cicci a obra comissionada pelo DENVER DIGERATI para o DENVER THEATRE DISTRICT em 2013.

Chris Coleman - METRO, 2013  (still frame)

Chris Coleman – METRO, 2013 (still frame)

METRO Re/De-construction
video, 6’41” loop
2013

SITE