Chico Togni

Apropriando-se de materiais já utilizados e na maioria das vezes encontrados na rua, Chico Togni produz com o que está a seu alcance. Cada resíduo pode ser assunto para um novo trabalho, em que caixas de papelão arquitetam guaritas de segurança, caixas de correio, aparelhos de ar-condicionado, trailers, máquinas e até mesmo “telas” para pintura. Sua produção não descrimina o entulho de materiais nobres, nem sua fragilidade e/ou capacidade de  sustentação. O rústico do acabamento e o funcional do contemplativo refletem o lixo e o excesso da cidade simultaneamente caótica e adorável. Chico trabalha com opostos testando até onde se pode ir.