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Red Bull Basement: conheça os selecionados para a 3ª residência

19jun

por Red Bull Station

Giovanna Casimiro e Lina Lopes durante a residência de 2016 do Basement
Giovanna Casimiro e Lina Lopes durante a residência de 2016 do Basement

Nesta segunda-feira (19) anunciamos os selecionados para a terceira residência do Red Bull Basement. Com inscrições iniciadas em abril, o intuito era o de encontrar cinco projetos ainda em fase inicial para desenvolver soluções urbanas por meio de tecnologia. A residência acontecerá de julho a setembro aqui no Red Bull Station.

Foram selecionados protótipos das mais diversas áreas. A lista é formada por: Cristthian Marafigo e Alissom de Jesus com o projeto Micro AerogeradorMarina de Freitas, Leonardo Sehn e Jan Luc Tavares com o projeto Tecnologia Cidadã por Meio de Estações Metereológicas Modulares; Meyrele Nascimento e Ana Carolina da Hora com o projeto Flux – Sistema para Ciclistas; Paulo Jacques com o ClimoBike; Rainer Grassman com a Horta Vertical Automatizada. Como suplentes, foram selecionados: Renan Serrano, com o projeto Recicladora Têxtil Portátil, e Gabriel Cocenza e Rafael Lima, com o projeto Zumé.

Os residentes terão à sua disposição um makerspace com equipamentos para prototipagem dos projetos, que deverão ser apresentados ao final da residência, além de uma agenda paralela com palestras e workshops sobre diversos temas. Quando prontos, os projetos desenvolvidos farão parte de uma plataforma compartilhada.

Para acompanhar e ajudar no desenvolvimento dos projetos eles contarão com a experiência de cinco mentores de diferentes áreas e com ampla experiência em inovação. São eles: Andrei Speridião (design e tecnologia), Gabriela Augustini (empreendedorismo), Mauricio Jabur (hardware), Thiago Avancini (criatividade e tecnologia) e Wesley Lee (design). Também participarão do processo mentores convidados e um monitor em residência, que auxiliará em questões práticas cotidianas no laboratório maker.

SELECIONADOS DA 3ª RESIDÊNCIA DO RED BULL BASEMENT

Cristthian Marafigo Arpino e Alissom Claudino de Jesus (Porto Alegre/RS)
Projeto: Micro Aerogerador
Descrição: Trata-se de um sistema eletromecânico, cuja energia cinética do vento, ao atravessar a hélice de uma turbina eólica, é transformada em energia mecânica no eixo do rotor, que por sua vez é transformada em energia elétrica. Esta energia pode ser utilizada imediatamente ou armazenada em baterias.

Marina de Freitas, Leonardo Sehn e Jan Luc Tavares (Porto Alegre/RS)
Projeto: 
Tecnologia Cidadã por Meio de Estações Metereológicas Modulares
Descrição: Promoção da ciência cidadã no ambiente urbano através do monitoramento ambiental por meio do estímulo à implementação de estações meteorológicas modulares de código aberto e de baixo custo.

Meyrele Nascimento e Ana Carolina da Hora (Rio de Janeiro/RJ)
Projeto: Flux – Sistema para Ciclistas
Descrição: Criação de um sistema de sinalização e funcionalidades para facilitar a vida dos ciclistas e aumentar a sua segurança nas ruas.

Saulo Jacques (Mesquita/RJ)
Projeto: ClimoBike
Descrição: Central portátil de monitoramento das condições climáticas e da qualidade do ar que se adapta a bicicletas urbanas para geração de dados abertos georreferenciados.

Rainer Grassman (São Paulo/SP)
Projeto: Horta Vertical Automatizada
Descrição: Desenvolver e construir um sistema de horta com irrigação automatizada que utilize biofertilizante de compostagem doméstica para nutrir o plantio de alimentos em pequenos espaços urbanos.

SUPLENTES

Renan Serrano (São Paulo/SP)
Projeto: Recicladora Têxtil Portátil
Descrição: Reciclagem de qualquer resíduo têxtil em pequena escala por meio de máquinas open-source de construção simples e barata.

Gabriel Cocenza e Rafael Lima (Sorocaba/SP)
Projeto: 
Zumé
Descrição: Tecnologia e segurança alimentar ao alcance de todos por meio de um sistema de irrigação portátil para planejamento de cultivo a baixo custo.

Tecnologia

No universo dos drones e do design de brinquedos: conheça o MiranteLab

16nov

por Red Bull Station

Foto: Alice Gouveia
Foto: Alice Gouveia

Abordando design de brinquedos e um dos temas mais populares da tecnologia na atualidade, os drones, o MiranteLab é um espaço de oficinas, inovação e debates surgido em 2015 no centro de São Paulo, uma maneira de Carlos Candido e Guilherme Kominami darem vazão a assuntos de interesse da dupla, com formação na área da computação.

Foto: Alice Gouveia
Carlos Cândido | Foto: Alice Gouveia

Desde outubro eles vêm ministrando workshops no nosso makerspace, parte do programa Red Bull Basement. Os encontros, que no mês passado se dedicaram a construção de drones para corrida (o racer), em novembro são focados na construção de um tipo de drone de código aberto criado pelo espanhol Lot Amorós, o Flone.

Foto: Alice Gouveia
Prototipando um drone | Foto: Alice Gouveia

“O drone é um assunto que chama muito a atenção, e aí a gente aproveita pra falar de outros temas também”, conta Carlos. Esses outros temas aos quais ele se refere envolvem aspectos legislativos e, claro, também comportamentais dentro deste universo — falar sobre esfera privada e limites da regulamentação da operação de drones é pauta dos encontros, por exemplo.

Foto: MiranteLab
Drone criado junto a Prefeitura de São Paulo no combate ao mosquito da dengue, unindo toy design e drones | Foto: MiranteLab

“Colocamos sempre esses assuntos nas oficinas, porque aí temos mais opiniões e conseguimos construir um ponto de vista mais democrático”, diz ele, referindo-se às regras sobre o uso de drones em vigor no país.

Em funcionamento há quase dois anos, o Mirante trabalha ainda o tema do design de brinquedos, especialidade de Guilherme Kominami. O intuito, assim como na área de drones, é mostrar para as pessoas que é possível fazer do zero seu próprio objeto.

Foto: MiranteLab
Oficina de brinquedos | Foto: MiranteLab

“Tornar as coisas mais acessíveis é a ideia. Além da questão da representatividade: fazer as pessoas se enxergarem mais naquilo que estão criando”, resumem.

A próxima oficina deles por aqui é nesta quinta-feira (17).

Foto: Alice Gouveia
Guilherme Kominami | Foto: Alice Gouveia

Conheça mais sobre o trabalho da dupla -> https://mirantelab.files.wordpress.com

(Por Adriana Terra)

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MIRANTELAB
Mirante do Vale — R. Brigadeiro Tobias, 118, 30º andar, sala 3015 -> como chegar.

Tecnologia

Residência Hacker: participantes falam sobre os projetos criados; assista

19out

por Red Bull Station

Discutindo questões urbanas como ocupação do espaço público, afeto, segurança e enchentes, os residentes do programa Red Bull Basement criaram quatro projetos bem diversos nos últimos meses. Abaixo, eles falam um pouco sobre, assista:

Vídeo: Fernanda Ligabue

>Saiba mais sobre o projeto Pontos Cegos de SP
>Conheça os Balanços InterAfetivos
>Veja como foi criada a Sala Bolha
>Saiba mais sobre o Pluvi.On

A 2ª edição da Residência do Red Bull Basement ocorreu de agosto a outubro, com os selecionados recebendo apoio para utilizar a infraestrutura de makerspace do Red Bull Station, onde trabalharam em seus protótipos junto a um grupo de mentores e assistiram a aulas elaboradas especialmente para a produção de seus projetos. Saiba mais -> redbullbasement.com.br/index.php/o-projeto

Tecnologia

Residência Hacker: Conheça o projeto Sala Bolha

04out

por Red Bull Station

O arquiteto e cenógrafo mineiro Ricardo Bizafra trouxe para os dois meses de residência do Red Bull Basement um projeto que já vinha desenvolvendo há alguns anos: salas infláveis multiusos para serem instaladas tanto em espaços públicos quanto privados.

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

“Esse é um negócio que eu venho fazendo por conta própria desde 2007, porque eu tinha visto já muito arquiteto fazendo isso nos anos 60. E incorporei a ideia, fiz um pouquinho em festas e festivais de Belo Horizonte, mas nunca tinha tido muito tempo de parar e focar só nisso. Cheguei aqui a fim de tentar materiais, formatos, costuras e jeitos de montar diferentes”, conta ele.

O QUE É O PROJETO
A Sala Bolha é um espaço inflável, construído com tecido e ventilador, que pode servir como cinema, espaço de estudos, de festas ou de descanso, sendo facilmente montáveis em qualquer lugar.

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Durante a residência, Ricardo testou a ideia para diversas funcionalidades, além de ter dado uma oficina sobre o assunto. “Tem uma sala que estou fazendo com um costureiro daqui que a gente teve a ideia de fazer com nylon branco por fora e nylon preto por dentro, e aí você consegue usá-la pra fazer um projeção do lado de dentro e com certa privacidade, ou então inverter o nylon e fazer uma festinha dentro dela”, conta o arquiteto.

No período, ele conta também que conseguiu fazer uma extensa pesquisa de referências que vão “de infláveis e escritórios que mexem só com isso a artigos sobre o assunto”. Quem quiser saber mais, pode vir conferir de perto a apresentação nesta noite no auditório do Red Bull Station.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

(Por Adriana Terra)

Tecnologia

Residência Hacker: Conheça o projeto Pontos Cegos de SP

04out

por Red Bull Station

No último mês, a mineira Sara Lana tem saído diversas noites pela cidade vestindo um capacete cheio de sensores. O projeto da engenheira elétrica com formação transdisciplinar em artes é detectar os pontos não filmados de São Paulo, lugares que escapam da vigilância das câmeras de segurança que hoje em dia dominam o espaço urbano. Pontos Cegos de SP vem sendo desenvolvido nos últimos dois meses durante a Residência Hacker do Red Bull Basement.

“No ano passado, fiz um estudo de caminhadas pela cidade por um viés sonoro com um parceiro meu chamado Marcelo XY. Procuramos vias de escape por esse viés. E então começamos a conversar muito sobre câmeras, algo que gera uma inquietação grande em mim, porque eu sempre adorei ver as imagens, mas ao mesmo tempo me sentia muito invadida ao me ver em gravações em portarias de prédio, por exemplo. Conversamos muito sobre isso e começamos a pensar na questão dos pontos cegos e das rotas de fuga, não só pelo viés acústico mas também visual”, conta Sara.

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

“Acho muito séria a questão da vigilância. As câmeras públicas têm uma questão delicada que envolvem muito a influência do Estado na vida do cidadão, a coisa da liberdade civil, mas as câmeras privadas talvez me assustem mais porque as públicas a gente consegue acessar os dados, já as privadas não, e isso é algo que está se multiplicando — você não sabe quem te vê, por quanto tempo as imagens são armazenadas. E sinto que é um consenso de solução de segurança pública o uso de câmeras, e que é uma solução mais reativa do que preventiva, que afasta a gente de uma discussão real sobre o assunto”, coloca ela. “Vindo pra cá, achei que seria legal criar uma ferramenta capaz de detectar onde estão as câmeras, fazer um mapeamento”.

O QUE É O PROJETO?
O sistema de detectar as câmeras de vigilância da cidade feito por Sara é constituído por um capacete com sensores e um mapa que reúne os dados captados por esse capacete.

“Não é trivial detector de câmera, tem várias pessoas tentando achar soluções pra isso e não conseguem. Então eu fui pra uma solução que é a detecção de infravermelhos: todas as câmeras fabricadas hoje têm um sistema de visão noturna, então quando anoitece elas ligam o infravermelho. Daí eu bolei um capacete com um microcontrolador, que manipula os dados, e com sensores que operam exatamente na banda de frequência eletromagnética dessas câmeras”, explica a engenheira.

Na prática, funciona assim: “Quando o capacete detecta uma câmera ele acende um LED, olha no GPS qual a coordenada do local e grava no cartão SD. Aí eu volto, descarrego o cartão e ele sobe automaticamente para um mapa que está sendo construído no meu site. E minha intenção a longo prazo é cobrir todo o hipercentro de São Paulo”, conta ela.

mapa-sara

Quem se interessar pela ideia pode colaborar: no site da residente, há todas as informações de como construir o capacete, e as pessoas podem compartilhar a localização dos pontos filmados da cidade via Telegram, ajudando Sara a construir esse mapa acima, que mostra os locais onde há câmeras e as vias “cegas” em meio a eles.

“O capacete é interessante porque ele chama a atenção, mas te dá essa consciência do momento exato em que você está sendo filmado. Eu tenho vontade de sair andando com esse capacete mundo afora agora”, diz ela.

Quem quiser saber mais sobre o projeto, a apresentação dele é nesta noite no auditório do Red Bull Station.

(Por Adriana Terra)

Tecnologia

Makerspace em outubro tem videomapping, drones e Realidade Aumentada

04out

por Red Bull Station

Outubro cheio na nossa programação em tecnologia e mão na massa: além de receber o FAZ – Festival de Cultura Maker, entre os dias 14 e 16, o Red Bull Station terá uma série de workshops neste mês. Veja abaixo a agenda e saiba como se inscrever, é tudo gratuito.

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

OCUPAÇÃO MIRANTE LAB – MONTAGEM DO RACER – 13, 20 e 27/OUT e 3/NOV

A ocupação Mirante Lab acontecerá em quatro encontros nos quais os participantes passarão por todo processo de construção de um Drone Racer, tendo a chance de conversar com especialistas e fazer testes de pilotagem. Ao fim dos encontros, os inscritos participarão da Corrida de Drones, realizada pelo Mirante Lab.

A ocupação Mirante Lab acontecerá durante dois meses dentro da programação do Red Bull Basement, propondo encontros, oficinas e grupos de pesquisa sobre drones. Todas as atividades são abertas ao público e gratuitas. Projetos independentes finalizados ou em processo de produção são bem-vindos para fomentar a troca e o desenvolvimento do grupo.

::15 pessoas; acesso por ordem de chegada | Local: Makerspace | Facilitação: Carlos Candido

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BASEMENT GO!: REALIDADE AUMENTADA E IMAGENS DA CIDADE – 18 e 19/OUT

Ministrada por Giovanna Casimiro, a oficina propõe dois dias de imersão no universo dos aplicativos, serviços e projetos de Realidade Aumentada. Os participantes irão trabalhar o princípio de experimentação com RA, utilizando softwares/plataformas online e imagens históricas da cidade. A partir de experimentos artísticos e do campo do design, o objetivo é exercer a capacidade de editar, construir e curar imagens de diversas épocas da cidade, podendo reaplicá-las através de tags ou geolocalização.

::15 pessoas; acesso por ordem de chegada | Local: Makerspace | Material necessário: câmera fotográfica ou celular com câmera

Makerspace em dia de oficina | Foto: Felipe Gabriel
Makerspace em dia de oficina | Foto: Felipe Gabriel

WORKSHOP DE VIDEOMAPPING INTERATIVO E IMAGENS DA CIDADE – 25/OUT

Neste encontro, será apresentado o software livre VPT7 e as três principais técnicas de mapeamento de vídeo: máscara, correção de cantos e distorção de malha. O workshop abordará também os modelos de computador mais apropriados para projeção e as tecnologias de projetores e cabeamentos disponíveis no mercado, além de ensinar a controlar projeção com protocolo MIDI, arduíno e a usar visualização de áudio para compor o set-vjing-interativo. Durante a oficina, o teto da laje do Red Bull Station será mapeado com conteúdo que é resultado de outro workshop, “Realidade Aumentada e Imagens da Cidade”.

::15 pessoas; inscrições prévias pelo email basement.inscricoes@redbull.com.br | Local: Laje | Facilitação: Lina Lopes | Material necessário: notebook com o Quicktime instalado.

Tecnologia

Residência Hacker: Conheça o projeto Pluvi.On

30set

por Red Bull Station

Interessados em trabalhar com algo que tivesse mais impacto social, os engenheiros Diogo Tolezano e Pedro Godoy se uniram na criação do Pluvi.On, um dos projetos que integra a 2ª edição da residência do Red Bull Basement.

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Em tempos de grave crise hídrica no Estado de São Paulo, eles começaram a pesquisar as lacunas dentro do tema da água. Entre outras coisas, descobriram que não havia tratamento preventivo para enchentes, especialmente em áreas urbanas. “É sempre um tratamento pós-fato. Não existia um sistema de alerta”, conta Diogo. Eles resolveram, então, criar um pluviômetro especial.

Pluvi.On, projeto dos residentes do Red Bull Basement Diogo Tolezano e Pedro Godoy | Foto: Marcelo Paixão
Pluvi.On, projeto dos residentes do Red Bull Basement Diogo Tolezano e Pedro Godoy | Foto: Marcelo Paixão

O QUE É O PROJETO?
Chamado Pluvi.On, trata-se de uma pequena estação meteorológica, barata e de código aberto, que dá informações sobre o clima em tempo real para a população, produzindo e cruzando dados que deveriam estar ao alcance fácil de todos. Instalada em cada canto da cidade, ela consegue medir a intensidade da chuva e antever a probabilidade de uma enchente no seu entorno.

Diego Tolezano fala sobre seu projeto Pluvi.On | Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Diogo Tolezano fala sobre seu projeto Pluvi.On | Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

A dupla conta que a primeira barreira quando iniciaram a pesquisa foi encontrar os dados das grandes estações pluviométricas. “Eles existem, por força de lei, mas não é uma informação de fácil acesso. E, principalmente, não tem essa informação no momento em que ela está acontecendo. Foi aí que a gente resolveu criar uma estação meteorológica de baixo custo, open source, porque é um negócio que não deveria ser controlado, fechado”, opina Pedro.

Teste de sensores | Foto: Divulgação
Teste de sensores | Foto: Divulgação

E como isso funciona, na prática? Além de um pluviômetro facilmente reproduzível, o projeto consiste em uma comunicação via Telegram que informa as condições climáticas em tempo real e uma plataforma para acompanhar o histórico dos monitoramentos.

A placa controladora do Pluvi.On | Foto: Divulgação
Etapas de desenvolvimento do circuito do Pluvi.On | Foto: Divulgação

Durante os dois meses de residência, eles aprimoraram a ideia. “A gente teve três focos: melhorar o hardware, construir a plataforma de integração de dados — além dos dados que vamos produzir, cruzar esses dados que não são de tão fácil acesso por meio de um robozinho — e criar a interface e documentação para usuários, tanto pro público em geral quanto para desenvolvedores, que vão poder pegar essa informação e criar soluções”, detalha Diogo.

Etapa de desenvolvimento do Pluvi.On | Foto: Divulgaçao
Teste de buckets do projeto | Foto: Divulgaçao

“Conseguimos diminuir o tamanho do hardware, baixar o preço — ficou R$ 130, antes ele custava uns R$ 200 (e um pluviômetro normal, sem conexão com a internet, você compra por R$ 600), e colocar todos os sensores numa placa. Ainda não vamos entregar essa placa no fim da residência, porque ela precisa ser melhorada, então vamos construir uma coisa mais simples pra entregar… E até vimos uma beleza nisso, porque ficou mais ‘faça você mesmo’, tudo o que tem nela você acha no Mercado Livre. Outra coisa que a gente resolveu aqui é a questão de energia, a gente montou um esquema que a bateria do pluviômetro vai durar mais de um ano. E pós-residência o desenvolvimento continua”, conta Pedro.

Para acompanhar o desenvolvimento do projeto, vale a pena acessar a página do Pluvi.On e assistir à apresentação dele na próxima terça (4), no encerramento do projeto.

Pluvi.On captando água da chuva na laje do Red Bull Station | Foto: Divulgação
Pluvi.On instalado na laje do Red Bull Station | Foto: Divulgação

(Por Adriana Terra)

Tecnologia

Residência Hacker: Conheça o projeto Balanços InterAfetivos

29set

por Red Bull Station

Pensando em mobiliário urbano e tecnologia, e conectando isso a ideia de ocupação do espaço público e humanização da vida nas cidades, a dupla Lina Lopes e Giovanna Casimiro desenvolveu durante a residência do Red Bull Basement o projeto Balanços InterAfetivos.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação / Giovanna Casimiro e Lina Lopes

O QUE É O PROJETO?
Trata-se de um balanço duplo, facilmente replicável, com sensores que acendem ao serem tocados. O objetivo é que ele seja instalado em lugares meio esquecidos nas cidades, e que duas pessoas dividam o mesmo assento para gerar iluminação.

A ideia veio de uma iniciativa passada da dupla, que coordena o espaço Lilo na zona oeste da cidade. O trabalho anterior consistia em um boneco com luzes acionadas pelo toque humano, colocado em uma escadaria escura da Vila Madalena. A função da luz no balanço, no entanto, tem menos a ver com a ideia de segurança e mais com a ideia de afetividade.

“A gente mora em um país em que a iluminação é associada a questão de segurança, mas nesse caso a ideia não é essa. A ideia foi mais juntar duas pessoas num mesmo banco para acender o sensor, e colocar esse balanço no centro da cidade, porque o centro é um lugar de passagem, um lugar meio frio”, conta Lina.

Fase anterior do balanço, com redes, apresentado por Giovanna | Foto: Divulgação / Marcelo Paixão
Fase anterior do balanço, com redes, apresentado por Giovanna | Foto: Divulgação | Marcelo Paixão/Red Bull Content Pool

“Resolvemos usar pallets em vez de redes [como no protótipo acima]. A ideia das redes carregava essa coisa da conexão, da rede física e rede humana, mas a conexão fica simbolizada na coisa humana da dupla ter que sentar junta no banco para acender as luzes. O desafio foi pensar num mobiliário urbano, em design e também em tecnologia”, explica ela.

“A função iluminadora dos balanços ajuda na construção do conceito de iluminar a cidade com afeto. Afinal, o que se propõe é que os toques gerem luz, em uma analogia ao calor humano” — Lina Lopes e Giovanna Casimiro

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Quem quiser ver de perto, além da apresentação na próxima terça (4), a dupla fará uma sessão demonstrativa de aplicação do balanço neste sábado (1º/out) no Vale do Anhangabau, das 17h às 20h.

(Por Adriana Terra)

Tecnologia

App do Red Bull Station tem música, vídeos e história de prédios do centro

01set

por Red Bull Station

Ouvir músicas, assistir a sessões exclusivas com artistas, saber mais sobre o centro de São Paulo por meio de alguns de seus edifícios icônicos: estas são algumas das funcionalidades do aplicativo do Red Bull Station, que acaba de ser lançado — baixe aqui -> Android e iOS.

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Disponível para Android e IOS, o app permite ao usuário maior integração com o prédio e com seu entorno. Por meio dele, além de estar por dentro da programação do espaço, é possível ouvir músicas gravadas no Red Bull Studios São Paulo e assistir a clipes e entrevistas com artistas que passaram pelo local, como Elza Soares e Black Alien.

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Também é possível conhecer a história do prédio — datado de 1926, ele ocupa a antiga subestação Riachuelo de energia elétrica — e de construções importantes da região, como os edifícios Itália, Saldanha Marinho, o Hotel Cambridge e a Garagem América, primeiro estacionamento vertical com estrutura metálica aparente de São Paulo, projetado pelo arquiteto Rino Levi em 1954. O usuário pode ainda explorar a região em 360 graus acessando o aplicativo a partir do terraço do Red Bull Station.

O app já está disponível para download na App Store e no Google Play, é só baixar:

Android – https://play.google.com/store/apps/details?id=br.com.redbullstation.Redbullstation
IOS: https://itunes.apple.com/br/app/red-bull-station/id1018044432?mt=8

Tecnologia

Conheça o Café Reparo, projeto que une reflexão política ao conserto de objetos

17ago

por Red Bull Station

E se, em vez de criar novos objetos, a gente retrabalhasse o que já existe? Com a ideia do remix e da luta contra a obsolescência programada nasceu o Café Reparo, projeto que se inspira na ideia dos Repair Cafés da Europa e que estará na programação do Festival Red Bull Basement, neste sábado (20), pelo segundo ano.

Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool
Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool

Foi lendo um artigo de 2013 da revista “Wired” que o cientista social Pedro Belasco teve a motivação para unir conceitos que, de certa forma, já faziam parte de um outro projeto seu, o Ônibus Hacker, e que estavam no centro de sua própria formação, que cruza política, tecnologia e artes.

“Um articulista discutia a questão dos makerspaces e fazia uma provocação intelectual, ele falava: ‘olha, a gente já tem muita coisa feita, a gente não precisa despender energia pra criar mais badulaque para gerenciar, mesmo que sejam badulaques legais. A gente precisa é formar, capacitar e interiorizar a ideia de que podemos remixar as coisas, retrabalhar o que já tem feito, porque isso é mais inteligente, converge com o conceito de reúso na computação’. E isso bateu em mim. Já tinha Repair Cafe na Europa, o que eu fiz foi convidar uns amigos e falei: ‘vamos tropicalizar a ideia’, conta Belasco.

Junto a um grupo, ele colocou a iniciativa no papel e enviou para a prefeitura de São Paulo, sendo aprovado no edital Redes e Ruas de 2015, realizando durante o ano passado diversas ações parecidas com o que vai ocorrer neste sábado durante o festival — conheça mais nos vídeos ao longo desta matéria, gravados pelo projeto.

Mas como funciona o Café Reparo? Para além de consertar objetos quebrados, nos eventos do coletivo a ideia é despertar a curiosidade sobre como esses produtos são construídos, fomentar a discussão sobre como consumimos as coisas e, também, ser uma ação divertida.

“A gente convida as pessoas a trazerem objetos quebrados, mas é muito delicado pra não configurar a ideia de que você leva uma coisa e ela vai ser consertada de graça. Não é isso. A ideia é que você traga algo pra gente poder iniciar uma dinâmica de convivência e educacional na qual, ao abrir o aparelho, você desperte um sentimento de satisfazer sua curiosidade. Criar um processo de reflexão a respeito dos processos de design e, com isso, poder chegar em temas que eu julgo relevantes, ou coisas que acho interessantes e não são óbvias, que é a gente pensar em cadeia de consumo. Você vai consumir tudo passivamente? Pra que eu tenho que trocar dinheiro por acesso a esses equipamentos? Quanto custa um equipamento que não dura mais que um ciclo? E a pessoa que consertava ele, o que aconteceu com ela?”, coloca Belasco.

Interessado também nas histórias dos reparadores e na transformação desses ofícios, o cientista social acredita que ver os monitores do Café Reparo trabalhando é legal para “entender um pouco essa coisa do cara que conserta a televisão. Aquilo é uma formação técnica, é um tipo de ocupação urbana que já está em extinção”, aponta.

Foi esse interesse inclusive que guiou o projeto que Belasco desenvolveu também no ano passado durante residência no Red Bull Basement, na qual coletou histórias da região da Santa Ifigênia, conhecida pelo comércio de eletrônicos no centro de São Paulo [leia aqui o texto].

“Eu estava com o Café Reparo fervilhando na cabeça e o desafio foi pensar em tecnologia que impacte na cidade. Achei muito apropriado que, ao falar de tecnologia e de cidade, a gente fosse fazer uma investigação mais profunda no bairro da Santa Ifigênia, tentar compreender o que tem de beleza na gambiarra que a gente vê na rua”, explica.

Foto: Yves Tadeu / Projeto "Um passeio pela Meca da Gambiarra paulistana"
Foto: Yves Tadeu / Projeto “Um passeio pela Meca da Gambiarra paulistana”

É reunindo então um pouco disso tudo — o questionamento político, a curiosidade sobre como as coisas funcionam e a observação sobre os ofícios, sem perder a natureza lúdica — que o Café Reparo vai estar em ação entre as 10h30 e as 18h no térreo do prédio do Red Bull Station.

“É fundamental ressaltar que é sim um exercício de pensamento e de reflexão política esse encontro, além de ter esse aspecto recreativo: é muito legal, dá pra ir todo mundo, da criança ao velhinho. O projeto tem também esse caráter festivo, de confraternização. Como você transforma essa vivência de consertar coisas em algo agradável, e como a gente consegue não perder a dimensão política, a dimensão grande das coisas”, resume Belasco.

Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool
Foto: Fábio Piva / Red Bull Content Pool

Para quem quiser saber mais sobre o Café Reparo, que no momento está em processo de ter um espaço físico de atuação e de se expandir para outros Estados, vale acompanhar a página do projeto: facebook.com/cafe.reparo

(Por Adriana Terra)