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Galeria de realidade virtual Red Bull Doodle Art chega ao Brasil

20out

por Red Bull Station

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Durante os dias 27 e 28 de outubro, o Red Bull Station recebe uma galeria de realidade virtual inédita no Brasil, onde o público, por meio dos óculos HTC Vive (um dos mais modernos e confortáveis óculos de VR do mercado), poderá fazer uma imersão em uma cidade 3D, com cadernos tridimensionais com as obras dos vencedores do Red Bull Doodle Art, competição universitária global de desenhos e rabiscos cuja final deste ano ocorreu na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos. Dentro dessa cidade, o visitante poderá entrar nas galerias onde estão exibidos os trabalhos de artistas de 37 países diferentes.

O evento é gratuito e fica aberto para visitação durante os dias 27 e 28 de outubro, das 11h às 20h. Não perca! 

Tecnologia

Hackers e artistas trocam conhecimentos durante residências

30ago

por Red Bull Station

Por Patrícia Colombo

Quem visita o Red Bull Station durante este período do ano cruza com turmas aparentemente distintas que ali estão trabalhando seus projetos: são eles os desenvolvedores que participam da Residência Hacker e os selecionados do primeiro grupo de 2017 da Residência Artística. Acontece que, embora um grupo tenha foco mais direcionado na aplicação funcional de seus conceitos enquanto outro transita mais pelo campo abstrato das ideias, a integração se vê possível no decorrer dos dias com o escambo de conhecimento em prol do avanço dos trabalhos pessoais.

A artista Flora Leite, por exemplo, contou com o auxílio de alguns dos integrantes do Red Bull Basement quando um de seus projetos, “Lesma”, esbarrou na eletrônica. “Como eu precisava de um sistema para que a peça se movimentasse, o pessoal me ajudou muito. No final, a troca acabou sendo bastante divertida já que a parte eletrônica do projeto foi mesmo construída a partir do conhecimento deles, e aprendi muito”, comenta.

Camille Laurent e Stefanie Egedy integram a 13ª turma da Residência Artística // Crédito: Lost Art/Red Bull Content Pool
Camille Laurent e Stefanie Egedy integram a 13ª turma da Residência Artística // Crédito: Lost Art/Red Bull Content Pool

O caso do coletivo formado pela designer de luz Camille Laurent e pela designer de som Stefanie Egedy é ainda mais específico. Juntas, elas investigam a suspensão, ainda que momentânea, do controle físico e mental por meio da espacialização da luz e do som. Com esse intuito, criam instalações e performances que exploram o uso de movimentos sonoros e luminosos. Assim, usando a tecnologia como ferramenta dentro da arte, elas contam que, antes de entrar na Residência Artística, reforçaram o interesse em fazer parte da primeira turma de selecionados justamente porque a permanência no local coincidiria com a da turma da Residência Hacker.

“Foi primordial porque trabalhamos com tecnologia, mas não somos da área técnica embora tenhamos uma base de conhecimento”, comenta Camille. “Desde o primeiro dia explicamos nossas problemáticas e eles nos ajudaram demais. E foi tudo bem natural, criamos uma relação de trabalho e de amizade.” Stefanie complementa: “A gente realmente queria muito estar com eles porque de fato várias dúvidas pontuais surgiriam e esse acesso ao conhecimento seria muito mais fácil. E ver também a forma como eles trabalham me impactou bastante. Notar um metal que uso para fazer som sendo utilizado por eles para fazer um motor, por exemplo… Ter essa noção de que as ferramentas muitas vezes são iguais”.

A recíproca é verdadeira
“A gente ajuda com o conhecimento técnico mais tecnológico, mas a turma da Residência Artística também nos auxiliou muito em outros aspectos, como conhecimentos sobre materiais como resina e fibra de vidro”, conta Alisson Claudino. Junto ao amigo Cristthian Marafigo, ele trabalha na elaboração do Micro Aerogerador, um sistema eletromecânico, cuja energia cinética do vento, ao atravessar a hélice de uma turbina eólica, é transformada em energia mecânica no eixo do rotor, que por sua vez é transformada em energia elétrica. Esta energia pode ser utilizada imediatamente ou armazenada em baterias.

Marina de Freitas, que divide o projeto Tecnologia Cidadã por Meio de Estações Metereológicas Modulares com Leonardo Sehn e Jan Luc Tavares, também pontua a importância da troca entre áreas. “Uma das dificuldades que estávamos tendo era a de construir uma estrutura de sustentação que fosse acessível e com materiais que estivessem ao alcance. E a Flora foi uma pessoa que nos ajudou muito com esse lado da pesquisa, indicando, inclusive, boas lojas para encontrar esses itens, que vendiam desde parafusos a máquinas”, diz. “Certamente demoraríamos mais no desenvolvimento do projeto não fosse a ajuda dela nos explicando alguns conceitos de materiais.”

“Estar com tantas pessoas que pensam diferente da gente é interessante para dar a chance que as coisas aconteçam até de uma forma que não esperaríamos”, reflete Marina, destacando que ainda a existência de perfis distintos mesmo dentro de sua própria área. “Por ser uma residência que desenvolve projetos de código aberto, acredito que o Basement atrai tipos diferentes de desenvolvedores de tecnologia porque lidamos com algumas questões mais lúdicas em determinados momentos. Aqui dentro, por exemplo, temos uma grande diversidade considerando que a Meyrele [Nascimento] é do design, o Saulo [Jacques] é da biologia e o Rainer [Grasmann] é da arquitetura.”

Turma da Residência Red Bull Basement de 2017 //Crédito: Felipe Gabriel/Red Bull Content Pool
Turma da Residência Red Bull Basement de 2017 // Crédito: Felipe Gabriel/Red Bull Content Pool

 

Tecnologia

Festival Red Bull Basement: palestras terão transmissão ao vivo

30ago

por Red Bull Station

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Três das palestras que rolarão durante o Festival Red Bull Basement serão transmitidas ao vivo diretamente do Red Bull Station. O evento acontece neste sábado (2), das 11h às 20h, abordando o tema Tecnologia e Sociedade, com exposição, conversas e oficinas.

“Vivendo Dentro da Máquina: Como Sobreviver à Datacracia do Futuro”, “Litro de Luz: Iluminando o Mundo, uma Garrafa de Cada Vez” e “O Futuro das Manufaturas Distribuídas” poderão ser vistas por meio da página oficial do Red Bull Station no Facebook.

Veja abaixo os detalhes e os horários de cada uma das conversas. Para acessar a programação completa do evento, clique aqui:

11h30 às 12h40 – “Vivendo Dentro da Máquina: Como Sobreviver à Datacracia do Futuro”
Com Luli Fadherer, professor-doutor de Comunicação Digital da ECA da USP e consultor para projetos de inovação digital.
Datacracia é o regime político cada vez mais baseado em dados, sensores e analytics, que muitas vezes causa problemas e miopias geopolíticas. Um exemplo é a operação do metrô de Londres estar nas mãos da Microsoft, que usa os dados obtidos para fins comerciais. A palestra vai abordar os riscos da manipulação de dados e o que isso significa.

14h às 15h10 – “Litro de Luz: Iluminando o Mundo, uma Garrafa de Cada Vez”
Com Laís Higashi, presidente da ONG Um Litro de Luz, que leva energia elétrica a comunidades que vivem sem luz.
Ela vai contar como o movimento, que já alcança mais de 20 países, utiliza garrafas PET e energia solar para iluminar as casas de comunidades de todo o mundo.

15h35 às 16h45 – “O Futuro das Manufaturas Distribuídas”
Com Jorge Lopes, doutor pela Faculdade de Engenharia Química da Unicamp.
O panorama atual e perspectivas futuras dos sistemas de manufatura aditiva e escaneamento 3D, que transformam a prática de designers, engenheiros e artistas, é tema da palestra de Jorge Lopes. A democratização e disseminação dos meios tecnológicos através de sistemas abertos, bem como as novas tecnologias que impactam a qualidade de vida e a longevidade, também serão abordadas.

 

Tecnologia

Red Bull Basement: conheça os selecionados para a 3ª residência

19jun

por Red Bull Station

Giovanna Casimiro e Lina Lopes durante a residência de 2016 do Basement
Giovanna Casimiro e Lina Lopes durante a residência de 2016 do Basement

Nesta segunda-feira (19) anunciamos os selecionados para a terceira residência do Red Bull Basement. Com inscrições iniciadas em abril, o intuito era o de encontrar cinco projetos ainda em fase inicial para desenvolver soluções urbanas por meio de tecnologia. A residência acontecerá de julho a setembro aqui no Red Bull Station.

Foram selecionados protótipos das mais diversas áreas. A lista é formada por: Cristthian Marafigo e Alisson de Jesus com o projeto Micro AerogeradorMarina de Freitas, Leonardo Sehn e Jan Luc Tavares com o projeto Tecnologia Cidadã por Meio de Estações Metereológicas Modulares; Meyrele Nascimento e Ana Carolina da Hora com o projeto Flux – Sistema para Ciclistas; Saulo Jacques com o ClimoBike; Rainer Grasmann com a Horta Vertical Automatizada. Como suplentes, foram selecionados: Renan Serrano, com o projeto Recicladora Têxtil Portátil, e Gabriel Cocenza e Rafael Lima, com o projeto Zumé.

Os residentes terão à sua disposição um makerspace com equipamentos para prototipagem dos projetos, que deverão ser apresentados ao final da residência, além de uma agenda paralela com palestras e workshops sobre diversos temas. Quando prontos, os projetos desenvolvidos farão parte de uma plataforma compartilhada.

Para acompanhar e ajudar no desenvolvimento dos projetos eles contarão com a experiência de cinco mentores de diferentes áreas e com ampla experiência em inovação. São eles: Andrei Speridião (design e tecnologia), Gabriela Augustini (empreendedorismo), Mauricio Jabur (hardware), Thiago Avancini (criatividade e tecnologia) e Wesley Lee (design). Também participarão do processo mentores convidados e um monitor em residência, que auxiliará em questões práticas cotidianas no laboratório maker.

SELECIONADOS DA 3ª RESIDÊNCIA DO RED BULL BASEMENT

Cristthian Marafigo Arpino e Alisson Claudino de Jesus (Porto Alegre/RS)
Projeto: Micro Aerogerador
Descrição: Trata-se de um sistema eletromecânico, cuja energia cinética do vento, ao atravessar a hélice de uma turbina eólica, é transformada em energia mecânica no eixo do rotor, que por sua vez é transformada em energia elétrica. Esta energia pode ser utilizada imediatamente ou armazenada em baterias.

Marina de Freitas, Leonardo Sehn e Jan Luc Tavares (Porto Alegre/RS)
Projeto: 
Tecnologia Cidadã por Meio de Estações Metereológicas Modulares
Descrição: Promoção da ciência cidadã no ambiente urbano através do monitoramento ambiental por meio do estímulo à implementação de estações meteorológicas modulares de código aberto e de baixo custo.

Meyrele Nascimento e Ana Carolina da Hora (Rio de Janeiro/RJ)
Projeto: Flux – Sistema para Ciclistas
Descrição: Criação de um sistema de sinalização e funcionalidades para facilitar a vida dos ciclistas e aumentar a sua segurança nas ruas.

Saulo Jacques (Mesquita/RJ)
Projeto: ClimoBike
Descrição: Central portátil de monitoramento das condições climáticas e da qualidade do ar que se adapta a bicicletas urbanas para geração de dados abertos georreferenciados.

Rainer Grasmann (São Paulo/SP)
Projeto: Horta Vertical Automatizada
Descrição: Desenvolver e construir um sistema de horta com irrigação automatizada que utilize biofertilizante de compostagem doméstica para nutrir o plantio de alimentos em pequenos espaços urbanos.

SUPLENTES

Renan Serrano (São Paulo/SP)
Projeto: Recicladora Têxtil Portátil
Descrição: Reciclagem de qualquer resíduo têxtil em pequena escala por meio de máquinas open-source de construção simples e barata.

Gabriel Cocenza e Rafael Lima (Sorocaba/SP)
Projeto: 
Zumé
Descrição: Tecnologia e segurança alimentar ao alcance de todos por meio de um sistema de irrigação portátil para planejamento de cultivo a baixo custo.

Tecnologia

No universo dos drones e do design de brinquedos: conheça o MiranteLab

16nov

por Red Bull Station

Foto: Alice Gouveia
Foto: Alice Gouveia

Abordando design de brinquedos e um dos temas mais populares da tecnologia na atualidade, os drones, o MiranteLab é um espaço de oficinas, inovação e debates surgido em 2015 no centro de São Paulo, uma maneira de Carlos Candido e Guilherme Kominami darem vazão a assuntos de interesse da dupla, com formação na área da computação.

Foto: Alice Gouveia
Carlos Cândido | Foto: Alice Gouveia

Desde outubro eles vêm ministrando workshops no nosso makerspace, parte do programa Red Bull Basement. Os encontros, que no mês passado se dedicaram a construção de drones para corrida (o racer), em novembro são focados na construção de um tipo de drone de código aberto criado pelo espanhol Lot Amorós, o Flone.

Foto: Alice Gouveia
Prototipando um drone | Foto: Alice Gouveia

“O drone é um assunto que chama muito a atenção, e aí a gente aproveita pra falar de outros temas também”, conta Carlos. Esses outros temas aos quais ele se refere envolvem aspectos legislativos e, claro, também comportamentais dentro deste universo — falar sobre esfera privada e limites da regulamentação da operação de drones é pauta dos encontros, por exemplo.

Foto: MiranteLab
Drone criado junto a Prefeitura de São Paulo no combate ao mosquito da dengue, unindo toy design e drones | Foto: MiranteLab

“Colocamos sempre esses assuntos nas oficinas, porque aí temos mais opiniões e conseguimos construir um ponto de vista mais democrático”, diz ele, referindo-se às regras sobre o uso de drones em vigor no país.

Em funcionamento há quase dois anos, o Mirante trabalha ainda o tema do design de brinquedos, especialidade de Guilherme Kominami. O intuito, assim como na área de drones, é mostrar para as pessoas que é possível fazer do zero seu próprio objeto.

Foto: MiranteLab
Oficina de brinquedos | Foto: MiranteLab

“Tornar as coisas mais acessíveis é a ideia. Além da questão da representatividade: fazer as pessoas se enxergarem mais naquilo que estão criando”, resumem.

A próxima oficina deles por aqui é nesta quinta-feira (17).

Foto: Alice Gouveia
Guilherme Kominami | Foto: Alice Gouveia

Conheça mais sobre o trabalho da dupla -> https://mirantelab.files.wordpress.com

(Por Adriana Terra)

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MIRANTELAB
Mirante do Vale — R. Brigadeiro Tobias, 118, 30º andar, sala 3015 -> como chegar.

Tecnologia

Residência Hacker: participantes falam sobre os projetos criados; assista

19out

por Red Bull Station

Discutindo questões urbanas como ocupação do espaço público, afeto, segurança e enchentes, os residentes do programa Red Bull Basement criaram quatro projetos bem diversos nos últimos meses. Abaixo, eles falam um pouco sobre, assista:

Vídeo: Fernanda Ligabue

>Saiba mais sobre o projeto Pontos Cegos de SP
>Conheça os Balanços InterAfetivos
>Veja como foi criada a Sala Bolha
>Saiba mais sobre o Pluvi.On

A 2ª edição da Residência do Red Bull Basement ocorreu de agosto a outubro, com os selecionados recebendo apoio para utilizar a infraestrutura de makerspace do Red Bull Station, onde trabalharam em seus protótipos junto a um grupo de mentores e assistiram a aulas elaboradas especialmente para a produção de seus projetos. Saiba mais -> redbullbasement.com.br/index.php/o-projeto

Tecnologia

Residência Hacker: Conheça o projeto Sala Bolha

04out

por Red Bull Station

O arquiteto e cenógrafo mineiro Ricardo Bizafra trouxe para os dois meses de residência do Red Bull Basement um projeto que já vinha desenvolvendo há alguns anos: salas infláveis multiusos para serem instaladas tanto em espaços públicos quanto privados.

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

“Esse é um negócio que eu venho fazendo por conta própria desde 2007, porque eu tinha visto já muito arquiteto fazendo isso nos anos 60. E incorporei a ideia, fiz um pouquinho em festas e festivais de Belo Horizonte, mas nunca tinha tido muito tempo de parar e focar só nisso. Cheguei aqui a fim de tentar materiais, formatos, costuras e jeitos de montar diferentes”, conta ele.

O QUE É O PROJETO
A Sala Bolha é um espaço inflável, construído com tecido e ventilador, que pode servir como cinema, espaço de estudos, de festas ou de descanso, sendo facilmente montáveis em qualquer lugar.

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Durante a residência, Ricardo testou a ideia para diversas funcionalidades, além de ter dado uma oficina sobre o assunto. “Tem uma sala que estou fazendo com um costureiro daqui que a gente teve a ideia de fazer com nylon branco por fora e nylon preto por dentro, e aí você consegue usá-la pra fazer um projeção do lado de dentro e com certa privacidade, ou então inverter o nylon e fazer uma festinha dentro dela”, conta o arquiteto.

No período, ele conta também que conseguiu fazer uma extensa pesquisa de referências que vão “de infláveis e escritórios que mexem só com isso a artigos sobre o assunto”. Quem quiser saber mais, pode vir conferir de perto a apresentação nesta noite no auditório do Red Bull Station.

Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

(Por Adriana Terra)

Tecnologia

Residência Hacker: Conheça o projeto Pontos Cegos de SP

04out

por Red Bull Station

No último mês, a mineira Sara Lana tem saído diversas noites pela cidade vestindo um capacete cheio de sensores. O projeto da engenheira elétrica com formação transdisciplinar em artes é detectar os pontos não filmados de São Paulo, lugares que escapam da vigilância das câmeras de segurança que hoje em dia dominam o espaço urbano. Pontos Cegos de SP vem sendo desenvolvido nos últimos dois meses durante a Residência Hacker do Red Bull Basement.

“No ano passado, fiz um estudo de caminhadas pela cidade por um viés sonoro com um parceiro meu chamado Marcelo XY. Procuramos vias de escape por esse viés. E então começamos a conversar muito sobre câmeras, algo que gera uma inquietação grande em mim, porque eu sempre adorei ver as imagens, mas ao mesmo tempo me sentia muito invadida ao me ver em gravações em portarias de prédio, por exemplo. Conversamos muito sobre isso e começamos a pensar na questão dos pontos cegos e das rotas de fuga, não só pelo viés acústico mas também visual”, conta Sara.

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

“Acho muito séria a questão da vigilância. As câmeras públicas têm uma questão delicada que envolvem muito a influência do Estado na vida do cidadão, a coisa da liberdade civil, mas as câmeras privadas talvez me assustem mais porque as públicas a gente consegue acessar os dados, já as privadas não, e isso é algo que está se multiplicando — você não sabe quem te vê, por quanto tempo as imagens são armazenadas. E sinto que é um consenso de solução de segurança pública o uso de câmeras, e que é uma solução mais reativa do que preventiva, que afasta a gente de uma discussão real sobre o assunto”, coloca ela. “Vindo pra cá, achei que seria legal criar uma ferramenta capaz de detectar onde estão as câmeras, fazer um mapeamento”.

O QUE É O PROJETO?
O sistema de detectar as câmeras de vigilância da cidade feito por Sara é constituído por um capacete com sensores e um mapa que reúne os dados captados por esse capacete.

“Não é trivial detector de câmera, tem várias pessoas tentando achar soluções pra isso e não conseguem. Então eu fui pra uma solução que é a detecção de infravermelhos: todas as câmeras fabricadas hoje têm um sistema de visão noturna, então quando anoitece elas ligam o infravermelho. Daí eu bolei um capacete com um microcontrolador, que manipula os dados, e com sensores que operam exatamente na banda de frequência eletromagnética dessas câmeras”, explica a engenheira.

Na prática, funciona assim: “Quando o capacete detecta uma câmera ele acende um LED, olha no GPS qual a coordenada do local e grava no cartão SD. Aí eu volto, descarrego o cartão e ele sobe automaticamente para um mapa que está sendo construído no meu site. E minha intenção a longo prazo é cobrir todo o hipercentro de São Paulo”, conta ela.

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Quem se interessar pela ideia pode colaborar: no site da residente, há todas as informações de como construir o capacete, e as pessoas podem compartilhar a localização dos pontos filmados da cidade via Telegram, ajudando Sara a construir esse mapa acima, que mostra os locais onde há câmeras e as vias “cegas” em meio a eles.

“O capacete é interessante porque ele chama a atenção, mas te dá essa consciência do momento exato em que você está sendo filmado. Eu tenho vontade de sair andando com esse capacete mundo afora agora”, diz ela.

Quem quiser saber mais sobre o projeto, a apresentação dele é nesta noite no auditório do Red Bull Station.

(Por Adriana Terra)

Tecnologia

Makerspace em outubro tem videomapping, drones e Realidade Aumentada

04out

por Red Bull Station

Outubro cheio na nossa programação em tecnologia e mão na massa: além de receber o FAZ – Festival de Cultura Maker, entre os dias 14 e 16, o Red Bull Station terá uma série de workshops neste mês. Veja abaixo a agenda e saiba como se inscrever, é tudo gratuito.

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

OCUPAÇÃO MIRANTE LAB – MONTAGEM DO RACER – 13, 20 e 27/OUT e 3/NOV

A ocupação Mirante Lab acontecerá em quatro encontros nos quais os participantes passarão por todo processo de construção de um Drone Racer, tendo a chance de conversar com especialistas e fazer testes de pilotagem. Ao fim dos encontros, os inscritos participarão da Corrida de Drones, realizada pelo Mirante Lab.

A ocupação Mirante Lab acontecerá durante dois meses dentro da programação do Red Bull Basement, propondo encontros, oficinas e grupos de pesquisa sobre drones. Todas as atividades são abertas ao público e gratuitas. Projetos independentes finalizados ou em processo de produção são bem-vindos para fomentar a troca e o desenvolvimento do grupo.

::15 pessoas; acesso por ordem de chegada | Local: Makerspace | Facilitação: Carlos Candido

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BASEMENT GO!: REALIDADE AUMENTADA E IMAGENS DA CIDADE – 18 e 19/OUT

Ministrada por Giovanna Casimiro, a oficina propõe dois dias de imersão no universo dos aplicativos, serviços e projetos de Realidade Aumentada. Os participantes irão trabalhar o princípio de experimentação com RA, utilizando softwares/plataformas online e imagens históricas da cidade. A partir de experimentos artísticos e do campo do design, o objetivo é exercer a capacidade de editar, construir e curar imagens de diversas épocas da cidade, podendo reaplicá-las através de tags ou geolocalização.

::15 pessoas; acesso por ordem de chegada | Local: Makerspace | Material necessário: câmera fotográfica ou celular com câmera

Makerspace em dia de oficina | Foto: Felipe Gabriel
Makerspace em dia de oficina | Foto: Felipe Gabriel

WORKSHOP DE VIDEOMAPPING INTERATIVO E IMAGENS DA CIDADE – 25/OUT

Neste encontro, será apresentado o software livre VPT7 e as três principais técnicas de mapeamento de vídeo: máscara, correção de cantos e distorção de malha. O workshop abordará também os modelos de computador mais apropriados para projeção e as tecnologias de projetores e cabeamentos disponíveis no mercado, além de ensinar a controlar projeção com protocolo MIDI, arduíno e a usar visualização de áudio para compor o set-vjing-interativo. Durante a oficina, o teto da laje do Red Bull Station será mapeado com conteúdo que é resultado de outro workshop, “Realidade Aumentada e Imagens da Cidade”.

::15 pessoas; inscrições prévias pelo email basement.inscricoes@redbull.com.br | Local: Laje | Facilitação: Lina Lopes | Material necessário: notebook com o Quicktime instalado.

Tecnologia

Residência Hacker: Conheça o projeto Pluvi.On

30set

por Red Bull Station

Interessados em trabalhar com algo que tivesse mais impacto social, os engenheiros Diogo Tolezano e Pedro Godoy se uniram na criação do Pluvi.On, um dos projetos que integra a 2ª edição da residência do Red Bull Basement.

Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Em tempos de grave crise hídrica no Estado de São Paulo, eles começaram a pesquisar as lacunas dentro do tema da água. Entre outras coisas, descobriram que não havia tratamento preventivo para enchentes, especialmente em áreas urbanas. “É sempre um tratamento pós-fato. Não existia um sistema de alerta”, conta Diogo. Eles resolveram, então, criar um pluviômetro especial.

Pluvi.On, projeto dos residentes do Red Bull Basement Diogo Tolezano e Pedro Godoy | Foto: Marcelo Paixão
Pluvi.On, projeto dos residentes do Red Bull Basement Diogo Tolezano e Pedro Godoy | Foto: Marcelo Paixão

O QUE É O PROJETO?
Chamado Pluvi.On, trata-se de uma pequena estação meteorológica, barata e de código aberto, que dá informações sobre o clima em tempo real para a população, produzindo e cruzando dados que deveriam estar ao alcance fácil de todos. Instalada em cada canto da cidade, ela consegue medir a intensidade da chuva e antever a probabilidade de uma enchente no seu entorno.

Diego Tolezano fala sobre seu projeto Pluvi.On | Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool
Diogo Tolezano fala sobre seu projeto Pluvi.On | Foto: Marcelo Paixão / Red Bull Content Pool

A dupla conta que a primeira barreira quando iniciaram a pesquisa foi encontrar os dados das grandes estações pluviométricas. “Eles existem, por força de lei, mas não é uma informação de fácil acesso. E, principalmente, não tem essa informação no momento em que ela está acontecendo. Foi aí que a gente resolveu criar uma estação meteorológica de baixo custo, open source, porque é um negócio que não deveria ser controlado, fechado”, opina Pedro.

Teste de sensores | Foto: Divulgação
Teste de sensores | Foto: Divulgação

E como isso funciona, na prática? Além de um pluviômetro facilmente reproduzível, o projeto consiste em uma comunicação via Telegram que informa as condições climáticas em tempo real e uma plataforma para acompanhar o histórico dos monitoramentos.

A placa controladora do Pluvi.On | Foto: Divulgação
Etapas de desenvolvimento do circuito do Pluvi.On | Foto: Divulgação

Durante os dois meses de residência, eles aprimoraram a ideia. “A gente teve três focos: melhorar o hardware, construir a plataforma de integração de dados — além dos dados que vamos produzir, cruzar esses dados que não são de tão fácil acesso por meio de um robozinho — e criar a interface e documentação para usuários, tanto pro público em geral quanto para desenvolvedores, que vão poder pegar essa informação e criar soluções”, detalha Diogo.

Etapa de desenvolvimento do Pluvi.On | Foto: Divulgaçao
Teste de buckets do projeto | Foto: Divulgaçao

“Conseguimos diminuir o tamanho do hardware, baixar o preço — ficou R$ 130, antes ele custava uns R$ 200 (e um pluviômetro normal, sem conexão com a internet, você compra por R$ 600), e colocar todos os sensores numa placa. Ainda não vamos entregar essa placa no fim da residência, porque ela precisa ser melhorada, então vamos construir uma coisa mais simples pra entregar… E até vimos uma beleza nisso, porque ficou mais ‘faça você mesmo’, tudo o que tem nela você acha no Mercado Livre. Outra coisa que a gente resolveu aqui é a questão de energia, a gente montou um esquema que a bateria do pluviômetro vai durar mais de um ano. E pós-residência o desenvolvimento continua”, conta Pedro.

Para acompanhar o desenvolvimento do projeto, vale a pena acessar a página do Pluvi.On e assistir à apresentação dele na próxima terça (4), no encerramento do projeto.

Pluvi.On captando água da chuva na laje do Red Bull Station | Foto: Divulgação
Pluvi.On instalado na laje do Red Bull Station | Foto: Divulgação

(Por Adriana Terra)