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#RBMASP: Red Bull Station recebe exposição do projeto BRZL WAVE

02jun

por Red Bull Station

Red Bull Station recebe exposição do projeto BRZL WAVE
Red Bull Station recebe exposição do projeto BRZL WAVE

De hoje (02) até o dia 11 de junho, o Red Bull Station funciona como o ponto central do Red Bull Music Academy Festival São Paulo, que faz sua estreia em São Paulo com mais de 50 artistas nacionais e internacionais no line-up.

Entre as atrações que rolam aqui no prédio, além da exposição Racionais MC’s: 3 décadas de história, as conversas com Grandmaster Raphael e com os próprios Racionais MC’s, a sample masterclass com KL Jay e a instalação “Kaoss Etudes”, de Nate Boyce, ainda teremos, ocupando um dos ateliers do segundo piso, uma mini-exposição do projeto audiovisual BRZL WAVE, idealizado pelo coletivo NVVE MVE.

NVVE MVE (lê-se Nave Mãe) é um coletivo composto por quatro jovens artistas audiovisuais: Gabriel “KOI”, Caique C13-POI, Daniel “Dannyhell” e Giovanne “finadojamal”, cujo trabalho é inspirado por uma estética glitch contemporânea e referências que vão do cinema experimental ao VHS e à cultura pop dos anos 1980.

Na exposição, os quatro artistas apresentarão trabalhos de seu projeto “BRZL WAVE”, realizados durante a permanência no Red Bull Station entre março e junho, período no qual desenvolveram a identidade visual do Red Bull Music Academy Festival São Paulo.

Exposições

#RBMASP: o que rolará no Red Bull Station

31mai

por Red Bull Station

Exposição Racionais MC's
Neste início do mês de junho, do dia 2 ao dia 11, a programação do Red Bull Station estará inteiramente dedicada ao Red Bull Music Academy Festival São Paulo, evento que rola pela primeira vez no Brasil e que reunirá shows, palestras e exposições.

A maior parte das atrações acontecerão em diversos pontos da cidade, em um cronograma que você pode conferir por meio do site oficial do evento. No entanto, algumas delas ficarão concentradas aqui no Red Bull Station. Compilamos todas abaixo, veja só:

Racionais MC’s: Exposição 3 Décadas de História
Prestes a completar três décadas, o grupo paulistano de rap Racionais MC’s é tema de uma exposição inédita sobre sua carreira. Um pouco da história da vida profissional e pessoal do quarteto formado por Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e KL Jay será recontada por meio de fotos, vídeos e clipes originais e inéditos. Além de exibir roupas e objetos dos integrantes, haverá elementos cenográficos usados nos shows e peças clássicas, como o primeiro mixer do KL Jay.

A exposição tem curadoria de Fernando Velázquez — curador e diretor artístico do Red Bull Station — e conta com a colaboração do repórter André Caramante, que acompanha a trajetória da banda; do fotógrafo Klaus Mitteldorf, responsável pelas fotografias de capa de vários álbuns do grupo; e da manager e ativista Eliane Dias.

Uma conversa com Grandmaster Raphael
Pioneiro do funk carioca traça uma linha do tempo do estilo, contando histórias e curiosidades desde o surgimento dos primeiros bailes no fim dos anos 1980 até a produção de funk atual. Quem conduz o papo é Silvio Essinger, jornalista carioca e pesquisador especializado na história do funk.

Sample Masterclass com KL Jay e Will
O DJ e produtor KL Jay, acompanhado de seu filho e também DJ Will, apresenta músicas originais que foram sampleadas e/ou utilizadas como inspiração para compor algumas das faixas de grande sucesso do Racionais MC’s, influente grupo de rap nacional.

Uma conversa com Racionais MC’s
Mano Brown, Ice Blue e Edi Rock falam sobre suas quase três décadas de carreira, passando pelo desenvolvimento da banda, momentos importantes de sua trajetória e como os discos lançados por eles se relacionam entre si. O jornalista André Caramante mediará o encontro.

Instalação Audiovisual “Kaos Etudes”, de Nate Boyce
Baseada em performance inédita do artista Nate Boyce com seu colaborador de longa data, o produtor Oneohtrix Point Never (Daniel Lopatin), a instalação apresenta a construção de um jogo hipotético, no qual um mundo 3D se funde com composições experimentais.

Exposições

Exposições Moto Perpétuo e Aproximadamente 800cm³ de Pla entram na programação

29mar

por Red Bull Station

Neste sábado, dia 1º de abril, o Red Bull Station recebe a abertura das exposições “Moto Perpétuo“, de Luisa Puterman, e “Aproximadamente 800cm3 de PLA”, com curadoria de Gabriel Menotti.

Na ocasião, além de uma exposição guiada pelos próprios artistas, os visitantes poderão assistir, às 18h30, a uma performance sonora de Luisa Puterman, criada exclusivamente para a obra apresentada.

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Na Galeria Principal,  MOTO PERPÉTUO, a instalação imersiva de Luisa Puterman propõe um ambiente multissensorial de luz e som que remete às transformações urbanas acontecidas ao longo da história. As sonoridades exploradas têm por base materiais sonoros como vidro, pedra e areia, que, relacionados às práticas de construção antigas e contemporâneas, convidam o público a refletir sobre as dinâmicas das transformações urbanas.

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Já a exposição  800CM3 DE PLA será exibida na Galeria Transitória. 800cm3 de PLA é o volume total de plástico contido num carretel para impressão 3D. O projeto com curadoria de Gabriel Menotti busca mostrar o rico estado da arte digital em 3D, materializando-o em um espaço físico. Modelos virtuais enviados pelo público foram impressos em plástico e são aqui apresentados em um gabinete de curiosidades feitas por computador.

A entrada é gratuita.

As exposições vão até o dia 13 de maio.

Nosso horário de funcionamento é de terça a sexta: das 11h às 20h / sábado: das 11h às 19h

Exposições

Os Brasis em São Paulo reúne online narrativas sobre mestres de cultura

07dez

por Red Bull Station

Abertura da mostra | Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Abertura da mostra | Foto: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Realizado como um festival, em junho, e como uma residência artística que ocorreu ao longo dos últimos cinco meses, Os Brasis em São Paulo — projeto com enfoque em dar visibilidade a mestres de cultura que vivem na capital paulista — resultou na exposição “Sobre-Com-Viver”, que ocorreu de 22 a 30 de novembro no Red Bull Station.

Lambe do projeto Os Brasis em São Paulo | Foto: Brasis
Mestre Carlão do Peruche em lambe do projeto Os Brasis em São Paulo | Foto: Brasis

Agora, o resultado desse processo pode ser visto também nas ruas da cidade, por meio de lambes como o acima, e online, no site da plataforma Brasis, que reuniu as narrativas sobre esses mestres em textos, minidocs e fotos. Assista, leia e veja tudo aqui -> http://bit.ly/2gcmOMe

O educador indígena Guarany Pedro Macena | Foto: Os Brasis em SP
O educador indígena Guarany Pedro Macena | Foto: Os Brasis em SP

Mestre ou Mestra de cultura brasileira é um termo usado para os chamados patrimônios vivos de cultura — termo do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. São bordadeiras, cozinheiras, rendeiras, construtores de instrumentos, músicos de folguedos (maracatu, samba de roda).

Foto: Os Brasis em SP
Nega Duda | Foto: Os Brasis em SP

Os Brasis em São Paulo propôs dar visibilidade a essa sabedoria por meio de um processo de oficinas de arte, narrativa e pesquisa que aconteceu de junho a outubro deste ano, buscando contar as histórias de Carlão do Peruche (mestre de jongo e da velha guarda do samba paulistano), Graça Reis (referência de cultura maranhense no Morro do Querosene), Nega Duda (referência do samba de roda do Recôncavo Baiano) e o educador cultural e espiritual índigena Pedro Macena.

Foto: Os Brasis em SP
Graça Reis | Foto: Os Brasis em SP

Os Brasis em São Paulo é iniciativa da rede de conteúdo Brasis (www.brasis.vc), com apoio da plataforma Red Bull Amaphiko. Veja abaixo fotos da abertura da exposição, em novembro.

Exposições

Mostra sobre a estética do tecnobrega integra a programação do Sónar+D

24nov

por Red Bull Station

As aparelhagens são peças fundamentais do tecnobrega, estilo musical que nasceu na periferia de Belém nos anos 2000, tornou-se um fenômeno do mercado fonográfico nacional e passou a ser visto não apenas como um ritmo paraense, mas como movimento cultural brasileiro.

Tratam-se de enormes equipamentos sonoros que fazem alusão a espaçonaves, com cabine de DJ, sistemas de luz, fumaça e telões de led, sempre caracterizadas pelos excessos de cor e brilho. Esta estética de ficção científica pitoresca atraiu a atenção de Thales Leite e resultou na série fotográfica “Área 51”, em exposição no Sónar+D, evento que integra a programação do Sónar São Paulo e acontece no Red Bull Station entre 25 e 28 de novembro.

O Águia de Fogo HD #1
O Águia de Fogo HD #1

O título da mostra faz referência ao código de comunicação de Belém e também à base militar americana “Área 51”, na qual, segundo ufólogos, o governo norte-americano esconde e estuda objetos voadores não identificados. Abaixo, o fotógrafo conta para a gente um pouco como nasceu o trabalho.

Você pode falar um pouco do projeto, como ele surgiu?
Sou fã de filmes de ficção científica e também do trabalho do fotógrafo alemão Thomas Struth, especialmente, uma série em que ele fotografa aceleradores de partículas, reatores nucleares, fábricas de ônibus espaciais. Uma espécie de inventário da “ficção científica que existe”. Sempre pensava em fazer algo nessa mesma linha, mas não fazia ideia do que. Quando conheci as aparelhagens de Belém, tive um estalo e comecei a criar a minha própria história de ficção científica. O título da exposição faz alusão a esta história que criei: um repórter que, em um furo de reportagem, descobre naves espaciais em Belém. 

Quando estive lá pesquisando para o projeto, conheci o Jairo Design, um dos principais artistas inventores de aparelhagens do Pará. Para a exposição do Oi Futuro [em 2014, no Rio de Janeiro], conversei com ele sobre fazermos um projeto em conjunto e trazer um pouco dessa “tecnologia alienígena” para a exposição. Bolamos então duas “molduras” feitas com o mesmo material das aparelhagens uma espécie de híbrido entre os nosso ofícios. 

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Vista da exposição Oi Futuro Ipanema, em 2014

Qual a importância da aparelhagem para o movimento tecnobrega?
Durante a minha pesquisa em Belém, todas as boates que visitei na periferia tinham uma aparelhagem. Algumas menores e não tão impressionantes, mas todas tinham pelo menos uma aparelhagem para o DJ se apresentar. Na verdade, poucos são os lugares que são exclusivamente de tecnobrega. Quase todas as festas e boates se caracterizam como “saudade” (festas de “flashback”,  com músicas famosas de décadas passadas para um público maior de 30 anos). Tecnobrega é um ritmo mais “consumido” por jovens, as aparelhagens são maiores, mais espetaculares e mais caras. 

Mesmo quando não é uma festa de aparelhagem, tem uma aparelhagem na festa. Elas já faziam parte da cultura paraense desde a década de 70; as festas de tecnobrega as colocaram em evidência. 

Exposições

11ª turma de Residência Artística exibe obras até 21 de novembro

06nov

por Red Bull Station

Antônio Ewbank, Janaina Wagner, Júlio Parente, Maura Grimaldi, Martin Reiche e Tomaz Klotzel apresentam em mostra coletiva parte das pesquisas e projetos desenvolvidos durante quatro meses como integrantes do programa de Residência Artística. Aberta ao público no sábado (31 de outubro), a exposição fica em cartaz até 21 de novembro.

Gallery at the 11th Artist Residency Exhibit Opening at Red Bull Station in Sao Paulo, Brazil, on october 31, 2015.

Para o curador e diretor artístico do Red Bull Station, Fernando Velázquez, foram tempos de investigação, produção e intercâmbio intenso. Além do aprofundamento das pesquisas individuais e das trocas entre si, o grupo teve nesse período visita dos curadores Galciani Neves e Christine Melo e dos membros do juri que participaram da seleção: Lucas Bambozzi e Renan Araújo.

Uma novidade nesta edição, foi a convivência com os residentes do Red Bull Basement, programa que incentiva a produção, pesquisa e difusão de iniciativas que exploram o uso criativo e colaborativo de tecnologias digitais.

Julio Parente's "Ha Duvidas Sobre o Futuro?" ("Are there Doubts About the Future?") installation at the 11th Artist Residency Exhibit Opening event at Red Bull Station in Sao Paulo, Brazil on october 31, 2015.
“Há dúvida sobre o futuro?”, de Júlio Parente – Projeção e luz tubular

Com visitação gratuita, a exposição ocupa diferentes espaços do edifício: as galerias principal e transitória, o subsolo e os ateliês dos artistas.

Antônio Ewbank trabalha sempre com parceiros, em parte por gostar do convívio, mas também pelo desafio de lidar com outras perspectivas. A materialização do seu pensamento em obra se apresenta como uma experiência particular, já que o desafio de dar sentido ao conjunto costuma levar ao fracasso. Na coletiva, ele apresenta trabalhos desenvolvidos com o projeto AcE.

"a comida do futuro será a comido do passado", AcE
“a comida do futuro será a comida do passado”, AcE

Por sua vez, Janaina Wagner pesquisa as diversas formas de transformação da natureza decorrentes da ação do homem, no desejo em domesticá-la. A noção de progresso traz consigo um embate entre natureza e civilização que coloca em evidência situações e processos paradoxais, por vezes bizarros, que funcionam como combustível para sua pesquisa. Quanto mais o homem domina a natureza mais se distancia dela e, para a artista, é nessa busca pelo domínio do incomensurável que o ser humano manifesta a sua essência.

"Civilização (bombinhas), de Janina Wagner - carvão, tela de arame e fotografia
“Civilização (bombinhas), de Janina Wagner – carvão, tela de arame e fotografia
"Civilização (casa de pau a pique)", de Janaina Wagner - carvão, carbono e fita crepe sobre tela de algodão
“Civilização (casa de pau a pique)”, de Janaina Wagner – carvão, carbono e fita crepe sobre tela de algodão

Júlio Parente investiga a relação entre natural e artificial em obras em que a representação da natureza é transfigurada por artifícios tecnológicos. Revisitando estéticas passadas com recursos visuais simples aliados à técnica do “vídeo-mapping”, o artista cria ambientes e instalações não narrativas, nas quais desenha experiências sensoriais.

Sua prática tem uma característica multidiciplinar; Júlio transita da cenografia a arte em espaços públicos. “Cheguei com uma bagagem variada, mas sem muita experiência no circuito de galerias e museus. Durante a residência, meu trabalho artístico foi ganhando corpo e comecei a desenvolver uma pesquisa de transformar espaços da galeria em lugares imersivos”, ele conta.

“A arte conceitual tem uma espécie de enigma a ser desvendado, como um jogo de perguntas e respostas que vai além da sensação do trabalho. Não me interesso por isso, e sim pela experiência do espectador, em imergi-lo em uma atmosférica mais onírica, mais poética, sem propor um lugar para chegar- não existe um conceito que irá destrancar a obra”, completa.

"Céu incerto", de Júlio Parente
“Céu incerto”, de Júlio Parente
"Céu oncerto" , de Julio Parente - Instalação multimídia e peça para três televisões
“Céu oncerto” , de Julio Parente – Instalação multimídia e peça para três televisões

Martin Reiche é formado em ciências da computação, possível razão do seu interesse pelo “virtual”, entendido como o fluxo e tráfego de dados. Sua pesquisa indaga a carga conceitual, política e estética deste fenômeno contemporâneo que tem ganhado as mais diversas formas: dos cabos de fibra ótica que atravessam o planeta filtrando e distribuindo informações até as interfaces de controle remoto de veículos de guerra não tripulados.

"BNC B", de Martin Reiche - Instalação escultórica pós-digital
“BNC B”, de Martin Reiche – Instalação escultórica pós-digital
"Scanline I - Aleppo", "Scanline II - Baghdad" , "Scanline III -Tripoli", de Martin Reiche - gravuras sobre vidro, impressão em papel digital
“Scanline I – Aleppo”, “Scanline II – Baghdad” , “Scanline III -Tripoli”, de Martin Reiche – gravuras sobre vidro, impressão em papel digital

Maura Grimaldi deu continuidade a sua investigação acerca da fotografia e da imagem projetada. Em sua produção atual convergem e dialogam três interesses específicos: a conceituação de imagem, o universo da linguagem técnica: os processos envolvidos na sua concepção, produção e reprodução e a imagem como experiência mágica e reveladora

“O período de residência propiciou metodologias de pesquisas diversas para analisar esses três campos e suas práticas, como experimentações químicas em laboratório, construções de maquinários, visitas a centros espirituais importantes no Brasil, produção de materiais fotográficos, gráficos e sonoros, aprofundamento em obras literárias, dentre outros”, afirma a artista.

"Aparições: Painel de Controle / Documentos / Morel / Abadiânia, de Maura Grimaldi - construção de painel de controle para três projetores e sistema de reprodução de imagens em diapositivos.
“Aparições: Painel de Controle / Documentos / Morel / Abadiânia, de Maura Grimaldi – construção de painel de
controle para três projetores e sistema de reprodução de imagens em diapositivos.

 A pesquisa de Tomaz Klotzel se expande na articulação de três tópicos principais: tempo, morte e rito. Interessam-lhe especialmente as diversas maneiras de entender e representar o tempo, seja voltando a lugares da infância ou inventariando a história familiar. Seus rituais introspectivos manifestam camadas de experiência/memória, arqueologia pessoal que busca dar novo sentido a objetos e coisas.

"Meteora", de Tomaz Klotzel - Impressão a jato de tinta a partir de negativos 35mm. Objetos de acervo pessoal. Objetos recolhidos em sítio arqueológico. Cristais, espelhos, lanternas, mancebos adaptados, turmalina negra.
“Meteora”, de Tomaz Klotzel – Impressão a jato de tinta a partir de negativos 35mm. Objetos de acervo pessoal.
Objetos recolhidos em sítio arqueológico. Cristais, espelhos, lanternas, mancebos adaptados, turmalina
negra.
"Meteora", de Tomaz Klotzel
“Meteora”, de Tomaz Klotzel
"Meteora" , de Thomaz Klotzel - instalação
“Meteora” , de Thomaz Klotzel – instalação

FOTOS: LOST ART/ RED BULL CONTENT POOL

Exposições

Abertura da Galeria Transitória da 11ª Residência Artística e exposição de Rodrigo Sassi

19ago

por Red Bull Station

No último sábado (15), o Red Bull Station inaugurou duas exposições simultâneas, a primeira mostra da 11ª turma de Residência Artística e o site-specific “Tudo aquilo que eu lhe disse antes mas nem eu sabia”, do artista paulistano Rodrigo Sassi.

“Tudo aquilo que eu lhe disse antes mas nem eu sabia”, de Rodrigo Sassi,
“Tudo aquilo que eu lhe disse antes mas nem eu sabia”, de Rodrigo Sassi,

A coletiva reúne pesquisas e trabalhos recentes dos seis novos residentes: Antônio Ewbank, Janaina Wagner, Júlio Parente, Maura Grimaldi, Martin Reiche e Tomaz Klotzel. O grupo foi selecionado por meio de edital pelo curador e diretor artístico do Red Bull Station, Fernando Velázquez, e pelos artistas e curadores Lucas Bambozzi e Renan Araújo.

Veja aqui algumas fotos do dia:

SÃO PAULO, SP, BRASIL, 15-08-2015: Aberturas da Galeria Transitória da 11ª Residência Artística na Red Bull Station. (Foto: Lucas Lima/Red Bull)
“a comida do futuro será a comida do passado”, de AcE  (2015) // Foto: Lucas Lima
Foto: Lucas Lima
“A invenção de Morel”, de Maura Grimaldi (2015) // Foto: Lucas Lima
"Aviso de Incêndio (Aqui, Agora)", de Janaina Wagner (2015) // Foto: Lucas Lima
“Aviso de Incêndio (Tobogã Onda de Fogo)”, de Janaina Wagner (2015) // Foto: Lucas Lima
Foto: Lucas Lima
Foto: Lucas Lima
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“intempesta”, de Tomaz Klotzel (2015) // Foto: Lucas Lima
"A confusão das línguas",  de Júlio Parente (2015)
“A confusão das línguas”, de Júlio Parente (2015)
"Ghost I", de Martin Reiche (2015)
“Ghost I”, de Martin Reiche (2015)
SÃO PAULO, SP, BRASIL, 15-08-2015: Aberturas da Galeria Transitória da 11ª Residência Artística na Red Bull Station. (Foto: Lucas Lima/Red Bull)
Foto: Lucas Lima
"Meteora", de Tomaz Klotzel (2015) // Foto: Lucas Lima
“Meteora”, de Tomaz Klotzel (2015) // Foto: Lucas Lima
“Aviso de Incêndio (Aqui, Agora)”, de Janaina Wagner (2015) // Foto: Lucas Lima
"06 projetos de referência para pesquisa", de Maura Grimaldi (2013-2015)
“06 projetos de referência para pesquisa”, de Maura Grimaldi (2013-2015)
Fotos: Lucas Lima
Foto: Lucas Lima
"A confusão das línguas", de Júlio Parente (2015)
“A confusão das línguas”, de Júlio Parente (2015)
Foto: Lucas Lima
Foto: Lucas Lima
Foto: Lucas Lima
Foto: Lucas Lima
SÃO PAULO, SP, BRASIL, 15-08-2015: Aberturas da Galeria Transitória da 11ª Residência Artística na Red Bull Station. (Foto: Lucas Lima/Red Bull)
Foto: Lucas Lima
Exposições

Curador e artistas falam sobre a Adrenalina

15abr

por Red Bull Station

A mostra Adrenalina tem a proposta de trazer um recorte do audiovisual nos dias de hoje. Nela são exibidas obras de 16 artistas de diferentes nacionalidades que utilizam novas tecnologias em sua produção e exploram os recursos narrativos e de linguagem do chamado tempo real, estratégia alternativa a edição convencional.

Segundo o curador Fernando Velázquez, emprestar o nome desta substância no título da exposição é um modo de sugerir que ainda podemos ser desafiados e surpreendidos pelas imagens, já que hoje vivemos anestesiados por elas.

Confira abaixo o vídeo sobre a Adrenalina, com falas de Velázquez e de dois artistas, Henrique Roscoe [VJ 1mpar] e Lucas Bambozzi.

A mostra fica em cartaz até 5 de maio de 2015, com entrada gratuita.
De terça a sexta-feira, das 11h às 20h. Sábados, das 11h às 19h.

Exposições

Adrenalina – a imagem em movimento no século XXI

05mar

por Red Bull Station

De 14 de Março a 5 de Maio de 2015 o Red Bull Station apresenta a exposição Adrenalina – a imagem em movimento no século XXI, que reúne obras de artistas nacionais e internacionais e tem curadoria de Fernando Velázquez.

São eles: Chris Coleman [EUA], Donato Sansone [Itália], Henrique Roscoe [Brasil], Hugo Arcier [França], Lucas Bambozzi [Brasil], Luiz Duva [Brasil], Matheus Leston [Brasil], Mike Pelletier [Canadá/Holanda], Rick Silva [Brasil/EUA], Ricardo Carioba [Brasil], Richard Garet [Uruguay/EUA], Ryoichi Kurokawa [Japão], Santiago Ortiz [Colômbia], Semiconductor [Reino Unido], Susi Sie [Alemanha], Transforma [Alemanha/Inglaterra].

A adrenalina é um hormônio neurotransmissor que é descarregado no corpo em situações que demandam uma rápida resposta em termos cognitivos, comportamentais e fisiológicos. Ela aguça os sentidos e aumenta a capacidade do cérebro de processar informações, com o objetivo de reestabelecer o equilíbrio entre o ser e o meio.

Esta exposição apresenta um recorte do audiovisual nos dias de hoje, em que vivemos anestesiados pela imagem. Emprestar, no título da mostra, o nome desta substância é um modo de sugerir que ainda podemos ser desafiados e surpreendidos por imagens. 

Os trabalhos apresentados têm em comum a utilização de programação algorítmica e de artifícios generativos, ou seja, se utilizam de sistemas ou regras que permitem o aparecimento de soluções imprevistas. São obras que exploram os recursos narrativos e de linguagem do chamado tempo real, estratégia alternativa à edição convencional de natureza aristotélica.

O interessante neste conjunto de obras está na forma particular de olhar a realidade, as coisas e as pessoas, revelando estruturas e qualidades visíveis e invisíveis a partir de perspectivas que nos solicitam condicionamentos cognitivos específicos, além da abertura ao diálogo com imaginários pouco conhecidos.

Como nos lembra Steve Dietz, todo novo meio penetra as camadas da cultura deixando um legado estrutural de base. O novo meio da fotografia trouxe um outro entendimento da estética da pintura e contribuiu para consolidar culturalmente a conjunção tempo-espaço. O novo meio do vídeo traz uma nova compreensão da estética do cinema, e junto com a TV estabelece o assimilação da ideia de tempo real. O novo meio digital muda o entendimento da arte no sentido que desloca o interesse do comportamento da forma, para a forma dos comportamentos, destacando a potência da interatividade e dos comportamentos em rede. Dos campos eletromagnéticos que nos atravessam em tempo integral (e cujo real efeito sobre o nosso corpo ainda desconhecemos), ao corpo de dados que nos conforma (possível de ser processado e manipulado por algoritmos autônomos), vivemos tempos de reconfigurações sutis da ética, da estética, da política e do território – tópicos sobre os quais propomos refletir a partir deste heterogêneo grupo de obras.

Apoio: SONY

Conheça os artistas e as obras em exibição no Red Bull Station:

Chris Coleman
Donato Sansone
Henrique Roscoe (VJ 1mpar)
Hugo Arcier
Lucas Bambozzi
Luiz duVa
Matheus Leston
Mike Pelletier
Rick Silva
Ricardo Carioba
Richard Garet
Ryoichi Kurokawa
Santiago Ortiz 
Semiconductor
Susi Sie
Transforma 

Sobre o curador:

De Montevidéu, Uruguai, Fernando Velazquez é artista multidisciplinar e vive e trabalha em São Paulo. Suas obras incluem vídeos, instalações, objetos interativos e performances audiovisuais. Mestre em Moda, Cultura e Arte pelo Senac-SP, participa de exposições no Brasil e no exterior com destaque para a Emoção Art.ficial Bienal de Arte e Tecnologia (Brasil, 2012), Bienal de Cerveira (Portugal, 2013 e 2011), Mapping Festival (Suiça, 2011), WRO Biennale (Polônia 2011), On_off (Brasil, 2011), Bienal do Mercosul (Brasil, 2009), Bienal de Tessalônica (Grécia, 2009), Bienal Ventosul (2009), e o Pocket Film Festival no Centro Pompidou (Paris, 2007). Obteve, dentre outros, o Prêmio Sergio Motta de Arte e Tecnologia (Brasil, 2009), Mídias Locativas Arte.Mov (Brasil, 2008), “2008, Culturas” e o Vida Artificial (ambos na Espanha, 2008). Foi curador do Motomix 2007, Papermind Brasil, Dorkbot São Paulo e do Projeto !wr?. Além da Exposição Adrenalina, atualmente está à frente da curadoria da 10ª Turma do Programa de Residência Artística do Red Bull Station, onde também é diretor de arte.

Confira a programação paralela à mostra:

Workshop com o artista Henrique Roscoe (VJ 1mpar) – 18 e 19 de Março
> Performance de Henrique Roscoe (VJ 1mpar) – 20 de Março
> Mesa Redonda com  Juliana Monachesi, Guilherme Kujawski e Roberto Cruz  – 24 de Março
> Performance “Espécie” – 15, 16 e 17 de Abril
> Workshop com Andrei Thomaz  – 28, 29 e 30 de Abril

Exposições

10ª Residência Artística: Galeria Transitória

25fev

por Red Bull Station

Os seis artistas selecionados para a 10ª Residência Artística do Red Bull Station inauguraram na quinta-feira (12.02) a primeira mostra como integrantes do programa.

Sob curadoria de Fernando Velázquez, Cezar Sperinde, Ícaro Lira, Lot Amorós, Pedro Cappeletti, Sara Não Tem Nome e Vanessa de Michelis expõem na galeria transitória trabalhos recentes e em processo. Esse espaço expositivo e de convivência funciona como um local de experimentações, onde eles podem exibir obras em desenvolvimento, acompanhar as pesquisas dos demais artistas e observar como as produções conversam entre si e com o ambiente.

O vídeo abaixo ilustra o processo de montagem e o evento de abertura da exposição, que contou com um pocket show de Sara Não Tem Nome, acompanhada por Wallace Costa, e com duas sessões da peça/performance sonora “A Tensão”, de Vanessa de Michelis.

A coletiva acontece no segundo andar do prédio e tem visitação gratuita. Devido ao caráter efêmero e “transitório” da Galeria não há previsão de término e a exposição deve ganhar novas formas longo da residência. Confira fotos

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Vanessa de Michelis A Tensão, 2014 performance / peça sonora para 6 rádios e  6 fontes de energia em 2 movimentos duração 15”
Vanessa de Michelis | A Tensão, 2014| performance / peça sonora para 6 rádios e6 fontes de energia em 2 movimentos | duração 15”

 

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Sara Não Tem Nome | Pocket show com Wallace Costa

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Cezar Sperinde | eretz brazilia, היליזרב ץרא, 2015 (em processo) | mixed media | dimensões variáveis

 

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Ícaro Lira | Desterro, 2014 | objeto, álbum e tecido | dimensões variáveis

 

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Ícaro Lira | Censo, 2015 (em processo) | instalação, papel e prego | dimensões variáveis

 

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Lot Amorós | Muro do ar, 2014 | escultura, 57 motores sem escovas, 57 hélices | 1 x 1,7m

 

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Pedro Cappeletti | Sem Título / Experimentação, 2015 | instalação, espuma de poliuretano, corda, concreto e ferro | 4 x 7 x 1,3m