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Arte

Conheça os coletivos da Ocupação #2

12jun

por Red Bull Station

De 12 de junho a 12 de julho, acontece aqui no Red Bull Station a segunda edição do programa Ocupação. Recebemos inscrições de coletivos multidisciplinares por meio de edital aberto e aqui estão os quatro selecionados, que poderão utilizar os ateliês colaborativos – um digital e o outro analógico –, além de outros espaços do nosso prédio.

1 – Coletivo Magenta;

2 – Festival A Todo Vapor;

3 – Filipe Grimaldi;

4 – Phenomenal Creative.

A Equipe Red Bull Station está feliz de receber os novos ocupantes dos ateliês e poder assistir às descobertas e trocas que estão por vir.

O projeto Ocupação é uma plataforma para que pessoas e coletivos do âmbito da cultura possam desenvolver projetos específicos usufruindo das instalações do Station e convivendo com a nossa equipe e público. A primeira edição do programa aconteceu entre os dia 01 e 28 de fevereiro de 2018 e recebeu os projetos “AddWomen“, “CHRUA“, “Coletivo Ouvidor 63“, “Coletivo Abebé” e “Drag Therapy“.

“Estar entre os 5 selecionados nessa primeira Ocupação foi aquele empurrãozinho que faltava para focarmos no lançamento e estruturação da plataforma”, contam Paula Fernandes e Lily Farias, dupla que encabeça o projeto AddWomen. “Foi nesse ambiente inspirador que conhecemos as meninas que participam do Coletivo Abebé, gravamos com elas nossa primeira entrevista para o Channel, nosso futuro canal do YouTube, e aproveitamos os espaços da Red Bull Station para produzir mais entrevistas, reuniões e utilizar o ateliê como bunker criativo”.

Os membros do coletivo Ouvidor 63 completa: “Acreditamos muito no compartilhamento de ideias e conhecimento. Estar no Red Bull Station é poder contar com pessoas especialistas em diversas áreas que complementam o conhecimento que adquirimos na prática no Ouvidor 63″, contam. “É muito importante poder dividir as dificuldades sobre o projeto e ter o suporte dessa equipe que tanto faz para evoluirmos ainda mais nas ideias e ações para a Bienal.”

Coletivo Ouvidor 63 durante encerramento da Ocupação #1. Crédito: Felipe Gabriel.
Coletivo Ouvidor 63 durante encerramento da Ocupação #1. Crédito: Felipe Gabriel.
Arte

Foto_Invasão 2018: Selecionados Projeções (Virada)

15mai

por Red Bull Station

Confira os selecionados para as PROJEÇÕES da Foto_Invasão, que acontecem dias 19 e 20 de maio, durante as atividades da Virada Cultural no Red Bull Station. Nos dois dias, as projeções acontecem no Auditório, nos intervalos da programação e, no sábado (19), também acontecem na Laje, das 19h às 22h. Foram ao todo 39 artistas selecionados, após extensa deliberação dos curadores. Veja os nomes na lista abaixo.

1 – Aline Provensi

2 – Alves Filho

3 – Ana Mendes

4 – Ana Rodrigues

Ana Rodrigues e João Paulo Pereira
Ana Rodrigues e João Paulo Pereira

5 – Andressa Zumpano

Andressa Zumpano
Andressa Zumpano

6 – Daniela Paoliello

Daniela Paoliello
Daniela Paoliello

7 – Dennis Calçada

8 – Eduardo Hideyuki

9 – Felipe Paiva

Felipe Paiva
Felipe Paiva

10 – Filipe Araújo

11 – Guilherme Rocha

12 – Gustavo Gomes

Gustavo Gomes
Gustavo Gomes

13 – Hans Georg

Hans Georg
Hans Georg

14 – Henrique Vital

Henrique Vital
Henrique Vital

15 – João Lebrão

16 – João Paulo Pereira

17 – José Orlando de Souza e Silva

18 – Juan Yactayo

19 – Julia Paccola

Julia Paccola
Julia Paccola

20 – Juliana Jacyntho

Juliana Jacyntho
Juliana Jacyntho

21 – Leonardo Carrato

22 – Luisa Dörr

23 – Mariana Alves

Mariana Alves
Mariana Alves

24 – Marcelo Argolo

25 – Mariana da Matta

26 – Marlene Bergamo

27 – Mauricio Piffer

28 – Mauricio Susin

Mauricio Susin
Mauricio Susin

29 – Melvin Quaresma

30 – Miriã Regis

Miriã Regis
Miriã Regis

31 – Paulo Batalha

32 – Pedro Mariani

33 – Pedro Mendes

34 – Rafael Guimarães

Rafael Guimarães
Rafael Guimarães

35 – Reginaldo Cardoso

36 – Ricardo Rojas

37 – Sandro Porto

38 – Walter Thoms

Walter Thoms
Walter Thoms

39 – Wesley Barba

Wesley Barba
Wesley Barba
Arte

Saiba tudo sobre a Foto_Invasão 2018

04mai

por Red Bull Station

De 18 a 26 de maio, o prédio do Red Bull Station será tomado por trabalhos de fotógrafos amadores e profissionais e coletivos de fotografia em mais uma edição da Foto_Invasão, que pela primeira vez está aceitando o envio de projetos de instalação. “Um dos diferenciais da edição de 2018 para a edição anterior é a convocatória para as Instalações. Em 2016 os participantes foram convidados pelos curadores, e agora todos podem inscrever-se”, conta Ignacio Aronovich, um dos curadores do evento.

Mais do que uma reunião de instalações, exposições e venda de prints, a Foto_Invasão é um grande encontro de amantes e simpatizantes da fotografia. “É uma experiência sensorial, uma busca por novas expressões através da fotografia”, explica Aronovich, que é jornalista, fotógrafo e criador do coletivo Lost Art ao lado de Louise Chin, com quem idealizou a Foto_Invasão. “A plataforma é voltada para a imagem em todas as suas formas e suportes e visa incentivar a criatividade, valorizar a expressão pessoal e proporcionar experiências singulares aos participantes. Queremos estimular a produção independente, descobrir e divulgar novos talentos.”

Para quem se interessar em fazer parte dessa manifestação cultural, Ignacio avisa: “É importante uma proposta com uso criativo do espaço e que proporcione uma experiência ao visitante. Fugir do formato tradicional de “cubo branco” de uma galeria é um bom ponto de partida.”

A primeira edição da Foto_Invasão foi realizada em 2016 no Red Bull Station, com uma exposição coletiva, performances, projeção fotográfica, intervenções urbanas, venda de prints e objetos fotográficos, rodas de conversa sobre fotografia e oito instalações criadas pelos coletivos C.H.O.C. Documental, Dysturb (FRA), LigaLight, Mamana, Remirar, Rolê e R.U.A, além do próprio Lost Art de Aronovich com o projeto “Medo”, que pode ser revisitado no vídeo abaixo.

 

Coordenando tudo isso ao lado de Aronovich estão outros quatro curadores vindos de universos distintos, todos ligados à produção fotográfica e artística: a fotógrafa e editora de fotografia Cris Veit, a fotógrafa e jornalista Louise Chin, a editora de fotografia Clelia Bailly e o curador do Red Bull Station Fernando Velázquez.

Este ano, além da ocupação dos ateliês com instalações fotográficas, o evento terá ainda a tradicional feira de objetos fotográficos, projeção de fotografias e palestra. Confira abaixo a programação completa.

FEIRA

19 DE MAIO // 11h às 22h – 20 DE MAIO // 11h às 20h

FEIRA DE FOTOGRAFIAS – Mais de 30 fotógrafos levam trabalhos selecionados para exposição e venda no local.

>> Local: Galeria Principal

WORKSHOP

18 DE MAIO // 10h – 18h

REUNIÃO DE FAMÍLIA: NARRATIVAS EM FOTOLIVRO, COM CRIS VEIT E CLELIA BAILLY – ​Neste workshop ministrado pelas editoras de fotografia Cris Veit e Clelia Bailly, o objetivo dos participantes é criar uma narrativa e, posteriormente, um fotolivro físico a partir de fotos extraídas de álbuns de família. Cada participante deve trazer no mínimo 20 e no máximo 50 fotos (impressas ou digitalizadas).

>> 12 vagas | Local: Auditório

EXPOSIÇÃO

19 A 26 DE MAIO

LAR – Juntando os trabalhos de quatro artistas — “Entre”, de Ana Rodrigues, “Gaveta”, idealizado por Leo Drumond e Natalia Martino (Projeto Estrela), com fotos de André Gustavo e Ernani Paulo e “Valéria”, de Jair Bortoleto –, a exposição “Lar” pretende revelar o próprio significado desta palavra: entornos físicos e psicológicos que abrigam nossos pertences e expõem nossa memória.

>> Local: Galeria Transitória

PALESTRA

23 DE MAIO // 20h

TRANSIÇÃO DA FOTO PARA O VÍDEO E SEUS DESDOBRAMENTOS – Nesta palestra, o jornalista, fotógrafo e cineasta João Wainer — diretor, entre outros, do filme “Pixo” e de videoclipes para artistas como Emicida –, traça um histórico a respeito da transição da fotografia still para o vídeo e aborda técnicas criativas para se contar uma boa história.

>> 100 pessoas | Local: Auditório

PERFORMANCE

19 E 20 DE MAIO // 16h – 16h30

CONCHA PARA CAVALOS, DE FABIA KARKLIN – A performance audiovisual “Concha para Cavalos” constitui-se pela projeção e produção ao vivo de imagens ampliadas de sementes coletadas durante caminhadas pela cidade.

>> Local: Auditório

PROJEÇÕES

19 E 20 DE MAIO

PROJEÇÕES DE FOTOS – No sábado e domingo, haverá a projeção das fotos selecionadas através da convocatória aberta da Foto_Invasão. Nos dois dias, a projeção acontece no Auditório, nos intervalos da programação e, no sábado (19), também acontece na Laje, das 19h às 22h.

>> Local: Auditório e Laje

INSTALAÇÕES

19 A 26 DE MAIO

INSTALAÇÕES FOTOGRÁFICAS NOS ATELIÊSCinco artistas selecionados via edital expõem seus trabalhos nos ateliês durante a Foto_Invasão 2018. São eles: Alessandro Celante, com “Máscaras Impermanentes” Flavio Samelo, com “par sepfinrbs”; Mauricio Virgulino, com “Me Fere”; Patricia Montrase, com “Fuga”; e Tommaso Protti, com “Tá Cheio”.

>> Local: Ateliês

Arte

Foto_Invasão 2018: Selecionados Instalações

12abr

por Red Bull Station

Confira os selecionados para as INSTALAÇÕES FOTOGRÁFICAS da Foto_Invasão, que acontece de 19 a 26 de maio no Red Bull Station. Foram ao todo 65 projetos inscritos, dos quais 5 foram escolhidos. As instalações foram escolhidas pelo conceito expositivo, qualidade das obras, proposta de instalação, após extensa deliberação dos curadores.

Alessandro Celante – “Máscaras Impermanentes”

Aos mortos que ainda vivem e podem ser despertados. A contradição entre “o ser e o ter” foi o ponto de partida para o desenvolvimento de um projeto que ainda está a acontecer. O ter em detrimento do ser, o automatismo do acúmulo sobreposto à complexidade da experiência, enfim, a não compreensão do efêmero pelo aprisionamento dos sentidos. Usando a morte como metáfora às perdas perceptivas que o mundo contemporâneo nos impõe e a fotografia como linguagem de interlocução, o projeto “Máscaras Impermanentes” propõe uma experiência estética imersiva que começa na captação das imagens, onde os fotografados se submetem ao que metaforicamente configura um “restart” perceptivo, e pela proposta de ação expositiva onde o espaço se reconfigura e uma nova imersão é proposta aos expectadores, na forma de foto instalação.

Alessandro Celante (1)

Flavio Samelo – “par sepfinrbs”

O título da instalação pode parecer um erro ortográfico mas não é. Procuro não ter relação com nenhum signo que possa remeter a alguma coisa física, sentimento, espaço, lugar, época, nem nada que “exista”. A abstração tem que ser total. Os títulos são uma versão ortográfica do trabalho gráfico. A instalação “par sepfinrbs“ é formada por duas chapas de mdf, centralizadas, uma em cada parede. Cada uma delas tem duas fotos adesivadas, que dão o início das pinturas que seguem além do mdf pelas paredes da sala e pelas linhas que saem das paredes e se ligam aos fios e elementos da arquitetura da própria sala, como se tudo estivesse interligado de alguma forma, vindo das fotografias.

Flavio Samelo

Mauricio Virgulino – “Me Fere”

As imagens, as palavras e os rasgos, uma máquina de escrever e uma pessoa. O quanto nossa imagem pode resistir ao peso das palavras? A instalação Me Fere, de Mauricio Virgulino, provoca sobre o que vale uma imagem frente à mil palavras, de julgamento, preconceito, deturpação e violência, repetindo frases que foram destinadas à pessoas reais, usando a máquina de escrever como ferramenta que fere a fotografia. E questiona, neste jogo de valores e falta de diálogo, se as teclas da máquina de escrever, como projéteis destinados às pessoas, também não provocam lesões no próprio datilógrafo.

me fere as imagens, as palavras e os rasgos

Patricia Montrase – “Fuga”

Sempre se procura conforto em lugares do passado. Tanto físicos quanto emocionais e metafóricos. No final de um dia, uma viagem, um passeio, cabeça e corpo cansados querem voltar ao lar, doce lar. E quando ele não é doce? O chão é áspero, o ar é denso e o barulho da rua não te permite ouvir o silêncio? Repelida e estranha dentro de suas próprias paredes. Enchemos o lar de objetos, imagens e retratos de lugares e pessoas que não fazem mais parte do hoje, para que tragam o abraço perdido para o viver do agora. Os sentimentos acabam se perdendo em memórias do passado, o lugar no qual se busca o familiar e seguro, e não se acha. No lugar de conforto, encontramos prisão. Quando habitamos uma cela, tudo o que queremos é fugir.

Patricia Montrase

Tommaso Protti – “Tá Cheio”

CURITIBA, BRASIL – 24 DE ABRIL DE 2015: 11º Distrito Policial de Curitiba, Estado de Paraná (sudeste do Brasil). A prisão deve funcionar como uma área de custódia da polícia onde os prisioneiros são detidos por curtos períodos antes de se mudarem para instalações de prisão maiores. No momento, a prisão tem 117 presos em celas projetadas para 20 pessoas, e algumas delas estavam lá há mais de um ano, e não um mês ou dois, como deveria ser o caso. A superlotação severa é um dos problemas mais sérios que assola o sistema penal brasileiro. A população carcerária do país é a quarta maior do mundo, depois dos EUA, da China e da Rússia, e está crescendo mais rapidamente do que em qualquer outro país. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), existem atualmente cerca de 680 mil pessoas nas prisões do país, que são projetadas para receber 300 mil. Apenas uma década atrás, o Brasil tinha cerca de 270.000 pessoas sob custódia.

Overcrowding in Brazilian Prisons

Arte

Beat Brasilis ganha edição dedicada às mulheres

23mar

por Red Bull Station

Proporcionar o incentivo para diferentes pessoas produzirem em ambiente coletivo beats, usando a plataforma que for, a partir de um mesmo disco. Este é o objetivo do Beat Brasilis, projeto que surgiu em 2014 e que no sábado (24) ganha edição especial dedicada às mulheres no Red Bull Station. O evento será o primeiro de quatro encontros que acontecerão no prédio durante 2018.

Comandadas pela co-fundadora da loja de discos Casa Brasilis Rafa Jazz, as participantes deverão escolher uma faixa ou disco para samplearem durante todo o evento, criando espaço e oportunidade para evoluir, lapidar e divulgar seu trabalho. A atividade começa às 13h e as beatmakers devem chegar cedo e levar seu equipamento de produção, além de fone com adaptador p10. Serão vinte vagas a serem preenchidas por ordem de chegada.

Hoje, o encontro recebe diversas pessoas, entre DJs e produtores, cada um usando seu equipamento de preferência. “Nos encontramos todas as quartas e os primeiros beatmakers a chegar escolhem o disco do dia”, explica Rafa Jazz, que organiza o projeto ao lado do DJ NGS. “Todos têm 7 minutos para samplear alguma parte do disco, depois basta sentar-se em uma das mesas e fazer sua produção. No final, todos apresentam o beat e o disco escolhido é sorteado entre os participantes.

Durante o encontro no Red Bull Station, o disco sampleado será de um artista que estará presente no evento. “Não podemos falar quem é porque o disco é sempre surpresa”, diz Rafa. Outro diferencial da edição é que, pela segunda vez na história do Beat Brasilis, apenas mulheres produtoras, DJ’s e beatmakers participarão da criações dos beats. As apresentações finais começam às 19h.

O projeto Beat Brasilis surgiu há quatro anos a partir de um encontro despretensioso entre os DJs NGS, Marco e Cabes, que se reuniram na Casa Brasilis para compartilhar informações de uso de MPC 1000, groovebox usada por alguns participantes. “Foi escolhido um disco na loja que todos samplearam e cada um produziu o seu beat”, lembra Rafa Jazz.

Empolgados com o resultado, NGS e Marco resolveram se encontrar novamente na semana seguinte para produzir beats com algum disco em comum. “Dessa vez já foram chamados mais alguns DJs e produtores que tinham a MPC e queriam saber mais sobre o uso da máquina. Depois disso nunca mais paramos de nos encontrar para fazer beats”, comemora Rafa. Desde então, o Beat Brasilis já realizou 163 edições, nas quais foram produzidos mais de 2200 beats – todos disponíveis para audição em soundcloud.com/beatbrasilis.

BEAT BRASILIS ESPECIAL MULHERES

 

DATA E HORÁRIO

Sábado (24/03) das 13h às 21h

LOCAL

Galeria Principal

INGRESSO

Entrada gratuita. As inscrições para o público que deseja acompanhar e assistir ao encontro também serão feitas na hora. Vagas limitadas.

Arte

Como foi o workshop do Red Bull Flying Bach

13mar

por Red Bull Station

O Red Bull Flying Bach é uma performance de dança moderna da peça “Cravo Bem Temperado”, de Johann Sebastian Bach, criado pelo grupo alemão Flying Steps. O espetáculo une música clássica com hip-hop, b-boying com balé, a fim de romper barreiras de classe e expectativas culturais. Depois de passar por mais de 35 países e encantar mais de 500 mil espectadores, o espetáculo finalmente chegou ao Brasil e teve sua estreia no festival Música em Trancoso, no dia 5 de março.

Depois da apresentação na Bahia, Benny e Lil’ Rock, considerados dois grandes dançarinos mundiais do breakdance, vieram para São Paulo ministrar duas oficinas de danças urbanas no Red Bull Station na segunda-feira (12). O primeiro workshop, apresentado por Lil Rock, foi direcionado para ensinar os movimentos de House, em seguida, Benny, ensinou alguns passos de breakdance.

Os b-boys Lil' Rock e Benny. Crédito: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Os b-boys Lil’ Rock e Benny. Crédito: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Depois de participar do workshop, aproveitamos para conversar com os dançarinos para saber como foi a experiência de se apresentar pela primeira vez no Brasil.

E aí! Como foi a apresentação no Trancoso Music Festival?

Benny: Foi lindo! Nós amamos o Brasil. É muito legal ver que as pessoas aqui amam o que nós fazemos, acho que foi a plateia que mais vibrou durante o show no mundo inteiro. E não é só o público que é caloroso… o clima também! Hahaha. Estava muito calor lá na Bahia, ainda mais pra nós que viemos da Alemanha.

Lil’ Rock: Essa foi minha primeira vez no Brasil e eu adorei! A apresentação foi incrível.

O Red Bull Flying Bach une elementos clássicos e modernos. Como isso influencia os workshops?

Benny: Os workshops são mais focados em dança urbana, ensinamos alguns passos de breakdance para iniciantes e deixamos a parte clássica mais para o espetáculo mesmo.

Lil’ Rock: Para esta oficina nós focamos em dois tipos de dança urbana: o House e a Breakdance.

E vocês conhecem alguma dança brasileira?

Benny: Sim, claro! Samba. É uma dança linda. Eu adoro ver os brasileiros dançando, é um movimento muito único, é algo natural que se move junto da música. Quando estivemos em Trancoso, dançamos com algumas meninas de lá, e nossa, elas realmente levam jeito!

Lil’ Rock: Capoeira! Já tentei alguns passos quando eu era mais novo, foi divertido! Vocês já estiveram em mais de 35 países apresentando o show.

O que a dança tem que a que torna tão poderosa, mesmo para culturas tão diferentes uma da outra?

Benny: A música e a dança unem as pessoas. É algo muito especial. Nós aprendemos com a música, aprendemos como Bach compunha as suas canções e transformamos isso em movimentos. E nós queremos mostrar pro mundo essa cultura, tanto do hip-hop como da música clássica. Nós nos esforçamos muito para criar este espetáculo, treinando todos os dias por horas até chegar onde chegamos.

Lil’ Rock: É um espetáculo que une gerações. De um lado nós temos a geração mais nova, que vem através do hip-hop, e do outro temos a geração mais velha, que vem através da música clássica. É muito legal misturar estes dois elementos.

Falando nisso, qual é a maior diferença que vocês sentem em relação à dança brasileira comparando com o resto do mundo?

Benny: Os brasileiros tem um jeito muito único e muito sexy de se mover que. Como eu te disse anteriormente, nós encontramos essas meninas em Trancoso que nos ensinaram alguns passos de dança, elas me inspiraram muito, a sua expressão e a sua confiança… é amor puro. Muitas vezes as pessoas pensam muito na parte técnica na hora de dançar, mas eu acho que os brasileiros dançam com o coração.

Arte

Coletivo P.U.R.A. realiza série de workshops

07mar

por Red Bull Station

No comando d’A Cafeteria do Red Bull Station desde abril de 2017, o Coletivo P.U.R.A. realiza no próximo sábado (10), das 15h às 16h30, um workshop sobre conservação de alimentos. A atividade é a primeira de uma série de três oficinas e a inscrição deve ser feita na hora. O valor do investimento é de R$15 e as vagas são limitadas.

O workshop apresenta um breve histórico sobre processos naturais de conservação de alimentos. “A conservação de alimentos surgiu com a civilização, quando o homem pré-histórico compreendeu que deveria guardar as sobras de alimentos dos dias de fartura, para os tempos de escassez”, explica Danilo Sakamoto, chefe de cozinha d’A Cafeteria. Na sequência, os participantes são convidados a acompanhar demonstrações práticas das técnicas e degustar os produtos artesanais apresentados durante a atividade.

“O foco da oficina é trazer informação, mostrar como podemos conservar os alimentos por mais tempo, torná-los mais nutritivos, saborosos e evitar o desperdício”, diz Danilo. “Vamos falar sobre técnicas de conservação de alimentos, a origem, os tipos, e degustar preparações que utilizam essas técnicas.”

O Coletivo P.U.R.A., idealizado pela dupla Maurício Muñoz (ex-Spot, Astor e Ritz) e Vinícius Rioli (Felix Bistrot) aposta em ingredientes mais orgânicos e menos industrializados, em um cardápio que muda de acordo com cada estação do ano. A proposta é aproximar os consumidores do alimento que está ali no prato.

“Quando um alimento está na época, aparece com qualidade e abundância no mercado. O produtor fica feliz em oferecer e nós felizes em preparar”, conta Danilo. “Para o cardápio de verão escolhemos pratos mais leves, e estamos aproveitando a oportunidade para comer, por exemplo, caju e figos frescos.”

Clique aqui e confira o cardápio completo e os horários de funcionamento d’A Cafeteria.

Arte

Confira o que vai rolar em março no Red Bull Station

01mar

por Red Bull Station

A programação de março do Red Bull Station chega recheada de atividades exclusivas para mulheres, além de uma série de eventos em homenagem às donas do mês. Oficinas de tecnologia, show experimental de produtoras e beatmakers e uma palestra com empreendedoras de feiras independentes mediada por Eliane Dias – empresária responsável pela Boogie Naipe, gravadora dos Racionais MC’s – são algumas das atrações da agenda que tem início já neste sábado (03).

O Sófálá, programa mensal mediado pelo mestre de cerimônia Emerson Alcalde, ganha edição (ainda mais) empoderada. Além dos slams (batalhas de poesia), o evento apresenta discotecagem da DJ Sophia (coletivo Mulheriu Clã) e lançamento do livro “Sangria”, da poetisa Luiza Romão.

A programação do mês conta ainda com oficina comandada pelo Coletivo P.U.R.A. sobre processos naturais de conservação de alimentos e um bate papo sobre Afro Beat e Dancehall com os integrantes do Coletivo Abebé.

Confira abaixo a agenda completa e fique ligado em nossas redes para detalhes sobre as inscrições de cada um dos eventos.

DANÇA COM NOIZ

 

Após ocuparem durante o mês de fevereiro um dos ateliês do Red Bull Station, os integrantes do Coletivo Abebé finalizam a experiência do projeto Ocupação com o “Dança Com Noiz”, um bate papo sobre o Afro Beat e o Dancehall, seguido de uma manifestação corporal dos dois ritmos.

DATA E HORÁRIO

03 DE MARÇO, DAS 13H ÀS 19H

LOCAL

AUDITÓRIO (LOTAÇÃO: 100 PESSOAS)

MANUTENÇÃO DE ELETRÔNICOS

 

Ministrada pela InfoPreta – empresa precursora da diversidade no mundo digital – a oficina tem como principal objetivo habilitar os participantes a consertarem e fazerem pequenos reparos em seus próprios computadores, aprendendo técnicas de restauração, backup, formatação, conserto e montagem de peças, higienização interna e externa, entre outras.

DATA E HORÁRIO

06 A 09 DE MARÇO, DAS 18H30 ÀS 21H30

LOCAL

MAKERSPACE DO RED BULL BASEMENT

COLETIVO P.U.R.A. APRESENTA: CONSERVA DE ALIMENTOS

 

A primeira de uma série de três oficinas oferecidas pelo Coletivo P.U.R.A., que comanda a operação d’A Cafeteria, abordará processos naturais de conservação de alimentos. Após um breve histórico, os participantes acompanham demonstrações práticas das técnicas e degustam os produtos artesanais apresentados durante a atividade.

[15 vagas | R$15 por participante | inscrições na hora]

DATA E HORÁRIO

10 DE MARÇO, DAS 15H ÀS 16H30

LOCAL

GALERIA TRANSITÓRIA

OUVIDOR 63 OCUPA: LABORATÓRIO DE COMUNICAÇÃO

 

O coletivo Ouvidor 63 finaliza sua participação na Ocupação do Red Bull Station com dois encontros que propõem uma imersão nas mais variadas formas de levar conhecimento cultural alternativo para plataformas online e offline, questionando a linguagem institucional trazida pelo mercado por meio de uma construção coletiva para desenvolver textos, vídeos, ações em eventos, palestras, assessoria de imprensa, relações públicas etc.

DATA E HORÁRIO

16 E 23 DE MARÇO, DAS 14H ÀS 19H

LOCAL

ATELIÊ 1

CURSO BÁSICO DE PYTHON PARA MULHERES

 

Com facilitação do grupo Pyladies São Paulo, a oficina gratuita de programação é voltada a mulheres que desejam ter um primeiro contato com programação, descobrindo de forma lúdica, simples e sem medo suas inúmeras possibilidades. Nos quatro encontros, as participantes aprenderão a sintaxe e os conceitos básicos de Python (linguagem de programação criada por Guido van Rossum em 1991), além da lógica de programação.

DATA E HORÁRIO

20 A 24 DE MARÇO, DAS 19H ÀS 22H

LOCAL

MAKERSPACE DO RED BULL BASEMENT

MULHERES, ECONOMIA CRIATIVA E FEIRAS INDEPENDENTES

 

Neste bate-papo mediado por Eliane Dias, as produtoras Flávia Durante (Pop Plus), Maria Clara Villas (Feira Polvo) e Ana Laura Castro (Maternativa) conversam e debatem sobre cenários da economia criativa e colaborativa, pensando, principalmente, o circuito de feiras independentes em São Paulo.

DATA E HORÁRIO

22 DE MARÇO, ÀS 20H

LOCAL

AUDITÓRIO (LOTAÇÃO: 100 PESSOAS)

BEAT BRASILIS ESPECIAL MULHERES

 

Com a proposta de realizar quatro encontros no Red Bull Station durante 2018, o Beat Brasilis – projeto para beatmakers nascido na Casa Brasilis – inicia sua programação no espaço com uma atividade voltada para produtoras e beatmakers mulheres. Comandadas pela co-fundadora da Casa Brasilis Rafa Jazz, as participantes escolhem uma faixa ou disco para samplearem durante todo o evento, criando espaço e oportunidade para evoluir, lapidar e divulgar seu trabalho.

DATA E HORÁRIO

24 DE MARÇO, DAS 14H ÀS 21H

LOCAL

GALERIA PRINCIPAL

SÓFÁLÁ

 

Comandada pelo mestre de cerimônia Emerson Alcalde, a edição do slam (poesia falada) de março apresenta DJ Sophia (coletivo Mulheriu Clã) nas picapes e traz o lançamento do livro “Sangria”, da poetisa Luiza Romão.

DATA E HORÁRIO

24 DE MARÇO, DAS 16H30 ÀS 19H

LOCAL

AUDITÓRIO (LOTAÇÃO: 100 PESSOAS)

Arte

O ecossistema cultural do coletivo CHRUA

26fev

por Red Bull Station

CHRUA é um projeto que nasceu nas artes visuais mediado por 3 artistas de partes diferentes do mundo, buscando expandir e sugerir outros usos para corpos, matérias e espaços tropicais. CHRUA é uma imaginação que atua e aciona diferentes materiais e espaços, uma imaginação que percorre, atravessa e inventa palavras, gestos e ações. CHRUA é sistema vivo. CHRUA é um dos coletivos que ocupa o Red Bull Station durante o mês de fevereiro.

“Hoje, o CHRUA se entende como uma plataforma intertropical, que pesquisa e vincula maneiras de ser ponte entre culturas e cultivos, buscando expandir as linguagens artísticas”, explica Camila Vaz, membro do grupo. “Percorremos distintas linguagens, tais como performance, produção de zines, artes gráficas e vídeos e assim pensamos em um ecossistema cultural, capaz de autorregulação criativa.”

Durante suas pesquisas, o CHRUA encontrou na feira livre um ambiente propício para seu desenvolvimento. “Entendemos a feira livre como um lugar onde diferentes trajetórias sociais se cruzam, onde uma vez por semana as dinâmicas sociais se alteram em um sentido cíclico de abertura e fechamento“, explica Camila. “O espaço normalmente destinado aos carros se transforma em local de colocar a palavra em ação, os gestos em movimento, os sentidos à prova: cheiros, sons, sabores e cores entre corpos.”

O Coletivo se baseia em três pilares principais: brincadeira, armadura e proteção. “Nos apropriamos de alguns conceitos do sistema para inventar ou sugerir outros usos, buscando ser conscientes e responsáveis, reflexivos e brincantes”, conta Camila. “Para tempos de ameaça.”

Foi com esse objetivo que o CHRUA começou a coletar os cocos que sobravam de uma barraca de feira que vendia água da fruta e passou a imaginar todas as potencialidades do material, capazes de se propagar e de se autorregularem. “Passamos a fazer churrascos na rua com a carne de coco”, lembra Camila. “Também colhemos suas fibras e delas nasceu a habitação corporal Niã.”

Membros do CHRUA vestem o Niã, habitação corporal criada pelo coletivo. Crédito: divulgação.
Membros do CHRUA vestem o Niã, habitação corporal criada pelo coletivo. Crédito: divulgação.

As pesquisas do coletivo continuam durante a Ocupação do Red Bull Station. “Aproveitamos o espaço para produzir novos zines”, diz Camila. “Além disso, a conexão com outros coletivos com princípios similares aos nossos contribuiu para alargamento do espírito CHRUA.” No dia 28 de fevereiro, o coletivo abre seu ateliê no Red Bull Station e convida o público a participar do Hospital de Brincadeiras e do Banco Intermundial de Gestos, Movimentos e Danças, que consiste na troca de gestos por zines.

Arte

Arte e resistência se encontram na Bienal de Artes Ouvidor 63

23fev

por Red Bull Station

Quem passa pela altura do número 63 da Rua do Ouvidor, em São Paulo, pode achar que o endereço é mais um prédio esquecido do centro antigo da cidade. Mas desde de maio de 2014, o espaço borbulha arte com mais de 100 artistas ocupando seu interior, onde em 2016 foi realizada a 1ª Bienal de Artes Ouvidor 63, afirmando o local como um centro cultural de resistência. E é para iniciar as atividades que darão origem à segunda edição do evento que o Coletivo Ouvidor 63 ocupa um dos ateliês do Red Bull Station até o final de fevereiro.

“Acreditamos muito no compartilhamento de ideias e conhecimento. Estar no Red Bull Station é poder contar com pessoas especialistas em diversas áreas que complementam o conhecimento que adquirimos na prática no Ouvidor 63″, contam os membros do grupo. “É muito importante poder dividir as dificuldades sobre o projeto e ter o suporte dessa equipe que tanto faz para evoluirmos ainda mais nas ideias e ações para a Bienal.”

O Ouvidor 63 é hoje a maior ocupação artística da América Latina e todo o trabalho que será desenvolvido ao longo dos próximos 6 meses, por meio de 24 laboratórios, será exposto na 2ª Bienal de Artes Ouvidor 63, que acontece no edifício ocupado em setembro, paralelamente à Bienal de Artes de São Paulo.

2ª Bienal de Artes Ouvidor 63
2ª Bienal de Artes Ouvidor 63

O tema da nova mostra será ‘Compartilhar outros mundos possíveis‘. “Acreditamos que este tema gerará resultados muito maiores que os da primeira Bienal, pois a partir do intercâmbio entre saberes e culturas diferentes dentro do Red Bull Station enriquecerá a criação coletiva”.

Criar e fazer curadoria de forma coletiva é um grande e inédito desafio para o coletivo este ano. “Durante a ocupação no Red Bull Station, tivemos grandes resultados nesse sentido: planejamos e formatamos estratégias para a realização do projeto, atraímos facilitadores externos que serão parceiros para os nossos laboratórios e, o mais importante, conseguimos agilizar a nossa comunicação online e offline entre os artistas residentes do Ouvidor 63, o que gerou empatia e muita confiança para a ocupação.”

No dia 28 de fevereiro, os membros do Coletivo Ouvidor 63 recebem o público no Red Bull Station para uma conversa sobre o projeto da Bienal e de uma pequena exposição e mostra de vídeos. “Queremos quebrar todas as barreiras da ocupação com o público externo, para que eles compreendam e se sintam a vontade em conhecer a maior ocupação artística da América Latina.”

Coletivo Ouvidor 63 ocupa ateliê do Red Bull Station em fevereiro. Crédito: Juliana Garzillo.
Coletivo Ouvidor 63 ocupa ateliê do Red Bull Station em fevereiro. Crédito: Juliana Garzillo.