Notícias
Arte

Red Bull Station em 2017 e a “confluência dos diferentes”

05dez

por Red Bull Station

Inspirar, conectar e transformar — esse é o mote que nos movimenta. E neste Brasil que corre intenso em 2017, acreditamos, mais do que nunca, que é na “confluência dos diferentes” que emerge a energia da cura coletiva.

A abertura dos trabalhos do Red Bull Station deste ano foi singular, um big-bang explosivo e expansivo, um catalisador de intenções. Num único dia de janeiro, Moisés Patrício, André Komatsu e o Ilú Obá de Min transformaram o prédio num coquetel molotov de energia criativa. Espírito crítico, consciência, diálogo, respeito e celebração: assim foi o abre alas, assim nos imaginamos e entendemos, assim pretendíamos que fosse o nosso 2017.

Em junho fomos atravessados pelo furacão Red Bull Music Academy Festival, que devassou a cidade. Shows, festas, palestras e a exposição celebração dos 30 anos dos Racionais MC’s, aliás, maior respeito! Agradecemos publicamente à família Racionais pela confiança, morou? Mykki Blanco, Grandmaster Raphael, Oneohtrix Point Never e mais duas dezenas de artistas em momentos cortantes, festivos, reflexivos e transformadores, bem como a gente gosta, satisfação!

A parceria com o Rock in Rio também nos marcou. Promovemos o encontro do Ney Matogrosso e Nação Zumbi, de BaianaSystem com a angolana Titica, da Liniker com Johnny Hooker e Almério, e do Boogarins com a Céu. Novos trilhos a desbravar nesta incipiente — mas promissora — parceria, aguardem!

No Red Bull Studio São Paulo, gravamos o primeiro álbum do Rimas e Melodias (coletivo de rap formado apenas por mulheres), o primeiro disco solo de Xênia França, e o aguardado terceiro disco da Anelis Assumpção, dentre uma porção de outros projetos que habitaram a house dos queridos Funai e Alejandra. Ah, não podemos deixar de mencionar a parceria com o Thiago França, artista múltiplo, que produziu três projetos no segundo semestre.

O Red Bull Basement Festival introduziu a Datacracia como pauta em palestra do Luli Radfahrer e promoveu uma experiência em VR 360o desenhada pelo Estúdio ARVORE. Por outro lado, na residência do programa, tivemos projetos como o do micro-aerogerador de energia renovável desenvolvido por Cristthian Arpino e Alisson Claudino e o Climobike, dispositivo de coleta de dados climáticos georreferenciados do Saulo Jacques, que nos impulsionaram no campo do empreendedorismo, inovação sustentável e tecnologias livres.

O Festival Red Bull Amaphiko, como sempre, nos trouxe a força e o poder que surge do coletivo, da empatia e da irreverência, e trouxe ninguém menos que a cantora, bailarina e compositora da Guiné, Fanta Konate para abrir sua programação de 2017. Além dela, também fizeram parte da celebração convidados especiais, como Lei Di Dai, com seu sistema de som, a rapper Luana Hansen e Raquel Virgínia e Assucena Assucena, do grupo As Bahias e a Cozinha Mineira.

Já no fim do ano, as 13a e 14a turmas das Residência Artística ocuparam os ateliês do Red Bull Station e produziram uma exposição que literalmente tomou conta do prédio. A obra proposta por Camille Laurent e Stefanie Hz chacoalhou as estruturas da antiga estação com um “banho de frequências graves”. Corpo e matéria perpassados pela energia do ar em movimento.

Seria impossível mencionar neste breve espaço todos os projetos e parcerias que nos acompanharam este ano, e aos parceiros e colaboradores aqui não mencionados vai o nosso afeto e agradecimento. Um salve galáctico à toda a equipe do Red Bull Station: vocês são a diferença.

Mais uma volta ao redor do sol, que novas ondas nos contaminem. 2018, te esperamos.

— Fernando Velázquez – Curador e Diretor Artístico do Red Bull Station

Arte

Lambes na Laje terá oficina aberta para criação autoral

01dez

por Red Bull Station

 

img-oficina-graficafabrica-1O Lambes na Laje, feira de lambes com mais de 70 artistas, acontece neste sábado (2), no Red Bull Station. E quem nunca mexeu com esse tipo de arte vai poder aprender a criar suas próprias peças na oficina Lambe-Letras, que rolará ao longo do dia no corredor do Red Bull Studio São Paulo.

Ministrado pela Gráfica Fábrica, a atividade acontecerá entre 14h e 19h, com seleção rotativa cujas inscrições serão feitas na hora e no local. Ali, os participantes aprenderão a construir seus próprios lambe-lambes com carimbos e outros objetos.

img-oficina-graficafabrica-2

Arte

Veja algumas das artes que estarão à venda no Lambes na Laje

29nov

por Red Bull Station

Com valores que irão de R$ 25 a R$ 150, diversos artistas comercializarão seus trabalhos durante a sétima edição do Lambes na Laje, que acontece neste sábado (2), aqui no Red Bull Station.

O evento tem curadoria de Nancy Betts e realização da Mova Produtora e conta mais de 70 participantes. Na galeria de fotos abaixo, mostramos dez trabalhos que você encontrará no nosso espaço e um pouco da trajetória de cada um dos artistas.

Arte

Lambes na Laje: veja a lista de artistas selecionados

17nov

por Red Bull Station

No dia 2 de dezembro, o Red Bull Station recebe a sétima edição do Lambes na Laje, evento que tem como principal objetivo explorar o formato lambe-lambe — tipo de cartaz utilizado para transmitir avisos públicos ou propagandas que, nos últimos anos, consagrou-se como um meio de intervenção urbana e artística.

O evento tem curadoria de Nancy Betts e realização da Mova Produtora e conta mais de 70 artistas vendendo e expondo suas criações por todo o prédio, com preços a partir de R$ 25. Veja abaixo a lista de selecionados:

Alexandra Ungern
Avesso
Azeite De Leos
Bando Capivara
Bia Ferrer
Bruno Novaes
Caio Borges
Caio Zanuto e Fernanda Toscano
Camila Martins
Cartemas do Recife
Celestino Neto
CHRUA
Coletivo 334
Conspire Edições
Daniel Marcolan
Daniel Orellana
Denise Calasan
Dib Art
Divisa Impressos
Dmtr.org
DST
Editora Gris
Élcio Miazaki
Emilio Dossi
ephemer0
Escape Zines
Estúdio Carimbo
Estúdio Elástico
Estúdio Tropical + Riso Tropical
Fernando Marar
Flavia Junqueira
Folia dos Reis
Gabez
Gráfica Fábrica
Haana Lucatelli
hotchickselfie
Isadora Stevani
Ivna Lundgren
Jaqueline Phelipini
Julia Saldanha
Lambe da Sereia
Lambes do Mal
Lari Arantes
Laura Andreato
Laura Lydia
Leandra Espirito Santo
Leonardo Mathias
Liquido Preto
Luiz83
Maisumzeh
Major
Maria Rosa
Marilia Navickaite
Micael Bergamaschi
Milena Edelstein
Milton Tortella
Moara Brasil
Move Institute
Murucutu
MZK
Natali Tubenchlak
Nobru
Onesto
Passuapé
Patricia Cividanes
Paulestinos
Paulo Paiva
Paulo Pereira
Ponceanico
Praga Urbana
Raisa Benito
Rod
Rodrigo Motta
Skap
Telma Melo
Ultraja
Visca
Vitor Mizael
Vj Suave
Xoxu Port
Zansky

Arte

Conheça os artistas que participam da 14ª Residência Artística

24out

por Red Bull Station

Em 2017, foram selecionados artistas para a 13ª e 14ª turmas da Residência Artística do Red Bull Station. A segunda leva de criativos se encontra desde o dia 26 de setembro em ação no espaço, permanecendo até o dia 28 de outubro de 2017.

Durante o período de residência, os participantes têm à sua disposição um espaço individual, além de dois ateliês colaborativos, um digital e outro analógico. Os residentes serão acompanhados pelo curador Fernando Velázquez e terão ainda um encontro individual com um curador convidado pela equipe do Red Bull Station, no programa de Studio Visit.

Carolina Marostica

Obra de Carolina Marostica
Obra de Carolina Marostica
Obra de Carolina Marostica
Obra de Carolina Marostica
Obra de Carolina Marostica
Obra de Carolina Marostica
Obra de Carolina Marostica
Obra de Carolina Marostica
Obra de Carolina Marostica
Obra de Carolina Marostica

De Porto Alegre, Carolina Marostica é bacharel em Artes Visuais pela UFRGS e mestre em pintura pela Universidade de Lisboa. Sua pesquisa nasce na pintura e busca formas de invadir o espaço físico.  Durante a Residência Artística, o trabalho de Carolina se dá na transfiguração de materiais com forte apelo tátil — como espuma e plástico –, explorando a tensão entre natural e artificial.

Denise Alves-Rodrigues

Obra de Denise Alves Rodrigues
Obra de Denise Alves-Rodrigues
Obra de Denise Alves Rodrigues
Obra de Denise Alves-Rodrigues
Obra de Denise Alves Rodrigues
Obra de Denise Alves-Rodrigues
Obra de Denise Alves Rodrigues
Obra de Denise Alves-Rodrigues
Obra de Denise Alves Rodrigues
Obra de Denise Alves-Rodrigues

Denise Alves-Rodrigues vive e trabalha em São Paulo. É tecnóloga autodidata, artista plástica e astrônoma amadora. Iniciou seus estudos de Artes em Ribeirão Preto – SP e é bacharel em Artes Visuais pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo – 2012.  Seu campo de pesquisa se apoia na invenção e montagem de aparatos eletrônicos (ou não).

Kátia Fiera

Obra de Kátia Fiera
Obra de Kátia Fiera
Obra de Kátia Fiera
Obra de Kátia Fiera
Obra de Kátia Fiera
Obra de Kátia Fiera
Obra de Kátia Fiera
Obra de Kátia Fiera
Obra de Kátia Fiera
Obra de Kátia Fiera

Kátia Fiera é mestra em Poéticas Visuais pela Universidade de São Paulo – USP. Seu trabalho — com foco na produção de desenhos e livros de artista — tem sido apresentado em inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, além de fazer parte dos acervos da The New York Public Library, Museu de Arte de Brasileira da FAAP, Centro Cultural São Paulo e Museu de Arte de Ribeirão Preto. Durante a Residência Artística, Katia tem desenvolvido pesquisas e estudos relacionados à arquitetura do centro da cidade de São Paulo, com os seus prédios e trabalhadores.

Rafael Bqueer

Obra de Rafael Bqueer
Obra de Rafael Bqueer
Obra de Rafael Bqueer
Obra de Rafael Bqueer
Obra de Rafael Bqueer
Obra de Rafael Bqueer
Obra de Rafael Bqueer
Obra de Rafael Bqueer

Carnavalesco, Figurinista, Drag Queen e Bacharel, Rafael Bqueer vive e trabalha no Rio de Janeiro. Ele é graduado em Artes Visuais pela UFPA e foi bolsista pelo banco Programa de Intercâmbio Santander- Escola de Belas Artes/ UFRJ. Seus trabalhos englobam performance, vídeo, fotografia e instalação a partir de vivências e pesquisas sobre o histórico colonial e a questão sociocultural do negro no Brasil, além de produzir trabalhos em torno da sua militância LGBT e o estudo político sobre gênero e sexualidade na arte contemporânea.

Rafa Munárriz

Obra de Rafael Munárriz
Obra de Rafael Munárriz
Obra de Rafael Munárriz
Obra de Rafael Munárriz
Obra de Rafael Munárriz
Obra de Rafael Munárriz
Obra de Rafael Munárriz
Obra de Rafael Munárriz
Obra de Rafael Munárriz
Obra de Rafael Munárriz

Rafa Munárriz vive entre Madri e São Paulo. Formado pela Universidade Complutense de Madrid, o artista também passou pelas universidades ABK de Stuttgart, SAIC de Chicago e USP.  Por meio de esculturas, instalações e vídeos, sua pesquisa é focada nos conceitos de trânsito e bloqueio nos grandes centros urbanos.

Renato Atuati

Obra de Renato Atuati
Obra de Renato Atuati
Obra de Renato Atuati
Obra de Renato Atuati
Obra de Renato Atuati
Obra de Renato Atuati
Obra de Renato Atuati
Obra de Renato Atuati
Obra de Renato Atuati
Obra de Renato Atuati

Paulistano, Renato Atuati sempre se interessou por intervenções no espaço público. Desde o início de suacarreira, tem desenvolvido vídeo-performances, que expõe em festivais de cinema e vídeo-arte. Atualmente, o artista investiga contextos de território e a relação entre espaço público e privado nas grandes cidades, por vezes com ênfase nos processos de gentrificação que podem ser observados ali.

 

 

 

 

 

 

 

Arte

Integrante da Residência Artística, Flora Leite estreia exposição

11ago

por Red Bull Station

Junto aos artistas João GG, Renato Pera, Rodrigo Arruda e Yuli Yamagata, Flora Leite, uma das selecionadas para a 13ª turma da Residência Artística do Red Bull Station, estreia exposição no Oficina Cultural Oswald de Andrade neste sábado (12). Intitulada “Disfarce”, o trabalho, que conta com curadoria de Leandro Muniz, fica exposto até 31 de outubro.

“Antes de se definir como um tema propriamente, a noção de disfarce vem das operações e procedimentos destes artistas: ocultamentos e revelações, materiais que simulam a aparência e o desempenho de outros materiais, formas de representação que se comportam como seus referentes, obras que mimetizam o espaço onde estão ou se camuflam nele”, afirma comunicado oficial da exposição.

"Fascinação", trabalho de 2014 da artista Flora Leite
“Fascinação”, trabalho de 2014 da artista Flora Leite

Flora conta que inicialmente Leandro tinha interesse em aliar uma série anterior da artista, intitulada “Fascinação” (2014). “É um trabalho com cristais produzidos no meu ateliê com materiais vulgares que parecem muito refinados e valiosos. Mas resolvi pensar em um projeto específico para a exposição” explica a artista.

“Costumo trabalhar muito com as especificidades dos espaços e, nesse caso, o chão ali tem uma característica muito proeminente, um piso laminado com imitação de madeira. Fiquei olhando para ele com incômodo e, a partir disso, pensei em fazer um taco idêntico ao taco do chão com o intuito que ele se movesse.” O trabalho chama “Lesma” entre outros motivos devido à cor do chão, um bege claro com algumas variações. “Uso procedimentos miméticos para comentar o espaço, sem julgamentos”, diz Flora.

Para chegar no resultado que queria, no entanto, esbarrou no pouco conhecimento que tinha em eletrônica. Foi então que, dividindo o espaço do Red Bull Station, acionou uma outra equipe que aqui se encontra para produzir seus projetos: os residentes do Red Bull Basement. “Como eu precisava de um sistema para que a peça se movimentasse, o pessoal me ajudou muito. No final, a troca acabou sendo bastante divertida já que a parte eletrônica do projeto foi mesmo construída a partir do conhecimento deles, e aprendi muito.”

Nascida em 1988, a artista vive e trabalha em São Paulo e é formada em Artes Visuais pela ECA-USP. Sua pesquisa tenta compreender os parâmetros pelos quais nossa relação cotidiana com os objetos, paisagens e imagens foi construída: acatar a sujeira das coisas para testar até que ponto se pode conviver com elas, dizer alguma coisa delas, apesar delas.

Serviço
Onde: Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro)
Quando: Abertura em 12 de agosto,  das 14h às 18h; visitação de segunda a sexta das 9h às 22h; sábados das 10h às 18h. Até 31 de outubro

 

 

Arte

Conheça os artistas que participam da 13ª Residência Artística

07ago

por Red Bull Station

Em 2017, foram selecionados artistas para a 13ª e 14ª turmas da Residência Artística do Red Bull Station. A primeira leva de criativos se encontra desde o dia 1 de agosto em ação no espaço, permanecendo por ali até 2 de setembro.

Aline Motta, o coletivo formado por Ariana Miliorini, Gustavo Paim e Raquel Krugel, o duo composto por Camille Laurent e Stefanie Egedy, e os artistas solo Flora Leite, Henrique Detomi e Laura Andreato foram selecionados pelo júri que apostou em dar vazão a pesquisas com pouca visibilidade ou repercussão nos diversos circuitos que compõem a paisagem da arte contemporânea na cidade.

“Ancorados em combinações pouco ortodoxas, procuramos com essa seleção contribuir para a expansão e o diálogo entre os diferentes campos da criação”, anunciaram Bruno Palazzo, Fernando Velázquez e Raphael Escobar. Conheça abaixo o trabalho de cada um deles.

Aline Motta
Nasceu em Niterói (RJ), mas vive e trabalha em São Paulo. Combina diferentes técnicas e práticas artísticas, mesclando fotografia, vídeo, instalação, arte sonora, colagem, impressos e materiais têxteis. Sua investigação busca revelar outras corporalidades, criar sentido, ressignificar memórias e elaborar outras formas de existência. Em 2017, participou da exposição “Modos de ver o Brasil” com curadoria de Paulo Herkenhoff, Thais Rivitti e Leno Veras.

Série "Varal do meu Vizinho", de Aline Motta
Série “Varal do meu Vizinho”, de Aline Motta

Coletivo Ariana Miliorini/Gustavo Paim/Raquel Krugel
Trio de multiartistas inseridos no circuito de música eletrônica experimental e underground. Como coletivo, suas pesquisas se convergem nas situações limite da escuta, instalações e site-specifics de arte sonora e na relação entre som, espaço e tempo.

"Totem Sonoro", de Raquel Krugel
“Totem Sonoro”, de Raquel Krugel

Coletivo Camille Laurent e Stefanie Egedy
Juntas desde 2016, a designer de luz Camille Laurent e a designer de som Stefanie Egedy investigam a suspensão, ainda que momentânea, do controle físico e mental por meio da espacialização da luz e do som. Com esse intuito, criam instalações e performances que exploram o uso de movimentos sonoros e luminosos.

Performance do duo Camille Laurent e Stefanie Egedy
Performance do duo Camille Laurent e Stefanie Egedy

Flora Leite
Nascida em 1988, a artista vive e trabalha em São Paulo e é formada em Artes Visuais pela ECA-USP. Sua pesquisa tenta compreender os parâmetros pelos quais nossa relação cotidiana com os objetos, paisagens e imagens foi construída: acatar a sujeira das coisas para testar até que ponto se pode conviver com elas, dizer alguma coisa delas, apesar delas.

"Gozadinha", de Flora Leite. Pingo de led e mangueira
“Gozadinha”, de Flora Leite. Pingo de led e mangueira

Henrique Detomi
Graduou-se em Artes Plásticas na Escola Guignard/UEMG, em Belo Horizonte/MG. Como um artista que caminha, Henrique representa em suas pinturas paisagens sempre adicionando determinados objetos ou estruturas irreais. Participa de diversas mostras coletivas e individuais desde 2008.

Sem título, Henrique Detomi. Óleo sobre tela
Sem título, Henrique Detomi. Óleo sobre tela

Laura Andreato
Nascida em São Paulo em 1978, a artista vive e trabalha na capital paulista também como educadora. É mestra em Poéticas Visuais pela ECA-USP e graduada em Artes Visuais pela mesma instituição. Dentre as exposições de que participou, destacam-se as mostras Le Royale (La Maudite, Paris, 2014); Deslize (MAR,Rio de Janeiro, 2014); e Como Pintar Picos Nevados ( Ateliê 397, São Paulo, 2013). Participou de residências na Cité des Arts (Institut Français, 2014) e na Fundação Iberê Camargo (Porto Alegre, 2006). Foi contemplada pelo edital do Proac Artes Visuais (2012, 2008) e ganhou o prêmio aquisição da Mostra de Exposições do Centro Cultural São Paulo (2004).

"Vert Paradis", de Laura Andreato. Registro fotográfico de ação artística
“Vert Paradis”, de Laura Andreato. Registro fotográfico de ação artística
Arte

Veja os selecionados para as novas turmas da Residência Artística

21jul

por Red Bull Station

Statement do Júri
O júri apostou em dar vazão a pesquisas com pouca visibilidade ou repercussão nos diversos circuitos que compõem a paisagem da arte contemporânea na cidade.
Ancorados em combinações pouco ortodoxas, procuramos com essa seleção contribuir para a expansão e o diálogo entre os diferentes campos da criação.

#risco #ruído #incerteza #mistura # expansão

Os artistas selecionados são:

13ª (1 de agosto a 2 de setembro)
Aline Motta
Coletivo – Ariana Miliorini/ Gustavo Paim/ Raquel Krugel
Coletivo Lugar 3 – Camille Laurent/ Stefanie Egedy
Flora Leite
Henrique Detomi
Raoni Shaira

14ª (26 de setembro a 28 de outubro)
Carolina Marostica
Denise Alves-Rodrigues
Katia Fiera
Rafael Bqueer
Rafa Munarriz
Renato Atuati

Suplentes
1ª Laura Andreato
2º Gabriel Junqueira
3ª Vânia Medeiros
4º Felipe Caprestano

A artista Raoni Shaira, por motivos de agenda pessoal, não poderá participar da residência, ficando assim convocada a primeira suplente, Laura Andreato.

São Paulo, 21 de julho de 2017.

Bruno Palazzo, Fernando Velázquez e Raphael Escobar

Arte

Rico Lins: o acaso, a reflexão e o conceito no design e na ilustração

05jul

por Red Bull Station

Rico Lins

Por Patrícia Colombo

Designer, ilustrador, diretor de arte, Rico Lins é uma das figuras mais celebradas no campo da produção visual no Brasil. E nesta semana ele estará aqui no Red Bull Station para comandar uma oficina de colagens com duração de dois dias para 15 inscritos, bem como realizar uma palestra sobre processos criativos nesta quinta (6), cujas inscrições estão encerradas.

Formado pela ESDI, Rio, em 1979 e com Master pelo Royal College of Art de Londres, Rico é membro da AGI (Alliance Graphique Internationale) e detentor de um currículo extenso com atuação nacional e internacional, apresentando um trabalho que, grosso modo, mistura elementos do DNA brasileiro e influências  de vanguardas como o Surrealismo e o Dadaísmo.

No workshop, Rico vai propor aos participantes a utilização de uma notícia da imprensa como ponto de partida para traçar um ou mais comentários pessoais sobre o fato, valendo-se de referências visuais extraídas também de elementos do cotidiano, como bilhetes de metrô, embalagens, bulas, panfletos etc.

Na discussão sobre digital e analógico dentro do campo artístico, Rico enxerga no trabalho híbrido a melhor saída para a criação, e acredita que o segredo para a produção artística autoral de qualidade está em “encontrar o equilíbrio entre o acaso, a reflexão e o conceito”. Conversamos com ele sobre a atividade de realizará por aqui e acerca da sua visão com relação à profissão, o futuro do design e o campo das ideias.

Os participantes da oficina trarão materiais do cotidiano. Como pensou na atividade e quais os objetivos criativos dela?
Eu acho que a gente vive atualmente em uma situação da facilidade de acesso à quantidade de imagens graças à internet. O que é legal desde que você tenha uma ideia clara do que quer fazer, se já possui um trabalho de edição e uma capacidade de busca refinados — caso contrário qualquer coisa que encontre acaba valendo, o que empobrece a produção. Quando temos trabalhos gráficos de base analógica, o exercício de reflexão é outro. Acho interessante incorporarmos esse lado mais expressivo, saindo da imaterialidade da internet ao fazer um comentário sobre fatos do cotidiano. Agregar elementos físicos, desde o bilhete do metro à chave de casa. Essas coisas que temos e guardamos podem ser usadas criativamente, além dos materiais tradicionais como papel, tinta cola etc. É um convite para um olhar mais pessoal. Essa geração tem uma ligação muito forte com o computador, e fazem esse trabalho super bem. Mas a ideia é exatamente tirar da zona de conforto para encontrar soluções criativas por outro caminho.

Trata-se de um processo bastante orgânico e artesanal. Acredita que esta é ainda a melhor forma de criar? Como o mundo digital mudou o olhar da produção?
Mudou olhar, mudou o tempo de observação e a busca, mas, sobretudo, houve um aumento da possibilidade de você admitir surpresas e erros no processo — coisa que acaba sendo barrada no mundo concreto, em certo aspecto, porque o processo inclui um planejamento criativo. Se por um lado pode ser positivo, por outro acho que você pode colocar o artista contraditorialmente em uma posição menos espontânea. Por exemplo, uma ideia que venha do Pinterest que a pessoa se apropria e adapta nos moldes dela mesma, sem o envolvimento criativo que representa a melhor parte do trabalho. Foca-se muito no resultado, por isso faz falta esse tipo de abordagem mais experimental. Na arte, quanto mais caótico o ambiente maior a possibilidade de criação? Não sei se existe uma relação direta assim. Mas acredito que se você se encontra em uma situação limite, passa a existir uma necessidade mais intensa de se expressar. Acredito no encontro de alternativas criativas para isso, que servirão como ferramentas fundamentais.

Qual a função social do design para você?
Primeiro, trata-se de uma atividade que é próxima da arte, mas de uma maneira aplicada. Acho que temos no Brasil a necessidade de um design de utilidade pública, que muitas vezes e relegado a segundo plano. As pessoas estudam nos cursos como fazer uma embalagem para uma marca de celular, por exemplo, mas dificilmente trabalharão conceitos para criar uma campanha social qualquer. Então, acho que é interessante trazer isso um pouco à tona. Esse exercício tem um pé no design e um pé na ilustração. Mas acho que a responsabilidade social e crítica é fundamental. O design atua no âmbito da cultura e, por isso, também está ligado à todas as circunstâncias históricas, políticas, etc. Faz parte da sociedade. É importante ter esse termômetro na hora de produzir, em termos de conteúdo e forma.

Certa vez você salientou a importância de “ver o que não existe para criar o próprio caminho na profissão”. Essa sempre foi sua postura? Como é a aplicação disso na prática?
Acho que não existe um manual, mas acredito em encontrar o equilíbrio entre o acaso, a reflexão e o conceito. Você pode ressignificar as coisas que encontra pelo caminho. De repente, por exemplo, um rótulo de um produto pode ser perfeito para que você produza um cartaz a partir dele. Cabe ao olhar pessoal descobrir coisas no cotidiano que já tenham uma carga de informação, e, a partir dela, garantir esse deslocamento. É perceber o que o acaso trouxe para poder extrair algo criativo disso.

Como enxerga o cenário futuro do design?
Acho que houve uma expansão muito grande. O futuro certamente tem uma presença digital intensa e bem-vinda, mas acho que deve ser com um olhar crítico no sentido, inclusive, de subverter a lógica dos softwares. Conseguir trabalhar com essas ferramentas de maneira criativa, caso contrário teremos trabalhos iguais sempre. E, para isso, ter conhecimento do processo analógico ajuda bastante. Estamos vivendo no mundo todo uma retomada de uma condição um pouco mais modrrnista, da Escolar do Suíça, por exemplo, sessentista, uma coisa clean e objetiva. E também, por outro lado, vemos a expansão grande de técnicas alternativas de impressão, de fanzines. O digital permite que vc tenha mais flexibilidade nisso. Você não precisa imprimir um livro ou um cartaz com uma tiragem muito grande, que costuma inviabilizando o trabalho. Dá para fazer com uma tecnologia que propicia a produção mais barata.

Vemos hoje os exemplos das feiras Plana e Tijuana…
Não tinha isso antigamente, cresceu muito. Deve-se à proliferação de impressões alternativas, com equipamentos que permitem isso, como a risografia, laser, coisas que já existem dentro do ambiente digital. A risografia tem um pé no digital e um pé no analógico. Esse ambiente híbrido é muito instigante para a criação. Nessas feiras você vê uma quantidade de produções que têm qualidade estética, gráfica, visual. Existe uma possibilidade de encontrar tribos que você não encontraria em um outro ambiente.

Considera isso uma espécie de popularização do design?
Não sei se popularização, mas democratização com certeza. Existe mais acessos não só com relação aos meios de produção, como também ao que é produzido.

 

Arte

#RBMASP: Cafeteria prepara menu especial para o festival

31mai

por Red Bull Station

O Red Bull Music Academy Festival São Paulo começa no próximo dia 2 e, para isso, nossa cafeteria, comandada pelo Coletivo PURA, também organizou um cardápio especial com opções de alimentos cujo preparo é mais rápido (no estilo “on-the-go”) para receber os visitantes aqui no Red Bull Station.

As comidinhas contarão, entre outras delícias, com “montaditos” de pernil e na versão vegana, além de um sanduíche de pão artesanal, costela melada, agrião e mostarda.

Na cartela de drinks, figuram como destaques o Pepino Smash (foto), preparado com rodelas de pepino, gin e Red Bull Lime, e o Tropical Gin, com gin, laranja e Red Bull Tropical.

B78A0381

Veja abaixo o cardápio completo:

cardapio_station_rbma

cardapio_station_rbma2