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Arte

Integrante da Residência Artística, Flora Leite estreia exposição

11ago

por Red Bull Station

Junto aos artistas João GG, Renato Pera, Rodrigo Arruda e Yuli Yamagata, Flora Leite, uma das selecionadas para a 13ª turma da Residência Artística do Red Bull Station, estreia exposição no Oficina Cultural Oswald de Andrade neste sábado (12). Intitulada “Disfarce”, o trabalho, que conta com curadoria de Leandro Muniz, fica exposto até 31 de outubro.

“Antes de se definir como um tema propriamente, a noção de disfarce vem das operações e procedimentos destes artistas: ocultamentos e revelações, materiais que simulam a aparência e o desempenho de outros materiais, formas de representação que se comportam como seus referentes, obras que mimetizam o espaço onde estão ou se camuflam nele”, afirma comunicado oficial da exposição.

"Fascinação", trabalho de 2014 da artista Flora Leite
“Fascinação”, trabalho de 2014 da artista Flora Leite

Flora conta que inicialmente Leandro tinha interesse em aliar uma série anterior da artista, intitulada “Fascinação” (2014). “É um trabalho com cristais produzidos no meu ateliê com materiais vulgares que parecem muito refinados e valiosos. Mas resolvi pensar em um projeto específico para a exposição” explica a artista.

“Costumo trabalhar muito com as especificidades dos espaços e, nesse caso, o chão ali tem uma característica muito proeminente, um piso laminado com imitação de madeira. Fiquei olhando para ele com incômodo e, a partir disso, pensei em fazer um taco idêntico ao taco do chão com o intuito que ele se movesse.” O trabalho chama “Lesma” entre outros motivos devido à cor do chão, um bege claro com algumas variações. “Uso procedimentos miméticos para comentar o espaço, sem julgamentos”, diz Flora.

Para chegar no resultado que queria, no entanto, esbarrou no pouco conhecimento que tinha em eletrônica. Foi então que, dividindo o espaço do Red Bull Station, acionou uma outra equipe que aqui se encontra para produzir seus projetos: os residentes do Red Bull Basement. “Como eu precisava de um sistema para que a peça se movimentasse, o pessoal me ajudou muito. No final, a troca acabou sendo bastante divertida já que a parte eletrônica do projeto foi mesmo construída a partir do conhecimento deles, e aprendi muito.”

Nascida em 1988, a artista vive e trabalha em São Paulo e é formada em Artes Visuais pela ECA-USP. Sua pesquisa tenta compreender os parâmetros pelos quais nossa relação cotidiana com os objetos, paisagens e imagens foi construída: acatar a sujeira das coisas para testar até que ponto se pode conviver com elas, dizer alguma coisa delas, apesar delas.

Serviço
Onde: Oficina Cultural Oswald de Andrade (Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro)
Quando: Abertura em 12 de agosto,  das 14h às 18h; visitação de segunda a sexta das 9h às 22h; sábados das 10h às 18h. Até 31 de outubro

 

 

Arte

Conheça os artistas que participam da 13ª Residência Artística

07ago

por Red Bull Station

Em 2017, foram selecionados artistas para a 13ª e 14ª turmas da Residência Artística do Red Bull Station. A primeira leva de criativos se encontra desde o dia 1 de agosto em ação no espaço, permanecendo por ali até 2 de setembro.

Aline Motta, o coletivo formado por Ariana Miliorini, Gustavo Paim e Raquel Krugel, o duo composto por Camille Laurent e Stefanie Egedy, e os artistas solo Flora Leite, Henrique Detomi e Laura Andreato foram selecionados pelo júri que apostou em dar vazão a pesquisas com pouca visibilidade ou repercussão nos diversos circuitos que compõem a paisagem da arte contemporânea na cidade.

“Ancorados em combinações pouco ortodoxas, procuramos com essa seleção contribuir para a expansão e o diálogo entre os diferentes campos da criação”, anunciaram Bruno Palazzo, Fernando Velázquez e Raphael Escobar. Conheça abaixo o trabalho de cada um deles.

Aline Motta
Nasceu em Niterói (RJ), mas vive e trabalha em São Paulo. Combina diferentes técnicas e práticas artísticas, mesclando fotografia, vídeo, instalação, arte sonora, colagem, impressos e materiais têxteis. Sua investigação busca revelar outras corporalidades, criar sentido, ressignificar memórias e elaborar outras formas de existência. Em 2017, participou da exposição “Modos de ver o Brasil” com curadoria de Paulo Herkenhoff, Thais Rivitti e Leno Veras.

Série "Varal do meu Vizinho", de Aline Motta
Série “Varal do meu Vizinho”, de Aline Motta

Coletivo Ariana Miliorini/Gustavo Paim/Raquel Krugel
Trio de multiartistas inseridos no circuito de música eletrônica experimental e underground. Como coletivo, suas pesquisas se convergem nas situações limite da escuta, instalações e site-specifics de arte sonora e na relação entre som, espaço e tempo.

"Totem Sonoro", de Raquel Krugel
“Totem Sonoro”, de Raquel Krugel

Coletivo Camille Laurent e Stefanie Egedy
Juntas desde 2016, a designer de luz Camille Laurent e a designer de som Stefanie Egedy investigam a suspensão, ainda que momentânea, do controle físico e mental por meio da espacialização da luz e do som. Com esse intuito, criam instalações e performances que exploram o uso de movimentos sonoros e luminosos.

Performance do duo Camille Laurent e Stefanie Egedy
Performance do duo Camille Laurent e Stefanie Egedy

Flora Leite
Nascida em 1988, a artista vive e trabalha em São Paulo e é formada em Artes Visuais pela ECA-USP. Sua pesquisa tenta compreender os parâmetros pelos quais nossa relação cotidiana com os objetos, paisagens e imagens foi construída: acatar a sujeira das coisas para testar até que ponto se pode conviver com elas, dizer alguma coisa delas, apesar delas.

"Gozadinha", de Flora Leite. Pingo de led e mangueira
“Gozadinha”, de Flora Leite. Pingo de led e mangueira

Henrique Detomi
Graduou-se em Artes Plásticas na Escola Guignard/UEMG, em Belo Horizonte/MG. Como um artista que caminha, Henrique representa em suas pinturas paisagens sempre adicionando determinados objetos ou estruturas irreais. Participa de diversas mostras coletivas e individuais desde 2008.

Sem título, Henrique Detomi. Óleo sobre tela
Sem título, Henrique Detomi. Óleo sobre tela

Laura Andreato
Nascida em São Paulo em 1978, a artista vive e trabalha na capital paulista também como educadora. É mestra em Poéticas Visuais pela ECA-USP e graduada em Artes Visuais pela mesma instituição. Dentre as exposições de que participou, destacam-se as mostras Le Royale (La Maudite, Paris, 2014); Deslize (MAR,Rio de Janeiro, 2014); e Como Pintar Picos Nevados ( Ateliê 397, São Paulo, 2013). Participou de residências na Cité des Arts (Institut Français, 2014) e na Fundação Iberê Camargo (Porto Alegre, 2006). Foi contemplada pelo edital do Proac Artes Visuais (2012, 2008) e ganhou o prêmio aquisição da Mostra de Exposições do Centro Cultural São Paulo (2004).

"Vert Paradis", de Laura Andreato. Registro fotográfico de ação artística
“Vert Paradis”, de Laura Andreato. Registro fotográfico de ação artística
Arte

Veja os selecionados para as novas turmas da Residência Artística

21jul

por Red Bull Station

Statement do Júri
O júri apostou em dar vazão a pesquisas com pouca visibilidade ou repercussão nos diversos circuitos que compõem a paisagem da arte contemporânea na cidade.
Ancorados em combinações pouco ortodoxas, procuramos com essa seleção contribuir para a expansão e o diálogo entre os diferentes campos da criação.

#risco #ruído #incerteza #mistura # expansão

Os artistas selecionados são:

13ª (1 de agosto a 2 de setembro)
Aline Motta
Coletivo – Ariana Miliorini/ Gustavo Paim/ Raquel Krugel
Coletivo Lugar 3 – Camille Laurent/ Stefanie Egedy
Flora Leite
Henrique Detomi
Raoni Shaira

14ª (26 de setembro a 28 de outubro)
Carolina Marostica
Denise Alves-Rodrigues
Katia Fiera
Rafael Bqueer
Rafa Munarriz
Renato Atuati

Suplentes
1ª Laura Andreato
2º Gabriel Junqueira
3ª Vânia Medeiros
4º Felipe Caprestano

A artista Raoni Shaira, por motivos de agenda pessoal, não poderá participar da residência, ficando assim convocada a primeira suplente, Laura Andreato.

São Paulo, 21 de julho de 2017.

Bruno Palazzo, Fernando Velázquez e Raphael Escobar

Arte

Rico Lins: o acaso, a reflexão e o conceito no design e na ilustração

05jul

por Red Bull Station

Rico Lins

Por Patrícia Colombo

Designer, ilustrador, diretor de arte, Rico Lins é uma das figuras mais celebradas no campo da produção visual no Brasil. E nesta semana ele estará aqui no Red Bull Station para comandar uma oficina de colagens com duração de dois dias para 15 inscritos, bem como realizar uma palestra sobre processos criativos nesta quinta (6), cujas inscrições estão encerradas.

Formado pela ESDI, Rio, em 1979 e com Master pelo Royal College of Art de Londres, Rico é membro da AGI (Alliance Graphique Internationale) e detentor de um currículo extenso com atuação nacional e internacional, apresentando um trabalho que, grosso modo, mistura elementos do DNA brasileiro e influências  de vanguardas como o Surrealismo e o Dadaísmo.

No workshop, Rico vai propor aos participantes a utilização de uma notícia da imprensa como ponto de partida para traçar um ou mais comentários pessoais sobre o fato, valendo-se de referências visuais extraídas também de elementos do cotidiano, como bilhetes de metrô, embalagens, bulas, panfletos etc.

Na discussão sobre digital e analógico dentro do campo artístico, Rico enxerga no trabalho híbrido a melhor saída para a criação, e acredita que o segredo para a produção artística autoral de qualidade está em “encontrar o equilíbrio entre o acaso, a reflexão e o conceito”. Conversamos com ele sobre a atividade de realizará por aqui e acerca da sua visão com relação à profissão, o futuro do design e o campo das ideias.

Os participantes da oficina trarão materiais do cotidiano. Como pensou na atividade e quais os objetivos criativos dela?
Eu acho que a gente vive atualmente em uma situação da facilidade de acesso à quantidade de imagens graças à internet. O que é legal desde que você tenha uma ideia clara do que quer fazer, se já possui um trabalho de edição e uma capacidade de busca refinados — caso contrário qualquer coisa que encontre acaba valendo, o que empobrece a produção. Quando temos trabalhos gráficos de base analógica, o exercício de reflexão é outro. Acho interessante incorporarmos esse lado mais expressivo, saindo da imaterialidade da internet ao fazer um comentário sobre fatos do cotidiano. Agregar elementos físicos, desde o bilhete do metro à chave de casa. Essas coisas que temos e guardamos podem ser usadas criativamente, além dos materiais tradicionais como papel, tinta cola etc. É um convite para um olhar mais pessoal. Essa geração tem uma ligação muito forte com o computador, e fazem esse trabalho super bem. Mas a ideia é exatamente tirar da zona de conforto para encontrar soluções criativas por outro caminho.

Trata-se de um processo bastante orgânico e artesanal. Acredita que esta é ainda a melhor forma de criar? Como o mundo digital mudou o olhar da produção?
Mudou olhar, mudou o tempo de observação e a busca, mas, sobretudo, houve um aumento da possibilidade de você admitir surpresas e erros no processo — coisa que acaba sendo barrada no mundo concreto, em certo aspecto, porque o processo inclui um planejamento criativo. Se por um lado pode ser positivo, por outro acho que você pode colocar o artista contraditorialmente em uma posição menos espontânea. Por exemplo, uma ideia que venha do Pinterest que a pessoa se apropria e adapta nos moldes dela mesma, sem o envolvimento criativo que representa a melhor parte do trabalho. Foca-se muito no resultado, por isso faz falta esse tipo de abordagem mais experimental. Na arte, quanto mais caótico o ambiente maior a possibilidade de criação? Não sei se existe uma relação direta assim. Mas acredito que se você se encontra em uma situação limite, passa a existir uma necessidade mais intensa de se expressar. Acredito no encontro de alternativas criativas para isso, que servirão como ferramentas fundamentais.

Qual a função social do design para você?
Primeiro, trata-se de uma atividade que é próxima da arte, mas de uma maneira aplicada. Acho que temos no Brasil a necessidade de um design de utilidade pública, que muitas vezes e relegado a segundo plano. As pessoas estudam nos cursos como fazer uma embalagem para uma marca de celular, por exemplo, mas dificilmente trabalharão conceitos para criar uma campanha social qualquer. Então, acho que é interessante trazer isso um pouco à tona. Esse exercício tem um pé no design e um pé na ilustração. Mas acho que a responsabilidade social e crítica é fundamental. O design atua no âmbito da cultura e, por isso, também está ligado à todas as circunstâncias históricas, políticas, etc. Faz parte da sociedade. É importante ter esse termômetro na hora de produzir, em termos de conteúdo e forma.

Certa vez você salientou a importância de “ver o que não existe para criar o próprio caminho na profissão”. Essa sempre foi sua postura? Como é a aplicação disso na prática?
Acho que não existe um manual, mas acredito em encontrar o equilíbrio entre o acaso, a reflexão e o conceito. Você pode ressignificar as coisas que encontra pelo caminho. De repente, por exemplo, um rótulo de um produto pode ser perfeito para que você produza um cartaz a partir dele. Cabe ao olhar pessoal descobrir coisas no cotidiano que já tenham uma carga de informação, e, a partir dela, garantir esse deslocamento. É perceber o que o acaso trouxe para poder extrair algo criativo disso.

Como enxerga o cenário futuro do design?
Acho que houve uma expansão muito grande. O futuro certamente tem uma presença digital intensa e bem-vinda, mas acho que deve ser com um olhar crítico no sentido, inclusive, de subverter a lógica dos softwares. Conseguir trabalhar com essas ferramentas de maneira criativa, caso contrário teremos trabalhos iguais sempre. E, para isso, ter conhecimento do processo analógico ajuda bastante. Estamos vivendo no mundo todo uma retomada de uma condição um pouco mais modrrnista, da Escolar do Suíça, por exemplo, sessentista, uma coisa clean e objetiva. E também, por outro lado, vemos a expansão grande de técnicas alternativas de impressão, de fanzines. O digital permite que vc tenha mais flexibilidade nisso. Você não precisa imprimir um livro ou um cartaz com uma tiragem muito grande, que costuma inviabilizando o trabalho. Dá para fazer com uma tecnologia que propicia a produção mais barata.

Vemos hoje os exemplos das feiras Plana e Tijuana…
Não tinha isso antigamente, cresceu muito. Deve-se à proliferação de impressões alternativas, com equipamentos que permitem isso, como a risografia, laser, coisas que já existem dentro do ambiente digital. A risografia tem um pé no digital e um pé no analógico. Esse ambiente híbrido é muito instigante para a criação. Nessas feiras você vê uma quantidade de produções que têm qualidade estética, gráfica, visual. Existe uma possibilidade de encontrar tribos que você não encontraria em um outro ambiente.

Considera isso uma espécie de popularização do design?
Não sei se popularização, mas democratização com certeza. Existe mais acessos não só com relação aos meios de produção, como também ao que é produzido.

 

Arte

#RBMASP: Cafeteria prepara menu especial para o festival

31mai

por Red Bull Station

O Red Bull Music Academy Festival São Paulo começa no próximo dia 2 e, para isso, nossa cafeteria, comandada pelo Coletivo PURA, também organizou um cardápio especial com opções de alimentos cujo preparo é mais rápido (no estilo “on-the-go”) para receber os visitantes aqui no Red Bull Station.

As comidinhas contarão, entre outras delícias, com “montaditos” de pernil e na versão vegana, além de um sanduíche de pão artesanal, costela melada, agrião e mostarda.

Na cartela de drinks, figuram como destaques o Pepino Smash (foto), preparado com rodelas de pepino, gin e Red Bull Lime, e o Tropical Gin, com gin, laranja e Red Bull Tropical.

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Veja abaixo o cardápio completo:

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Arte

Livro reúne poemas dos vencedores de 2016 do Sófálá: Slam de Poesia

19mai

por Red Bull Station

Livro de poemas com os vencedores do Sófálá 2016
Livro de poemas com os vencedores do Sófálá 2016

Neste sábado (20) rola mais uma edição do Sófálá: Slam de Poesias, com a participação do DJ Vitonez e o lançamento do livro e CD musicado “Muzimba – Na Humildade Sem Maldade”, do escritor Akins Kintê, que também fará um pocket show com seus poemas. Mas outro diferencial neste fim de semana será o lançamento do livro de poemas dos vencedores de 2016, cuja capa você vê na imagem acima. Com curadoria assinada por Emerson Alcalde, a edição ainda conta com poemas do próprio escritor.

Foram selecionados materiais de Mariana Felix, Deusa Poetisa, Nelson Maca, Edilson Borges, Felipe Nikito, Hugo Deigman, Robsoul Mensageiro, Daniel GRT, Cleyton Mendes, Tawane Theodoro, Gustavo Duende e Monique Amora. A lista ultrapassa o número de seis autores porque, no ano passado, dois participantes eram premiados em cada edição.

Para quem não sabe, o programa do Sófálá inclui o Slam de Poesias, cujos vencedores lançam seus poemas em um livro, e a Batalha de MC’s, na qual quem ganha garante a gravação de um disco no Red Bull Studios. Relembre abaixo os vencedores da Batalha de MC’s de 2016.

Arte

Luisa Puterman: busca sensorial na música e ocupação do espaço

10mai

por Red Bull Station

Luisa Puterman apresenta o Sonora, no Red Bull Studios, nesta quinta-fira (11)
Luisa Puterman apresenta o Sonora, no Red Bull Station, nesta quinta-feira (11)

Transitando dos festivais de música eletrônica como o Dekmantel –que ganhou sua primeira edição nacional neste ano–, aos espaços culturais com instalações e projetos imersivos, a artista visual e produtora Luisa Puterman faz da música e da imagem grandes aliadas nas possibilidades de ampliação sensorial.

Dois projetos dela figuram como destaque na programação de abril e maio no Red Bull Station, o Moto Perpétuo, que fica na galeria principal até o dia 13 deste mês, e o Sonora, que acontece nesta quinta-feira (11). Com diversos pontos de luz alinhados, o primeiro propõe a reflexão sobre as dinâmicas da transformação urbana por meio de um ambiente cujo som tem por base o movimento e a quebra de materiais como vidro, pedra e areia –comumente associados às construções. O Sonora, por sua vez, consiste em vendar os olhos dos participantes e, com as paisagens sonoras construídas ao vivo por ela em colaboração com o artista Bruno Garibaldi, permitir que a liberdade criativa da imaginação individual aflore os sentidos e instigue o público.

No histórico educacional de Luisa, o estudo musical esteve presente como base durante a infância por estímulo da família. Mas quem observa as produções conceituais da artista hoje provavelmente não imagina que ela começou a se arriscar criativamente aos 15 anos por meio do Garage Band, o aplicativo da Apple. Formada em história da arte e, posteriormente, em engenharia de áudio, encaminhou-se para o experimentalismo de maneira bem natural. Especialmente porque explorar a expansão da força imaginativa por meio da arte é o que a alimenta.

Em entrevista, ela conta um pouco sobre seu processo criativo, a relação com música e acerca do surgimento dos projetos.

Você trabalha com música experimental eletrônica. Como chegou a esse direcionamento?
Sempre estudei música, dai fui estudar história da arte e depois engenharia de áudio. Nesse percurso fui reunindo um repertório amplo que mistura som, imagem e música que resulta um pouco nisso.

Seus projetos envolvem a ocupação do espaço. Como enxerga a composição?
Compor no espaço e no tempo são coisas bem diferentes, mas que se complementam de certa forma. No tempo, o raciocínio é mais musical, ligado a melodias, harmonias e outros elementos que formam uma ideia mais comum do que é música. No espaço são outros os desafios que ainda busco compreender, até porque cada espaço é único, o que me leva a pensar que cada espaço ja é em si uma composição.

Como foi a concepção do projeto Sonora?
Ele nasceu em julho de 2016, durante uma residência artística no espaço Área Criativa na cidade de Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Em parceria com Bruno Garibaldi, desenvolvemos uma série de atividades com os moradores, como colaborações com músicos locais, oficinas e apresentações em espaços públicos. Com a vontade de propiciar às pessoas uma experiência de imersão pautada pelo som e palavra, criamos uma viagem de barco para levar as crianças em uma jornada através da imaginação. Para nossa surpresa, aquilo deu tão certo que repetimos a atividade no presídio da cidade onde tivemos a certeza de que o projeto era algo maior e mais denso. Dessa forma, temos desenvolvido novos roteiros e explorado diferentes contextos e formatos de atuação. E agora o projeto tem um site, que pretende explicar e ilustrar um pouco mais sobre o Sonora.

E o Moto Perpétuo?
Surgiu ao longo do segundo semestre do ano passado, pensado especificamente para o contexto do festival Novas Frequências. A instalação foi meio que aparecendo conforme ideias sobre construção e destruição cruzavam meu caminho. Fui atrás de sons que pertencem a esse universo e acabei chegando num conceito de ciclo infinito, de uma angústia implícita nos processos ilusórios de renovação — além do fato de as cidades estarem inundadas por sons que, como consequência desses processos, nos habitam de forma inconsciente e esteticamente intrigante.

Ambos os projetos se valem de experiências imersivas. Casar alguns elementos estéticos de arte contemporânea com a música é uma maneira de extrair desta ainda mais possibilidades sensoriais?
Nosso corpo é algo complexo, principalmente nesse eixo sensorial… Acho que existem várias maneiras e possibilidades de se trabalhar isso, tento ativar essas possibilidades com o que me interessa e com o que trabalho melhor tecnicamente.

Você tocou no Dekmantel por aqui. Trabalhar com música nos moldes mais “tradicionais” te gera o mesmo entusiasmo?
Sim. Acho que o importante é manter uma conexão com o som de alguma maneira… Música tem um apelo muito forte em mim e isso não tem nada a ver com qualquer tipo de etiqueta ou categoria, mas sim com a potência de comunicação e transformação que o som carrega.

Arte

Curador e diretor artístico do Red Bull Station participa de palestra em Barcelona

27abr

por Red Bull Station

Fernando Velazquez durante palestra no Pulso 2016, aqui no Red Bull Station
Fernando Velazquez durante palestra no Pulso 2016, aqui no Red Bull Station

Responsável pela curadoria e pela direção artística do Red Bull Station desde a abertura em 2013, o artista multimídia Fernando Velazquez viajou para Barcelona neste fim de semana. Ele participa do evento anual IAM Weekend, que rola entre 27 a 30 de abril com o tema “The Renaissance of Utopias”. Organizado pelo Internet Age Media, o foco dessa turma é refletir sobre o futuro e a conexão entre tecnologia, educação e cultura em diversas plataformas.

Fernando nasceu em Montevidéu, no Uruguai, mas mora em São Paulo desde 1997. A pesquisa de trabalho dele inclui os campos da arte, tecnologia e filosofia. Mestre em Moda, Arte e Cultura pelo Senac-SP, pós-graduado em Video e Tecnologias On e Off-line pelo Mecad de Barcelona, participa de exposições e palestras no Brasil e no exterior.

No evento, ele vai falar um pouco sobre os trabalhos no Red Bull Station dentro da discussão “Post-Work”. A reflexão toda será em torno da definição e distribuição dos novos conceitos de trabalho e dos valores das ideias criativas tanto na política quanto na educação da sociedade de amanhã. Para quem quiser saber mais, vale destacar que o conteúdo estará disponível gratuitamente por duas semanas na página oficial do evento.

Arte

Instalação “Monstera Deliciosa”, de Manuela Eichner, aberta para visitação neste sábado (8)

07abr

por Red Bull Station

Com recortes, cores e plantas, a instalação “Monstera Deliciosa”, da artista visual Manuela Eichner, estará aberta para visitação somente neste sábado (8), no Red Bull Station.

Nascida no município de Arroio do Tigre, no Rio Grande do Sul, Manuela trabalha em diversas frentes artísticas – de vídeos e performances a peças de design gráfico e instalações. Neles, vale-se dos princípios de colagem, ruptura e embaralhamento da unidade espacial, contextual e semântica de imagens de procedências distintas.

Nos projetos que fazem parte do Monstera, tal qual o exibido por aqui, imagens de corpos e objetos em colagens tridimensionais se misturam no espaço composto por plantas.

Monstera Deliciosa – Manuela Eichner from Aline Belfort on Vimeo.

 

Arte

Coletivo PURA assume direção da Cafeteria

03abr

por Red Bull Station

Temos novidades na nossa cozinha! A partir do dia 11 de abril, a Cafeteria passa a ser comandada pelo Coletivo PURA, idealizado pela dupla Maurício Muñoz (ex-Spot, Astor e Ritz) e Vinícius Rioli (Felix Bistrot). O novo time aposta em ingredientes mais orgânicos e menos industrializados, em um cardápio que muda de acordo com cada estação do ano. A proposta é aproximar os consumidores do alimento que está ali no prato.

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Para o primeiro cardápio da nova Cafeteria, que chega junto do Outono, as principais escolhas são ingredientes típicos da estação:  abóbora, abobrinha, coco e folhas como o agrião.

Confira o cardápio completo abaixo:

Almoço executivo (11:30 às 15:30)

Entradas

Salada de folhas com castanhas e frutas R$ 12 (pequeno) R$ 21 (grande)

Tartare de pupunha, coentro e frutas c/ Chips R$ 15 (pequeno) R$ 27 (grande)

Espeto de sardinha com purê de abóbora R$ 12 (pequeno) R$ 21 (grande)

Sopa do dia R$ 9 (pequeno) R$ 16 (grande)

Montadito do dia R$ 10 (unid.)

Principal

Espaguete de abobrinha com molho de ervas frescas e castanhas R$22 (serve 1 pessoa) R$ 40 (serve 2 pessoas)

Escondidinho de abóbora e mix de legumes salteados R$ 24 (1 pessoa) R$ 45 (2 pessoas)

Guisado de raízes e cortes bovinos R$ 27 (1 pessoa) R$ 50 (2 pessoas)

Frango picante com tomate assado e arroz de coco R$ 25 (1 pessoa) R$ 47 (2 pessoas)

Sanduíche de costelinha assada com melado, agrião e mostarda c/ Chips R$ 22

Sobremesas

Frutas cortadas R$ 7

Torta de frutas R$ 6

Bolo melado de chocolate R$ 11

Frutas assadas com iogurte artesanal e farofa doce R$ 9

Sorvete R$ 10

Cafeteria (15:30 às 20:00)

Doces

Todas as sobremesas do almoço executivo

Doces caseiros de pequenos produtores de São Paulo

Salgados e lanches

Sanduíche de costelinha assada com melado, Agrião e mostarda c/ Chips R$ 22

Lanches de frios e embutidos (opções sortidas e sazonais) R$ 15

Empanadas caseiras (fornadas de hora em hora) R$ 7

Pão de beiju artesanal com alecrim e azeite R$ 5 (unid)

Pães na chapa com manteiga e/ou geleia R$ 5

Porções

Tortilhas de pão pita com duo de pastas R$12

Mix de Castanhas (90gr.) R$ 10

Bolinhos de arroz com abóbora, recheados com queijo fresco (3 unid) R$ 15

Bolinhos de banana recheados com barriga de porco (3 unid) R$ 16

Bebidas

Red Bull

Red Bull ​​​​​​​​​​R$ 5

Red Bull Sugar Free ​​​​​​​​​R$ 5

Red Bull Blueberry​​​​​​​​​ R$ 5

Red Bull Cranberry​​​​​​​​​ R$5

Red Bull Lime​​​​​​​​​​ R$ 5

Red Bull Tropical ​​​​​​​​​R$ 5

Cocktails não alcoólicos R$ 10

Cocktails alcoólicos R$ 17

Cafeteria

Café expresso  (Martins Café)​​​​​​​ R$4,50

Café coado R$ 3

Cappucino (*)​​​​​​​​​ R$ 7

Macchiato (*)​​​​​​​​​ R$ 5

Café gelado R$ 4

Chá quente (Ervas Frescas)​​​​​​​ R$ 3,50

(*) Leite vegetal ​(+ R$ 3)

Soft

Água R$ 4 ​​​​​​​

Chá gelado do dia​​​​​​​​​ R$ 3,50

Limonada chorriada (c/ rapadura)​​​​​​ R$ 3,50

Suco natural R$ 7

Horário de funcionamento: almoço executivo 11:30 às 15:30, Cafeteria 15:30 às 20:00.