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Arte

Foto_Invasão 2018: Selecionados Instalações

12abr

por Red Bull Station

Confira os selecionados para as INSTALAÇÕES FOTOGRÁFICAS da Foto_Invasão, que acontece de 19 a 26 de maio no Red Bull Station. Foram ao todo 65 projetos inscritos, dos quais 5 foram escolhidos. As instalações foram escolhidas pelo conceito expositivo, qualidade das obras, proposta de instalação, após extensa deliberação dos curadores.

Alessandro Celante – “Máscaras Impermanentes”

Aos mortos que ainda vivem e podem ser despertados. A contradição entre “o ser e o ter” foi o ponto de partida para o desenvolvimento de um projeto que ainda está a acontecer. O ter em detrimento do ser, o automatismo do acúmulo sobreposto à complexidade da experiência, enfim, a não compreensão do efêmero pelo aprisionamento dos sentidos. Usando a morte como metáfora às perdas perceptivas que o mundo contemporâneo nos impõe e a fotografia como linguagem de interlocução, o projeto “Máscaras Impermanentes” propõe uma experiência estética imersiva que começa na captação das imagens, onde os fotografados se submetem ao que metaforicamente configura um “restart” perceptivo, e pela proposta de ação expositiva onde o espaço se reconfigura e uma nova imersão é proposta aos expectadores, na forma de foto instalação.

Alessandro Celante (1)

Flavio Samelo – “par sepfinrbs”

O título da instalação pode parecer um erro ortográfico mas não é. Procuro não ter relação com nenhum signo que possa remeter a alguma coisa física, sentimento, espaço, lugar, época, nem nada que “exista”. A abstração tem que ser total. Os títulos são uma versão ortográfica do trabalho gráfico. A instalação “par sepfinrbs“ é formada por duas chapas de mdf, centralizadas, uma em cada parede. Cada uma delas tem duas fotos adesivadas, que dão o início das pinturas que seguem além do mdf pelas paredes da sala e pelas linhas que saem das paredes e se ligam aos fios e elementos da arquitetura da própria sala, como se tudo estivesse interligado de alguma forma, vindo das fotografias.

Flavio Samelo

Mauricio Virgulino – “Me Fere”

As imagens, as palavras e os rasgos, uma máquina de escrever e uma pessoa. O quanto nossa imagem pode resistir ao peso das palavras? A instalação Me Fere, de Mauricio Virgulino, provoca sobre o que vale uma imagem frente à mil palavras, de julgamento, preconceito, deturpação e violência, repetindo frases que foram destinadas à pessoas reais, usando a máquina de escrever como ferramenta que fere a fotografia. E questiona, neste jogo de valores e falta de diálogo, se as teclas da máquina de escrever, como projéteis destinados às pessoas, também não provocam lesões no próprio datilógrafo.

me fere as imagens, as palavras e os rasgos

Patricia Montrase – “Fuga”

Sempre se procura conforto em lugares do passado. Tanto físicos quanto emocionais e metafóricos. No final de um dia, uma viagem, um passeio, cabeça e corpo cansados querem voltar ao lar, doce lar. E quando ele não é doce? O chão é áspero, o ar é denso e o barulho da rua não te permite ouvir o silêncio? Repelida e estranha dentro de suas próprias paredes. Enchemos o lar de objetos, imagens e retratos de lugares e pessoas que não fazem mais parte do hoje, para que tragam o abraço perdido para o viver do agora. Os sentimentos acabam se perdendo em memórias do passado, o lugar no qual se busca o familiar e seguro, e não se acha. No lugar de conforto, encontramos prisão. Quando habitamos uma cela, tudo o que queremos é fugir.

Patricia Montrase

Tommaso Protti – “Tá Cheio”

CURITIBA, BRASIL – 24 DE ABRIL DE 2015: 11º Distrito Policial de Curitiba, Estado de Paraná (sudeste do Brasil). A prisão deve funcionar como uma área de custódia da polícia onde os prisioneiros são detidos por curtos períodos antes de se mudarem para instalações de prisão maiores. No momento, a prisão tem 117 presos em celas projetadas para 20 pessoas, e algumas delas estavam lá há mais de um ano, e não um mês ou dois, como deveria ser o caso. A superlotação severa é um dos problemas mais sérios que assola o sistema penal brasileiro. A população carcerária do país é a quarta maior do mundo, depois dos EUA, da China e da Rússia, e está crescendo mais rapidamente do que em qualquer outro país. Segundo a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), existem atualmente cerca de 680 mil pessoas nas prisões do país, que são projetadas para receber 300 mil. Apenas uma década atrás, o Brasil tinha cerca de 270.000 pessoas sob custódia.

Overcrowding in Brazilian Prisons

Arte

Beat Brasilis ganha edição dedicada às mulheres

23mar

por Red Bull Station

Proporcionar o incentivo para diferentes pessoas produzirem em ambiente coletivo beats, usando a plataforma que for, a partir de um mesmo disco. Este é o objetivo do Beat Brasilis, projeto que surgiu em 2014 e que no sábado (24) ganha edição especial dedicada às mulheres no Red Bull Station. O evento será o primeiro de quatro encontros que acontecerão no prédio durante 2018.

Comandadas pela co-fundadora da loja de discos Casa Brasilis Rafa Jazz, as participantes deverão escolher uma faixa ou disco para samplearem durante todo o evento, criando espaço e oportunidade para evoluir, lapidar e divulgar seu trabalho. A atividade começa às 13h e as beatmakers devem chegar cedo e levar seu equipamento de produção, além de fone com adaptador p10. Serão vinte vagas a serem preenchidas por ordem de chegada.

Hoje, o encontro recebe diversas pessoas, entre DJs e produtores, cada um usando seu equipamento de preferência. “Nos encontramos todas as quartas e os primeiros beatmakers a chegar escolhem o disco do dia”, explica Rafa Jazz, que organiza o projeto ao lado do DJ NGS. “Todos têm 7 minutos para samplear alguma parte do disco, depois basta sentar-se em uma das mesas e fazer sua produção. No final, todos apresentam o beat e o disco escolhido é sorteado entre os participantes.

Durante o encontro no Red Bull Station, o disco sampleado será de um artista que estará presente no evento. “Não podemos falar quem é porque o disco é sempre surpresa”, diz Rafa. Outro diferencial da edição é que, pela segunda vez na história do Beat Brasilis, apenas mulheres produtoras, DJ’s e beatmakers participarão da criações dos beats. As apresentações finais começam às 19h.

O projeto Beat Brasilis surgiu há quatro anos a partir de um encontro despretensioso entre os DJs NGS, Marco e Cabes, que se reuniram na Casa Brasilis para compartilhar informações de uso de MPC 1000, groovebox usada por alguns participantes. “Foi escolhido um disco na loja que todos samplearam e cada um produziu o seu beat”, lembra Rafa Jazz.

Empolgados com o resultado, NGS e Marco resolveram se encontrar novamente na semana seguinte para produzir beats com algum disco em comum. “Dessa vez já foram chamados mais alguns DJs e produtores que tinham a MPC e queriam saber mais sobre o uso da máquina. Depois disso nunca mais paramos de nos encontrar para fazer beats”, comemora Rafa. Desde então, o Beat Brasilis já realizou 163 edições, nas quais foram produzidos mais de 2200 beats – todos disponíveis para audição em soundcloud.com/beatbrasilis.

BEAT BRASILIS ESPECIAL MULHERES

 

DATA E HORÁRIO

Sábado (24/03) das 13h às 21h

LOCAL

Galeria Principal

INGRESSO

Entrada gratuita. As inscrições para o público que deseja acompanhar e assistir ao encontro também serão feitas na hora. Vagas limitadas.

Arte

Como foi o workshop do Red Bull Flying Bach

13mar

por Red Bull Station

O Red Bull Flying Bach é uma performance de dança moderna da peça “Cravo Bem Temperado”, de Johann Sebastian Bach, criado pelo grupo alemão Flying Steps. O espetáculo une música clássica com hip-hop, b-boying com balé, a fim de romper barreiras de classe e expectativas culturais. Depois de passar por mais de 35 países e encantar mais de 500 mil espectadores, o espetáculo finalmente chegou ao Brasil e teve sua estreia no festival Música em Trancoso, no dia 5 de março.

Depois da apresentação na Bahia, Benny e Lil’ Rock, considerados dois grandes dançarinos mundiais do breakdance, vieram para São Paulo ministrar duas oficinas de danças urbanas no Red Bull Station na segunda-feira (12). O primeiro workshop, apresentado por Lil Rock, foi direcionado para ensinar os movimentos de House, em seguida, Benny, ensinou alguns passos de breakdance.

Os b-boys Lil' Rock e Benny. Crédito: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Os b-boys Lil’ Rock e Benny. Crédito: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Depois de participar do workshop, aproveitamos para conversar com os dançarinos para saber como foi a experiência de se apresentar pela primeira vez no Brasil.

E aí! Como foi a apresentação no Trancoso Music Festival?

Benny: Foi lindo! Nós amamos o Brasil. É muito legal ver que as pessoas aqui amam o que nós fazemos, acho que foi a plateia que mais vibrou durante o show no mundo inteiro. E não é só o público que é caloroso… o clima também! Hahaha. Estava muito calor lá na Bahia, ainda mais pra nós que viemos da Alemanha.

Lil’ Rock: Essa foi minha primeira vez no Brasil e eu adorei! A apresentação foi incrível.

O Red Bull Flying Bach une elementos clássicos e modernos. Como isso influencia os workshops?

Benny: Os workshops são mais focados em dança urbana, ensinamos alguns passos de breakdance para iniciantes e deixamos a parte clássica mais para o espetáculo mesmo.

Lil’ Rock: Para esta oficina nós focamos em dois tipos de dança urbana: o House e a Breakdance.

E vocês conhecem alguma dança brasileira?

Benny: Sim, claro! Samba. É uma dança linda. Eu adoro ver os brasileiros dançando, é um movimento muito único, é algo natural que se move junto da música. Quando estivemos em Trancoso, dançamos com algumas meninas de lá, e nossa, elas realmente levam jeito!

Lil’ Rock: Capoeira! Já tentei alguns passos quando eu era mais novo, foi divertido! Vocês já estiveram em mais de 35 países apresentando o show.

O que a dança tem que a que torna tão poderosa, mesmo para culturas tão diferentes uma da outra?

Benny: A música e a dança unem as pessoas. É algo muito especial. Nós aprendemos com a música, aprendemos como Bach compunha as suas canções e transformamos isso em movimentos. E nós queremos mostrar pro mundo essa cultura, tanto do hip-hop como da música clássica. Nós nos esforçamos muito para criar este espetáculo, treinando todos os dias por horas até chegar onde chegamos.

Lil’ Rock: É um espetáculo que une gerações. De um lado nós temos a geração mais nova, que vem através do hip-hop, e do outro temos a geração mais velha, que vem através da música clássica. É muito legal misturar estes dois elementos.

Falando nisso, qual é a maior diferença que vocês sentem em relação à dança brasileira comparando com o resto do mundo?

Benny: Os brasileiros tem um jeito muito único e muito sexy de se mover que. Como eu te disse anteriormente, nós encontramos essas meninas em Trancoso que nos ensinaram alguns passos de dança, elas me inspiraram muito, a sua expressão e a sua confiança… é amor puro. Muitas vezes as pessoas pensam muito na parte técnica na hora de dançar, mas eu acho que os brasileiros dançam com o coração.

Arte

Coletivo P.U.R.A. realiza série de workshops

07mar

por Red Bull Station

No comando d’A Cafeteria do Red Bull Station desde abril de 2017, o Coletivo P.U.R.A. realiza no próximo sábado (10), das 15h às 16h30, um workshop sobre conservação de alimentos. A atividade é a primeira de uma série de três oficinas e a inscrição deve ser feita na hora. O valor do investimento é de R$15 e as vagas são limitadas.

O workshop apresenta um breve histórico sobre processos naturais de conservação de alimentos. “A conservação de alimentos surgiu com a civilização, quando o homem pré-histórico compreendeu que deveria guardar as sobras de alimentos dos dias de fartura, para os tempos de escassez”, explica Danilo Sakamoto, chefe de cozinha d’A Cafeteria. Na sequência, os participantes são convidados a acompanhar demonstrações práticas das técnicas e degustar os produtos artesanais apresentados durante a atividade.

“O foco da oficina é trazer informação, mostrar como podemos conservar os alimentos por mais tempo, torná-los mais nutritivos, saborosos e evitar o desperdício”, diz Danilo. “Vamos falar sobre técnicas de conservação de alimentos, a origem, os tipos, e degustar preparações que utilizam essas técnicas.”

O Coletivo P.U.R.A., idealizado pela dupla Maurício Muñoz (ex-Spot, Astor e Ritz) e Vinícius Rioli (Felix Bistrot) aposta em ingredientes mais orgânicos e menos industrializados, em um cardápio que muda de acordo com cada estação do ano. A proposta é aproximar os consumidores do alimento que está ali no prato.

“Quando um alimento está na época, aparece com qualidade e abundância no mercado. O produtor fica feliz em oferecer e nós felizes em preparar”, conta Danilo. “Para o cardápio de verão escolhemos pratos mais leves, e estamos aproveitando a oportunidade para comer, por exemplo, caju e figos frescos.”

Clique aqui e confira o cardápio completo e os horários de funcionamento d’A Cafeteria.

Arte

Confira o que vai rolar em março no Red Bull Station

01mar

por Red Bull Station

A programação de março do Red Bull Station chega recheada de atividades exclusivas para mulheres, além de uma série de eventos em homenagem às donas do mês. Oficinas de tecnologia, show experimental de produtoras e beatmakers e uma palestra com empreendedoras de feiras independentes mediada por Eliane Dias – empresária responsável pela Boogie Naipe, gravadora dos Racionais MC’s – são algumas das atrações da agenda que tem início já neste sábado (03).

O Sófálá, programa mensal mediado pelo mestre de cerimônia Emerson Alcalde, ganha edição (ainda mais) empoderada. Além dos slams (batalhas de poesia), o evento apresenta discotecagem da DJ Sophia (coletivo Mulheriu Clã) e lançamento do livro “Sangria”, da poetisa Luiza Romão.

A programação do mês conta ainda com oficina comandada pelo Coletivo P.U.R.A. sobre processos naturais de conservação de alimentos e um bate papo sobre Afro Beat e Dancehall com os integrantes do Coletivo Abebé.

Confira abaixo a agenda completa e fique ligado em nossas redes para detalhes sobre as inscrições de cada um dos eventos.

DANÇA COM NOIZ

 

Após ocuparem durante o mês de fevereiro um dos ateliês do Red Bull Station, os integrantes do Coletivo Abebé finalizam a experiência do projeto Ocupação com o “Dança Com Noiz”, um bate papo sobre o Afro Beat e o Dancehall, seguido de uma manifestação corporal dos dois ritmos.

DATA E HORÁRIO

03 DE MARÇO, DAS 13H ÀS 19H

LOCAL

AUDITÓRIO (LOTAÇÃO: 100 PESSOAS)

MANUTENÇÃO DE ELETRÔNICOS

 

Ministrada pela InfoPreta – empresa precursora da diversidade no mundo digital – a oficina tem como principal objetivo habilitar os participantes a consertarem e fazerem pequenos reparos em seus próprios computadores, aprendendo técnicas de restauração, backup, formatação, conserto e montagem de peças, higienização interna e externa, entre outras.

DATA E HORÁRIO

06 A 09 DE MARÇO, DAS 18H30 ÀS 21H30

LOCAL

MAKERSPACE DO RED BULL BASEMENT

COLETIVO P.U.R.A. APRESENTA: CONSERVA DE ALIMENTOS

 

A primeira de uma série de três oficinas oferecidas pelo Coletivo P.U.R.A., que comanda a operação d’A Cafeteria, abordará processos naturais de conservação de alimentos. Após um breve histórico, os participantes acompanham demonstrações práticas das técnicas e degustam os produtos artesanais apresentados durante a atividade.

[15 vagas | R$15 por participante | inscrições na hora]

DATA E HORÁRIO

10 DE MARÇO, DAS 15H ÀS 16H30

LOCAL

GALERIA TRANSITÓRIA

OUVIDOR 63 OCUPA: LABORATÓRIO DE COMUNICAÇÃO

 

O coletivo Ouvidor 63 finaliza sua participação na Ocupação do Red Bull Station com dois encontros que propõem uma imersão nas mais variadas formas de levar conhecimento cultural alternativo para plataformas online e offline, questionando a linguagem institucional trazida pelo mercado por meio de uma construção coletiva para desenvolver textos, vídeos, ações em eventos, palestras, assessoria de imprensa, relações públicas etc.

DATA E HORÁRIO

16 E 23 DE MARÇO, DAS 14H ÀS 19H

LOCAL

ATELIÊ 1

CURSO BÁSICO DE PYTHON PARA MULHERES

 

Com facilitação do grupo Pyladies São Paulo, a oficina gratuita de programação é voltada a mulheres que desejam ter um primeiro contato com programação, descobrindo de forma lúdica, simples e sem medo suas inúmeras possibilidades. Nos quatro encontros, as participantes aprenderão a sintaxe e os conceitos básicos de Python (linguagem de programação criada por Guido van Rossum em 1991), além da lógica de programação.

DATA E HORÁRIO

20 A 24 DE MARÇO, DAS 19H ÀS 22H

LOCAL

MAKERSPACE DO RED BULL BASEMENT

MULHERES, ECONOMIA CRIATIVA E FEIRAS INDEPENDENTES

 

Neste bate-papo mediado por Eliane Dias, as produtoras Flávia Durante (Pop Plus), Maria Clara Villas (Feira Polvo) e Ana Laura Castro (Maternativa) conversam e debatem sobre cenários da economia criativa e colaborativa, pensando, principalmente, o circuito de feiras independentes em São Paulo.

DATA E HORÁRIO

22 DE MARÇO, ÀS 20H

LOCAL

AUDITÓRIO (LOTAÇÃO: 100 PESSOAS)

BEAT BRASILIS ESPECIAL MULHERES

 

Com a proposta de realizar quatro encontros no Red Bull Station durante 2018, o Beat Brasilis – projeto para beatmakers nascido na Casa Brasilis – inicia sua programação no espaço com uma atividade voltada para produtoras e beatmakers mulheres. Comandadas pela co-fundadora da Casa Brasilis Rafa Jazz, as participantes escolhem uma faixa ou disco para samplearem durante todo o evento, criando espaço e oportunidade para evoluir, lapidar e divulgar seu trabalho.

DATA E HORÁRIO

24 DE MARÇO, DAS 14H ÀS 21H

LOCAL

GALERIA PRINCIPAL

SÓFÁLÁ

 

Comandada pelo mestre de cerimônia Emerson Alcalde, a edição do slam (poesia falada) de março apresenta DJ Sophia (coletivo Mulheriu Clã) nas picapes e traz o lançamento do livro “Sangria”, da poetisa Luiza Romão.

DATA E HORÁRIO

24 DE MARÇO, DAS 16H30 ÀS 19H

LOCAL

AUDITÓRIO (LOTAÇÃO: 100 PESSOAS)

Arte

O ecossistema cultural do coletivo CHRUA

26fev

por Red Bull Station

CHRUA é um projeto que nasceu nas artes visuais mediado por 3 artistas de partes diferentes do mundo, buscando expandir e sugerir outros usos para corpos, matérias e espaços tropicais. CHRUA é uma imaginação que atua e aciona diferentes materiais e espaços, uma imaginação que percorre, atravessa e inventa palavras, gestos e ações. CHRUA é sistema vivo. CHRUA é um dos coletivos que ocupa o Red Bull Station durante o mês de fevereiro.

“Hoje, o CHRUA se entende como uma plataforma intertropical, que pesquisa e vincula maneiras de ser ponte entre culturas e cultivos, buscando expandir as linguagens artísticas”, explica Camila Vaz, membro do grupo. “Percorremos distintas linguagens, tais como performance, produção de zines, artes gráficas e vídeos e assim pensamos em um ecossistema cultural, capaz de autorregulação criativa.”

Durante suas pesquisas, o CHRUA encontrou na feira livre um ambiente propício para seu desenvolvimento. “Entendemos a feira livre como um lugar onde diferentes trajetórias sociais se cruzam, onde uma vez por semana as dinâmicas sociais se alteram em um sentido cíclico de abertura e fechamento“, explica Camila. “O espaço normalmente destinado aos carros se transforma em local de colocar a palavra em ação, os gestos em movimento, os sentidos à prova: cheiros, sons, sabores e cores entre corpos.”

O Coletivo se baseia em três pilares principais: brincadeira, armadura e proteção. “Nos apropriamos de alguns conceitos do sistema para inventar ou sugerir outros usos, buscando ser conscientes e responsáveis, reflexivos e brincantes”, conta Camila. “Para tempos de ameaça.”

Foi com esse objetivo que o CHRUA começou a coletar os cocos que sobravam de uma barraca de feira que vendia água da fruta e passou a imaginar todas as potencialidades do material, capazes de se propagar e de se autorregularem. “Passamos a fazer churrascos na rua com a carne de coco”, lembra Camila. “Também colhemos suas fibras e delas nasceu a habitação corporal Niã.”

Membros do CHRUA vestem o Niã, habitação corporal criada pelo coletivo. Crédito: divulgação.
Membros do CHRUA vestem o Niã, habitação corporal criada pelo coletivo. Crédito: divulgação.

As pesquisas do coletivo continuam durante a Ocupação do Red Bull Station. “Aproveitamos o espaço para produzir novos zines”, diz Camila. “Além disso, a conexão com outros coletivos com princípios similares aos nossos contribuiu para alargamento do espírito CHRUA.” No dia 28 de fevereiro, o coletivo abre seu ateliê no Red Bull Station e convida o público a participar do Hospital de Brincadeiras e do Banco Intermundial de Gestos, Movimentos e Danças, que consiste na troca de gestos por zines.

Arte

Arte e resistência se encontram na Bienal de Artes Ouvidor 63

23fev

por Red Bull Station

Quem passa pela altura do número 63 da Rua do Ouvidor, em São Paulo, pode achar que o endereço é mais um prédio esquecido do centro antigo da cidade. Mas desde de maio de 2014, o espaço borbulha arte com mais de 100 artistas ocupando seu interior, onde em 2016 foi realizada a 1ª Bienal de Artes Ouvidor 63, afirmando o local como um centro cultural de resistência. E é para iniciar as atividades que darão origem à segunda edição do evento que o Coletivo Ouvidor 63 ocupa um dos ateliês do Red Bull Station até o final de fevereiro.

“Acreditamos muito no compartilhamento de ideias e conhecimento. Estar no Red Bull Station é poder contar com pessoas especialistas em diversas áreas que complementam o conhecimento que adquirimos na prática no Ouvidor 63″, contam os membros do grupo. “É muito importante poder dividir as dificuldades sobre o projeto e ter o suporte dessa equipe que tanto faz para evoluirmos ainda mais nas ideias e ações para a Bienal.”

O Ouvidor 63 é hoje a maior ocupação artística da América Latina e todo o trabalho que será desenvolvido ao longo dos próximos 6 meses, por meio de 24 laboratórios, será exposto na 2ª Bienal de Artes Ouvidor 63, que acontece no edifício ocupado em setembro, paralelamente à Bienal de Artes de São Paulo.

2ª Bienal de Artes Ouvidor 63
2ª Bienal de Artes Ouvidor 63

O tema da nova mostra será ‘Compartilhar outros mundos possíveis‘. “Acreditamos que este tema gerará resultados muito maiores que os da primeira Bienal, pois a partir do intercâmbio entre saberes e culturas diferentes dentro do Red Bull Station enriquecerá a criação coletiva”.

Criar e fazer curadoria de forma coletiva é um grande e inédito desafio para o coletivo este ano. “Durante a ocupação no Red Bull Station, tivemos grandes resultados nesse sentido: planejamos e formatamos estratégias para a realização do projeto, atraímos facilitadores externos que serão parceiros para os nossos laboratórios e, o mais importante, conseguimos agilizar a nossa comunicação online e offline entre os artistas residentes do Ouvidor 63, o que gerou empatia e muita confiança para a ocupação.”

No dia 28 de fevereiro, os membros do Coletivo Ouvidor 63 recebem o público no Red Bull Station para uma conversa sobre o projeto da Bienal e de uma pequena exposição e mostra de vídeos. “Queremos quebrar todas as barreiras da ocupação com o público externo, para que eles compreendam e se sintam a vontade em conhecer a maior ocupação artística da América Latina.”

Coletivo Ouvidor 63 ocupa ateliê do Red Bull Station em fevereiro. Crédito: Juliana Garzillo.
Coletivo Ouvidor 63 ocupa ateliê do Red Bull Station em fevereiro. Crédito: Juliana Garzillo.
Arte

O caminho que a música percorre até chegar aos nossos ouvidos

20fev

por Red Bull Station

A gente pode até não se dar conta, mas toda música que ouvimos é resultado de um processo que envolve o esforço de muitas pessoas. Trabalho coletivo, ambição e busca por referências são apenas alguns dos elementos por trás da criação de um som. E é para ir mais fundo no assunto que o Red Bull Station recebe no dia 27 de fevereiro, a partir das 20h, o educador, produtor cultural, produtor executivo de turnês e produtos midiáticos (audiovisual, jogos, música, eventos) e consultor brasiliense Fabrício Ofuji para a palestra “Processos Criativos em Música e Produção Cultural“.

Tendo como base seu histórico como coordenador setorial de música do Laboratório Território Criativo, produtor responsável pela banda Móveis Coloniais de Acaju e também as suas experiências como educador, Ofuji irá debater o cenário de produção em projetos culturais abordando principalmente a criatividade. O evento é gratuito e todos os detalhes de como participar estão aqui.

Mas fica desde já a pergunta: é possível fazer com que um processo essencialmente criativo seja colocado dentro da lógica de produção? “É complexo, afinal ruptura, ousadia e outros termos relacionados à criatividade remetem ao oposto”, avalia Ofuji. “Mas é possível sim mensurar a criatividade e colocá-la dentro de uma lógica de produção.”

Claro que, para isso, é preciso ter em mente que o papel da produção cultural vai além do play que damos no streaming. A área é muito mais ampla e está relacionada à realização de serviços e produtos culturais que levam em conta os mais diversos assuntos e manifestações. “As discussões atuais, que vão de censura de exposições à lei de silêncio, ilustram a importância de se continuar produzindo cultura”, explica Ofuji. “Devemos estar sempre atentos.”

Fabrício Ofuji. Crédito: divulgação.
Fabrício Ofuji. Crédito: divulgação.

Fabrício Ofuji possui Mestrado em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero (2010) e já produziu discos, turnês, shows, videoclipes, campanhas digitais e filmes. Entre 2004 e 2016, recebeu diversos prêmios com o grupo Móveis Coloniais de Acaju, entre eles o MultishowOrilaxé – dado pelo grupo Afroreggae –Prêmio da Música Digital, além de apresentações por mais de 100 cidades brasileiras e algumas estrangeiras, com participação em festivais como Rock in RioPukkelpop (BEL) e Primavera Sound (ESP).

Arte

Drag Therapy, o projeto que busca mostrar o poder da montação drag queen como diferencial no mercado de trabalho

19fev

por Red Bull Station

“São Paulo é a melhor cidade para se montar no mundo nos quesitos volume, diversidade e talento”. Pode ser que você não soubesse disso, e é por esse motivo que um dos objetivos do Drag Therapy, projeto comandado pelo inglês (e autor da frase categórica) Mitchel Cutmore, é que a capital paulista ganhe reconhecimento como uma cena drag rica, diversa e inovadora. “A mídia internacional precisa começar a citar a cidade nas reportagens sobre tendências no mundo drag e parar de se limitar a lugares como Nova Iorque, Londres, Paris, Berlim e Sidney”, avalia Mitchel, que atende pelo nome Abba Ca$hi€r quando se monta.

E para que cada vez mais drags paulistas reconheçam o poder de sua montação dentro do mercado de trabalho, o Drag Therapy ganhou um novo apelido enquanto ocupa um dos ateliês do Red Bull Station durante o mês de fevereiro: “Departamento de Recursos Inumanos”. O nome visa provocar uma reflexão sobre o conceito de Recursos Humanos e como as normas estabelecidas atualmente não consideram ter drag queens no ambiente corporativo. “Na prática, isso significa que estamos colocando a valorização de drag queens e de seus talentos e habilidades profissionais em pauta. Queremos que o potencial das dragventuras como um processo alternativo e holístico de formação seja reconhecido como tal”, explica Mitchel.

Abba Ca$hi€r e Evah Parada. Crédito: Rodrigo Ladeira.
Abba Ca$hi€r e Evah Parada. Crédito: Rodrigo Ladeira.

Com o objetivo de expandir as dragtividades como diferenciais corporativos em diversas áreas, o Drag Therapy realiza este mês no Red Bull Station quatro edições de #draglab desenvolvidas especialmente para a ocupação. As oficinas buscam estudar como valorizar as atividades drag no mercado de trabalho ‘desmontado’.

“Ao longo de dragventuras frequentes, uma drag queen chega a desenvolver várias habilidades supervaliosas e que deveriam destacá-las no mercado de trabalho, como direção criativa, gestão de projetos, marketing digital, redes sociais e networking”, diz Mitchel. “Porém essa aprendizagem às vezes passa despercebida porque, mesmo no caso das drag queens assumidas em situações de trabalho, não é de se esperar que suas dragventuras sejam vistas como algo que agrega valor ao seu perfil profissional. As oficinas buscam mudar esse cenário”.

Pessoas que já se montaram, se montam ou que pensem em ser montar podem participar das atividades — independente de gênero e sexualidade. “Acredito que qualquer pessoa poderá tirar algo interessante”, conclui Mitchel. Confira mais detalhes nos links abaixo e participe. 

– 20/02: DragLab // Executive MBA Realness

– 21/02: DragLab // 9 to 5

– 23/02: DragLab // She Werks Hard For The Money

– 28/02: DragLab // Afiando a Língua

Arte

Coletivo Abebé aborda a construção da identidade afroindígena em série de eventos gratuitos

09fev

por Red Bull Station

“Nós somos curandeiros que curam através da arte e da cultura”. É assim que Charles Borges, diretor criativo do Abebé, tenta definir toda pluralidade do coletivo cultural que nasceu em maio de 2017 no Grajaú e que ocupa um dos ateliês do Red Bull Station durante o mês de fevereiro. “Começamos em três pessoas e hoje já somos nove, todos com a tarefa comum de proporcionar um local onde as pessoas possam ter acesso à cultura popular brasileira.”

Com esse objetivo, o coletivo criou três frentes: a Plataforma Cultural coletivoabebe.com, a startup em fase de desenvolvimento coartwork.abebe.com e, mais recentemente, o Índigo Lab, laboratório criativo itinerante destinado à oficinas de criação, debates, rodas de conversas e experimentações sociais. Abordando temas como arte, história, fotografia, afroempreendedorismo, identidade, negócios sociais e economia criativa, o Índigo Lab é mais uma ferramenta criada pelo Abebé para ajudar na construção de uma rede de conexões significativa. “É uma maneira da gente, por meio de encontros presenciais, usar do autoconhecimento e da nossa ancestralidade afroindígena para tratar assuntos como racismo e diversidade”, explica Charles.

Identidade visual do Índigo Lab
Identidade visual do Índigo Lab. Crédito: Coletivo Abebé.

Mais do que incluir as populações negra e indígena nos locais dos quais elas muitas vezes são privadas, o Coletivo Abebé enxerga na arte e na cultura uma forma de tornar a sociedade mais justa e inclusiva. “Tem gente que acha que arte e cultura não transformam”, fala Sara Sousa, produtora executiva do grupo. “É uma coisa pouco valorizada, mas tudo isso tem um poder muito grande de acesso que toca todas as pessoas”. Por isso, o grupo acredita ser importante estar em cada vez mais lugares e, durante o mês de fevereiro, traz para o Station uma série de atividades focadas na construção de identidade afroindígena.

Tendo a ancestralidade como base, o coletivo abordará temas como beleza, moda e autoconhecimento. “Queremos valorizar a estética negra e permitir que as pessoas tenham representatividade e se percebam como negras, indígenas, enfim, como brasileiras”, diz Vitor Xavier, produtor audiovisual do coletivo. “O Coletivo Abebé surgiu para preencher essa falta de representatividade que o povo brasileiro, que é miscigenado, precisa”, acrescenta Charles. “Queremos mostrar que existe beleza fora do padrão estabelecido e que essa transformação vem de dentro para fora, e trocando com um número maior de pessoas a gente acaba descobrindo nossas próprias habilidades, e é esse o objetivo maior de nossas atividades”, completa Suelen Ingrid, responsável pelo marketing do grupo.

Serão realizados quatro encontros, com vagas limitadas. Para garantir sua presença, é preciso realizar cadastro na plataforma Red Bull Tickets nos links nas descrições dos eventos abaixo.

• 15/02: Oficina “Divas da Quebrada”
https://www.facebook.com/events/888281618010995/

• 16/02: Oficina de Estética Afroindígena
https://www.facebook.com/events/145011162832198/

• 21/02: Bate-Papo sobre Autoconhecimento e Ancestralidade
https://www.facebook.com/events/188366141750656/

• 23/02: Bate-Papo sobre Saúde Mental na Periferia
https://www.facebook.com/events/979679128852981/

Economia Criativa ⚡️ #ÍndigoLAB #ocupa #afroindígena

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