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Red Bull Amaphiko Festival: shows, oficinas, debates e mostras

22jun

por Red Bull Station

O Red Bull Station e seu entorno, no centro de São Paulo, recebem no dia 2 de julho, das 11h às 21h, o Red Bull Amaphiko Festival, com shows e intervenções, painéis, feira de projetos e oficinas. O evento gratuito marcará o encerramento do Red Bull Amaphiko Academy, que, a partir desta sexta (23), vai reunir durante dez dias 15 inovadores sociais para uma imersão.

Ao todo, 50 projetos criativos e transformadores de diferentes lugares do Brasil vão ocupar a região no domingo (2). Na rua em frente ao Red Bull Station um palco-móvel será um dos destaques, trazendo a cantora, bailarina e compositora da Guiné, Fanta Konate, para abrir a programação, seguida pelos Batuqueiros do Silêncio, grupo de percussão formado por pessoas com deficiência auditiva, que se apresentarão junto aos bailarinos do Instituto Movimentarte.

Também haverá dança com o grupo Gumboot Dance Brasil, que vai apresentar o espetáculo Yebo, e uma aula de funk e hip-hop com os cariocas do Favela em Dança. Uma edição especial do Sófálá: Slam de Poesia, que acontece mensalmente no Red Bull Station com apresentação de Emerson Alcalde e participação do DJ Erick Jay e diversos poetas, também está programado.

Para encerrar, um show da cantora e compositora Lei Di Dai, rainha do dancehall e idealizadora do projeto Gueto pro Gueto – Sistema de Som, com participações especiais de Slim Rimografia e Lurdez da Luz. A mestre de cerimônias do palco será Raquel, do grupo As Bahias e a Cozinha Mineira.

Tecnologia

Red Bull Basement: conheça os selecionados para a 3ª residência

19jun

por Red Bull Station

Giovanna Casimiro e Lina Lopes durante a residência de 2016 do Basement
Giovanna Casimiro e Lina Lopes durante a residência de 2016 do Basement

Nesta segunda-feira (19) anunciamos os selecionados para a terceira residência do Red Bull Basement. Com inscrições iniciadas em abril, o intuito era o de encontrar cinco projetos ainda em fase inicial para desenvolver soluções urbanas por meio de tecnologia. A residência acontecerá de julho a setembro aqui no Red Bull Station.

Foram selecionados protótipos das mais diversas áreas. A lista é formada por: Cristthian Marafigo e Alissom de Jesus com o projeto Micro AerogeradorMarina de Freitas, Leonardo Sehn e Jan Luc Tavares com o projeto Tecnologia Cidadã por Meio de Estações Metereológicas Modulares; Meyrele Nascimento e Ana Carolina da Hora com o projeto Flux – Sistema para Ciclistas; Paulo Jacques com o ClimoBike; Rainer Grassman com a Horta Vertical Automatizada. Como suplentes, foram selecionados: Renan Serrano, com o projeto Recicladora Têxtil Portátil, e Gabriel Cocenza e Rafael Lima, com o projeto Zumé.

Os residentes terão à sua disposição um makerspace com equipamentos para prototipagem dos projetos, que deverão ser apresentados ao final da residência, além de uma agenda paralela com palestras e workshops sobre diversos temas. Quando prontos, os projetos desenvolvidos farão parte de uma plataforma compartilhada.

Para acompanhar e ajudar no desenvolvimento dos projetos eles contarão com a experiência de cinco mentores de diferentes áreas e com ampla experiência em inovação. São eles: Andrei Speridião (design e tecnologia), Gabriela Augustini (empreendedorismo), Mauricio Jabur (hardware), Thiago Avancini (criatividade e tecnologia) e Wesley Lee (design). Também participarão do processo mentores convidados e um monitor em residência, que auxiliará em questões práticas cotidianas no laboratório maker.

SELECIONADOS DA 3ª RESIDÊNCIA DO RED BULL BASEMENT

Cristthian Marafigo Arpino e Alissom Claudino de Jesus (Porto Alegre/RS)
Projeto: Micro Aerogerador
Descrição: Trata-se de um sistema eletromecânico, cuja energia cinética do vento, ao atravessar a hélice de uma turbina eólica, é transformada em energia mecânica no eixo do rotor, que por sua vez é transformada em energia elétrica. Esta energia pode ser utilizada imediatamente ou armazenada em baterias.

Marina de Freitas, Leonardo Sehn e Jan Luc Tavares (Porto Alegre/RS)
Projeto: 
Tecnologia Cidadã por Meio de Estações Metereológicas Modulares
Descrição: Promoção da ciência cidadã no ambiente urbano através do monitoramento ambiental por meio do estímulo à implementação de estações meteorológicas modulares de código aberto e de baixo custo.

Meyrele Nascimento e Ana Carolina da Hora (Rio de Janeiro/RJ)
Projeto: Flux – Sistema para Ciclistas
Descrição: Criação de um sistema de sinalização e funcionalidades para facilitar a vida dos ciclistas e aumentar a sua segurança nas ruas.

Saulo Jacques (Mesquita/RJ)
Projeto: ClimoBike
Descrição: Central portátil de monitoramento das condições climáticas e da qualidade do ar que se adapta a bicicletas urbanas para geração de dados abertos georreferenciados.

Rainer Grassman (São Paulo/SP)
Projeto: Horta Vertical Automatizada
Descrição: Desenvolver e construir um sistema de horta com irrigação automatizada que utilize biofertilizante de compostagem doméstica para nutrir o plantio de alimentos em pequenos espaços urbanos.

SUPLENTES

Renan Serrano (São Paulo/SP)
Projeto: Recicladora Têxtil Portátil
Descrição: Reciclagem de qualquer resíduo têxtil em pequena escala por meio de máquinas open-source de construção simples e barata.

Gabriel Cocenza e Rafael Lima (Sorocaba/SP)
Projeto: 
Zumé
Descrição: Tecnologia e segurança alimentar ao alcance de todos por meio de um sistema de irrigação portátil para planejamento de cultivo a baixo custo.

Exposições

#RBMASP: Red Bull Station recebe exposição do projeto BRZL WAVE

02jun

por Red Bull Station

Red Bull Station recebe exposição do projeto BRZL WAVE
Red Bull Station recebe exposição do projeto BRZL WAVE

De hoje (02) até o dia 11 de junho, o Red Bull Station funciona como o ponto central do Red Bull Music Academy Festival São Paulo, que faz sua estreia em São Paulo com mais de 50 artistas nacionais e internacionais no line-up.

Entre as atrações que rolam aqui no prédio, além da exposição Racionais MC’s: 3 décadas de história, as conversas com Grandmaster Raphael e com os próprios Racionais MC’s, a sample masterclass com KL Jay e a instalação “Kaoss Etudes”, de Nate Boyce, ainda teremos, ocupando um dos ateliers do segundo piso, uma mini-exposição do projeto audiovisual BRZL WAVE, idealizado pelo coletivo NVVE MVE.

NVVE MVE (lê-se Nave Mãe) é um coletivo composto por quatro jovens artistas audiovisuais: Gabriel “KOI”, Caique C13-POI, Daniel “Dannyhell” e Giovanne “finadojamal”, cujo trabalho é inspirado por uma estética glitch contemporânea e referências que vão do cinema experimental ao VHS e à cultura pop dos anos 1980.

Na exposição, os quatro artistas apresentarão trabalhos de seu projeto “BRZL WAVE”, realizados durante a permanência no Red Bull Station entre março e junho, período no qual desenvolveram a identidade visual do Red Bull Music Academy Festival São Paulo.

Arte

#RBMASP: Cafeteria prepara menu especial para o festival

31mai

por Red Bull Station

O Red Bull Music Academy Festival São Paulo começa no próximo dia 2 e, para isso, nossa cafeteria, comandada pelo Coletivo PURA, também organizou um cardápio especial com opções de alimentos cujo preparo é mais rápido (no estilo “on-the-go”) para receber os visitantes aqui no Red Bull Station.

As comidinhas contarão, entre outras delícias, com “montaditos” de pernil e na versão vegana, além de um sanduíche de pão artesanal, costela melada, agrião e mostarda.

Na cartela de drinks, figuram como destaques o Pepino Smash (foto), preparado com rodelas de pepino, gin e Red Bull Lime, e o Tropical Gin, com gin, laranja e Red Bull Tropical.

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Veja abaixo o cardápio completo:

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Exposições

#RBMASP: o que rolará no Red Bull Station

31mai

por Red Bull Station

Exposição Racionais MC's
Neste início do mês de junho, do dia 2 ao dia 11, a programação do Red Bull Station estará inteiramente dedicada ao Red Bull Music Academy Festival São Paulo, evento que rola pela primeira vez no Brasil e que reunirá shows, palestras e exposições.

A maior parte das atrações acontecerão em diversos pontos da cidade, em um cronograma que você pode conferir por meio do site oficial do evento. No entanto, algumas delas ficarão concentradas aqui no Red Bull Station. Compilamos todas abaixo, veja só:

Racionais MC’s: Exposição 3 Décadas de História
Prestes a completar três décadas, o grupo paulistano de rap Racionais MC’s é tema de uma exposição inédita sobre sua carreira. Um pouco da história da vida profissional e pessoal do quarteto formado por Mano Brown, Edi Rock, Ice Blue e KL Jay será recontada por meio de fotos, vídeos e clipes originais e inéditos. Além de exibir roupas e objetos dos integrantes, haverá elementos cenográficos usados nos shows e peças clássicas, como o primeiro mixer do KL Jay.

A exposição tem curadoria de Fernando Velázquez — curador e diretor artístico do Red Bull Station — e conta com a colaboração do repórter André Caramante, que acompanha a trajetória da banda; do fotógrafo Klaus Mitteldorf, responsável pelas fotografias de capa de vários álbuns do grupo; e da manager e ativista Eliane Dias.

Uma conversa com Grandmaster Raphael
Pioneiro do funk carioca traça uma linha do tempo do estilo, contando histórias e curiosidades desde o surgimento dos primeiros bailes no fim dos anos 1980 até a produção de funk atual. Quem conduz o papo é Silvio Essinger, jornalista carioca e pesquisador especializado na história do funk.

Sample Masterclass com KL Jay e Will
O DJ e produtor KL Jay, acompanhado de seu filho e também DJ Will, apresenta músicas originais que foram sampleadas e/ou utilizadas como inspiração para compor algumas das faixas de grande sucesso do Racionais MC’s, influente grupo de rap nacional.

Uma conversa com Racionais MC’s
Mano Brown, Ice Blue e Edi Rock falam sobre suas quase três décadas de carreira, passando pelo desenvolvimento da banda, momentos importantes de sua trajetória e como os discos lançados por eles se relacionam entre si. O jornalista André Caramante mediará o encontro.

Instalação Audiovisual “Kaos Etudes”, de Nate Boyce
Baseada em performance inédita do artista Nate Boyce com seu colaborador de longa data, o produtor Oneohtrix Point Never (Daniel Lopatin), a instalação apresenta a construção de um jogo hipotético, no qual um mundo 3D se funde com composições experimentais.

Arte

Livro reúne poemas dos vencedores de 2016 do Sófálá: Slam de Poesia

19mai

por Red Bull Station

Livro de poemas com os vencedores do Sófálá 2016
Livro de poemas com os vencedores do Sófálá 2016

Neste sábado (20) rola mais uma edição do Sófálá: Slam de Poesias, com a participação do DJ Vitonez e o lançamento do livro e CD musicado “Muzimba – Na Humildade Sem Maldade”, do escritor Akins Kintê, que também fará um pocket show com seus poemas. Mas outro diferencial neste fim de semana será o lançamento do livro de poemas dos vencedores de 2016, cuja capa você vê na imagem acima. Com curadoria assinada por Emerson Alcalde, a edição ainda conta com poemas do próprio escritor.

Foram selecionados materiais de Mariana Felix, Deusa Poetisa, Nelson Maca, Edilson Borges, Felipe Nikito, Hugo Deigman, Robsoul Mensageiro, Daniel GRT, Cleyton Mendes, Tawane Theodoro, Gustavo Duende e Monique Amora. A lista ultrapassa o número de seis autores porque, no ano passado, dois participantes eram premiados em cada edição.

Para quem não sabe, o programa do Sófálá inclui o Slam de Poesias, cujos vencedores lançam seus poemas em um livro, e a Batalha de MC’s, na qual quem ganha garante a gravação de um disco no Red Bull Studios. Relembre abaixo os vencedores da Batalha de MC’s de 2016.

Arte

Luisa Puterman: busca sensorial na música e ocupação do espaço

10mai

por Red Bull Station

Luisa Puterman apresenta o Sonora, no Red Bull Studios, nesta quinta-fira (11)
Luisa Puterman apresenta o Sonora, no Red Bull Station, nesta quinta-feira (11)

Transitando dos festivais de música eletrônica como o Dekmantel –que ganhou sua primeira edição nacional neste ano–, aos espaços culturais com instalações e projetos imersivos, a artista visual e produtora Luisa Puterman faz da música e da imagem grandes aliadas nas possibilidades de ampliação sensorial.

Dois projetos dela figuram como destaque na programação de abril e maio no Red Bull Station, o Moto Perpétuo, que fica na galeria principal até o dia 13 deste mês, e o Sonora, que acontece nesta quinta-feira (11). Com diversos pontos de luz alinhados, o primeiro propõe a reflexão sobre as dinâmicas da transformação urbana por meio de um ambiente cujo som tem por base o movimento e a quebra de materiais como vidro, pedra e areia –comumente associados às construções. O Sonora, por sua vez, consiste em vendar os olhos dos participantes e, com as paisagens sonoras construídas ao vivo por ela em colaboração com o artista Bruno Garibaldi, permitir que a liberdade criativa da imaginação individual aflore os sentidos e instigue o público.

No histórico educacional de Luisa, o estudo musical esteve presente como base durante a infância por estímulo da família. Mas quem observa as produções conceituais da artista hoje provavelmente não imagina que ela começou a se arriscar criativamente aos 15 anos por meio do Garage Band, o aplicativo da Apple. Formada em história da arte e, posteriormente, em engenharia de áudio, encaminhou-se para o experimentalismo de maneira bem natural. Especialmente porque explorar a expansão da força imaginativa por meio da arte é o que a alimenta.

Em entrevista, ela conta um pouco sobre seu processo criativo, a relação com música e acerca do surgimento dos projetos.

Você trabalha com música experimental eletrônica. Como chegou a esse direcionamento?
Sempre estudei música, dai fui estudar história da arte e depois engenharia de áudio. Nesse percurso fui reunindo um repertório amplo que mistura som, imagem e música que resulta um pouco nisso.

Seus projetos envolvem a ocupação do espaço. Como enxerga a composição?
Compor no espaço e no tempo são coisas bem diferentes, mas que se complementam de certa forma. No tempo, o raciocínio é mais musical, ligado a melodias, harmonias e outros elementos que formam uma ideia mais comum do que é música. No espaço são outros os desafios que ainda busco compreender, até porque cada espaço é único, o que me leva a pensar que cada espaço ja é em si uma composição.

Como foi a concepção do projeto Sonora?
Ele nasceu em julho de 2016, durante uma residência artística no espaço Área Criativa na cidade de Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Em parceria com Bruno Garibaldi, desenvolvemos uma série de atividades com os moradores, como colaborações com músicos locais, oficinas e apresentações em espaços públicos. Com a vontade de propiciar às pessoas uma experiência de imersão pautada pelo som e palavra, criamos uma viagem de barco para levar as crianças em uma jornada através da imaginação. Para nossa surpresa, aquilo deu tão certo que repetimos a atividade no presídio da cidade onde tivemos a certeza de que o projeto era algo maior e mais denso. Dessa forma, temos desenvolvido novos roteiros e explorado diferentes contextos e formatos de atuação. E agora o projeto tem um site, que pretende explicar e ilustrar um pouco mais sobre o Sonora.

E o Moto Perpétuo?
Surgiu ao longo do segundo semestre do ano passado, pensado especificamente para o contexto do festival Novas Frequências. A instalação foi meio que aparecendo conforme ideias sobre construção e destruição cruzavam meu caminho. Fui atrás de sons que pertencem a esse universo e acabei chegando num conceito de ciclo infinito, de uma angústia implícita nos processos ilusórios de renovação — além do fato de as cidades estarem inundadas por sons que, como consequência desses processos, nos habitam de forma inconsciente e esteticamente intrigante.

Ambos os projetos se valem de experiências imersivas. Casar alguns elementos estéticos de arte contemporânea com a música é uma maneira de extrair desta ainda mais possibilidades sensoriais?
Nosso corpo é algo complexo, principalmente nesse eixo sensorial… Acho que existem várias maneiras e possibilidades de se trabalhar isso, tento ativar essas possibilidades com o que me interessa e com o que trabalho melhor tecnicamente.

Você tocou no Dekmantel por aqui. Trabalhar com música nos moldes mais “tradicionais” te gera o mesmo entusiasmo?
Sim. Acho que o importante é manter uma conexão com o som de alguma maneira… Música tem um apelo muito forte em mim e isso não tem nada a ver com qualquer tipo de etiqueta ou categoria, mas sim com a potência de comunicação e transformação que o som carrega.

Residência Artística

Inscreva-se para as novas turmas da Residência Artística do Red Bull Station

03mai

por Red Bull Station

Iniciadas as inscrições para as 13ª e 14ª turmas da Residência Artística do Red Bull Station, que rolarão entre 01/08 a 02/09 e de 26/09 a 28/10, respectivamente. Cada uma das edições contemplará seis artistas ou coletivos atuantes nas áreas de artes visuais, performance, arte sonora, novas mídias e demais manifestações contemporâneas.

Fernando Velázquez, o curador do Red Bull Station, contará com a colaboração de dois ex-residentes, os artistas Bruno Palazzo e Raphael Escobar, para escolher o time de artistas. “Após 12 edições, estamos reformulando o projeto, teremos duas edições no ano, de menor duração, mas com maior intensidade”, afirma Fernando.

Além do espaço individual, os residentes terão à disposição dois ateliês colaborativos (um digital e o outro analógico) e o makerspace do Red Bull Basement. O programa também inclui um encontro individual com um curador convidado pela equipe do Red Bull Station, no chamado Studio Visit.

Quer participar?
Basta realizar a inscrição aqui no nosso site e seguir as diretrizes do edital. Dentre os itens obrigatórios para a seleção, estão o envio de currículo e portfólio dos candidatos até o dia 30/06.

Vale destacar que as inscrições para as duas próximas edições serão feitas pelo mesmo edital, entre maio e junho. Cada edição terá a duração de cinco semanas, com uma mostra de ateliê aberto ao final de cada uma. Em dezembro, todos os 12 residentes do ano apresentarão suas obras desenvolvidas durante o projeto em uma exposição coletiva no Red Bull Station.

Palestras

5 momentos do Red Bull Music Academy Session com Quantic

29abr

por Red Bull Station

Will Holland é mais conhecido na praça pelo nome artístico Quantic e, embora britânico, aprofundou-se nas produções e na pesquisa da sonoridade latina ao longo da última década de carreira. O índice de rendimento do músico é tão grande que, com apenas 37 anos de idade, já colocou no mercado 17 álbuns –envolvendo projetos como The Limp Twins, The Quantic Soul Orchestra e o Ondatrópica.

De passagem pelo país, esteve no Red Bull Station, em São Paulo, para um bate-papo como parte do Red Bull Music Academy Session neste sábado (29). Ali, Quantic falou sobre sua experiência no universo musical e a busca incessante por vinis que enriqueçam sua coleção, bem como a paixão que floresceu do contato com a cultura latino-americana. Comentou algumas faixas preferidas, colocando-as no toca-discos para que o público pudesse ouvir (do sound system jamaicano ao rock psicodélico setentista vindo do Peru), e revelou um pouquinho sobre o que andou criando durante as gravações realizadas no nosso estúdio durante a última semana. Separamos, abaixo, cinco momentos da conversa.

Criação livre e musical
“Meus pais sempre foram bem cabeça aberta. Minha mãe era cantora e meu pai era um obcecado por banjo e pelo country de maneira geral. Eles não eram hippies, mas pertenciam à geração do folk. Então, cresci ouvindo esses tipos de som. E tínhamos um piano na casa em que morávamos. A mudança maior para mim veio quando eu descobri o Iron Maiden. Pensei: ‘nossa, dá para eletrificar! [risos]’, porque sempre estive habituado aos instrumentos acústicos. Nos anos 90, comecei a entrar em contato com a música eletrônica, e a experiência de samplear me levou para o hip-hop. A partir dali, conheci mais sobre o soul e o jazz.”

Paixão pela latinidade
“É bem difícil conseguir ouvir boa música latina na Inglaterra. A gente acaba tendo contato apenas com os clichês. Se você tem interesse em uma educação musical maior, precisa cavar. Tive a chance de ir para Porto Rico em um festival e passei a conhecer mais sobre os sons da região. Tenho um amigo cineasta que é de Cali (Colômbia). Eu colecionava discos e queria fazer uma pesquisa por lá. Acabei indo e me apaixonando. É uma cidade bastante intensa onde prevalece a salsa. Mas sempre quis fugir do que era caracterizado como coisa de turista, não queria ser o gringo. Um amigo músico resolveu que queria gravar algumas coisas de cúmbia. Convidou 13 músicos. Todos chegaram ao mesmo tempo e foi um desastre a gravação [risos]. Ninguém se conhecia, eu não falava espanhol… Com o tempo, coisas novas foram surgindo.”

Musicalidade plural
“Eu realmente mudo bastante [risos]. Gosto da ideia de reinvenção. Mas, de maneira geral, acredito que existam coisas em comum entre os meus trabalhos, porque sempre me mantenho no contexto de fazer música para dançar e com linhas de baixo marcantes. E gosto do aspecto da melancolia na pista de dança. Não curto muito romantismo e coisas do tipo. Eu não tenho também o costume de ouvir os álbuns que eu fiz. Me dedico a um projeto e não retorno a ele depois de pronto. Não gosto da ideia de ser possessivo. E sobre o meu processo de criação, os discos são sempre reflexo das interações sociais que tenho, das pessoas que vou conhecendo ao longo do caminho. Esse é o meu combustível.”

Sobre apropriação cultural
“Ainda sigo refletindo bastante sobre esse assunto. Há o lado do músico em mim que pouco se importa, que quer trabalhar com artistas do mundo todo, trocar experiências, conhecer estilos diferentes e produzir arte. A coisa da alegria em fazer música. Mas quando falamos da questão mercadológica, existe uma questão a se pensar. Há muitos músicos esquecidos, talentos não reconhecidos. Acho importante que as pessoas revelem suas fontes, que falem de onde aquele gênero pertence, quem compôs aquela canção etc. Há muito interesse europeu em música latina. Bandas de lá que tocam os sons daqui ou da África. Mas eu espero que também haja um diálogo inverso. Que bandas africanas toquem Beatles, por exemplo.”

Gravação no Red Bull Studios
“Durante essa passagem por São Paulo, tive a oportunidade de entrar em estúdio. Gravei por três dias com um time de músicos brasileiros, trabalhando com a sonoridade do Nordeste, que é a minha preferida. Maracatu, forró… Trouxemos um sanfoneiro excelente. Tenho material para um álbum, mas ainda não sei em qual formato essas canções serão lançadas ou quando.”

Arte

Curador e diretor artístico do Red Bull Station participa de palestra em Barcelona

27abr

por Red Bull Station

Fernando Velazquez durante palestra no Pulso 2016, aqui no Red Bull Station
Fernando Velazquez durante palestra no Pulso 2016, aqui no Red Bull Station

Responsável pela curadoria e pela direção artística do Red Bull Station desde a abertura em 2013, o artista multimídia Fernando Velazquez viajou para Barcelona neste fim de semana. Ele participa do evento anual IAM Weekend, que rola entre 27 a 30 de abril com o tema “The Renaissance of Utopias”. Organizado pelo Internet Age Media, o foco dessa turma é refletir sobre o futuro e a conexão entre tecnologia, educação e cultura em diversas plataformas.

Fernando nasceu em Montevidéu, no Uruguai, mas mora em São Paulo desde 1997. A pesquisa de trabalho dele inclui os campos da arte, tecnologia e filosofia. Mestre em Moda, Arte e Cultura pelo Senac-SP, pós-graduado em Video e Tecnologias On e Off-line pelo Mecad de Barcelona, participa de exposições e palestras no Brasil e no exterior.

No evento, ele vai falar um pouco sobre os trabalhos no Red Bull Station dentro da discussão “Post-Work”. A reflexão toda será em torno da definição e distribuição dos novos conceitos de trabalho e dos valores das ideias criativas tanto na política quanto na educação da sociedade de amanhã. Para quem quiser saber mais, vale destacar que o conteúdo estará disponível gratuitamente por duas semanas na página oficial do evento.