Data e horário

20/02/2016 - 30/04/2016

11H - 20H

Local

Ingresso

Gratuito

RSVP

O Red Bull Station inaugura o calendário de 2016 com duas exposições simultâneas: “Fronteiras_Imigrante“, de André Penteado, e “Fronteiras_Zero Hidrográfico“, da dupla Gisela Motta e Leandro Lima.

Segundo Fernando Velázquez, curador do espaço, a intenção foi revisitar esses trabalhos dos artistas com um novo olhar. No próximo dia 9, acontece um bate-papo com os artistas, às 20h.

Composta por lâmpadas fluorescentes flutuantes que ondulam como o mar, a instalação Fronteiras_Zero Hidrográfico propõe um olhar em torno da convenção chamada “zero hidrográfico”, uma medida de segurança náutica resultante da diferença do nível das marés e que serve para orientar a navegação.

Ao ser exposto no Red Bull Station, o trabalho traz à tona o embate dos habitantes de São Paulo com as enchentes que tomam a cidade. O edifício que recebe agora a obra foi uma das principais usinas de energia da capital no começo do século XX, e foi construído na confluência dos rios Saracura, Japurá-Bixiga e Itororó, que por sua vez desaguam no rio Anhangabaú.

preview-full-ZH_RIO

“Zero Hidrográfico”, da dupla Gisela Motta e Leandro Lima.

Já em Fronteiras_Imigrante”, Andre Penteado investiga a camada psicológica que envolve o imigrante. Durante os sete anos em que morou em Londres, na Inglaterra, o artista visitou o jardim botânico Kew Gardens onde descobriu um fato inusitado: suas estufas de plantas tropicais são visitadas constantemente por imigrantes de países quentes.São, principalmente, paquistaneses e indianos, em busca de ativar memórias relativas ao tempo deixado para trás. Foi esta descoberta que impulsionou a criação das três séries fotográficas, ao todo com 29 imagens, do vídeo e da animação que compõem este projeto.

preview-full-CF013239

A mostra tem entrada gratuita e fica em cartaz até 24 de março.

SOBRE OS ARTISTAS

André Penteado

O artista, que nasceu em São Paulo em 1970, produz desde 1998 utilizando a fotografia e o vídeo como instrumentos de investigação das complexas sensações decorrentes de momentos transformadores da vida. Em outra vertente, seu trabalho aborda questões histórico-políticas do Brasil.

Já realizou sete exposições individuais e participou de mais de uma dezena de coletivas, suas obras já foram exibidas no Brasil, Argentina, Espanha e Reino Unido, onde teve seus projetos publicados no British Journal of Photography e na Source Magazine e realizou apresentações sobre sua obra na Photographers’ Gallery, Four Corners e Photofusion Gallery.

Em 2013 venceu o Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger com o trabalho O Suicídio de meu pai e em 2014 teve seu projeto Tudo está relacionado selecionado para o Rumos Itaú Cultural 2013-2014.

Em 2014 lançou seu primeiro livro – O suicídio de meu pai – e em 2015 publicou, pela Editora Madalena, o segundo – Cabanagem, que foi incluído nas listas de melhores do ano de Martin Parr, no site Time Lightbox, e também de John Gossage, no site Photoeye.

Gisela Motta e Leandro Lima

Gisela Motta e Leandro Lima, nasceram em 1976, em São Paulo onde vivem e trabalham. Formados em 1999, em Artes Plásticas pela FAAP. Desde 1997 trabalham em dupla e participam de diversas mostras coletivas no Brasil e exterior.

Dentre as exposições individuais destacam-se em 2015 “Chora-Chuva” na Galeria Vermelho, SP. Em 2012 “Sopro” no CCBB, RJ e “Anti-Horário” na Galeria Vermelho, SP. In.situ.ações, Mamam do Pátio, Recife, em 2011.  E em 2009 “Sob Controle”, na Galeria Vermelho, e Dial M for Murder, no Centro Cultural Britânico_13 º Festival Cultura Inglesa, ambas em São Paulo.

Em 2007 foram selecionados pelo programa da Unesco – Aschberg Bursaries for Artist Programme para a residência artística no Hiap, Helsinki, FI, e em 2008  para a residência artística na Inglaterra Artist Links – England/Brazil, do British Council. Em 2010 foram contemplados pelo prêmio CIFO, da Cisneiros Fontanals Art Foundation, Miami. Em 2014 participaram do programa de residência da Bienal de Vancouver e foram selecionados pelo Novo Rumos Itaú Cultural.

Horários de visitação: de terça a sexta das 11h às 20h, sábados das 11h às 20h

Bate-papo com os artistas: 9 de março às 20h