Arte

Drag Therapy, o projeto que busca mostrar o poder da montação drag queen como diferencial no mercado de trabalho

19fev

por Red Bull Station

“São Paulo é a melhor cidade para se montar no mundo nos quesitos volume, diversidade e talento”. Pode ser que você não soubesse disso, e é por esse motivo que um dos objetivos do Drag Therapy, projeto comandado pelo inglês (e autor da frase categórica) Mitchel Cutmore, é que a capital paulista ganhe reconhecimento como uma cena drag rica, diversa e inovadora. “A mídia internacional precisa começar a citar a cidade nas reportagens sobre tendências no mundo drag e parar de se limitar a lugares como Nova Iorque, Londres, Paris, Berlim e Sidney”, avalia Mitchel, que atende pelo nome Abba Ca$hi€r quando se monta.

E para que cada vez mais drags paulistas reconheçam o poder de sua montação dentro do mercado de trabalho, o Drag Therapy ganhou um novo apelido enquanto ocupa um dos ateliês do Red Bull Station durante o mês de fevereiro: “Departamento de Recursos Inumanos”. O nome visa provocar uma reflexão sobre o conceito de Recursos Humanos e como as normas estabelecidas atualmente não consideram ter drag queens no ambiente corporativo. “Na prática, isso significa que estamos colocando a valorização de drag queens e de seus talentos e habilidades profissionais em pauta. Queremos que o potencial das dragventuras como um processo alternativo e holístico de formação seja reconhecido como tal”, explica Mitchel.

Abba Ca$hi€r e Evah Parada. Crédito: Rodrigo Ladeira.
Abba Ca$hi€r e Evah Parada. Crédito: Rodrigo Ladeira.

Com o objetivo de expandir as dragtividades como diferenciais corporativos em diversas áreas, o Drag Therapy realiza este mês no Red Bull Station quatro edições de #draglab desenvolvidas especialmente para a ocupação. As oficinas buscam estudar como valorizar as atividades drag no mercado de trabalho ‘desmontado’.

“Ao longo de dragventuras frequentes, uma drag queen chega a desenvolver várias habilidades supervaliosas e que deveriam destacá-las no mercado de trabalho, como direção criativa, gestão de projetos, marketing digital, redes sociais e networking”, diz Mitchel. “Porém essa aprendizagem às vezes passa despercebida porque, mesmo no caso das drag queens assumidas em situações de trabalho, não é de se esperar que suas dragventuras sejam vistas como algo que agrega valor ao seu perfil profissional. As oficinas buscam mudar esse cenário”.

Pessoas que já se montaram, se montam ou que pensem em ser montar podem participar das atividades — independente de gênero e sexualidade. “Acredito que qualquer pessoa poderá tirar algo interessante”, conclui Mitchel. Confira mais detalhes nos links abaixo e participe. 

– 20/02: DragLab // Executive MBA Realness

– 21/02: DragLab // 9 to 5

– 23/02: DragLab // She Werks Hard For The Money

– 28/02: DragLab // Afiando a Língua