Arte

Como foi o workshop do Red Bull Flying Bach

13mar

por Red Bull Station

O Red Bull Flying Bach é uma performance de dança moderna da peça “Cravo Bem Temperado”, de Johann Sebastian Bach, criado pelo grupo alemão Flying Steps. O espetáculo une música clássica com hip-hop, b-boying com balé, a fim de romper barreiras de classe e expectativas culturais. Depois de passar por mais de 35 países e encantar mais de 500 mil espectadores, o espetáculo finalmente chegou ao Brasil e teve sua estreia no festival Música em Trancoso, no dia 5 de março.

Depois da apresentação na Bahia, Benny e Lil’ Rock, considerados dois grandes dançarinos mundiais do breakdance, vieram para São Paulo ministrar duas oficinas de danças urbanas no Red Bull Station na segunda-feira (12). O primeiro workshop, apresentado por Lil Rock, foi direcionado para ensinar os movimentos de House, em seguida, Benny, ensinou alguns passos de breakdance.

Os b-boys Lil' Rock e Benny. Crédito: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool
Os b-boys Lil’ Rock e Benny. Crédito: Felipe Gabriel / Red Bull Content Pool

Depois de participar do workshop, aproveitamos para conversar com os dançarinos para saber como foi a experiência de se apresentar pela primeira vez no Brasil.

E aí! Como foi a apresentação no Trancoso Music Festival?

Benny: Foi lindo! Nós amamos o Brasil. É muito legal ver que as pessoas aqui amam o que nós fazemos, acho que foi a plateia que mais vibrou durante o show no mundo inteiro. E não é só o público que é caloroso… o clima também! Hahaha. Estava muito calor lá na Bahia, ainda mais pra nós que viemos da Alemanha.

Lil’ Rock: Essa foi minha primeira vez no Brasil e eu adorei! A apresentação foi incrível.

O Red Bull Flying Bach une elementos clássicos e modernos. Como isso influencia os workshops?

Benny: Os workshops são mais focados em dança urbana, ensinamos alguns passos de breakdance para iniciantes e deixamos a parte clássica mais para o espetáculo mesmo.

Lil’ Rock: Para esta oficina nós focamos em dois tipos de dança urbana: o House e a Breakdance.

E vocês conhecem alguma dança brasileira?

Benny: Sim, claro! Samba. É uma dança linda. Eu adoro ver os brasileiros dançando, é um movimento muito único, é algo natural que se move junto da música. Quando estivemos em Trancoso, dançamos com algumas meninas de lá, e nossa, elas realmente levam jeito!

Lil’ Rock: Capoeira! Já tentei alguns passos quando eu era mais novo, foi divertido! Vocês já estiveram em mais de 35 países apresentando o show.

O que a dança tem que a que torna tão poderosa, mesmo para culturas tão diferentes uma da outra?

Benny: A música e a dança unem as pessoas. É algo muito especial. Nós aprendemos com a música, aprendemos como Bach compunha as suas canções e transformamos isso em movimentos. E nós queremos mostrar pro mundo essa cultura, tanto do hip-hop como da música clássica. Nós nos esforçamos muito para criar este espetáculo, treinando todos os dias por horas até chegar onde chegamos.

Lil’ Rock: É um espetáculo que une gerações. De um lado nós temos a geração mais nova, que vem através do hip-hop, e do outro temos a geração mais velha, que vem através da música clássica. É muito legal misturar estes dois elementos.

Falando nisso, qual é a maior diferença que vocês sentem em relação à dança brasileira comparando com o resto do mundo?

Benny: Os brasileiros tem um jeito muito único e muito sexy de se mover que. Como eu te disse anteriormente, nós encontramos essas meninas em Trancoso que nos ensinaram alguns passos de dança, elas me inspiraram muito, a sua expressão e a sua confiança… é amor puro. Muitas vezes as pessoas pensam muito na parte técnica na hora de dançar, mas eu acho que os brasileiros dançam com o coração.