O ecossistema cultural do coletivo CHRUA

CHRUA é um projeto que nasceu nas artes visuais mediado por 3 artistas de partes diferentes do mundo, buscando expandir e sugerir outros usos para corpos, matérias e espaços tropicais. CHRUA é uma imaginação que atua e aciona diferentes materiais e espaços, uma imaginação que percorre, atravessa e inventa palavras, gestos e ações. CHRUA é sistema vivo. CHRUA é um dos coletivos que ocupa o Red Bull Station durante o mês de fevereiro.

“Hoje, o CHRUA se entende como uma plataforma intertropical, que pesquisa e vincula maneiras de ser ponte entre culturas e cultivos, buscando expandir as linguagens artísticas”, explica Camila Vaz, membro do grupo. “Percorremos distintas linguagens, tais como performance, produção de zines, artes gráficas e vídeos e assim pensamos em um ecossistema cultural, capaz de autorregulação criativa.”

Durante suas pesquisas, o CHRUA encontrou na feira livre um ambiente propício para seu desenvolvimento. “Entendemos a feira livre como um lugar onde diferentes trajetórias sociais se cruzam, onde uma vez por semana as dinâmicas sociais se alteram em um sentido cíclico de abertura e fechamento“, explica Camila. “O espaço normalmente destinado aos carros se transforma em local de colocar a palavra em ação, os gestos em movimento, os sentidos à prova: cheiros, sons, sabores e cores entre corpos.”

O Coletivo se baseia em três pilares principais: brincadeira, armadura e proteção. “Nos apropriamos de alguns conceitos do sistema para inventar ou sugerir outros usos, buscando ser conscientes e responsáveis, reflexivos e brincantes”, conta Camila. “Para tempos de ameaça.”

Foi com esse objetivo que o CHRUA começou a coletar os cocos que sobravam de uma barraca de feira que vendia água da fruta e passou a imaginar todas as potencialidades do material, capazes de se propagar e de se autorregularem. “Passamos a fazer churrascos na rua com a carne de coco”, lembra Camila. “Também colhemos suas fibras e delas nasceu a habitação corporal Niã.”

Membros do CHRUA vestem o Niã, habitação corporal criada pelo coletivo. Crédito: divulgação.
Membros do CHRUA vestem o Niã, habitação corporal criada pelo coletivo. Crédito: divulgação.

As pesquisas do coletivo continuam durante a Ocupação do Red Bull Station. “Aproveitamos o espaço para produzir novos zines”, diz Camila. “Além disso, a conexão com outros coletivos com princípios similares aos nossos contribuiu para alargamento do espírito CHRUA.” No dia 28 de fevereiro, o coletivo abre seu ateliê no Red Bull Station e convida o público a participar do Hospital de Brincadeiras e do Banco Intermundial de Gestos, Movimentos e Danças, que consiste na troca de gestos por zines.

Arte e resistência se encontram na Bienal de Artes Ouvidor 63

Quem passa pela altura do número 63 da Rua do Ouvidor, em São Paulo, pode achar que o endereço é mais um prédio esquecido do centro antigo da cidade. Mas desde de maio de 2014, o espaço borbulha arte com mais de 100 artistas ocupando seu interior, onde em 2016 foi realizada a 1ª Bienal de Artes Ouvidor 63, afirmando o local como um centro cultural de resistência. E é para iniciar as atividades que darão origem à segunda edição do evento que o Coletivo Ouvidor 63 ocupa um dos ateliês do Red Bull Station até o final de fevereiro.

“Acreditamos muito no compartilhamento de ideias e conhecimento. Estar no Red Bull Station é poder contar com pessoas especialistas em diversas áreas que complementam o conhecimento que adquirimos na prática no Ouvidor 63″, contam os membros do grupo. “É muito importante poder dividir as dificuldades sobre o projeto e ter o suporte dessa equipe que tanto faz para evoluirmos ainda mais nas ideias e ações para a Bienal.”

O Ouvidor 63 é hoje a maior ocupação artística da América Latina e todo o trabalho que será desenvolvido ao longo dos próximos 6 meses, por meio de 24 laboratórios, será exposto na 2ª Bienal de Artes Ouvidor 63, que acontece no edifício ocupado em setembro, paralelamente à Bienal de Artes de São Paulo.

2ª Bienal de Artes Ouvidor 63
2ª Bienal de Artes Ouvidor 63

O tema da nova mostra será ‘Compartilhar outros mundos possíveis‘. “Acreditamos que este tema gerará resultados muito maiores que os da primeira Bienal, pois a partir do intercâmbio entre saberes e culturas diferentes dentro do Red Bull Station enriquecerá a criação coletiva”.

Criar e fazer curadoria de forma coletiva é um grande e inédito desafio para o coletivo este ano. “Durante a ocupação no Red Bull Station, tivemos grandes resultados nesse sentido: planejamos e formatamos estratégias para a realização do projeto, atraímos facilitadores externos que serão parceiros para os nossos laboratórios e, o mais importante, conseguimos agilizar a nossa comunicação online e offline entre os artistas residentes do Ouvidor 63, o que gerou empatia e muita confiança para a ocupação.”

No dia 28 de fevereiro, os membros do Coletivo Ouvidor 63 recebem o público no Red Bull Station para uma conversa sobre o projeto da Bienal e de uma pequena exposição e mostra de vídeos. “Queremos quebrar todas as barreiras da ocupação com o público externo, para que eles compreendam e se sintam a vontade em conhecer a maior ocupação artística da América Latina.”

Coletivo Ouvidor 63 ocupa ateliê do Red Bull Station em fevereiro. Crédito: Juliana Garzillo.
Coletivo Ouvidor 63 ocupa ateliê do Red Bull Station em fevereiro. Crédito: Juliana Garzillo.

O caminho que a música percorre até chegar aos nossos ouvidos

A gente pode até não se dar conta, mas toda música que ouvimos é resultado de um processo que envolve o esforço de muitas pessoas. Trabalho coletivo, ambição e busca por referências são apenas alguns dos elementos por trás da criação de um som. E é para ir mais fundo no assunto que o Red Bull Station recebe no dia 27 de fevereiro, a partir das 20h, o educador, produtor cultural, produtor executivo de turnês e produtos midiáticos (audiovisual, jogos, música, eventos) e consultor brasiliense Fabrício Ofuji para a palestra “Processos Criativos em Música e Produção Cultural“.

Tendo como base seu histórico como coordenador setorial de música do Laboratório Território Criativo, produtor responsável pela banda Móveis Coloniais de Acaju e também as suas experiências como educador, Ofuji irá debater o cenário de produção em projetos culturais abordando principalmente a criatividade. O evento é gratuito e todos os detalhes de como participar estão aqui.

Mas fica desde já a pergunta: é possível fazer com que um processo essencialmente criativo seja colocado dentro da lógica de produção? “É complexo, afinal ruptura, ousadia e outros termos relacionados à criatividade remetem ao oposto”, avalia Ofuji. “Mas é possível sim mensurar a criatividade e colocá-la dentro de uma lógica de produção.”

Claro que, para isso, é preciso ter em mente que o papel da produção cultural vai além do play que damos no streaming. A área é muito mais ampla e está relacionada à realização de serviços e produtos culturais que levam em conta os mais diversos assuntos e manifestações. “As discussões atuais, que vão de censura de exposições à lei de silêncio, ilustram a importância de se continuar produzindo cultura”, explica Ofuji. “Devemos estar sempre atentos.”

Fabrício Ofuji. Crédito: divulgação.
Fabrício Ofuji. Crédito: divulgação.

Fabrício Ofuji possui Mestrado em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero (2010) e já produziu discos, turnês, shows, videoclipes, campanhas digitais e filmes. Entre 2004 e 2016, recebeu diversos prêmios com o grupo Móveis Coloniais de Acaju, entre eles o MultishowOrilaxé – dado pelo grupo Afroreggae –Prêmio da Música Digital, além de apresentações por mais de 100 cidades brasileiras e algumas estrangeiras, com participação em festivais como Rock in RioPukkelpop (BEL) e Primavera Sound (ESP).

Drag Therapy, o projeto que busca mostrar o poder da montação drag queen como diferencial no mercado de trabalho

“São Paulo é a melhor cidade para se montar no mundo nos quesitos volume, diversidade e talento”. Pode ser que você não soubesse disso, e é por esse motivo que um dos objetivos do Drag Therapy, projeto comandado pelo inglês (e autor da frase categórica) Mitchel Cutmore, é que a capital paulista ganhe reconhecimento como uma cena drag rica, diversa e inovadora. “A mídia internacional precisa começar a citar a cidade nas reportagens sobre tendências no mundo drag e parar de se limitar a lugares como Nova Iorque, Londres, Paris, Berlim e Sidney”, avalia Mitchel, que atende pelo nome Abba Ca$hi€r quando se monta.

E para que cada vez mais drags paulistas reconheçam o poder de sua montação dentro do mercado de trabalho, o Drag Therapy ganhou um novo apelido enquanto ocupa um dos ateliês do Red Bull Station durante o mês de fevereiro: “Departamento de Recursos Inumanos”. O nome visa provocar uma reflexão sobre o conceito de Recursos Humanos e como as normas estabelecidas atualmente não consideram ter drag queens no ambiente corporativo. “Na prática, isso significa que estamos colocando a valorização de drag queens e de seus talentos e habilidades profissionais em pauta. Queremos que o potencial das dragventuras como um processo alternativo e holístico de formação seja reconhecido como tal”, explica Mitchel.

Abba Ca$hi€r e Evah Parada. Crédito: Rodrigo Ladeira.
Abba Ca$hi€r e Evah Parada. Crédito: Rodrigo Ladeira.

Com o objetivo de expandir as dragtividades como diferenciais corporativos em diversas áreas, o Drag Therapy realiza este mês no Red Bull Station quatro edições de #draglab desenvolvidas especialmente para a ocupação. As oficinas buscam estudar como valorizar as atividades drag no mercado de trabalho ‘desmontado’.

“Ao longo de dragventuras frequentes, uma drag queen chega a desenvolver várias habilidades supervaliosas e que deveriam destacá-las no mercado de trabalho, como direção criativa, gestão de projetos, marketing digital, redes sociais e networking”, diz Mitchel. “Porém essa aprendizagem às vezes passa despercebida porque, mesmo no caso das drag queens assumidas em situações de trabalho, não é de se esperar que suas dragventuras sejam vistas como algo que agrega valor ao seu perfil profissional. As oficinas buscam mudar esse cenário”.

Pessoas que já se montaram, se montam ou que pensem em ser montar podem participar das atividades — independente de gênero e sexualidade. “Acredito que qualquer pessoa poderá tirar algo interessante”, conclui Mitchel. Confira mais detalhes nos links abaixo e participe. 

– 20/02: DragLab // Executive MBA Realness

– 21/02: DragLab // 9 to 5

– 23/02: DragLab // She Werks Hard For The Money

– 28/02: DragLab // Afiando a Língua

Para mulheres e por mulheres: conheça a AddWomen, plataforma que tem a sororidade como principal combustível

Em um mundo onde a sororidade salva vidas, a AddWomen se torna fundamental. A plataforma de conhecimento e conexão que busca unir mulheres para inspirarem-se e capacitarem-se mutuamente e juntas impulsionar seus crescimentos profissional e pessoal é um dos projetos que ocupa os ateliês do Red Bull Station em fevereiro. “Abraçamos a criatividade como um todo, estendendo nossa atuação para as mais diversas áreas de comunicação, arte, moda, cinema e tecnologia/inovação”, contam Paula Fernandes e Lily Farias, a dupla que encabeça a plataforma.

O projeto surgiu inspirado nas necessidades que Paula e Lily perceberam a partir de um grupo de Facebook no qual mulheres que, como elas, trabalham com criação publicitária buscavam inspiração, trocavam ideias e confissões sobre dificuldades enfrentadas no mercado e dia a dia nas agências e geravam conversas e movimentos para se fortalecerem. A partir desse grupo, apareceram novas vagas na área – 55 membros conseguiram um novo trabalho –, mulheres demonstraram mais interesse em apoiar outras mulheres e muitas perguntavam sobre oportunidades para cursos com preços mais acessíveis, além da preocupação com a diversidade nas agências.

Lily Farias e Paula Fernandes. Crédito: Renato Aoki.
Lily Farias e Paula Fernandes. Crédito: Renato Aoki.

“Sabendo da realidade de que existem apenas 20% de mulheres atuando na área de criação em agências brasileiras, que elas ganham em média 35% a menos que os homens na mesma posição e que há só 1% de mulheres ocupando posições de liderança, começamos a pensar que mais iniciativas precisavam vir à tona para reverter esse cenário.” Assim surgiu a AddWomen que, em menos de 15 dias de Ocupação, já fechou a programação do site, contratou a plataforma School – que disponibilizará cursos e palestras ao vivo e on-line – e já está fazendo os primeiros testes para colocar o projeto no ar.

“Estar entre os 5 selecionados nessa primeira Ocupação foi aquele empurrãozinho que faltava para focarmos no lançamento e estruturação da plataforma. Foi nesse ambiente inspirador que conhecemos as meninas que participam do Coletivo Abebé, gravamos com elas nossa primeira entrevista para o Channel, nosso futuro canal do YouTube, e vamos aproveitar os espaços da Red Bull Station para produzir mais entrevistas, reuniões e utilizar o ateliê como bunker criativo”.

A plataforma tem lançamento previsto para 8 de março em evento no Auditório do Red Bull Station.

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Coletivo Abebé aborda a construção da identidade afroindígena em série de eventos gratuitos

“Nós somos curandeiros que curam através da arte e da cultura”. É assim que Charles Borges, diretor criativo do Abebé, tenta definir toda pluralidade do coletivo cultural que nasceu em maio de 2017 no Grajaú e que ocupa um dos ateliês do Red Bull Station durante o mês de fevereiro. “Começamos em três pessoas e hoje já somos nove, todos com a tarefa comum de proporcionar um local onde as pessoas possam ter acesso à cultura popular brasileira.”

Com esse objetivo, o coletivo criou três frentes: a Plataforma Cultural coletivoabebe.com, a startup em fase de desenvolvimento coartwork.abebe.com e, mais recentemente, o Índigo Lab, laboratório criativo itinerante destinado à oficinas de criação, debates, rodas de conversas e experimentações sociais. Abordando temas como arte, história, fotografia, afroempreendedorismo, identidade, negócios sociais e economia criativa, o Índigo Lab é mais uma ferramenta criada pelo Abebé para ajudar na construção de uma rede de conexões significativa. “É uma maneira da gente, por meio de encontros presenciais, usar do autoconhecimento e da nossa ancestralidade afroindígena para tratar assuntos como racismo e diversidade”, explica Charles.

Identidade visual do Índigo Lab
Identidade visual do Índigo Lab. Crédito: Coletivo Abebé.

Mais do que incluir as populações negra e indígena nos locais dos quais elas muitas vezes são privadas, o Coletivo Abebé enxerga na arte e na cultura uma forma de tornar a sociedade mais justa e inclusiva. “Tem gente que acha que arte e cultura não transformam”, fala Sara Sousa, produtora executiva do grupo. “É uma coisa pouco valorizada, mas tudo isso tem um poder muito grande de acesso que toca todas as pessoas”. Por isso, o grupo acredita ser importante estar em cada vez mais lugares e, durante o mês de fevereiro, traz para o Station uma série de atividades focadas na construção de identidade afroindígena.

Tendo a ancestralidade como base, o coletivo abordará temas como beleza, moda e autoconhecimento. “Queremos valorizar a estética negra e permitir que as pessoas tenham representatividade e se percebam como negras, indígenas, enfim, como brasileiras”, diz Vitor Xavier, produtor audiovisual do coletivo. “O Coletivo Abebé surgiu para preencher essa falta de representatividade que o povo brasileiro, que é miscigenado, precisa”, acrescenta Charles. “Queremos mostrar que existe beleza fora do padrão estabelecido e que essa transformação vem de dentro para fora, e trocando com um número maior de pessoas a gente acaba descobrindo nossas próprias habilidades, e é esse o objetivo maior de nossas atividades”, completa Suelen Ingrid, responsável pelo marketing do grupo.

Serão realizados quatro encontros, com vagas limitadas. Para garantir sua presença, é preciso realizar cadastro na plataforma Red Bull Tickets nos links nas descrições dos eventos abaixo.

• 15/02: Oficina “Divas da Quebrada”
https://www.facebook.com/events/888281618010995/

• 16/02: Oficina de Estética Afroindígena
https://www.facebook.com/events/145011162832198/

• 21/02: Bate-Papo sobre Autoconhecimento e Ancestralidade
https://www.facebook.com/events/188366141750656/

• 23/02: Bate-Papo sobre Saúde Mental na Periferia
https://www.facebook.com/events/979679128852981/

Economia Criativa ⚡️ #ÍndigoLAB #ocupa #afroindígena

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Artista da 13ª Residência Artística, Henrique Detomi realiza exposição em Belo Horizonte

Começa amanhã (2) no BDMG Cultural em Belo Horizonte, a partir das 19h, a exposição “Espaço Transitório”. A mostra, que fica em carta até o dia 06 de março, traz obras produzidas pelo artista Henrique Detomi durante sua participação na 13ª Residência Artística do Red Bull Station, realizada no ano passado.

A obra recente de Henrique Detomi, tanto em pintura, desenho ou objeto, se enquadra na tradição contemporânea de expansão do campo. Habituado a criar a intervenções em paisagens previamente idealizadas – o artista inventava uma paisagem (natureza) para depois acrescentar estranhos volumes remetendo a arquiteturas futurísticas – o seu embate com a metrópole o fez inverter o processo. Agora é o skyline que circunda o seu ateliê que fundamenta a dinâmica.

“A Residência ajudou a relacionar o que eu produzia antes com uma experiência da paisagem de cidade”, conta Detomi. “O projeto então virou um entendimento da minha relação com o espaço em volta do Red Bull Station. Fiz várias pesquisas sobre o espaço e comecei a perceber a importância dessa construção para a história da cidade, então falar sobre essa região no meu trabalho passou a ser fundamental para mim.”

Henrique Detomi durante a 14ª Residência Artística do Red Bull Station. Crédito: Lost Art / Red Bull Station.
Henrique Detomi durante a 13ª Residência Artística do Red Bull Station. Crédito: Lost Art / Red Bull Content Pool.

A mudança de foco e proceder experimentada por Detomi destaca o quanto o contexto, e a perspectiva sob a qual opera nosso pensar são determinantes na construção da nossa visão de mundo. “Além de continuar minha pesquisa com pintura a óleo e com suporte sobre tela, eu comecei a experimentar também as outras possibilidades que o próprio espaço do Red Bull Station proporcionava”, conta o artista. “A impressão 3D, por exemplo, foi um grande diferencial para minha produção, que partiu para o tridimensional e para experimentar as questões da matéria.”

Com curadoria de Fernando Velázquez, “Espaço Transitório” apresenta pinturas, fotografias com sobreposição de desenhos em transparência e objetos tridimensionais feitos com impressora 3D.