Stripped Sessions especial PULSO

Ogi, Kiko Dinucci, Tim Bernardes, Mauricio Fleury e Biel Basile apresentam canções inéditas

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Foto: Hick Duarte

Uma das ideias da ocupação PULSO – que rolou entre junho e julho deste ano – era reunir artistas e produtores dos mais diversos estilos musicais e ver o que surgiria dessa interação.

As quatro semanas do projeto renderam parcerias nunca imaginadas e uma delas pode ser vista nestes vídeos gravados especialmente para o Stripped Sessions Especial PULSO. O rapper Ogi se uniu a uma banda e tanto, formada só para a gravação de duas canções: “Uma Mulher” e “Não é o final”, escritas por ele. No time, estão Kiko Dinucci (Metá Metá), Tim Bernardes e Biel Basile (O Terno) e Mauricio Fleury (Bixiga 70). Rodrigo Gorky, do Bonde do Rolê, não participou das performances, mas assina a produção de uma delas.

Conversamos com Ogi e Tim Bernardes para saber como rolou a parceria e a produção das canções. E ainda adiantamos: em breve, mais novidades vão surgir desse encontro. “Foi uma ideia que saiu do PULSO e vai gerar frutos”, diz o rapper. Confira o papo!

Ogi: Quando o André [Maleronka], que era um dos curadores, me explicou como ia ser o PULSO, a ideia já me atraiu. Cada núcleo poderia interagir com o outro, de estilos diferentes. Eu sempre gostei de misturar minhas coisas com outros estilos musicais. Já no primeiro dia, fiz contato com os caras do Holger, fui mostrando algumas coisas que já tinha feito. Conheci o Rodrigo Gorky, que era no núcleo do Fabrício [Nobre], mostrei uma música pra ele e ele mandou para o Tim fazer o arranjo. A música é a “Uma Mulher”. No mesmo dia, fui pra casa e escrevi uma letra, que é essa “Não é o final” e apresentei pro Gui Jesus, do selo Risco. Daí ele encaixou o Tim e o Biel e rolou. Eles fizeram os arranjos todos e gravamos aqui no Red Bull Studios.

Tim: Eu não conhecia o Ogi, mas estava trabalhando com o Gorky no meu grupo. Um dia ele chegou e falou: “O Ogi mandou uma capela pra gente fazer um arranjo”. A ideia era pegar um rap dele e transformar numa coisa mais rock’n’roll. Talvez ele tenha sido o cara que mais aproveitou ali, porque saiu mandando rap pra todo mundo.

Gostaria de saber mais sobre essas duas músicas, “Uma Mulher” e “Não é o final”.
Ogi: “Uma Mulher” eu fiz ano passado. Estava ouvindo umas bases antigas de R&B do Timbaland e peguei um kit dele só de instrumentais e comecei a escrever. Fiz em uma noite. Fala da presença de uma mulher à noite, mas quando o dia nasce ela vai embora. E o cara fica querendo que ela volte sempre. Eu não tava satisfeito pela base já existir, eu queria produzir isso de um jeito diferente. Acabei trazendo pro PULSO pra testar. E o Gorky e o Tim acertaram a mão. E a outra é “Não é o final”, uma coisa meio de viagem. O cara tá chorando a vida por uma mulher também. É uma linha que eu não explorava tanto, da coisa mais romântica e mais melancólica. Nessas duas eu procurei explorar mais isso. As duas têm arranjo do Tim e a “Não é o final” tem a produção do Gorky.

Tim: Acho que tem um campo em comum entre os dois lados que é muito legal. A gente é muito ligado em letra. E o Ogi é impressionante, suas ideias fluem em forma de letra, é meio cinematográfico. O que muda mais é o jeito que a letra se encaixa na música, nós gostamos dessa sonoridade meio podre, anos 60. Mas temos muita coisa em comum.

Assista a performance exclusiva de “Não é o final”, no Stripped Sessions especial PULSO:

Ogi, geralmente, você faz uma composição mais solitária e agora tem um time com você. Qual é a diferença?

Ogi: É muito foda, sozinho às vezes a gente trava. Tem umas ideias, mas as coisas não vão pra frente. Com várias pessoas, não. Quando rolou o PULSO, eu ia numa sala, ouvia umas ideias. Depois muitas outras vinham na cabeça. Trabalhando em conjunto as coisas fluem muito mais do que sozinho. Eu gosto de trabalhar desse jeito, mas também gosto sozinho. Pra mim foi uma puta experiência, eu não queria que tivesse acabado, como falei antes. Pelo menos eu colhi os frutos, principalmente por ter feito essas parcerias com esses caras que eu admiro tanto.
E o que mais vocês estão planejando juntos?

Ogi: O Gui já conhecia meu trabalho e eu também já conhecia o trabalho d’O Terno, sempre achei bacana a banda deles. Eles viram que eu tinha várias canções, que não eram rap, eram mais cantadas. Tinha samba, tinha música brega. Eu propus essa ideia de produzir o “Crônicas…”, se eles topariam montar esse time. Eles toparam na hora. Foi uma ideia que saiu do PULSO e vai gerar frutos.

Por Camila Alam

Aventuras do Artista Contemporâneo #37 por Rafa Campos

onde tinha uma doida varrida acompanhada de um fantasma agora temos duas doidas fantasiadas de super-heroínas. não sabemos quais são os poderes que o uniforme da Stricnina confere a galerista. na verdade não sabemos sequer do que estamos falando. mas isso vocês já sabiam..

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Veja o quadrinhos anteriores: 2, 1

Leia todos os arcos do Artista Contemporâneo:
#1
#2
#3

Assista aos quatro episódios da série Pulso

Para finalizar a série PULSO, o quarto episódio deixa uma pergunta no ar. Qual será o futuro da música independente nos próximos anos? “A perspectiva de mudança que temos agora é muito mais rápida do que já aconteceu ao longo da história”, é o que diz a DJ e jornalista Claudia Assef.

Ao lado dela, outros artistas e produtores tentam desvendar esse tema ainda incógnito. Entre eles, estão Felipe Cordeiro, Kiko Dinucci, Rafael Farah, Mauricio Fleury, Arthur Joly, Chico Cornejo e Fabricio Nobre.

Para o sociólogo Chico Cornejo, cada vez mais o artista visual estará ligado aos músicos e aos shows. Kiko Dinucci, que muitas vezes cria as próprias artes de seus cartazes e discos, aposta em uma ideia original: “audiovisual mutante e selvagem. Vai ser esse o formato do futuro”, ele diz.

Se hoje vivemos uma época em que a nostalgia permeia os desejos, há como apostar (ou tentar imaginar) qual seria o formato revolucionário no futuro? Fabricio Nobre responde: “Sei não, velho. Será que vai ser um chip? Será que vai ser um trem? Streming, download, HD, pen drive…já é careta”.

Assista também ao terceiro episódio da série: Do que é feita a cena independente?

Assista também ao segundo episódio da série: “A Arte da autopromoção”

Veja também o primeiro episódio da série: “DNA do artista independente”:

Por Camila Alam

Artista Contemporâneo #36 por Rafa Campos

Artista e Stricnina partem em busca da aura perdida de ouro maciço que a Artista usou para matar o Filósofo da Arte, enquanto ainda era a Crítica de Arte. Leia o arco # 2 se quiser entender a bagaça. Aliás, leia o # 1 também. É isso aí, merchandising é vida. Grandes abraços.

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Veja aqui o quadrinho anterior

Leia todos os arcos do Artista Contemporâneo:
#1
#2
#3